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quarta-feira, 15 de março de 2017

Festival de Filmes Anarquistas: "Não há necessidade de ser aprovado pela indústria para criar cinema radical!"


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Convite a submissões:
O Festival de Filmes Anarquistas (FFA) está de volta em seu terceiro ano! Em maio de 2017, o coletivo Insurgent Projections organizará o FFA com o objetivo de promover meios de comunicação independentes radicais e espaços onde as discussões e ideias subversivas possam florescer. Neste ano, o FFA acontecerá durante o segundo fim de semana de maio com várias noites de projeções temáticas. Nos envie seus filmes agora!

Este ano, gostaríamos de incentivar as pessoas de comunidades radicais, pessoas de comunidades indígenas, BIPOCs, mulheres/queer/trans, a produzir filmes sobre temas de interesse para o FFA. Não há necessidade de ser aprovado pela indústria para criar cinema radical!

Se você decidir criar um filme para o FFA e enfrentar desafios técnicos, por favor, sinta-se livre para nos escrever por ajuda: projectionsinsurgees@riseup.net.

Condições de submissão
– Filmes podem ser em francês, inglês ou espanhol ou legendado em uma dessas línguas.
– Por favor, preencha o formulário de submissão: (em breve)
– Priorizaremos filmes copyleft.
– Os filmes submetidos não precisam ter sido feitos ou produzidos por pessoas que os enviaram!

O que é um filme anarquista? Que tipo de filme posso enviar?
Você decide! Aceitaremos ficção e não-ficção, curtas ou filmes completos, amadores ou profissionais que contribuam para o surgimento de ideias subversivas e emancipatórias, seja no conteúdo ou no formato. Não aceitamos nenhum filme promovendo ideias sexistas, racistas, capacitistas, homofóbicas/transfóbicas, ou glorificando o imperialismo, colonialismo e capitalismo

Para enviar um filme:
– Uma cópia numerada ou uma cópia em papel do formulário de submissão.
– Um link para assistir ou fazer o download do filme, incluindo a senha, se necessário, na melhor qualidade disponível.
– E/ou duas cópias em formato DVD enviadas para o endereço no formulário de envio. Certifique-se de que o DVD está claramente identificado com o nome do diretor e o nome do filme.
Contato: projectionsinsurgees@riseup.net
Para enviar uma cópia impressa do filme ou cópia em papel, envie-a para o QPIRG e escreva “FOR INSUGENT PROJECTIONS” no envelope.

GRIP-Concordia
C/o Université Concordia
1455 de Maisonneuve O.
Montréal, Québec H3G 1M8
Canadá

Gostaríamos de informar que não responderemos os e-mails antes de abril, já que somos uma equipe muito pequena de ativistas não remunerados!
Tradução > Moana

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A mãe aflita
diante da incubadora.
Pinguinho de gente.
Gladston Salles


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

“Belo Monte: depois da inundação” na ilha

Na sexta-feira o Cine Werá Tupã fecha o ciclo de exibições de filmes com “Belo Monte: depois da inundação”,  recem lançado em Brasília. 




Dia 16/12 às 9:30 - 13:30 -



O filme retrata os impactos sobre populações e o meio ambiente da obra. Expondo as mobilizações dessas populações para denunciar as violações de seus direitos, em Altamira (PA). Especialistas e representantes de organizações da sociedade civil, incluindo o ISA, também marcaram presença no lançamento, que contou com um debate.
 


“Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé. Então nós vamos levar Belo Monte para o conhecimento de todos”, disse Todd Southgate, diretor do documentário.
 

“Vendo esse filme de volta, eu relembro tudo o que eu passei. Mas a gente nunca deve desistir. Nós somos fortes, nós jamais desistimos e não vamos desistir da luta”, disse Raimunda Silva, moradora de Altamira, após a exibição. Ela é uma das personagens retratadas em luta ativamente pelos direitos dos impactados pela obra.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Now, Santiago Alvarez. (Cuba, 1965)

da serie: Filmes inspiradores!!!

 NOW! AGAIN! (USA, 2014), by Alex Johnston - video montage and remake of Santiago Alvarez 1965 classic look at race, violence & power in America.
     

1912 - O Quebra de Xangô, Siloé Amorim. (Brasil, 2006)

A história de repressão aos cultos afro-brasileiros não é restrita a casos isolados no Brasil, acontecendo em todo o território nacional. Em Maceió, em 1º de fevereiro de 1912, a intolerância racial e religiosa parece ter atingido um dos seus níveis mais violentos. O quebra-quebra atingiu todos os terreiros da cidade, convertendo-se em um massacre e deixando marcas profundas na cultura local... Confiram, para que nao se repita!



Ainda pra quem estiver por sampa...

 via Erika Amaral

PROGRAMAÇÃO
(Sala 266, Letras)
7 de dezembro

14h: Abertura
Conferência: Modernismo brasileiro e Cinema Novo, Prof. Dr. Ivan Marques

14h50: Comunicações – Sessão 1
Coordenação: Profa. Dra. Andrea Saad Hossne
- A violência sexual em narrativas de Sérgio Sant’anna, Larissa Higa
- Apontamentos sobre o corpo em “Acenos e afagos”, de João Gilberto Noll, Gabriela Ruggiero Nor

15h40: Intervalo

16h: Oficina Introdução à análise fílmica, Daniel Obeid

17h: Comunicação: Uma reflexão sobre “A festa da menina morta”, de Matheus Nachtergaele, Dharla Soares

Apresentação: Projeto de pesquisa Literatura e cinema no Brasil contemporâneo, Prof. Dr. Jaime Ginzburg


8 de dezembro

14h: Conferência: O apólogo cinematográfico de Machado de Assis, Prof. Dr. Hélio de Seixas Guimarães

14h50: Comunicações – Sessão 2
- Figurações da malandragem: uma proposta de aproximação entre João Antonio e Nelson Pereira dos Santos, Vinícius da Cunha Bisterço
- Curto-circuito sibilino: a parceria entre Manoel Oliveira e Augustina Bessa-Luís, Edimara Lisboa
- Poesia, modernismo e cinema: Carlos Drummond de Andrade e Joaquim Pedro de Andrade, Fernanda Sampaio

16h: Intervalo

16h10: Comunicações – Sessão 3
Coordenação: Prof. Dr. Marcos Flamínio Peres
- Narrativa e violência em “Grande Sertão: veredas” e “Deus e o diabo na terra do sol”, Ariadne Arruda, bolsista PIBIC-CNPq
- Um olhar sobre “Elena”, de Petra Costa, Mayara Luiz Barbosa
- Entre o passado e o presente: a violência em contos de Bernardo Kucinski e Beatriz Bracher, Beatriz Giorgi

17h10: Conferência: Apontamentos sobre a guerra colonial em África na literatura e no cinema português, Profa. Dra. Aparecida de Fátima Bueno

18h: Encerramento das atividades

Não é necessária inscrição prévia
Evento gratuito
Organização: Prof. Dr. Jaime Ginzburg
E-mail: litaut@usp.br

Objetos e Perspectivas na FFLCH/USP


via Erika Amaral


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Festival do Filme Anarquista e Punk de SP




FILMES
Sessão Escolas em Luta I | sábado, 03/dez – 14hs | SALA 1
  • Acabou a Paz, isto aqui vai virar o Chile! – Escolas Ocupadas em São Paulo
     (Documentário, 60min | Carlos Pronzato, Lucas Duarte | 2016 | São Bernardo, Diadema e São Paulo- SP)
A saga dos estudantes secundaristas de São Paulo por uma educação de qualidade. O levante do segundo semestre de 2015 contra o fechamento de 94 escolas, culminou na ocupação de mais de 200 que seriam afetadas pelas ações de precarização do ensino público engendradas pelo Governo de Geraldo Alckmin que vem perdendo apoio dia a após dia. A coragem, a autonomia, a horizontalidade, a solidariedade demonstrada pelos secundaristas e o apoio popular presentes! Os gritos seguem ecoando na rua talvez anunciando uma profecia já concretizada: Acabou a paz, isto aqui vai virar o Chile!
  • DESOBEDIENTES, Uma lição de Resistência
     (Documentário, 20min | Lucas Duarte de Souza | 2016 | São Bernardo e São Paulo/SP)
Um grupo de estudantes secundaristas ocupam o prédio mais importante do ensino técnico de São Paulo. A ação ira o estado, que envia seu exército para tentar vencer ilhados o pequeno grupo da resistência. Desse acontecimento surge um dos mais lindos exemplos de resistência não violenta do atual momento. Essa ficará sendo a incrível aula dos estudantes sobre desobediência civil durante a reintegração de posse do Centro Paula Souza. Resistir sem violência, enfrentar um verdadeiro exército com atitudes, cantigas, ideias, abraços, palavras, argumentos e a mais intensa coragem e solidariedade ocupando a história.
  • + exibição do curta “O que é autonomia?”
      (Documentário, 4min | SubMedia.tv | 2016 | legendas em português)
“A is for Anarchy” é uma série em vídeo mensal sobre os conceitos, teorias e pensamento anarquista. Este pequeno episódio fala sobre a idéia de Autonomia.
***
Sessão Anarquismo e Repressão | sábado, 03/dez – 16hs | SALA 1
  • Valentín, A Outra Transição (Documentário, 54min | CGT | 2016 | Espanha | legendas em português)
Documentário autoproduzido pela CGT que analisa o assassinato do jovem membro da CNT, Valentín González, ocorrido em Valência em junho de 1979, e o contexto político e social no qual ocorre, a partir de um posicionamento crítico e libertário.
***
Sessão | Hagamos lo imposiblesábado, 03/dez – 17h30 | SALA 1
(Documentário, 40 min | Cia Bueiro Aberto | 2015/2016 | São Paulo | legendas em português)
O Documentário é um retrato fiel de um dos maiores movimentos culturais e juvenil atuante na Argentina. Filhos do levante nacional de 2001, Hagamos Lo Imposible é a chama acesa na luta por justiça, igualdade e liberdade.
***
Sessão Hacktivismo | sábado, 03/dez – 19hs | SALA 1
Sessão seguida de debate com Cin´Surgente (DF, grupo realizador do filme) e Rhatto (Participou do Centro de Mídia Independente, Rizoma das Rádios Livres e do Grupo Saravá)
  • pUNk[A]h4ck1ng (Documentário, 33min | Cin’Surgente – [A]filmes | 2016 | Brasília/DF)
Documentário sobre memórias e futuros imaginados da relação entre punk, anarquia e hacktivismo. a memória se inscreve ao contexto de duas situações agitadas em brasília, a circulação, via disquetes e cds, de material anarquista, punk e de softwares livre pela 3137r0_p4nx (eletropunx) – editora digital – em 1998 e um evento experimental sobre cibercultura no ano 2000. os futuros imaginados nascem das memórias do contexto punk londrino por um hacker inglês e suas reflexões para daqui em diante, e das memórias de uma hacker brasileira, que transitou pelo punk no início deste século, e que hoje atua na criação e na propagação de hackerspaces e das ações de merry riot do “b[A]leia pret[A] hacker sub_clube”.
***
Sessão | sábado, 03/dez – 14h20 | SALA 2
  • Enquadro (Documentário, 25min | Lincoln Péricles, Adriano Araujo, Talita Araujo, Laura Calansans | 2016 | São Paulo/SP)
A matéria grita, revolta.
  • O Sepulcro do Gato Preto (Documentário, 25min | Oloeaê Filmes | 2015 | São Paulo/SP)
A busca por um jovem desaparecido no subúrbio de São Paulo leva seus amigos a uma história ainda maior: o desaparecimento de uma comunidade inteira na região norte da cidade. Em meio à história da exploração do minério ao suor dos trabalhadores locais, os jovens caminham pelos escombros com uma câmera na mão, e são surpreendidos por aqueles que ainda lutam pela comunidade.
***
Sessão | Peligro Socialsábado, 03/dez – 15h30 | SALA 2
(Documentário, 25min | Guillermo Tupper, José Manuel Dávila, Juan Dávila, Isabel Trillo e Xavier Ortiz | 2013 | Espanha)
No início dos anos 80, um pequeno grupo de mulheres rebeldes tomou de assalto as ruas de Barcelona para criar sua própria revolução através do punk e dinamitar os esquemas conservadores de uma sociedade que saía de uma ditadura de quarenta anos.
***
Sessão Movidas! |  sábado, 03/dez – 16h30 | SALA 2
  • NoisDaRua (Documentário, 10min | Noise Coletivo | 2015 | São Vicente/SP)
Na madrugada de 19 de agosto de 2004, dez moradores de rua foram atacados na região da Praça da Sé, em São Paulo. Seis deles morreram na hora. No dia 22, novo ataque, onde cinco moradores de rua foram atacados, e um deles morreu. Em 19 de agosto de 2014, 10 anos após os ataques, moradores em situação de rua se reuníram em Santos, e saíram em passeata do Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) caminhando até o campus da Unifesp, onde foram recebidos e puderam expressar seus sentimentos. Este documentário ouve alguns deles.
  • Operação 2,80: e a revolta popular só aumenta (Documentáro, 24min | Coletivo Desneuralizador | 2016 | Goiânia/GO)
No dia 23 de maio de 2014, três estudantes foram surpreendidos em suas casas, ainda de madrugada, por policiais fortemente armados e com os rostos cobertos. Executava-se uma ordem de busca e apreensão pela Polícia Civil do Estado de Goiás. Estava deflagrada a Operação 2,80, que deixou os três na cadeia e um outro foragido. O único crime cometido foi lutar contra o aumento da tarifa de trasporte coletivo e pela dignidade do serviço.
  • Plano Aberto (Documentário, 26min | Ventura Filmes | 2016 | Rio de Janeiro/RJ)
Leonardo é militante de um coletivo autonomista do Complexo do Alemão que luta pela saída da UPP da favela. Geandra é uma atriz de um uma companhia de teatro marginal da Maré. Alice é uma cineasta que realiza cinema independente na zona norte da cidade. Zé faz parte da luta do Movimento Passe Livre por uma revolução urbana. Jovens ativistas vivem e constroem novas formas de resistência nas periferias do Rio de Janeiro.
  • Fomos filosofia e poesia, Seremos crime? (Documentário, 17min | Charles Feitosa, Renato Rezende e Vinicius Nascimento | 2016 | Rio de Janeiro/RJ)
Terrorista é o estado
***
Sessão | “Elisée Reclus, a paixão do mundo” | sábado, 03/dez – 18hs | SALA 2
(Documentário, 53min | Nicolas Eprendre | 2012 | França)
Documentário sobre Elisée Reclus, geógrafo francês e anarquista. O filme retrata uma personalidade incomum, ao mesmo tempo grande viajante, renomado cientista e pessoa de convicção, pensador anarquista de grande importância no século XIX.
***
Sessão Anarquismo na América Latina | sábado, 03/dez – 19h15 | SALA 2 | ESTRÉIA
  • Conversa no Terruño: Anarquia no sul da América Latina com Maria Eva Izquierdo e Osvaldo Escribano
(Documentário, 60min | Lentes Indômitas | 2016 | SP/RJ)
No território denominado pelo E$tado como Uruguai encontramos Maria Eva Izquierdo e Osvaldo Escribano. Em uma conversa no Terruño Del Pinar, um lugar comunitário onde convivem com antigxs e novxs companheirxs da região e do mundo todo que por ali passam, nos contaram sobre suas experiências de vida e luta, onde a anarquia se entrelaça com o feminismo, o vegetarianismo com a libertação da terra, e as lembranças da Comunidad del Sur com as movidas atuais das Okupas e Espaços Libertários. Esse registro foi realizado em um momento paralelo às ações contra o desalojo do Centro Social La Solidaria , do qual Maria Eva e Osvaldo participam ativamente – nem tudo está à venda, La Solidaria resiste!
***
Sessão Mulheres, lutas e subjetividades | sábado, 03/dez – 20h30 | SALA 2
  • Filhas da Luta (Documentário, 6min | Coletivo Pitoresco | 2016 | Rio de Janeiro/RJ)
“O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”. Simone de Beauvoir
  • A cama, o carma e o querer (Experimental, 21min | Núcleo de Comunicação Alternativa | 2016 | São Paulo/SP)
A cama, o carma e o querer é um experimento poético, videográfico concebido em 4 capítulos. é uma parceria do Núcleo de Comunicação Alternativa com a Capulanas Cia de Arte Negra. O curta discute o prazer e a dor no universo da sexualidade da mulher negra em uma sociedade machista e racista.
***
Sessão | A primeira boca, a primeira casa: Relatos sobre o novo Batuque de Umbigada
domingo, 04/dez – 14hs | SALA 1
  • (Documentário, 75min | Núcleo de Comunicação Alternativa | 2015 | São Paulo/SP)
    0 filme documentário “A primeira boca, a primeira casa: Relatos sobre o novo batuque de umbigada” é um registro profundo e sensível sobre a genuína manifestação do Batuque de Umbigada no oeste paulista. Esta manifestação só é encontrada em São Paulo nas cidades interioranas que seguem as antigas linhas férreas da São Paulo caipira. Foi trazida para o Brasil por intermédio dos negros Bantu, trazidos a força para o trabalho escravo nas lavouras de cana de açucar e de café ainda no período colonial. O Batuque de Umbigada resistiu com altos e baixos ao longo dos anos pela paixão das famílias negras mais antigas das cidades de Capivari, Tiête e Piracicaba e hoje é celebrada por jovens brancos e negros de diferentes classes sociais. Tendo com isso sofrido inúmeras transformações no modo de confeccionar os tambores, no modo de dançar e no entendimento dos mestres com as novas gerações. Desse conflito entre a tradição e a modernidade nasce o filme. Buscando evidenciar o quanto o choque entre as instituições, os jovens e os mais velhos torna viva a tradição.
***
Sessão Escolas em Luta II | domingo, 04/dez – 16hs | SALA 1 
seguida de debate com Beatriz Alonso (diretora do filme) e Lilith Cristina Passos (estudante da E.E. Maria José)
  • Lute como uma menina! (Documentário, 83min | Beatriz Alonso e Flávio Colombini | 2016 | São Paulo/SP)
    Este documentário conta a história das meninas que participaram do movimento secundarista que ocupou escolas e foi às ruas lutar contra um projeto de reorganização escolar imposto pelo governador de São Paulo que previa o fechamento de escolas. Essas meninas contam suas aventuras enfrentando figuras de autoridade, desde a luta para tomar a direção das escolas até a violência desenfreada da policia militar. Uma importante reflexão sobre o feminismo, o atual modelo educacional e o poder popular.
***
Sessão Revolução Curda | domingo, 04/dez – 14h10 | SALA 2
  • Rojava: Democracia Sem Estado (Documentário, 12min | 2015 | legendas em português)
Documentário que retrata um pouco sobre como os curdos estão vivendo e se autogerindo através da organização popular.
  • Her War: Women vs. ISIS (Documentário, 54min | RT | 2015 | legendas em português)
Documentário que relata a situação, diante da ameaça mortal representada pelo chamado Estado Islâmico, onde muitas mulheres curdas decidem não deixar nas mãos do destino sua sobrevivência. Ao invés disso, elas lutam por suas vidas e seu futuro. Pegam em armas e se juntam a YPG – Unidades de Proteção Popular com curdos que defendem as fronteiras da sua cidade, a partir de militantes. O inimigo teme mulheres guerreiras. Jihadistas acreditam que se eles são mortos por uma mulher vão direto para o inferno.
***
Sessão | domingo, 04/dez – 15h30 | SALA 2
  • La Utopía – Unidiversidad Agroecológica  (Documentário, 38min | LaPira Colectivo | 2016 | Colômbia | em espanhol)
    Um espaço verde, nasce em meio a montanha, um espaço para as práticas libertárias, a permacultura, a aprendizagem e o compartilhamento de conhecimentos. La Utopía é um caminnar, resultado de diversas experiências nos espaços de horta caseira e urbana na cidade de Cali. Este projeto coletivo busca resgatar as sementes, sua memória histórica, seus procedimentos de semeadura e combater o avanço da indústria agrotóxica em nossos territórios. La Utopía, é um espaço de portas abertas a todo individuo que esteja interessado em compartilhar, desaprender e aprender novas experiências.
  • Apyka’i – Os Mortos tem Voz (Documentário, 22min | Comitê de Solidariedade aos Povos Indígenas | 2016 | Araraquara/SP)
    Documentário produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Povos Indígenas, da cidade de Araraquara (SP), retratando a realidade da retomada de Apyka’i, localizada a 7km de Dourados, no Mato Grosso do Sul, a partir de testemunhos dos próprios indígenas Guarani e Kaiowa. Damiana e Nivaldo dividem falas e rezas sobre as difíceis condições de vida na comunidade, e denunciam a violência do agronegócio contra a vida de seu povo: ataques químicos, atropelamentos criminosos, assassinato por arma de fogo são apenas alguns dos crimes realizados pelos fazendeiros e seus jagunços na região. Recentemente, novo pedido de reintegração de posse foi aberto contra a comunidade, a partir do proprietário da fazenda que incide sobre o território indígena. Quais os interesses por trás do avanço do agronegócio e do capital sobre a terra Guarani e Kaiowá? O que está por trás da violência dos fazendeiros e do terrorismo de Estado? O que esconde o arrendamento de terras para a Usina São Fernando, cujo dono é Bumlai? Quem é Bumlai, cujas mãos estão sujas de sangue, e o que representa a produção de monocultura de cana-de-açucar para Etanol na conjuntura? Que as sábias palavras sagradas do povo Guarani e Kaiowá possa esclarecer os caminhos de superação do ecocídio, do genocídio e etnocídio contra os povos indígenas, no sentido de uma sociedade emancipada do capital e do estado. Todo direito à terra para os povos indígenas! Deixe o apyka’i viver! Contra a reintegração de posse! Comitê de Solidariedade aos Povos Indígenas – Araraquara
  • + curta “O Que é Apoio Mútuo?”
       (Documentário, 6min | SubMedia.tv | 2016 | legendas em português)
Em um mundo dominado pela competição capitalista incessante, onde as pessoas são levadas a trabalhar umas contra as outras, xs anarquistas propõem uma visão diferente: Apoio Mútuo.
***
Sessão Ficções e Realidades | domingo, 04/dez – 16h50 | SALA 2
  • Transmutação (Ficção, 5min | Companhia Bueiro Aberto | 2015 | Guarulhos/SP)
Um homem entre o vazio solitário e a libertação completa, do lodo à luz. Inspirado no poema homônimo de Renato Queiroz, do livro “Rabiscos Surrados, “Transmutação” é um curta-metragem produzido pela Companhia Bueiro Aberto em parceria com o Jornal Dialética, com atuação de Warley Noua.
  • O Assalto (Ficção, 1min | Ladesgracione | 2016 | Araçatuba/SP)
um assaltante filma e dirige seu próprio filme num assalto
  • #Ocupação (Ficção, 15min | Cine81 | 2016 | Brasília/DF)
Um prédio abandonado no centro da capital do país, que não cumpre sua função social. Um pequeno grupo de ocupantes estão prestes a serem retirados pela polícia e pelo estado. Exaustos e trancafiados dentro de um quarto, discutem as possibilidades do desistir ou se devem continuar o resistir. Do lado de fora, política, violência e opinião pública, todos estão contra eles, e tentam força-los a abandonar o prédio. Resistir essa é a palavra de ordem.
  • Impeachment & Golpe: Mestre dos brinquedos (Animação, 4min | Biblioteca Terra Livre | 2016 | São Paulo/SP)
De um lado a direita descarada, do outro a pseudo esquerda. Abaixo a população. Impeachment? Golpe? Seja lá o nome, mais um episódio no teatro “democrático” representativo em que a gente é só bonequinho. Segue o plano do mestre dos brinquedos. Uma rápida análise anarquista da conjuntura. Não vote! Se organize e lute!
  • Mozos de Restauran (Animação, | Jose Maria Saravia | 2016 | Argentina)
Mozos de Restauran ilustra aspectos da vida de um trabalhador gastronômico neste mundo neoliberal de trabalho precarizado
***
Sessão Gentrificação e Luta Por Moradia | domingo, 04/dez – 17h30 | SALA 2
  • Milagres (Documentário, 20min | AOFILMES | 2015 | Olinda/PB)
Através de relatos sobre memórias e vivências marcantes, mulheres compartilham seus vínculos com o mar dos Milagres.
  • Ostentação (Documentário, 24min | Funk Filmes | 2016 | Belo Horizonte/MG)
Ostentação: ato ou efeito de exibir com pompa e vaidade, bens, direitos e propriedades, fazendo referência à necessidade de se mostrar luxo ou riqueza. Em meio à realidade brasileira de contrastes sociais extremos, o documentário lança um olhar a partir dessa palavra-chave sobre a cidade de Belo Horizonte, e encontra a Cidade Administrativa de Minas Gerais e o seu entorno.
  • Há um Dragão na Guanabara (Documentário, 13min | Ventura Filmes | 2016 | Rio de Janeiro/RJ)
Estivadores da Zona Portuária do Rio de Janeiro lutam para sobreviver à chegada de um poderoso Dragão às águas da Baia de Guanabara.
  • Artigo sexto (Documentário, 20min | Coletivo Na Ladeira e Coletivo Pitoresco | 2015 | Rio de Janeiro/RJ)
O curta documenta as condições de miséria, em que vivem as famílias, que ocupam o antigo prédio do IBGE, próximo ao Maracanã e a quadra da Mangueira.
  • curta “O Que é Nacionalismo?” (Documentário, 6min | SubMedia.tv | 2016 | legendas em português)
Não é nenhum segredo que anarquistas não gostam de Estados. De fato, nós geralmente nos definimos por nossa rejeição e oposição a instituições do Estado, como governos, policia, e prisões. Mas embora se opor a estas manifestações físicas do Estado é certamente uma parte importante da prática anarquista, as críticas ao Estado vão mais além, e incluem as relações sociais e ideológicas que tem sido usadas historicamente para criar os estados e impor sua autoridade. Um dos mais importantes destes conceitos é o nacionalismo. Então, o que é exatamente e porque anarquistas são contra isso?
***
DEBATES
03/12 – sábado
19hs | SALA 1 | Bate-papo sobre Hacktivismo após a exibição de pUNk[A]h4ck1ng com Cin´Surgente (DF – coletivo realizador do filme)Rattho (Participou do Centro de Mídia Independente, Rizoma das Rádios Livres e do Grupo Saravá)
04/12 – domingo
16:00 | SALA 1 | Escolas em Luta! com Beatriz Alonso (diretora do filme “Lute Como uma Menina!“) e Lilith Cristina Passos (estudante da E.E. Maria José)
***
OFICINAS
03/12 – sábado
  • 11hs | OFICINA Uma breve introdução a linguagem cinematográfica – com Ana Julia Travia
Uma oficina audiovisual com perspectiva feminista dedicada a mulheres que procuram a sensibilizar o olhar. Em três horas de oficina, será apresentada referências de curta-metragens e textos de teoria cinematográfica feministas, depois as participantes da oficina terão um tempo para roteirizar e fazer um vídeo com os equipamentos disponíveis.
Inscrições – 1 hora antes (com a equipe do Festival).
vagas: 20 – apenas para mulheres (cis e trans)
17hs | Sessão Mulheres, Corpo e Autonomia
Seguida de roda de conversa-oficina com Ellen sobre autonomia, saúde das mulheres/sistema uterogenital
  • MIAU – Movimento Insurrecto pela Autonomia de Si Mesma
    (Documentário, 80min | MIAU | 2014 | Chile | legendas em português)
Documentário para o autoconhecimento de nossos corpos limitados pela ignorância ensinada e imposta pelo patriarcado. É uma introdução a vivências de meninas que descobriram que seu corpo é uma fonte de sabedoria e que a sororidade é outra forma de curar.
*Apenas para mulheres (cis e trans)
04/12 – domingo
11hs | OFICINA
Captação de audio para audiovisual – Com Avelino Regicida
Com gravador de áudio, celular e diferentes tipos de microfones vamos praticar alguns exercícios básicos de monitoramento e captação de áudio para situações comuns que encontramos no audiovisual.
***
FEIRA DE MATERIAIS LIBERTÁRIOS
Durante todo o Festival haverá espaço para venda, distribuição e troca de livros, filmes, materiais libertários e comida vegana no Espaço Jaime Cubero | para expor escreva para festival@anarcopunk.org


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