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domingo, 19 de janeiro de 2014

II RIOS CONFERENCE – CINEMA …. NUMA QUINTA DO DOURO!

Via Manuela Penafria

No Hotel Rural Casa dos Viscondes da Várzea – 4, 5 e 6 de abril de 2014

Somos cinéfilos incorrigíveis! 


Adoramos o cinema, investigamos sobre ele e sonhamos em passar muito tempo a falar sobre ele. Sem espartilhos temporais, sem constrangimentos espaciais, olhando para o ecrã, falando com os criadores, debatendo com os nossos colegas investigadores.


Por isso, equipa do II RIOS CONFERENCE  (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), o Master de Cine Documental e Nuevos Formatos (Universidad Rey Juan Carlos de Madrid), o Grupo de Investigación en Intermédia e o LabCom.IFP organizam um fim de semana especial à volta da nossa paixão pelo cinema.
Um fim de semana, numa maravilhosa quinta do Douro, o Hotel Rural Viscondes da Várzea, um “retiro espiritual cinematográfico”, numa paisagem deslumbrante. Apresentaremos as comunicações e os debates à lareira (se estiver frio), em recantos do jardim (se os dias forem solarengos) durante a sobremesa e no serão à volta de um chá.

A participação será limitada a 30 palestrantes.

Apresente-nos a sua pesquisa, mostre-nos o seu work in progress, partilhe connosco o seu ponto de vista, mostre-nos o filme que está a fazer ou algum filme inédito e raro que quer analisar! As comunicações podem ser apresentadas através de vários formatos : tradicional (30 minutos), um desafio para debate, um filme para analisar em conjunto, um percurso interativo.

Palestrantes convidados: Edgar Pêra e Antonio Weinrich

CALL FOR PAPERS
Os autores estão convidados a submeter comunicações nos seguintes tópicos:
1. Cinema Documental e Transmedia
2. Cinema
3. Cinema e Outras Artes
 As línguas de apresentação são o português e o espanhol.

Datas Importantes:
Submissão de Resumos: até 28 de fevereiro de 2014
Comunicação de aceitação de resumos: 3 de março de 2014
Prazo limite de inscrição sem penalização: 10 de março de 2014
Prazo limite de inscrição com penalização:  25 de março de 2014 (limitado à vagas existentes)


Apresentação do Espaço:
 Informações detalhadas em http://www.hotelruralviscondesvarzea.com/pt

 Inscrição:
Inscrição no colóquio até 10 de março de 2014: 100 euros
Inscrição no colóquio de 11 a 25 de março de 2014: 120 euros
Inscrição no colóquio a partir de 25 de março de 2014: 150 euros


 Alojamento:
O retiro contempla sessões com alojamento e pequeno-almoço (duas noites) +  refeições (quatro refeições – jantar de sexta, almoço e jantar de sábado e almoço de domingo) + coffee-break de sábado.

- Quarto Single: 72,00€ por quarto e por noite com pequeno-almoço incluído
- Quarto duplo: 85,00€ por quarto e por noite com pequeno-almoço incluído
3º pessoa no quarto: grátis até 3 anos; 20 euros dos 4 aos 12 anos;  35 euros a partir dos 12.

Refeições
Almoços e Jantares: 20,00€ por refeição e por pessoa com bebidas incluídas. Grátis para crianças até aos 3 anos; 50% de desconto dos 4 aos 8.
Coffee Break: 6,00€ por pessoa.

Total  por pessoa (quarto single - estadia+inscrição): 330 €
Total por pessoa (quarto duplo - estadia+inscrição): 343 €

Resumos (500 palavras) e CV (150 palavras) enviados para literaturaecinema@gmail.com

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

EL DERECHO A DEFENDERME. - #FuerzaAutodefensas

México DF.- Estudantes de Cinema de escolas como o Centro Universitario de Estudios Cinematográficos (CUEC) e do Centro de Capacitación Cinematográfica (CCC), lançaram esta semana uma campanha audiovisual em apoio das autodefesas de Michoacán, relatando o fato dos assassinatos de alguns de seus membros em consequência do desarme feito pelo exército mexicano.

Os estudantes de Cinema, aglutinados na Frente Autónomo Audiovisual lançaram uma campanha sob o hashtag #FuerzaAutodefensas onde expressam o seu respaldo ao povo michoacano, a suas autodefesas, a seus direitos de viver em Paz: “Dizemos ¡NÃO! a mais abusos contra nosso povo #NOmx”.

A campanha consta de alguns cartazes onde usam tweets da conta @valormichoacán, que tem difundido de maneira continua os fatos violentos no estado de Michoacán, e também a realizaçao de um curta documental onde se apresenta uma breve crônica sobre os sucessos que motivaram o nascimento e a luta dos grupos de autodefesa em Michoacán, México, assim como dos acontecimentos recentes onde frente ao avanço das autodefesas o Exército tem tentado desarmar a estes grupos, destacando o evento ocorrido em Antúnez, onde o Exército Mexicano assassinou a 4 pessoas, entre elas a uma menina de 11 anos.

A campanha também tem dado difusão permanente aos fatos que se suscitam na terra dos históricos Lázaro Cárdenas e José María Morelos y Pavón.

O coletivo dos estudos cinematográfico que se apresenta sob o nome de Frente Autónomo Audiovisual, segundo sua conta no Facebook, é um coletivo de estudantes de Cinema e realizadores de diferentes áreas Audiovisuais que colocam a  técnica do cinema ao serviço das causas populares e como instrumento de libertação.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Maranhão 66, Glauber Rocha. (Brasil, 1966)

 Via Carmen Castro
No Maranhão #Não vai ter copa! Glauber sabia desde 1966.


ZECA BALEIRO

Leio com assombro as notícias que chegam do Maranhão. Imagens e relatos dolorosos e repugnantes despejados em tempo real em sites, jornais e telejornais, escancarando a nossa vergonha e impotência diante de barbaridades que já
extrapolam nossas fronteiras e repercutem mundo afora.

Como todos, estou pasmo. Mas nem tanto. Nasci no Maranhão e sei que a barbárie (a todos agora revelada de um modo talvez sem precedentes) já impera há anos na prática de seus governantes vitalícios, que agem como os velhos donos das capitanias hereditárias do passado.

Se o crime organizado neste momento dá as cartas e oprime o povo com ameaças e ações dignas dos mais perigosos terroristas, é porque há uma natural permissão --a impunidade crônica dos oligarcas senhores feudais, que comandam (?) o Estado com mãos de ferro há 47 anos (a minha idade exatamente) e que, ao longo desse tempo, vem cometendo atrocidades sem castigo, com igual maldade, típica dos grandes tiranos e ditadores.

Esses donos do poder maranhense (e nunca dantes a palavra "dono" foi empregada com tanta adequação como aqui e agora) são exemplo e espelho para que criminosos ajam sem nenhum medo da punição.

Pois a miséria extrema que assola o Estado há décadas, o analfabetismo estimulado pela sanha dos coiotes ávidos de votos, a cultura antiga de currais eleitorais, a corrupção mais descarada do mundo e o atentado ao patrimônio histórico de sua bela e triste capital são crimes tão hediondos quanto os cometidos no complexo penitenciário de Pedrinhas.

A diferença crucial é que, enquanto os bandidos que agora aterrorizam (e matam) a população aos olhos assustados da nação estão em presídios infectos e superlotados, os criminosos de colarinho branco (e terninho bege) habitam palácios.

No meio do caos, soa tão patética quanto simbólica a notícia veiculada dias atrás pelos jornais sobre abertura de licitação para o abastecimento das residências oficiais da governadora.

A lista de compras é de um rigor e de uma opulência espantosos. Parece coisa da monarquia francesa nos dias que antecederam sua queda.

No presídio de Pedrinhas, cabeças são cortadas. Resta saber se, para além dos muros da prisão, alguém um dia irá para a guilhotina.


ZECA BALEIRO é cantor e compositor maranhense


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

“Martírio” sobre os Guarani vêm aí, com financiamento aberto e coletivo

Foto: Caras (os) amigas (os),

Agradecemos a solidariedade dos 918 colaboradores que contribuíram com recursos para realização do filme “Martírio” e das oficinas de formação audiovisual para o povo Guarani Kaiowá. Agradecemos também às milhares de pessoas que contribuíram na divulgação da campanha (19.405 curtiram a nossa página) e deram visibilidade à causa.

Às 15 horas do dia 31 de dezembro de 2013, foi realizado o depósito que completou os 80 mil reais propostos pelo projeto. Nos próximos 11 dias, aqueles que ainda queiram fazer suas contribuições, podem fazê-lo. O projeto continua aberto e todo o recurso excedente será utilizado para apoiar despesas de deslocamento e alimentação da Grande Assembléia da ATY GUASU, que acontecerá entre janeiro e fevereiro deste ano e vai discutir os rumos do movimento, num momento em que três mandatos de despejo pesam sobre os Kaiowá que estão acampados em seus territórios sagrados.

Ao longo dos próximos meses, manteremos a rede informada dos passos do projeto e dos acontecimentos importantes que afetam este povo.

Com um abraço fraterno,
Vincent Carelli e equipe Vídeo nas Aldeias.

Link para o projeto: http://catarse.me/kaiowaCaras (os) amigas (os),

Agradecemos a solidariedade dos 918 colaboradores que contribuíram com recursos para realização do filme “Martírio” e das oficinas de formação audiovisual para o povo Guarani Kaiowá. Agradecemos também às milhares de pessoas que contribuíram na divulgação da campanha (19.405 curtiram a nossa página) e deram visibilidade à causa.

Às 15 horas do dia 31 de dezembro de 2013, foi realizado o depósito que completou os 80 mil reais propostos pelo projeto. Nos próximos 11 dias, aqueles que ainda queiram fazer suas contribuições, podem fazê-lo. O projeto continua aberto e todo o recurso excedente será utilizado para apoiar despesas de deslocamento e alimentação da Grande Assembléia da ATY GUASU, que acontecerá entre janeiro e fevereiro deste ano e vai discutir os rumos do movimento, num momento em que três mandatos de despejo pesam sobre os Kaiowá que estão acampados em seus territórios sagrados.

Ao longo dos próximos meses, manteremos a rede informada dos passos do projeto e dos acontecimentos importantes que afetam este povo.

Com um abraço fraterno,
Vincent Carelli e equipe Vídeo nas Aldeias.

Link para o projeto: http://catarse.me/kaiowa
 
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A mulher no cinema: da produção à representação visual



Dentre as discussões propostas por teóricas feministas do cinema, duas questões são fundamentais para a compreensão do lugar historicamente relegado às mulheres na produção cinematográfica: a participação feminina atrás das câmeras e a sua representação diante da tela. Assim como ocorre em alguns outros setores do  mercado de trabalho, a participação das mulheres no fazer cinematográfico é extremamente baixa em relação à atuação masculina. Recentemente, as inúmeras críticas realizadas em torno do filme “Azul é a cor mais quente” (La vie d’Adele, 2013, Abdellatif Kechiche) sinalizam que ainda há muito que se debater sobre a representação visual das mulheres e do prazer feminino no cinema, como se vê nos artigos abaixo:





O que estudos recentes demonstram é que a produção e a representação não podem ser vistas como elementos isolados, se considerarmos que o significativo desequilíbrio na participação de homens e de mulheres no mercado cinematográfico diz muito sobre os olhares e os discursos construídos pelas narrativas.  Uma pesquisa publicada no site da New York Film Academy, intitulada Gender Inequality in Film, mostra dados relevantes sobre como os personagens masculinos e femininos são retratados nos 500 filmes hollywoodianos de maior sucesso entre 2007 e 2012, como, por exemplo: o percentual de mulheres  retratadas com roupas que possuem conotação sexual é de 28,8%, enquanto a taxa de homens na mesma situação é de 7%; a porcentagem de adolescentes femininas retratadas em cenas de nudez aumentou 32,5% entre 2007 e 2012; a presença de personagens femininas nos filmes aumenta em 10,6% quando a direção é assumida por mulheres, e 8,7% quando elas são roteiristas.


Em relação à indústria cinematográfica, o estudo mostra que, dos atores e atrizes mais bem pagos de Hollywood em 2013, 465 milhões de dólares foram destinados aos homens, em oposição a 181 milhões de dólares às mulheres, e que a atriz mais bem remunerada durante o ano, Angelina Jolie, recebeu uma quantia equivalente à da segunda pior remuneração entre os homens. Na direção dos 250 filmes hollywoodianos de maior sucesso em 2012, apenas 9% são mulheres e 15% roteiristas, só para citar algumas das funções apontadas pela pesquisa. Além disso, quando o assunto é premiação da Academia de Hollywood, em 85 anos, somente 7 produtoras venceram o prêmio de melhor filme, todas em co-produção com homens, enquanto 8 venceram nas categorias de melhor roteiro original e melhor roteiro adaptado em toda a história da premiação.


A pesquisa na íntegra pode ser acessada no link abaixo:

Mais dados sobre a participação feminina no cinema hollywoodiano e no brasileiro nos links:




No caso do cinema brasileiro, vale a pena conferir a dissertação de Paula Alves, “O cinema brasileiro de 1961 a 2010 pela perspectiva de gênero”, defendida em 2011, em que a autora fez uma análise da participação das mulheres em algumas funções do mercado cinematográfico, bem como do seu protagonismo nos filmes desse período:




segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Filme Cultura Viva, Já!

"Em defesa da revista Filme Cultura. Carta da ABD-SP à Secretaria do Audiovisual. Quem estiver de acordo, por favor compartilhe o quanto possível". Via Carlos Alberto Mattos


 São Paulo, 04 de janeiro de 2014 Ao Exmo. Secretário do Audiovisual A ABD-SP, Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas Secção São Paulo, vem através desta solicitar que o MINC mantenha, entre as diversas iniciativas visando a divulgação e reflexão de conteúdos audiovisuais e cinematográficos brasileiros, a continuidade da publicação da revista Filme Cultura através de mecanismos existentes, seja a captação junto à Petrobrás ou outra forma viável. 

Acompanhamos a importante trajetória desta revista, desde seu nascimento comprometida em se tornar um espaço de divulgação e reflexão da produção, política e ambiente cinematográficos nacionais, igualmente contribuindo para a formação permanente de um quadro importante de pensadores, pesquisadores e críticos de cinema. 

Trata-se atualmente da revista mais antiga dedicada a cinema no país (originou-se em 1966), deixou de ser publicada com a desmobilização progressiva da Embrafilme nos últimos anos da década de 1980, e foi retomada em 2010, por iniciativa de Silvio Da-Rin, então Secretário do Audiovisual, e Gustavo Dahl, então diretor do CTAv. Este dirigiu a revista até sua morte, em 2012, quando Carlos Alberto Mattos herdou o posto de editor. Por ela passaram importantes nomes que, ao escreverem, atuaram de forma militante em nossa produção cinematográfica, tais como Ely Azeredo, José Carlos Monteiro, João Carlos Rodrigues, Alex Viany, Jean-Claude Bernardet, João Luiz Vieira, Paulo Perdigão, José Carlos Avellar e muitos outros. 

Desta forma a revista também demonstrou fazer parte de um importante elo gerador de reflexão e formação. 

Recentemente, a revista dedicou muitas páginas aos "novíssimos" cineastas brasileiros, aos que estavam fora do mercado (na sessão "Busca avançada"), ao resgate de fatos históricos do cinema brasileiro a que a mídia convencional não costuma dar atenção, sendo uma importante publicação sem fins comerciais. Como poucas outras publicações sobre cinema brasileiro, disponibiliza a íntegra de seu acervo eletronicamente, com recursos de pesquisa bastante avançados. 

A revista ainda mantém aberto espaço para colaboradores de várias regiões do país, recolhendo conteúdo e impressões de fora do eixo Rio-São Paulo, historicamente dominante na reflexão sobre cinema brasileiro; produz dossiês temáticos propiciando uma visão mais aprofundada de certos aspectos do nosso cinema e constituindo importante material para pesquisas e estudos; possui qualidade editorial e gráfica; tem alcançado importante formadores de opinião, entre professores, pesquisadores e estudiosos do cinema brasileiro. Por toda sua importância dentro da cadeia produtiva, a ABD-SP vem manifestar apoio à sua continuidade. Atenciosamente, ABD-SP

O Antro faz coro endossando, divulgando e apoiando também esta continuidade: Nada de retrocesso mental no campo do Cinema! 

domingo, 5 de janeiro de 2014

El Violín. Francisco Vargas (México, 2005)




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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Zapatista: a Big Noise Film. Benjamin Eichert. (México/EUA, 1999)

Zapatismo não é uma doutrina, é uma intuição: Todo poder ao povo!
Há exatos vinte anos: "Em 1994, o Exército Zapatista de Libertação Nacional veio a público , o dia em que o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) entrou em vigor. Naquele dia, eles lançaram sua primeira Declaração da Selva Lacandona e suas Leis Revolucionárias. 

A declaração equivalia a uma declaração de guerra contra o governo mexicano, que eles consideravam tão fora de contato com a vontade do povo como para torná-lo completamente ilegítimo. Seu objetivo inicial era instigar uma revolução em todo o México , mas como isso não aconteceu , usaram sua insurreição como uma plataforma para chamar a atenção do mundo para o seu movimento para protestar contra a assinatura do NAFTA , que o EZLN acreditava que iria aumentar a diferença entre ricos e pobres em Chiapas. 

O EZLN também apelou a uma maior democratização do governo mexicano, que tinha sido controlada pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI) durante 65 anos e para a reforma agrária prevista pela Constituição do México 1917, mas em grande parte ignorado pelo PRI. O EZLN não exige independência do México, mas sim a autonomia, e (entre outras coisas) que os recursos naturais que são extraídos de Chiapas beneficiem mais diretamente os povos de Chiapas."