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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cinema e Educação

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Convocatória para colaborar no livro coletivo
Cine y educación

         La Red Cacine (Red de Cuerpos Académicos que Investigan sobre Cine) convoca a todos los investigadores de la Red Sepancine a enviar una colaboración para el libro colectivo en preparación sobre Cine y educación.

         Serán considerados todos los trabajos de investigación dedicados a cubrir algún aspecto de la articulación entre cine y educación, tales como una reflexión sistemática sobre el uso del cine en el aula; estrategias en los métodos de enseñanza del cine; empleo del cine como herramienta de apoyo educativo; contenidos de los libros de texto sobre teoría y análisis cinematográfico; utilización del cine en la educación (desde el nivel elemental hasta el posgrado); representación del docente en la historia del cine; documentales sobre la actividad educativa; filosofía de la educación cinematográfica; estrategias de alfabetización audiovisual; historias nacionales sobre los estudios cinematográficos; formación ética con el empleo de recursos audiovisuales, etc.



La sinopsis deberá tener un máximo de 300 palabras, y deberá ser enviada antes del 10 de febrero de 2013 a esta dirección:


La extensión del trabajo deberá ser entre 15 y 30 cuartillas, en formato Times New Roman de 12 pts con interlineado de 1.5. El trabajo completo deberá ser enviado antes del 31 de marzo de 2013 a la misma dirección electrónica. Responsable del proyecto: Dr. Lauro Zavala, Presidente de Sepancine / Co-director de la Red Cacine
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sábado, 26 de janeiro de 2013

Cinema violento faz pensar...

A antropóloga e professora da USP, Rose Satiko Gitirana Hikiji, comenta o lançamento do seu livro "Imagem-violência: etnografia de um cinema provocador". Reportagem extraída do site da USP:

No cinema, eles atiram primeiro e perguntam depois. Tamanha violência, representada em histórias contadas por diretores polêmicos, pode fomentar não apenas admiração ou repulsa no espectador, mas também novas formas de se pensar acerca da sociedade em que vivemos.
Em seu livro Imagem-violência: etnografia de um cinema provocador, Rose Satiko Gitirana Hikiji, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, analisa um conjunto de filmes lançados nos anos 1990, tais como Cães de Aluguel e Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, Fargo, dos irmãos Coen, A estrada perdida, de David Lynch, Violência gratuita, de Michael Haneke, entre outros. Sob a ótica da antropologia visual, Rose reflete como filmes podem ser pensados enquanto produtos culturais que veiculam representações, recortam e organizam a experiência social, contando histórias, tempos, lugares, sentimentos e perspectivas que sintetizam visões de mundo.

Para a professora, a escolha do cinema como objeto de pesquisa ainda é um desafio para o campo da pesquisa antropológica. Filmes, diferente de pessoas, podem ser considerados interlocutores trabalhosos. Entretanto, a paixão pessoal da autora pelo audiovisual serviu como combustível para sua análise. “Eu adoro cinema”, conta Rose. “Quando fazia minha graduação em Ciências Sociais, nos anos 1990, descobri com a professora Sylvia Caiuby Novaes, que viria ser minha orientadora na pós-graduação, a antropologia visual. Não eram muitos os estudos sobre cinema a partir da antropologia, mas os poucos existentes, além da abordagem mais geral sobre a imagem a partir da antropologia, me atraíram para este campo de pesquisa”.
Tradicionalmente, o território da antropologia se fundamenta no estudo dos mitos. São eles que constituem as narrativas orais que dão base aos diversos estudos da área. Entretanto, alguns antropólogos experimentaram a apropriação das reflexões antropológicas sobre os mitos para pensar o cinema.

Citados em “Imagem-violência”, o americano John Weakland e o francês Edgar Morin são dois exemplos de pensadores que trabalharam o cinema pela luz da etnografia. Para eles e para Rose, filmes são narrativas culturalmente construídas. “Não são relatos realistas, mas ‘dramatizações’ da realidade. O filme, como um mito, relaciona-se com a realidade de forma dialética, estabelecendo parâmetros ao espectador”, explica a professora.
De acordo com o próprio Morin, o cinema nos permite projetar mil outras vidas. Podemos, a partir da ficção audiovisual, experimentar de forma segura situações que seriam arriscadas na vida real: paixões, aventuras e, naturalmente, cenas de violência.


Interessada em como a violência é mediada pelas mídias, Rose cita o antropólogo Michael Taussig ao lembrar que muitos de nós conhecemos o terror apenas pela história narrada. “Isso diz muito sobre a importância dos meios de comunicação”, afirma. Nesse contexto, “a narrativa pode ser eficaz contra o terror. Ela pode desestabilizar o terror, revelando seu discurso, e operar como um contradiscurso. Isso me interessa muito”.
Riso como provocação

Concentrando sua análise em lançamentos cinematográficos dos anos 1990, a professora descreve a década como anos de “hiper-representação da violência”, atribuindo ao gosto do público a abundância de produções com esse foco. “A saturação, o excesso de imagens, a perda do impacto de certas imagens, a necessidade de imagens cada vez mais realistas e hiper-realistas para provocar o espectador. O cinema que analiso foi uma resposta a este desejo por imagens de ação violenta, mas uma resposta muitas vezes irônica”, conta Rose.
Filmes como Cães de Aluguel, que, conforme um dos exemplos citados na obra, retiram a humanidade de uma categoria de indivíduos (“os tiras”) para justificar seu extermínio violento, fizeram sua parte para fomentar a reflexão do espectador sobre a relação maniqueísta que se estabelece em filmes policiais. Brincando com a tradição do gênero, Tarantino conduz o espectador a questionar quem “merece” ou não ser morto em suas produções. Muitas vezes, provocando no público risos inesperados diante das mais horripilantes cenas de violência. 
“O riso nas exibições de filmes que mostravam cenas de grande violência física foi um dos fatores que mais me chamou a atenção para os filmes que analiso”, pontua Rose. “Percebi que o riso por vezes pode ser o ‘riso nervoso’, que alivia o pavor. Outras vezes, é a resposta esperada pelo diretor, que brinca com uma situação supostamente séria (como quando os protagonistas de Pulp Fiction têm que lidar com os pedaços de cérebro que ficam grudados no teto do carro)”, lembra a professora antes de apontar que “o fato é que o riso no lugar errado é provocador. Pode até fazer pensar”.
Dentre as conclusões do trabalho, Rose destaca que, nos filmes analisados existe uma dupla relação com a violência, “ela é tema e forma, simultaneamente”. O resultado, em sua interpretação, é um potencial crítico acerca de nossa relação com violência e com a imagem da violência.
Salientando, em especial, que perspectiva escolhida não pensa o cinema como um reflexo direto da realidade, e tampouco pensa o cinema como um estímulo ou inspiração para a violência na sociedade, a autora destaca que analisou o cinema não como reflexo, mas como reflexão acerca do social.
“As pessoas não se tornariam mais ou menos violentas por ver filmes, mas alguns filmes podem provocar novas formas de pensar sobre o assunto”, finaliza.

 
Sobre o livro

Lançado em janeiro pela editora Terceiro Nome, Imagem-violência: etnografia de um cinema provocador faz parte da coleção Antropologia Hoje, uma parceria da Terceiro Nome e do Núcleo de Antropologia Urbana (NAU) da USP para a divulgação de trabalhos, ensaios e resultados de pesquisas etnográficas na área da antropologia voltados à dinâmica cultural e aos processos sociais contemporâneos. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013



Estimados y estimadas:

Junto al equipo de coordinación nos es muy grato invitarlos a participar del GT "Antropologia Audiovisual & Antropologia do Cinema: olhares cruzados e conexões possíveis" en el X Encuentro de Antropología del Mercosur a realizarse entre el 10 al 13 de julio de 2013 en Córdoba, Argentina.

Este GT es la continuación del espacio reflexivo que implementamos en el marco del IIICongreso de la Asociación Latinoamericana de Antropología en Santiago en noviembre del año pasado, y corresponde a una unión entre propuestas que buscan generar un espacio de debate académico sobre las miradas, cruces y conexiones entre Antropología, Comunicación y Cine, potenciando las reflexiones y producciones, a la vez que visibilizando los trabajos latinoamericanos. Para ello, adjuntamos la propuesta aceptada por el Comité Organizador, sugiriéndoles que si tienen alguna duda visiten el sitio oficial del encuentro para conocer los criterios formales de presentación de ponencias:

Esperando se entusiasmen en participar se despidem atentamente

Débora Breder
Rafael Contreras
Coordinadores


Prezadas e Prezados:
Junto ao grupo de coordenadores é com muito prazer que lhes convidamos a participar do Grupo de Trabalho "Antropologia Audiovisual & Antropologia do Cinema: olhares cruzados e conexões possíveis" que se realizará no marco do X Encuentro de Antropología del Mercosur a realizar-se entre 10 e 13 de julho de 2013 em Córdoba, Argentina.
Este GT é a continuaçao do espaço reflexivo que implementamos no IIICongreso de la Asociación Latinoamericana de Antropología realizado em Santiago no mês de novembro do ano passado e corresponde a uniao entre propostas que buscam aprofundar o espaço de debate acadêmico através dos olhares, relaçoes e conexoes entre Antropologia, Comunicaçao e Cinema. Vindo desta forma, também a potencializar as reflexoes e produçoes que visualisem  os trabalhos latinoamericanos. Para isso lhes sugerimos que se tem alguma dúvida visitem o site http://xram2013.congresos.unc.edu.ar/ e conheçam os critérios formais de apresentaçao de trabalhos.
Esperando que se entusiasmem em participar , nos despedimos atenciosamente.
Debora Breder
Rafael Contreras M.


Avec le groupe des coordinateurs, c’est avec grand plaisir que nous vous invitons à participer au GT « Antropologia Audiovisual & Antropologia do Cinema: olhares cruzados e conexões possíveis» qui marquera  l’ouverture  du X Encontro de Antropologia do Mercosul à Còrdoba/ Argentina, entre le 10 et le 15 Jullet de cette année.
Ce symposium est issu de l'union des propositions de deux groupes de chercheurs, brésiliens et chiliens, qui vise à créer un espace de débat universitaire sur les regards, les relations et les connexions entre l'anthropologie, la communication et le cinéma,  afin de potentialiser  les réflexions et les productions, et d’offrir ainsi une visibilité aux travaux effectués en Amérique latine. Nous vous envoyons donc en annexe la proposition acceptée par le comité organisateur. Pour toute information complémentaire vous avez la possibilité   d’accéder au site « http://xram2013.congresos.unc.edu.ar/ » qui vous permettra de prendre connaissance des critères formels requis pour la présentation des travaux.

Nous espérons vivement que vous serez intéressé à participer à ce projet  et que vous pourrez faire suivre  ce message à vos contacts.
Cordialement
Debora Breder
Rafael Contreras M.


Ladies and Gentlemen

 Together the group of coordinators is with great pleasure that we invite you to participate in the Symposium: " Antropologia Audiovisual & Antropologia do Cinema: olhares cruzados e conexões possíveis" to be held in March of the  X Encuentro de Antropología del Mercosur in Córdoba/ Argentina between 10 and 13 July this year.

This symposium arises from the union of the proposals of two groups of researchers, some other Brazilian and Chilean which seeks to create a space for scholarly debate about the looks, relationships and connections between Anthropology, Communication and Cinema, enhancing the reflections and productions, and give visibility to the work in Latin America. For this, we attach the proposal accepted by the Organizing Committee, we suggest that if they have any questions visit the site to meet the criteria http://xram2013.congresos.unc.edu.ar/  for formal presentations.

Hoping to get excited to participate and can send this message to your contacts, my farewell carefully.
  
Debora Breder
Rafael Contreras M.

RESUMO

Este GT surge da necessidade de reunir pesquisadores latino-americanos que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema, seja da perspectiva da Antropologia Audiovisual, seja da perspectiva da Antropologia do Cinema.
A partir desta dupla perspectiva, pretende-se debater o cinema como objeto antropológico em sentido próprio, focando especialmente: 1) as articulações entre cinema, narrativa, memória e subjetividade; 2) as representações e interpretações que as narrativas cinematográficas nos propõem sobre os mais diversos temas, como a relação "natureza-cultura", o estatuto do "humano/não humano", de "corpo", "gênero", "sexualidade”, "identidade", "ciência", "religião”, “política”, etc.; 3) as condições sociais de produção, circulação e recepção dessas narrativas em seus mais diferentes formatos e gêneros, considerando as diversas categorias que estruturam o campo cinematográfico. Em suma, em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contra fluxos de narrativas audiovisuais, trata-se não apenas de pensar os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico, mas de empreender uma etnografia do cinema, entendida no âmbito de estudo sobre a contemporaneidade e os novos procedimentos de construção de sentido.
Por outro lado, a antropologia audiovisual foi se constituindo com a contribuição de cineastas por várias décadas. Na América Latina, apesar de existir uma grande produção nesse campo, pouco se tem analisado os filmes etnográficos em relação aos aportes da linguagem cinematográfica para essas narrativas.Considerando a importância de discutir essas questões, propõe-se analisar produções audiovisuais que tenham utilizado, do ponto de vista teórico-metodológico, a antropologia audiovisual e/ou o cinema documental, focando os aportes, cruzamentos e tensões entre essas linguagens e a pesquisa antropológica.

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