Análise Fílmica: material didático pra uso em sala de aula transdisciplinar
Pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia do Cinema.
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
As mulheres indígenas na mídia brasileira na visão nativa
Aracy Tupinambá fala sobre o contexto das mulheres indígenas na mídia brasileira.
Entrevista com Aracy Tupinambá(Renata Machado S. Rodrigues) do Povo indígena Tupinambá, nasceu em Niterói-RJ, em 25/07/1989. Graduanda em Comunicação Social pela UNESA, previsão de fim de curso em 2012 e cursando Roteiro Cinematográfico no Instituto Brasileiro do Audiovisual Escola de Cinema Darcy Ribeiro.
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Aracy Tupinambá |
Como a mídia (TV, cinema, novelas, comerciais) trata e retrata a mulher indígena?
Aracy Tupinambá: Os povos originários começaram a ser retratados e representados nas telas do cinema e da televisão tendo como base a literatura indianista que resgata elementos etnocêntricos cristalizados no imaginário de grande parte da população brasileira. Obras da literatura de José de Alencar e outros. Para entender como a mídia, a televisão e o cinema retratam a mulher indígena, é preciso compreender como retratam o “ser indígena”, não diferente do que muitos ainda aprendem nas escolas. Faço parte da gestão de um Projeto chamado Índio Educa voltado para alunos e professores do ensino médio e fundamental, no auxilio da História das Culturas Indígenas, junto com outros jovens : Marina Terena, Alex Makuxi, Micheli Kaiowa, Sabrina Taurepang e Amaré Krahô Canela. A gente sabe que começa na escola essa visão preconceituosa que muitos ainda possuem sobre o que é ser indígena e reproduzem em seus trabalhos. A imagem romântica do "bom selvagem" e do "mau selvagem".
Publiquei em 2008 um artigo no Observatório de Imprensa, o titulo era: “De objetos do Novo Mundo a objetos da Nação Brasileira”, eles publicaram com o titulo: “A imprensa é parcial e etnocêntrica”. Nele eu comento o fato da maioria dos grandes jornais brasileiros não abordar a questão indígena com imparcialidade e muitas matérias jornalísticas resgatarem o etnocentrismo que ainda existe em muitos livros didáticos. E principalmente sobre o etnocentrismo europeu estar enraizado no ethos da sociedade brasileira, que foi sendo construída durante séculos sobre bases e correntes de pensamento européias.
Uma novela por exemplo que gerou ate bastante polêmica nesse sentido foi A Lua me Disse,com a atriz paraense, Bumba, que fez a personagem chamada “Índia”, nem um nome foi dado pelos roteiristas. Era constantemente ridicularizada, humilhada pelas patroas na novela, chamada de preguiçosa, ela corria atrás dos homens, tinha o sotaque estereotipado, gritava:“índia quer, índia gostar...”, “índia quando quer homem fica nua na taba...”. Era tudo de negativo que poderiam colocar em uma personagem indígena e que seria motivo de deboche nacionalmente e também internacionalmente já que muitas dessas novelas passam em outros países. Cartas de repúdio foram elaboradas por associações indígenas e a Globo foi aconselhada pelo Ministério Público a mudar o perfil da personagem. Muitas famílias com pouco acesso a informação, através da mídia, das novelas e filmes pensam conhecer os povos. Eu acho muito vergonhosa a forma como muitas dessas novelas retratam a mulher indígena, uma imagem deturpada ligada ao atraso, ridículo, exótico, erótico, com muitas coisas pejorativas. E mesmo assim muita gente ainda pensa que não existe preconceito contra indígenas no Brasil, são estereótipos tão presentes na sociedade que acabam sendo aceitos e vistos como algo natural para algumas pessoas. E o que dizer sobre o recente comercial de bebida alcoólica, com “mulheres indígenas”, no caso atrizes vestidas de índias, com roupas inspiradas na de indígenas americanos não brasileiros, que aparecem para apagar a “fumaça” do churrasco de não indígenas? O não respeito às culturas indígenas. O grande desafio sem dúvida é a descolonização desse “saber colonizado”.
Aracy Tupinambá: Os povos originários começaram a ser retratados e representados nas telas do cinema e da televisão tendo como base a literatura indianista que resgata elementos etnocêntricos cristalizados no imaginário de grande parte da população brasileira. Obras da literatura de José de Alencar e outros. Para entender como a mídia, a televisão e o cinema retratam a mulher indígena, é preciso compreender como retratam o “ser indígena”, não diferente do que muitos ainda aprendem nas escolas. Faço parte da gestão de um Projeto chamado Índio Educa voltado para alunos e professores do ensino médio e fundamental, no auxilio da História das Culturas Indígenas, junto com outros jovens : Marina Terena, Alex Makuxi, Micheli Kaiowa, Sabrina Taurepang e Amaré Krahô Canela. A gente sabe que começa na escola essa visão preconceituosa que muitos ainda possuem sobre o que é ser indígena e reproduzem em seus trabalhos. A imagem romântica do "bom selvagem" e do "mau selvagem".
Publiquei em 2008 um artigo no Observatório de Imprensa, o titulo era: “De objetos do Novo Mundo a objetos da Nação Brasileira”, eles publicaram com o titulo: “A imprensa é parcial e etnocêntrica”. Nele eu comento o fato da maioria dos grandes jornais brasileiros não abordar a questão indígena com imparcialidade e muitas matérias jornalísticas resgatarem o etnocentrismo que ainda existe em muitos livros didáticos. E principalmente sobre o etnocentrismo europeu estar enraizado no ethos da sociedade brasileira, que foi sendo construída durante séculos sobre bases e correntes de pensamento européias.
Uma novela por exemplo que gerou ate bastante polêmica nesse sentido foi A Lua me Disse,com a atriz paraense, Bumba, que fez a personagem chamada “Índia”, nem um nome foi dado pelos roteiristas. Era constantemente ridicularizada, humilhada pelas patroas na novela, chamada de preguiçosa, ela corria atrás dos homens, tinha o sotaque estereotipado, gritava:“índia quer, índia gostar...”, “índia quando quer homem fica nua na taba...”. Era tudo de negativo que poderiam colocar em uma personagem indígena e que seria motivo de deboche nacionalmente e também internacionalmente já que muitas dessas novelas passam em outros países. Cartas de repúdio foram elaboradas por associações indígenas e a Globo foi aconselhada pelo Ministério Público a mudar o perfil da personagem. Muitas famílias com pouco acesso a informação, através da mídia, das novelas e filmes pensam conhecer os povos. Eu acho muito vergonhosa a forma como muitas dessas novelas retratam a mulher indígena, uma imagem deturpada ligada ao atraso, ridículo, exótico, erótico, com muitas coisas pejorativas. E mesmo assim muita gente ainda pensa que não existe preconceito contra indígenas no Brasil, são estereótipos tão presentes na sociedade que acabam sendo aceitos e vistos como algo natural para algumas pessoas. E o que dizer sobre o recente comercial de bebida alcoólica, com “mulheres indígenas”, no caso atrizes vestidas de índias, com roupas inspiradas na de indígenas americanos não brasileiros, que aparecem para apagar a “fumaça” do churrasco de não indígenas? O não respeito às culturas indígenas. O grande desafio sem dúvida é a descolonização desse “saber colonizado”.
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Aracy, com crianças guarani |
Quais seriam os caminhos pra uma mídia com mais respeito aos povos indígenas , em especial as mulheres indígenas?
Aracy Tupinambá: Acredito na conscientização como agente fundamental de transformação. É importante que os profissionais da mídia não fiquem presos a visões ultrapassadas.
Aracy Tupinambá: Acredito na conscientização como agente fundamental de transformação. É importante que os profissionais da mídia não fiquem presos a visões ultrapassadas.
Qual seu conselho para as mulheres indígenas?
Aracy Tupinambá: A vida das mulheres indígenas tem mudado muito, a maioria das culturas são patriarcais. Até pouco tempo era forte o preconceito de que mulher indígena só deve cuidar dos filhos, da roça, artesanato, comida. Muita coisa era apenas direcionada aos homens, principalmente as oportunidades em realizar coisas novas. Mas cada dia que passa esse preconceito vai ficando mais fraco e mulheres vão conquistando voz que antes não tinham em algumas comunidades. Conheço muitas que cursaram ou estão cursando o ensino superior, buscando outras funções que antes apenas era comum aos homens. Existe aquelas que ainda se escondem por medo, dizem apenas que são netas ou filhas de indígenas. A grande maioria quando saem da aldeia para estudar ou trabalhar passa por dificuldades, são discriminadas nas cidades, até são vitimas de violência sexual ou de outros abusos.
Eu venho de uma família de mulheres pajés e guerreiras. Mulheres que sofreram abusos, mulheres que morreram defendendo nosso povo. A avó da minha avó morreu com uma bala no peito defendendo nosso povo. Eu me orgulho das mulheres da minha família, mulheres que não fraquejaram nas dificuldades, nem mesmo sofrendo tortura, mas acreditaram na força de sua cultura e principalmente mulheres de muita fé. Eu diria para minhas parentas de todas as etnias, para não esquecerem quem elas são e não desistirem dos seus sonhos, mesmo que os rios, mares e lagoas fiquem salgados com nossas lagrimas. Não deixem ninguém as desrespeitar ou dizer o que podem fazer. Como mulheres somos o ventre da terra, somos mães da nossa cultura e o equilíbrio, de pés descalços na terra dançando e cantando sempre. Somos a força de um povo, todo seu coração e identidade.
Aracy Tupinambá: A vida das mulheres indígenas tem mudado muito, a maioria das culturas são patriarcais. Até pouco tempo era forte o preconceito de que mulher indígena só deve cuidar dos filhos, da roça, artesanato, comida. Muita coisa era apenas direcionada aos homens, principalmente as oportunidades em realizar coisas novas. Mas cada dia que passa esse preconceito vai ficando mais fraco e mulheres vão conquistando voz que antes não tinham em algumas comunidades. Conheço muitas que cursaram ou estão cursando o ensino superior, buscando outras funções que antes apenas era comum aos homens. Existe aquelas que ainda se escondem por medo, dizem apenas que são netas ou filhas de indígenas. A grande maioria quando saem da aldeia para estudar ou trabalhar passa por dificuldades, são discriminadas nas cidades, até são vitimas de violência sexual ou de outros abusos.
Eu venho de uma família de mulheres pajés e guerreiras. Mulheres que sofreram abusos, mulheres que morreram defendendo nosso povo. A avó da minha avó morreu com uma bala no peito defendendo nosso povo. Eu me orgulho das mulheres da minha família, mulheres que não fraquejaram nas dificuldades, nem mesmo sofrendo tortura, mas acreditaram na força de sua cultura e principalmente mulheres de muita fé. Eu diria para minhas parentas de todas as etnias, para não esquecerem quem elas são e não desistirem dos seus sonhos, mesmo que os rios, mares e lagoas fiquem salgados com nossas lagrimas. Não deixem ninguém as desrespeitar ou dizer o que podem fazer. Como mulheres somos o ventre da terra, somos mães da nossa cultura e o equilíbrio, de pés descalços na terra dançando e cantando sempre. Somos a força de um povo, todo seu coração e identidade.
Como começou a sua historia com o audiovisual ?
Aracy Tupinambá: Sempre gostei de historias, cresci com minha avó Tupinambá me contando historias sobre sua mãe, sua avó, o sofrimento dos nossos parentes e outras historias. Sempre pensei em como registrar a memória e compartilhar sentimentos, como guardar não apenas comigo, mas principalmente compartilhar com outros. Sempre me senti atraída pela imagem, escrita, fotografias e filmes. Tenho uma verdadeira paixão pela escrita e pela imagem.
Em 2000 fiz parte de uma oficina de um grupo chamado Moleque de Idéias, uma oficina de Criação Digital: Criação de Roteiros, Modelagem em massa, Produção de Cenários, Animação Digital, Sonorização e Dublagem. Fizemos um curta metragem sobre os 500 anos do Brasil. Foi a primeira vez que eu havia tido contato com o audiovisual.
Em 2008 comecei a fazer parte como voluntária na área de etnojornalismo no Projeto Índios Online, um portal de diálogo intercultural que promove a comunicação entre várias comunidades indígenas e que realizava oficinas de várias temáticas em aldeias que faziam parte do projeto. Em 2010 fiz parte de um processo seletivo no Instituto Brasileiro do Audiovisual Escola de Cinema Darcy Ribeiro, do qual passei e comecei a estudar Roteiro Cinematográfico com o objetivo de na conclusão do curso passar os conhecimentos adquiridos para as comunidades. Aprendi muitas coisas, tive a oportunidade de ser aluna do Ruy Guerra, Walter Lima Junior, Flávio Tambellini e outros. Conheci coletivos de cinema, como o Coletivo Anti cinema realizado por jovens da Baixada Fluminense.
Comecei a perceber como o etnocinema é importante enquanto ferramenta que revela mundos até então desconhecidos para outras culturas, transformando-se em um instrumento de resistência para os povos indígenas, que fortalece suas culturas, identidades e comunidades. Retrata formas de um povo ver e sentir o mundo, desmistificando a visão do outro sobre uma cultura diferenciada. Eu sempre costumo dizer para as pessoas que me perguntam sobre como é o cinema indígena, eu digo que a força do maracá das imagens é invocada através do espírito em que a câmera se torna nas mãos de um etnocineasta.
Contatos: Aracy Tupinambá http://fragmentosdoinfinito.blogspot.com/ Em breve vou disponibilizar alguns roteiros, vídeos e etc. Acessem meu blog: http://fragmentosdoinfinito.blogspot.com/
tupinamba.rj@gmail.com
Aracy Tupinambá: Sempre gostei de historias, cresci com minha avó Tupinambá me contando historias sobre sua mãe, sua avó, o sofrimento dos nossos parentes e outras historias. Sempre pensei em como registrar a memória e compartilhar sentimentos, como guardar não apenas comigo, mas principalmente compartilhar com outros. Sempre me senti atraída pela imagem, escrita, fotografias e filmes. Tenho uma verdadeira paixão pela escrita e pela imagem.
Em 2000 fiz parte de uma oficina de um grupo chamado Moleque de Idéias, uma oficina de Criação Digital: Criação de Roteiros, Modelagem em massa, Produção de Cenários, Animação Digital, Sonorização e Dublagem. Fizemos um curta metragem sobre os 500 anos do Brasil. Foi a primeira vez que eu havia tido contato com o audiovisual.
Em 2008 comecei a fazer parte como voluntária na área de etnojornalismo no Projeto Índios Online, um portal de diálogo intercultural que promove a comunicação entre várias comunidades indígenas e que realizava oficinas de várias temáticas em aldeias que faziam parte do projeto. Em 2010 fiz parte de um processo seletivo no Instituto Brasileiro do Audiovisual Escola de Cinema Darcy Ribeiro, do qual passei e comecei a estudar Roteiro Cinematográfico com o objetivo de na conclusão do curso passar os conhecimentos adquiridos para as comunidades. Aprendi muitas coisas, tive a oportunidade de ser aluna do Ruy Guerra, Walter Lima Junior, Flávio Tambellini e outros. Conheci coletivos de cinema, como o Coletivo Anti cinema realizado por jovens da Baixada Fluminense.
Comecei a perceber como o etnocinema é importante enquanto ferramenta que revela mundos até então desconhecidos para outras culturas, transformando-se em um instrumento de resistência para os povos indígenas, que fortalece suas culturas, identidades e comunidades. Retrata formas de um povo ver e sentir o mundo, desmistificando a visão do outro sobre uma cultura diferenciada. Eu sempre costumo dizer para as pessoas que me perguntam sobre como é o cinema indígena, eu digo que a força do maracá das imagens é invocada através do espírito em que a câmera se torna nas mãos de um etnocineasta.
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Aracy, dançando Toré |
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Aracy, com o grupo Índio Educa na Escola Tupinamba de Olivença |
tupinamba.rj@gmail.com
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
XIX ENES UACJ 2012 - MÉXICO - Chamada de Filmes
Convocatoria para Documentales
LA RED NACIONAL DE ESTUDIANTES DE SOCIOLOGÍA – DELEGACIÓN JUÁREZ –, A TRAVÉS DE LA FACULTAD DE CIENCIAS SOCIALES Y ADMINISTRACIÓN DE LA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE CIUDAD JUÁREZ.
CONVOCAN
A los estudiantes de Sociología, disciplinas afines a las Ciencias Sociales y a los interesados en general a participar en la 2da Presentación Nacional de Documentales, en el marco del XIX Encuentro Nacional de Estudiantes de Sociología "Las fronteras entre el pensar y el hacer. La práxis sociológica en México y América Latina" que se llevara a cabo en Ciudad Juárez, Chihuahua los días 8 al 11 de mayo del 2012.
Todas las propuestas deberán de regirse bajo las siguientes:
BASES
PRIMERA: Podrán participar Estudiantes de Sociología o de disciplinas afines a las Ciencias Sociales y público en general, cuya obra se refiera a temas relacionados a las temáticas presentadas en las mesas del ENES Juárez.
SEGUNDA: todos los documentales deberán ser producidos de forma independiente (amateur).
TERCERA: Todos los documentales aceptados serán presentados en una exposición durante el encuentro, y NO serán pagados los viáticos de la persona que presente su documental, sin embargo, podrán ser aceptados y presentados documentales sin necesidad de la presencia física del creador o creadores. Así mismo se entregará (o mandará según sea el caso) un reconocimiento de participación.
CUARTA: Las secciones de participación son:
Cortometraje (máximo 20 minutos de duración)
Mediometraje (de entre 21-60 minutos de duración)
Largometraje (de más de 60 minutos de duración)
QUINTA: Las categorías del concurso son:
· El documental científico. (Temática libre relacionada y sustentada bajo un marco teórico y metodológico de las Ciencias Sociales)
· Categoría Libre. (Vida cotidiana, música, entre otros)
SEXTA: La inscripción a la presentación es de carácter gratuito.
SÉPTIMA: Los participantes deberán mandar su propuesta de Documental en los siguientes formatos: .avi ó .wmv. De ser posible el presentarla también físicamente, deberá ser en DVD o en USB el primer día del encuentro y deberán traer otra copia de respaldo en los formatos mencionados arriba.
OCTAVA: Para inscribirse deberán enviar sus trabajos a la siguiente dirección:encuentroenjuarez@gmail.com
NOVENA: La recepción de propuestas es a partir del 7 de Enero del 2012 y hasta el 2 de Abril del mismo año.
DÉCIMA: Los materiales entregados No serán devueltos, todos los documentales presentados pasarán a formar parte de una Videoteca de la RNES. Todo aquel participante con propuesta de documental que ya haya sido presentada con anterioridad y que quiera proponer su obra para el acervo de la videoteca de la RNES, puede entregar su material de acuerdo a las bases anteriores, con la leyenda: MATERIAL EXCLUSIVO PARA ACERVO RNES.
DÉCIMA PRIMERA: Toda propuesta de documental será revisada por un jurado integrado por especialistas y estudiantes que evaluarán: la temática del documental, la duración y el formato.
DÉCIMA SEGUNDA: Todo lo no previsto en la convocatoria será resuelto por el comité organizador del XIX ENES Juárez.
Reglas de la 2da Presentación Nacional de Documentales en el marco del XIX ENES Juárez.
Artículo 1. De los datos de los participantes.
Todo aquel participante en esta modalidad deberá considerar lo siguiente:
Nombre del documental.
Nombre del director (es) del documental, se aceptará un máximo de dos personas como directores por cada documental, o bien, especificar si la producción es colectiva.
Lugar de procedencia de quien (es) presentan el documental.
Universidad de procedencia.
Nombre de la carrera y grado académico.
Correo electrónico.
Número de Teléfono (con clave lada)
Artículo 2. Del contenido de la obra.
Sinopsis o descripción del documental: Se deberá entregar una descripción de máximo 150 caracteres o un aproximado de una cuartilla por cada documental.
Duración: se tendrá que especificar la duración del documental y seleccionar la categoría a la que corresponde de acuerdo a la misma.
Artículo 3. Exhibición.
Todos los documentales debidamente inscritos, serán presentados en el marco del XIX ENES JUÁREZ.
Artículo 4. Videoteca.
Considerando los resultados de esta nueva modalidad de expresión y trabajo sociológico en los últimos eventos de la Red Nacional de Estudiantes de Sociología, EL DOCUMENTAL es menester abrir un espacio para lo visual, y complementar el quehacer del sociólogo y del científico social. Por tanto, se colaborará para la creación de la Videoteca con el material audiovisual que se presente en este evento y si es posible con los que hasta ahora se ha creado, con el objetivo de respaldar, recabar y preservar el trabajo en el campo audiovisual, producto de los estudiantes e interesados en el tema.Los mecanismos para la creación de esta videoteca serán tratados en las juntas respectivas de representantes.
Artículo 5. Inscripción
La inscripción de las obras se deberá respetar en tiempo y forma para evitar cualquier asunto posterior que ponga en riesgo dicha actividad.
a) El formato de la obra deberá ser el establecido en las Bases anteriormente mencionadas.
b) Al momento de la entrega del material audiovisual se debe entregar una copia con los datos específicos y con el acuse de recibido por parte del jurado que seleccione las obras.
c) Todos los documentales deberán entregarse el primer día de inscripción, en una mesa especial para la recepción de obras audiovisuales. Se indicará y designará la ubicación de la mesa en el transcurso de la evaluación de propuestas.
d) Se designará el lugar, hora y día específico para la presentación de cada documental en el programa del evento.
e) Solo se podrá participar con UN documental por Participante ó participantes (en el caso de los colectivos).
Artículo 6. Restricciones
Los organizadores de la 2da Presentación Nacional de Documentales podrá reservarse el derecho de admisión de trabajos que no cumplan con lo dispuesto en la presente convocatoria.
Las restricciones son en cuanto al género: por ejemplo, obras de ficción, publicitarias, institucionales, ni reportajes o trabajos periodísticos.
+ infos sobre o Encontro
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Entre o próximo e o distante: Louis Malle, um cineasta décalé
Resumo:
Este artigo analisa o modo como Louis Malle (1932-1995) – cineasta pertencente à alta
burguesia francesa – construiu sua distinção no campo cinematográfico. Considerado por
uma parte significativa da crítica especializada nativa, ao debutar no métier, como um
“esteta”, um “dandy”, um “diletante”, o artigo avalia se a posição social do cineasta instigou
apreciações particulares na validação de seu trabalho, principalmente no início de sua
carreira.
Abstract:
This article analyses the way Louis Malle (1932-1995) – moviemaker who belonged to the
French high bourgeoisie – built his distinction in the cinematography field. Considered when
started in the métier, an esthete, a “dandy”, a “dilettante” by a significant part of the native
specialized critics, the article evaluates if the social position of the moviemaker arouse
personal appreciations on the validation of his work, mainly in the beginning of his career.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
- O Santuário dos Pajés - Brasília
Hayayá, o Santuário Não Se Move!
Indio é Terra, Não dar para separar!
Depoimento do diretor Antonio Francisco, natural de Brasília e com 27 anos:
Qual o objetivo do filme?
Antonio: O Filme Sagrada Terra Especulada - a luta contra o Setor Noroeste (70min, 2011) narra um período de lutas contra o Setor Noroeste, bairro de alto luxo construído pela especulação imobiliária do Distrito Federal.
Tendo como enfoque a luta realizada desde o a Reserva Indígena Santuário dos Pajés, o filme traça a ação da mídia, políticos, empresários, especuladores e burocratas: todos a serviço do lucro/segregação. Do outro lado, apresenta a ação de movimentos populares em uma incansável e também vitoriosa luta contra estes podres poderes.
Produzido pelo Centro de Mídia Independente, o lançamento ocorre no período em que as ações do Movimento Fora Arruda e Toda a Máfia completam um ano. Tem saudades do Arruda? do Paulo Octávio? Ivelise Longhi? Das mentiras do Correio? Participe do lançamento desde vídeo e relembre também da necessidade de continuar lutando!
Produzido pelo Centro de Mídia Independente, o lançamento ocorre no período em que as ações do Movimento Fora Arruda e Toda a Máfia completam um ano. Tem saudades do Arruda? do Paulo Octávio? Ivelise Longhi? Das mentiras do Correio? Participe do lançamento desde vídeo e relembre também da necessidade de continuar lutando!
No dia 03 de outubro de 2011, o documentário ganhou o prêmio de segundo lugar na categoria longa-metragem, do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília. No mesmo dia, a Emplavi invadiu com tratores e funcionários parte da área pertencente aos povos indígenas que habitam o Santuário dos Pajés. Apesar da resistência, o Governo do Distrito Federal, a Terracap, e a mídia do local ignoram os aspectos legais que impedem a construção
naquele local.
naquele local.
A exibição deste documentário, que não recebeu qualquer tipo de patrocínio e foi realizado de maneira voluntária e coletiva e liberado livremente para cópias e distribuição em formato copyleft, se dá no contexto de tentativa das construtoras em retirar os indígenas e militantes que defendem o Santuário à força nos últimos dias. Vários são os vídeos – apesar de a imprensa não veiculá-los, podem ser encontrados na internet – que mostram os ataques de seguranças, contratados e armados, aos indígenas e defensores do Santuário.
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