Saiu o primeiro
estudo completo sobre a trajetória histórica do vídeoativismo de
influências anarquistas desde o final dos anos 1960 até hoje...

Duas
tendências predominantes emergem desse videoativismo baseado em
movimentos sociais: 1) os processos de direcionamento anarquista cada
vez mais estruturam sua produção, distribuição e práticas de exibição e;
2) o vídeo não simplesmente representa ações e eventos coletivos, mas
também serve como uma forma de prática ativista em si mesma e sobre si
mesma desde o momento de gravação até a mais posterior distribuição e
exibiç ão. O vídeo desempenha um papel cada vez mais importante entre os
ativistas na cresce nte resistência global contra o capitalismo
neoliberal. Como vários teóricos radicais têm apontado, a própria
subjetividade torna-se um terreno-chave da luta à medida que o
capitalismo a estrutura e a mina de modo crescente através de sites de
mídia social, tecnologia de telefones celulares e novos padrões
“flexíveis” de vida e trabalho. Como resultado, a produção da mídia
alternativa se torna um local central onde novas formas coletivas de
subjetividade podem ser criadas para desafiar aspectos do
neoliberalismo.
O livro de Chris Robé preenche lacunas históricas trazendo à tona
grupos de videoativistas inexplorados como Cascadia Forest Defender,
ecovideoativistas de Eugene, Oregon; Mobile Voices, jornalistas latinos
que aproveitam a tecnologia de telefones celulares para combater o
racismo e o assédio policial em Los Angeles; e Outta Your Backpack
Media, jovens indígenas do sudoeste que usam o vídeo para celebrar sua
cultura e lutar contra a marginalização. Esse estudo inovador também
aprofunda o nosso entendimento de movimentos mais bem pesquisados como o
videoativismo AIDS, Paper Tiger Television e Indymedia, situando-os
dentro de uma história mais longa e contexto mais amplo de videoativismo
radical.
Elogios:

“
Breaking the Spell, a pesquisa meticulosa de Christopher
Robé, traça as raízes do vídeo contemporâneo de influência anarquista e
ciberativismo e demonstra claramente as afinidades entre o ethos e a
estética antiautoritários de coletivos dos anos 60 e 70 – como Newsreel e
Videofreex – e seus descendentes contemporâneos. A perspectiva matizada
de Robé permite tanto celebrar como criticar as incursões anarquistas
na mídia de guerrilha.
Breaking the Spell é um guia inestimável
para a paisagem da mídia anarquista contemporânea que
será útil tanto
para ativistas quanto para estudiosos”.
– Richard Porton, autor de
Film and the Anarchist Imagination (Cinema e a Imaginação Anarquista)
“
Breaking the Spell é uma história altamente legível do
ativismo dos EUA contra o capitalismo neoliberal, sob a perspectiva de
“Cineastas Anarquistas, Guerrilhas de Videotape e Ninjas Digitais”, o
subtítulo do livro. Baseado em noventa entrevistas, leituras cuidadosas
de centenas de vídeos e sua própria observação participante, Robé
vincula o desenvolvimento de produtores de vídeo mais conhecidos, como
Video Freex, Paper Tiger Television, ActUp e Indymedia, com ativistas
criadores de mídia entre os principais movimentos de protesto, como a
Liga dos Trabalhadores Negros Revolucionários em Detroit, Cascadia
Forest Defenders de Oregon, os trabalhadores diurnos de Voces
Mobiles/Mobile Voices em Los Angeles, e os jovens indígenas em Out of
Your Backpack Media. Sublinhado por tens&o tilde;es significativas
de classe, raça/etnia e gênero entre os grupos e os vídeos discutidos,
Robé traça as preocupações contínuas com horizontalismo radical na
produção de mídia e de organização coletiva contra as instituições
estatais e capitalistas. Baseados na teoria marxista autonomista, os
perfis demonstram claramente como
a produção de mídia se tornou parte
integrante de todas as formas de mobilização anticapitalista, bem como
da formação de novas subjetividades e culturas coletivas”.
– Dorothy Kidd. Professora e Presidente, Departamento de Estudos de Mídia, Universidade de São Francisco
“
Breaking the Spell, de Christopher Robé, parte de onde
Radical Medias (Mídias Radicais), de John Downing, nos deixou:
continuando uma história da mídia norte-americana baseada nos movimentos
para incluir a Internet de hoje, memes e outras formas radicalmente
acessíveis de mídia digital. No processo, ele preenche muitas lacunas
críticas através de um único método que incorpora a pesquisa etnográfica
com os ativistas produtores de mídia, generosas leituras estritas de
uma variedade de vídeos, as belas palavras de um escritor detalhando a
história e o domínio de um teórico político sobre os movimentos
anarquistas e simpatizantes desde os anos 1960. Sempre atento às
contradições dentro das organizações de esquerda, particularme nte
aquelas construídas dentro das lógicas de rede do neoliberalismo, Robé
detalha cuidadosamente tanto as repetitivas exclusões de mulheres,
pessoas não-brancas, queers, trabalhadores e pessoas do Sul do globo de
muitas destas tradições ativistas, enquanto aponta com cuidado para
soluções inspiradas por movimentos. Ele demonstra como o confuso
ativismo midiático cria um trabalho de vídeo poderoso onde o processo
determina o produto, onde subjetividade e coletividade são nutridas e
desenvolvidas, e onde a produção e a recepção são elas próprias uma
forma de política prefigurativa onde o vídeo não meramente representa
mas é o ativismo.
Uma grande leitura para estudiosos, ativistas e
produtores de mídia, Breaking the Spell trata de perto as
difíceis questões do ativismo midiático: o papel da violência, da
estética, da alfabetização midiática e do acesso aos movimentos de
justiça social e suas mídias”.
– Alexandra Juhasz, ativista midiática e autora de
AIDS TV: Identity, Community and Alternative Video (TV AIDS: Identidade, Comunidade e Vídeo Alternativo)
Sobre o autor:
Chris Robé é professor associado em Estudos de Cinema e Mídia na
Florida Atlantic University. Ele publicou ensaios sobre mídia radical em
revistas como Jump Cut, Rethinking Marxism (Repensando o Marxismo) e
Journal of Film and Video (Jornal de Cinema e Vídeo) e escreveu uma
monografia intitulada Left of Hollywood: Cinema, Modernism, and the
Emergence of U.S. Radical Film Culture (Esquerda de Hollywood: Cinema,
Modernismo e a Emergência da Cultura do Filme Radical dos EUA). Ele
também é um contribuinte frequente da revista online PopMatters.
Breaking the Spell: A History of Anarchist Filmmakers, Videotape Guerrillas, and Digital Ninjas
Autor: Chris Robé
Editora: PM Press
ISBN: 978-1-62963-233-9
$26.95
pmpress.org
Tradução > Giu
Conteúdos relacionados:
https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/10/26/espanha-a-representacao-anarquista-no-cinema/
https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/09/01/espanha-lancamento-o-cinema-e-a-imaginacao-anarquista-de-richard-porton/
https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/10/16/franca-lancamento-cinemas-libertarios-a-servico-das-forcas-de-transgressao-e-da-revolta/
galho partido
depois da tempestade
caminho de formigas
Alexandre Brito
Artigos relacionados:
Postagens relacionadas:
http://antrocine.blogspot.com.br/2015/11/um-criativo-novembro-todxs-noviembre.html
http://www.antrocine.blogspot.com.br/2015/07/convocatoria-para-envio-de-filmes-iv.html
http://www.antrocine.blogspot.com.br/2015/04/3-festival-de-cinema-anarquista-de-madri.html
http://antrocine.blogspot.com.br/2014/12/festival-mundial-das-resistencias-e-das_20.html
http://antrocine.blogspot.pt/2013/07/louise-michel-rebelde-franca-solveig.html
http://www.antrocine.blogspot.com.br/2013/04/somos-as-imagens-que-vemos.html
http://www.antrocine.blogspot.com.br/2012/02/curta-o-carnaval-ou-nao.html