Pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia do Cinema.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Cinema e Feminino
CONVOCATOR
Este ano o Femina realizará sua décima edição, não percam!
Dear filmmakers, friends and partners,
Festival Internacional de Cinema Feminino
domingo, 17 de fevereiro de 2013
O GRAPPA com Sol a ouvir o "ciará" ou "siará" - canto da jandaia
Para Ana, Débora, Eliska, Gugão, Ju, Luís, Marco, Paula e Paloma é Nóis!
Preparem seus trabalhos!!!
Nos vemos de 4 a 7 de agosto em Fortaleza/Ceará...
E estamos na XIII ABANNE | IV REA 2013: GT4 - Antropologia do Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas.
O GRAPPA (Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais) y ANTROcine em Caravana rumo a Casa Amarela, Cumbuco, Papicú e Mucuripe!Preparem seus trabalhos!!!
Nos vemos de 4 a 7 de agosto em Fortaleza/Ceará...
+ INFOS: http://www.reaabanne2013.com.br/site/
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Deixou um caminho das passarelas à luta pela igualdade, tendo como arma: O cinema!
O cineasta, ator, diretor e ativista Zózimo Bulbul morreu aos 75 anos depois de sofrer uma parada
cardíaca, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. E será enterrado hoje no Caju
O carioca iniciou a carreira em produções
teatrais no centro popular de cultura da UNE. Na TV ele foi o primeiro
protagonista negro de uma novela brasileira,
fazendo um casal inter-racial com Leila Diniz em Vidas em Conflito na TV
Excelsior em 1969. Ousado para a época, o romance entre um negro e uma branca foi retratado
sem traços de intimidade entre eles. Após pressão dos atores para que
houvesse uma cena de beijo, a
trama foi alterada e o casal, desfeito.
Foi ainda o primeiro manequim negro masculino de uma
grife de alta costura.
Nascido Jorge da Silva, o ator iniciou sua carreira no Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, em 1960.
Adotou seu nome artístico ao começar a se destacar em filmes como Cinco Vezes Favela (1962)-no episódio dirigido por Leon Hirszman-, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
Ator e diretor de mais de 30 filmes e 50 anos de
carreira Ele foi um dos ícones negros dos
anos 60 e do "Cinema Novo". Também fez participações importantes em filmes como Ganga Zumba (1963) e Quilombo (1984), de Cacá Diegues.Outro destaque na carreira
cinematográfica foi a atuação em Compasso de Espera (1969-1973), quando fez par
romântico com uma menina branca, interpretada pela atriz Renèe de
Vielmond. Como cineasta, dirigiu filmes como o curta Alma no Olho (1973) (confira acima) e Abolição (1988) (confira abaixo, o já clássico filme relatando a verdadeira História do negro na Pindorama ocupadal) onde marcando o
centenário do fim da escravidão, analisava a situação dos negros brasileiros nos cem anos
seguintes à proclamação da Lei Áurea. O filme foi premiado no Festival
de Brasília e no Festival Latino-Americano de Nova York em 1989.
Adotou seu nome artístico ao começar a se destacar em filmes como Cinco Vezes Favela (1962)-no episódio dirigido por Leon Hirszman-, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
A pouca repercussão do longa no Brasil o deixou frustrado. Para promover
o cinema negro, criou um festival internacional e o Centro Afro Carioca
de Cinema, no Rio.
Sua militância fez com que ele fosse um dos personagens entrevistados pelo cineasta americano Spike Lee para seu documentário "Go, Brazil, Go!", em produção.
Sua militância fez com que ele fosse um dos personagens entrevistados pelo cineasta americano Spike Lee para seu documentário "Go, Brazil, Go!", em produção.
O ator sofria de
câncer no intestino, que atingiu cérebro quando a metástase foi descoberta, foi recomendado sua
internação. Ele optou por ficar em casa. "Ele estava muito doentinho, sofrendo demais", disse o cineasta Cacá Diegues, que dirigiu Bulbul em Ganga Zumba (1963).
"Não era só um ator de qualidade, mas um ícone e líder do movimento negro. Tinha uma capacidade imensa de agregar pessoas em torno dele. Fará falta porque tinha um papel artístico e político muito importante", disse Diegues.
"Não era só um ator de qualidade, mas um ícone e líder do movimento negro. Tinha uma capacidade imensa de agregar pessoas em torno dele. Fará falta porque tinha um papel artístico e político muito importante", disse Diegues.
Em 2007, Zózimo criou o Centro Afro Carioca de Cinema, no bairro da
Lapa, onde realiza festivais sobre cinema negro anualmente dentro do
Brasil e fora do país. No fim de 2012, organizou a 6ª edição do Encontro de Cinema Negro Brasil, África & Américas. Os encontros continuarão a
ser realizados no espaço como uma homenagem ao artista.
"O Zózimo além de ter uma importância como ator, diretor e pessoa, ele tinha uma força muito grande e a palavra dele sempre foi resistência, e resistiu o que pode. Ele reuniu mais de 80 cineastas gringos, teve projetos para as novas gerações. Ele está deixando um legado, é uma pena que ele não tenha conseguido fazer tudo, ele tinha muitos planos pra esse ano, queria fazer muito mais", disse Monalysa.
Zózimo Bulbul dedicou a carreira
ao resgate do que chamava de "africanidade através do cinema". Nos
últimos anos o artista trabalhava em projetos de oficinas de cinema para
estudantes do Senegal e de Cabo Verde.
"Muito triste a perda do Zózimo. Grande ator, cineasta e amigo", disse
Lázaro Ramos. "Foi contando a história dele que comecei a dirigir.
Descobri que ele foi o primeiro negro protagonista masculino de uma
telenovela no Brasil. Saber que ele foi ator do único filme dirigido por
Antunes e tantas outras coisas me revelou um novo mundo. Ao fim da
entrevista ele me disse de uma forma intensa e emocionada: 'Isto aqui
(apontando para a câmera) é uma arma. Use-a'".
Vejam os outros filmes citados que Zózimo Bulbúl participou em: http://antrocine.blogspot.com.br/2012/08/vejam-o-cinema-brasileiro-dos-classicos.html
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Paisagem e narrativa no Cinema
Para a Catarina e a Clê, sempre junt@s!
O Olhar da Geografia, do Cinema e da Literatura
20-21 de Fevereiro.
Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra / PortugalA paisagem, enquanto experiência e narrativa, vive-se no quotidiano de cada um mas percebe-se também pelas representações que a mostram, talvez de outra forma, salientando traços e perspetivas que nascem do olhar muito particular do geógrafo, do escritor ou do cineasta, dos que vêm o mundo a partir de um referencial fixo ou dos que viajam, acumulando vivências, diversificando pontos de vista e modelando novas espacialidades. E assim se atravessam olhares e perspetivas de quem está atento e participa da dinâmica dos espaços geográficos, territórios de escrita e cinematografias mas também territórios científicos que os geógrafos percorrem, estudam e, à sua maneira, divulgam.
Este encontro científico centra-se em temas geográficos integrados que vão das áreas urbanas aos espaços rurais e destes às territorialidades da viagem e das diferentes categorias de mobilidade espacial. Objetos múltiplos de perceções cruzadas, aqui se vão associar as linguagens complementares da geografia, da literatura e do cinema. Afinal, como se representam lugares e paisagens? O que se escreve sobre eles? Como se filmam? Como se devolvem estas representações ao espaço e que novas paisagens modelam? Como pode a geografia analisar estas novas territorialidades criativas? Quais os olhares do cinema e da literatura sobre o mundo dos geógrafos, um mundo que se percebe de perto mas também à distância, na lentidão que pode levar à paragem mas também na velocidade que ritma os percursos mais apressados?
Viajando entre tempos e espaços e percorrendo linguagens que se completam, este congresso reafirma, num permanente diálogo interdisciplinar, a Geografia como uma ciência sensível às novas territorialidades mas também às múltiplas e inovadoras abordagens do espaço geográfico.
Entidades Organizadoras:
CEGOT – Grupo de Investigação 3
Departamento de Geografia da Universidade de Coimbra
Programa completo em: http://www1.ci.uc.pt/ieg/narrativas/programa.htm
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Cinema e Fado no Mondego!
ACEITE DA MESA: III ENCONTRO ANUAL DA AIM
Antropologia
do Cinema de volta a "terrinha", agora também no Velho Mundo...
Confirmo que as propostas referentes à mesa Antropologia
do Cinema na América Latina: perspectivas e debates, coordenada por
Luiz Gustavo Correia e Ana Paula Alves Ribeiro, foram aceites.
Imagens dos negros baianos: representação, auto-representação, cidade e
memória no filme: Negros, de Mônica Simões - Ana Paula Alves Ribeiro e
Juliana Garcia
Tiresia: cinema, corpo e deficiência sob a perspectiva da Antropologia - Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia
Indio e Cinema no México hoje - Juliano Gonçalves da Silva
A face imaterial do patrimônio no Cinema - Marilda Checcucci Gonçalves da Silva
O movimento operário entre 1978 e 1980 segundo Leon Hirszman: ABC da Greve e Eles não usam black-tie - Paula Alves
Cumprimentos,
Paulo Cunha, Secretário da AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento- Professor na Universidade de Coimbra/CEIS20
O GRAPPA (Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais) y ANTROcine irão ouvir Fado na sua fonte!
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