Pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia do Cinema.
Participe / Participate
Participe enviando contribuições (filmes, textos, links, dicas, etc ...) para antrocine@gmail.com
Send contributions to antrocine@gmail.com
sexta-feira, 22 de abril de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
Ultimo dia, corra!
Prorrogado até 23 de março de 2016 o prazo de submissão de artigos para a 30ª Reunião Brasileira de Antropologia.
GT 011. Antropologia do Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas
Debora Breder Barreto (UCAM) (Coordenador)
Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia (Universidade Federal de Sergipe) (Coordenador)
Este Grupo de Trabalho pretende congregar trabalhos que visam a perscrutar estatutos cinematográficos, bem como implicações epistemológicas de construção e interpretação de mundos sociais. Em uma sociedade cada vez mais constituída por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propomos discutir abordagens teórico-metodológicas de investigações que lançam mão de filmes - "documentais" e "ficcionais" - como objetos e/ou métodos de pesquisa. Trata-se, assim, de debater o cinema em suas várias dimensões, com enfoque em: 1) modos como o aparato audiovisual tem sido utilizado em investigações; 2) articulações entre cinema, narrativas, memória e subjetividade; 3) representações e interpretações de narrativas cinematográficas sobre temas como as relações natureza/cultura, centro/periferia, corpo, gênero, sexualidade, classe, raça/etnia, identidade, etc; 4) condições sociais de produção, circulação e recepção de narrativas em diferentes formatos e gêneros. Em suma, busca-se debater dilemas e potencialidades do cinema em interlocução com as ciências sociais, e, mais especificamente, do olhar antropológico dirigido ao Cinema, do diálogo entre as narrativas cinematográficas e as narrativas antropológicas e das etnografias do/no cinema.
GT 011. Antropologia do Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas
Debora Breder Barreto (UCAM) (Coordenador)
Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia (Universidade Federal de Sergipe) (Coordenador)
Este Grupo de Trabalho pretende congregar trabalhos que visam a perscrutar estatutos cinematográficos, bem como implicações epistemológicas de construção e interpretação de mundos sociais. Em uma sociedade cada vez mais constituída por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propomos discutir abordagens teórico-metodológicas de investigações que lançam mão de filmes - "documentais" e "ficcionais" - como objetos e/ou métodos de pesquisa. Trata-se, assim, de debater o cinema em suas várias dimensões, com enfoque em: 1) modos como o aparato audiovisual tem sido utilizado em investigações; 2) articulações entre cinema, narrativas, memória e subjetividade; 3) representações e interpretações de narrativas cinematográficas sobre temas como as relações natureza/cultura, centro/periferia, corpo, gênero, sexualidade, classe, raça/etnia, identidade, etc; 4) condições sociais de produção, circulação e recepção de narrativas em diferentes formatos e gêneros. Em suma, busca-se debater dilemas e potencialidades do cinema em interlocução com as ciências sociais, e, mais especificamente, do olhar antropológico dirigido ao Cinema, do diálogo entre as narrativas cinematográficas e as narrativas antropológicas e das etnografias do/no cinema.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Madre de todos los Ríos. Mill Valley Film Group. (Honduras, 2016).
em memória de Berta Cáceres, tu lucha es nuestra lucha...
confiram o filme em:
https://vimeo.com/121565055
BERTA VIVE!
“Construamos então, sociedades capazes de coexistir de maneira justa, digna e pela vida. Nos juntemos e sigamos com esperança defendendo e cuidando do sangue da terra e dos espíritos”. Berta Cáceres
03.03.2016: A coordenadora do Conselho dos Povos Indígenas de Honduras (Copinh), Berta Cáceres, foi assassinada na madrugada desta quarta-feira por elementos desconhecidos. http://www.telesurtv.net/ news/ Asesinan-a-Berta-Caceres-li der-indigena-de-Honduras-- 20160303-0016.html
confiram o filme em:
https://vimeo.com/121565055
BERTA VIVE!
“Construamos então, sociedades capazes de coexistir de maneira justa, digna e pela vida. Nos juntemos e sigamos com esperança defendendo e cuidando do sangue da terra e dos espíritos”. Berta Cáceres
03.03.2016: A coordenadora do Conselho dos Povos Indígenas de Honduras (Copinh), Berta Cáceres, foi assassinada na madrugada desta quarta-feira por elementos desconhecidos. http://www.telesurtv.net/
![]() |
| Gracias noble pueblo Colombiano por sus muestras de apoyo y homenaje a nuestra #bertacaceres. |
sábado, 12 de março de 2016
Cinema e Antropologia, um abraço mútuo
A Festa de Antropologia Cinema e Arte, que arranca no Carpe Diem
Arte e Pesquisa, junta antropólogos, cineastas, artistas, desdobrou-se
até dia 12 em conferências e num ciclo de filmes na Cinemateca.
Cada vez menos uma arte popular, o Cinema parece caminhar noutras
direções, uma das quais aponta para o universo acadêmico, nomeadamente o
das Ciências Sociais. A Festa de Antropologia Cinema e Arte (FACA), que
arranca dia 10 no Carpe Diem Arte e Pesquisa, é exemplar desse
horizonte. Juntando antropólogos, cineastas, artistas, desdobrou-se até
dia 12 em conferências e num ciclo de obras cinematográficas que ocorreu na Cinemateca Portuguesa.
O antropólogo Arnd Schneider e
a artista francesa Claire Buisson são os principais convidados desta
edição. O pesquisador, que tem aproximado a antropologia à prática
artística (gesto nem sempre compreendido pelos antropólogos mais
conservadores), inaugura o FACA com uma conferência intitulada Questions
of the Contemporary: Art, Film, Anthropology. Quanto a Buisson vai
mostrar materiais do projeto Corps archivés (Archived bodies),
desenvolvido no âmbito de da sua residência no espaço Alkantara, em
Lisboa. A construção do eu e as condições sociais e os corpos que as
condicionam são aspectos do trabalho que os presentes poderão debater
com a artista.
Na Cinemateca, os filmes reivindicarão as palavras e as imagens. Um dos programas chama-se A cidade em Foco e compreende trabalhos realizados por estudantes portugueses de Culturas Visuais em torno da cidade de Lisboa. Marcada para o dia 11 (18h30), esta sessão será apresentada por Catarina Alves Costa, estudiosa nas áreas de Antropologia Visual e do Filme Etnográfico.
No dia seguinte, à mesma hora, Angela Torresan, investigadora do Granada Center for Visual Anthropology, introduzirá um conjunto de filmes assinados por alunos da instituição. Entre o princípio e o fim destas projeções aguardam-se imagens do Cais das Colunas, do Cemitério dos Prazeres, do bairro do Rego, das ruas de Freetown, Serra Leoa, ou de Kingston, Jamaica.
Já o programa Faca Convida salientará a produção etnográfica dos últimos anos, com a exibição de duas obras: Skin has Eyes and Ears (dia 11, 22h), de Daniela Vavrova, que leva o espectador a experimentar as noções de espaço e tempo do povo Ambonwari, na Papua-Nova Guiné (este filme foi um dos mais comentados na edição de 2014 do Festival de Cinema Etnográfico Jean Rouch, em Paris), e Place for Everyone (dia 12, 22h), de Angelos Rallis e Hans Ulrich Gössl, que indaga o mundo de uma aldeia ruandesa, décadas após o genocídio, pelos gestos e os trajectos de Tharcisse e Benoitte, dois jovens ruandeses. Um par de filmes distintos com um fim comum: fazer do cinema uma experiência do conhecimento.
![]() |
O antropólogo Arnd Schneider e
a artista francesa Claire Buisson são os principais convidados desta
edição. O pesquisador, que tem aproximado a antropologia à prática
artística (gesto nem sempre compreendido pelos antropólogos mais
conservadores), inaugura o FACA com uma conferência intitulada Questions
of the Contemporary: Art, Film, Anthropology. Quanto a Buisson vai
mostrar materiais do projeto Corps archivés (Archived bodies),
desenvolvido no âmbito de da sua residência no espaço Alkantara, em
Lisboa. A construção do eu e as condições sociais e os corpos que as
condicionam são aspectos do trabalho que os presentes poderão debater
com a artista.Na Cinemateca, os filmes reivindicarão as palavras e as imagens. Um dos programas chama-se A cidade em Foco e compreende trabalhos realizados por estudantes portugueses de Culturas Visuais em torno da cidade de Lisboa. Marcada para o dia 11 (18h30), esta sessão será apresentada por Catarina Alves Costa, estudiosa nas áreas de Antropologia Visual e do Filme Etnográfico.
No dia seguinte, à mesma hora, Angela Torresan, investigadora do Granada Center for Visual Anthropology, introduzirá um conjunto de filmes assinados por alunos da instituição. Entre o princípio e o fim destas projeções aguardam-se imagens do Cais das Colunas, do Cemitério dos Prazeres, do bairro do Rego, das ruas de Freetown, Serra Leoa, ou de Kingston, Jamaica.
Já o programa Faca Convida salientará a produção etnográfica dos últimos anos, com a exibição de duas obras: Skin has Eyes and Ears (dia 11, 22h), de Daniela Vavrova, que leva o espectador a experimentar as noções de espaço e tempo do povo Ambonwari, na Papua-Nova Guiné (este filme foi um dos mais comentados na edição de 2014 do Festival de Cinema Etnográfico Jean Rouch, em Paris), e Place for Everyone (dia 12, 22h), de Angelos Rallis e Hans Ulrich Gössl, que indaga o mundo de uma aldeia ruandesa, décadas após o genocídio, pelos gestos e os trajectos de Tharcisse e Benoitte, dois jovens ruandeses. Um par de filmes distintos com um fim comum: fazer do cinema uma experiência do conhecimento.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Antro recomenda em Beagá: nova pesquisa de fôlego, Palomar!
C O N V I T E
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
convida V.Sa. para sessão pública de apresentação e
defesa de tese:
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
convida V.Sa. para sessão pública de apresentação e
defesa de tese:
A LEI DO DESEJO: AS RELAÇÕES DE GÊNERO NO
CINEMA DE PEDRO ALMODÓVAR.
CINEMA DE PEDRO ALMODÓVAR.
CANDIDATA: Paloma Ferreira Coelho Silva
COMISSÃO EXAMINADORA:
Profa. Dra. Juliana Gonzaga Jayme – (Orientadora) - PUC Minas
Profa. Dra. Debora Breder Barreto – UCAM
Profa. Dra. Claudia Andréa Mayorga Borges – UFMG
Profa. Dra. Maria Ignez Costa Moreira – PUC Minas
Profa. Dra. Alessandra Sampaio Chacham – PUC Minas
Profa. Dra. Juliana Gonzaga Jayme – (Orientadora) - PUC Minas
Profa. Dra. Debora Breder Barreto – UCAM
Profa. Dra. Claudia Andréa Mayorga Borges – UFMG
Profa. Dra. Maria Ignez Costa Moreira – PUC Minas
Profa. Dra. Alessandra Sampaio Chacham – PUC Minas
DIA/HORA: 29/02/2016, 2ª feira, com início às 14:00 horas
LOCAL: Av. Itaú, 505 – 4° andar – Bairro Dom Cabral – Belo Horizonte/MG
Tel.: 3411- 5162
![]() |
| na Movida Madrilenha... |
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Na Caixa (In the Box). Grupo V Kocke. (Eslováquia, 2006).
Artigos relacionados:
Postagens relacionadas:
http://antrocine.blogspot.com.br/2014/12/festival-mundial-das-resistencias-e-das.html
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Repúdio aos cinemas comerciais de Florianópolis
Carta de repúdio aos cinemas
comerciais de Florianópolis/SC que ainda não se manifestaram quanto à
exibição do filme “A Garota Dinamarquesa”
ADEH
Envio de Lirous K’yo Fonseca Ávila.
A ADEH – Associação em defesa dos
direitos humanos com enfoque na sexualidade veio por meio desta carta
mostrar a nossa indignação contra os cinemas comerciais de
Florianópolis/SC que não irão exibir o filme “A Garota Dinamarquesa”. A
ADEH é uma instituição que foi fundada por travestis e transexuais da
grande Florianópolis a mais de 23 anos e desenvolve um trabalho social
com toda a população. Sua constituição é majoritariamente composta por
mulheres travestis e mulheres transexuais que trabalham de forma
voluntária sem nenhuma ajuda governamental realizando o trabalho que por
obrigação deveria ser do estado de Santa Catarina e do município de
Florianópolis.
Como trabalhamos com a realidade social
das pessoas travestis, transexuais e transgêneras, resolvemos no ano
passado criar um evento no facebook chamado OcupaAdeh que tinha como
proposta central emponderar e levar a população trans (homens e mulheres
transexuais e transgêneros)/ mulheres travestis para as salas de cinema
de forma a fazer com que conheçam e sintam familiarizadas com o espaço
do cinema/shopping que é restrito a população trans/ mulheres
transexuais por imposição social. Há pouco tempo, um dos shoppings que
possui um cinema, acabou sendo processado e tendo a causa ganha por uma
mulher transexual que foi agredida dentro do shopping por utilizar o
banheiro que correspondia ao seu gênero, logo o feminino. E não é de
hoje que esses estabelecimentos tendem a violentar a população trans/
mulheres travestis quando ela ocupa espaços públicos.
Quando liguei para uma pessoa que se
colocou como responsável pela programação para saber a respeito do
filme, data de estreia e valores, ela me perguntou de forma rude e com
desdém: “-Tá, mas porque vocês querem assistir a esse filme”?
Nós queremos que esse filme passe no
cinema de Florianópolis porque é um dos poucos que retrata a história de
uma mulher transexual de forma digna sem utilizar de estereótipos
caricatos, deboches ou com apelos sexuais para nos representar.
Porque as pessoas ainda insistem em
querer acreditar que só pelo fato de participarmos de um mesmo movimento
social o LGBT, todas as letras que fazem parte são gays e isso inclui a
população trans/ mulheres travestis. Acreditamos que com o filme, esse
tipo de abordagem pode ficar mais claro e desmistificado.
Porque o filme trará um pouco de toda a
dor e sofrimento que a população trans / mulheres travestis se deparam
aos se descobrirem como pertencentes ao sexo oposto e que o mesmo não
acontece com os héteros cisgêneros (As pessoas cisgêneras são aquelas
que se conformam/identificam com o gênero que lhes foi compulsoriamente
designado no seu nascimento. Ou seja, nasceu com um pênis, foi
compulsoriamente designado como homem pelo discurso biomédico e se
reconhece como homem; nasceu com vagina, foi compulsoriamente designada
como mulher pelo discurso biomédico e se reconhece como mulher”.) que em
nenhum momento da vida precisam se descobrir nessa condição, fora que a
condição de heterossexual cisgênero é privilegiada, tida como normal e
não sofre de heterofobia, já que nenhum heterossexual morre por ser
heterossexual diferente da população LGBT que morrem por serem quem são.
Porque a nossa população de mulheres
transexuais e de mulheres travestis tem a expectativa de vida de 30 anos
e o Brasil é o país que mais mata a população trans/ mulheres
travestis, matando cinco vezes mais que o país que fica em segundo lugar
na matança da população trans/ mulheres travestis no mundo.
Porque desde que iniciou o ano de 2016,
pelo menos 47 pessoas trans/ mulheres travestis foram assassinadas e
todas com requintes de crueldade e a maioria dos casos continua sem
solução. O assassino pode estar lendo isso agora, pode ser o seu marido,
filho, amigo, vizinho, etc…
Porque a população trans/ mulheres
travestis é a que mais “comete suicídio”, mesmo eu tendo a certeza de
que a falta de oportunidades, a falta de acesso a bens e serviços (como
os da assistência social e a saúde), preconceitos e violências levam as
pessoas a concluírem o seu “próprio homicídio” causado pela falta de
amparo do Estado e do movimento LGBT.
Porque não há políticas públicas de
inclusão da população trans/ mulheres travestis nas escolas, unidades de
ensino (universidades, escolas técnicas, ensinos profissionalizantes,
etc…) e no mercado de trabalho, fazendo com que muitas que não desejam,
sejam submetidas à prostituição como única fonte de reprodução de vida
(arrecadar dinheiro para a sua existência), com a falta de segurança,
muitas são assassinadas e acabam mortas no seu local de trabalho.
Porque além de todo o trabalho que chega
a instituição ADEH, desde pessoas vítimas de violência, que necessitam
de acompanhamentos psicológicos ou jurídicos que ofertamos a toda a
população de forma gratuita, não é raro chegar demandas de mulheres
trans/ mulheres travestis que tem medo de comprar um milk shake por
exemplo, por causa do preconceito que sofrem na rua e nos
estabelecimentos mesmo sendo clientes, e pedem para que um dos membros
da instituição as acompanhe até os estabelecimentos para efetuar suas
compras.
Porque a maioria das pessoas
trans/mulheres travestis não costumam ocupar espaços públicos por medo
de represarias e de violências o que faz com que muitas se sintam
seguras a sair somente de madrugada.
Porque o estado de Santa Catarina demora
a reconhecer, quando reconhece, pois é uma sentença rara a acontecer, a
mudança do nome e do gênero nos documentos de identidade do requerente
que entra com processo judicial para sua retificação, impedindo que a
população trans/ mulheres travestis tenham acesso digno a escola ou ao
mercado de trabalho quando são mais “passáveis” como costumam denominar
aqueles/aquelas que mais são parecidas com homens ou mulheres reforçando
estereótipos de gêneros.
Porque diferente dos outros estados,
muitos médicos de Florianópolis se negam ou tratam com hostilidade e
desrespeito a população trans/ mulheres travestis ridicularizando-as e
fazendo com que as mesmas evitem os serviços básicos de saúde.
Porque muitas mulheres transfóbicas que
se dizem militantes contra as opressões de gênero e se intitulam
“RADFEMES” perseguem pessoas trans/ mulheres travestis nos espaços
acadêmicos fazendo com que muitas desistam de estudar, tendo que ser
obrigadas a conviver com mensagens de “boas-vindas” nos banheiros
femininos como “Morte aos travekos” ou ter o nome de registro exposto em
alguma página do facebook ou pichação na rua.
Porque muitas pessoas da população
trans/ mulheres travestis são expulsas de casa ainda jovens e acabam
ficando em situação de rua, sem perspectiva de uma vida com dedicação
aos estudos e ao trabalho para realizar o sonho que toda a criança tem
“de ser o que quiser quando crescer”.
Porque a mídia não respeita a população
trans/ mulheres travestis. A grande maioria dos jornalistas ignorantes
com os estudos de gênero aos quais é possível ter acesso dentro da
própria academia já que as nossas universidades são referências mundiais
em estudo de gênero, mesmo assim firmam tratar gênero por sexo
biológico, chamando de “O travesti” quando na realidade pode ser uma
mulher transexual ou uma travesti, pois o “termo” “O travesti” é
desrespeitoso com a identidade de gênero do indivíduo, assim como “A
lésbica sapatão” ao se referirem aos homens transexuais. Além de serem
responsável por contabilizar de forma errada as mortes da população
trans/ mulheres travestis já que todas são tratadas como “O homem
vestido de mulher é assassinado”, ou “Um gay com roupas femininas foi
encontrado morto” o que aumentam somente as estatísticas de morte
referente aos gays mesmo a população trans / mulheres travestis na sua
grande maioria não sendo gays e invisibilizam as mortes da população
trans/ mulheres travestis. Fomentando com esses termos ainda mais a
violência e a morte da nossa população.
Porque ainda a população trans/ mulheres
travestis são vistas como objetos sexuais e colocadas à margem da
sociedade por aqueles que nos negam empregos durante o dia, mas pagam
para sair conosco durante a noite, quando não nos matam depois da
relação sexual pelo simples fato de despertarmos desejos sexuais e
fazermos com que ele se sintam menos “homens”. Bem, sabemos que a
maioria dos assassinos de mulheres transexuais e mulheres travestis
tentam matar nelas aquilo que não conseguem matar dentro deles próprios.
Porque somos vistas como “pedófilas”,
“pederastas” e incentivadoras do “homossexualismo” culpadas pelo crime
de organizar uma “ditadura gay” para destruir com a família tradicional
brasileira.
Porque as unidades de ensino resolveram
retirar dos planos municipais e estaduais da educação a discussão de
gênero que poderia fazer o enfrentamento e o combate ao preconceito no
nosso país.
Porque os nossos líderes religiosos
ganham muito dinheiro com a proposta de curar gays e pessoas
transexuais/ mulheres travestis, e utilizam das nossas fraquezas como
moeda de troca, como um meio de capitar recursos financeiros em troca da
tão sonhada “cura” que representa para muitas a aceitação social por
sermos quem somos ao invés de proporcionar aquilo que a religião prega
que é a paz de espírito e o amor ao próximo.
Porque muitas das meninas nunca
estiveram em uma sala de cinema. E como este filme nos representa,
gostaríamos de ajudar a contribuir mesmo que com pouco para mostrar o
nosso reconhecimento as pessoas que fazem um trabalho de serviço a
população trans/ mulheres travestis com dignidade e respeito, o que
raramente acontece no mundo todo.
Poderia citar muitos motivos pelo qual
motivaram a idealização desse projeto. Lamento que não vamos conseguir
por enquanto realizar o nosso sonho, que era de levar pelo menos 10
pessoas trans/ mulheres travestis até o cinema, comer pipoca assistindo o
filme “A Garota Dinamarquesa” e tirar fotos ao lado do pôster do filme,
pois nem isso foi posto em nenhum cinema, porque diferente de outros
estados, em Santa Catarina nos somos um segredo, muito requisitado nas
esquinas e mantido por aqueles que se dizem não se misturar com “isso”.
Só lembrando que quem procura, minimamente tem carro e dinheiro para
pagar o programa e o motel que não é barato, logo sabemos muito bem de
que classe que estamos falando. Pois os homens pertencentes a essa
classe tem medo de se deparar com a população trans/ mulheres travestis
que eles procuram à noite às escondidas, nos mesmos espaços públicos que
eles frequentam com as suas famílias e amigos, temem que os seus
segredos sejam revelados.
publicado originalmente em: http://desacato.info/adeh-faz-carta-de-repudio-aos-cinemas-comerciais-de-florianopolis/
sábado, 30 de janeiro de 2016
O cinema da periferia
"O cinema da periferia: narrativas do cotidiano, visibilidade e reconhecimento social". Está em formato E-book, pela EDUFBA, com acesso livre, aqui: https://repositorio. ufba.br/ri/handle/ri/18030
Um
trecho do prefácio: "Através de importantes noções pensadas pelo
sociólogo francês Pierre Boudieu, como a noção de “lutas simbólicas” e
“campo”, Daniela Zanetti aborda a problemática
da produção audiovisual da periferia através dos meios de visibilidade
que permitem que essas produções possam ser vistas e discutidas em
locais que extrapolam o espaço das favelas e comunidades onde foram
realizadas. Trata-se de festivais específicos para filmes realizados na
periferia das cidades, entrando-se, dessa forma, no campo das lutas
simbólicas para ocupar um espaço na cena e no debate no campo
cinematográfico, obrigando, de certa forma, a que outras camadas da
sociedade não possam mais ignorar a produção audiovisual realizada nas
periferias". (prof. José Francisco Serafim, Póscom/Ufba).
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
CINEMATECA POPULAR BRASILEIRA
A Cinemateca Popular Brasileira,
organizada pelo Armazém Memória no Youtube, tem por fonte de
pesquisa o Dicionário de Filmes Brasileiros de Antônio Leão da Silva
Neto (1908-2002) e os catálogos da ANCINE (2002-2013). Disponibilizando à
consulta as filmografias de diretores e diretoras, bem como as
cronologias dos filmes nacionais por ano de lançamento nos cinemas ou
festivais. Uma vez por ano atualizamos, mediante varredura no Youtube,
os filmes disponíveis no Canal, que podem ser consultados por gênero,
direção e ano. A difusão e acesso à produção cultural brasileira é base
para o avanço educacional de nossa sociedade. Visite a Cinemateca Popular Brasileira,
onde estão reunidos 1.235 filmes nacionais dispersos em centenas de
canais de usuários do Youtube. Com esta atualização de 2015 chegamos a
20% do conteúdo produzido em mais de 100 anos de cinema nacional. A
última manutenção de playlists e atualização de catálogo foi realizada
entre 21 e 30/12/2015
mais infos: https://www.youtube.com/channel/UCEPXrSvxoAHSl1_6pbdFsDQ
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Regen (Chuva/Ran), Joris Ivens. (Holanda, 1929)
Confira:
Música: Hanns Eisler (Vierzehn Arten den Regen zu beschreiben; Divertimento Op. 4)
Neste mesmo canal, versao musicada por Lou Lichtveld
http://www.youtube.com/watch?v=4UgsLP...
Mas Info
http://www.doctorojiplatico.com/2012/...
desde Las Sinfonías Urbanas (1921-1934) em Doctor Ojiplático
http://goo.gl/mwHnU
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Cinema e Narrativas Sociais
Cinéma et récits sociaux -
Cinema und Sozial freien Textbeschreibungen -
Cinema and Social Narratives - Cine y Narrativas Sociales - Кино и социальных Рассказы - Kino og sosiale Narratives -
电影与社会叙事 -
Cinema en Sociaal voorstellen - Kino a sociální Příběhy -
映画館と社会物語 - Cinema e narrazioni sociali -
السينما وروايات الاجتماعية
Notícia tri a fu...: Parabéns por fazer parte deste Bonde Gugão!!!!
![]() |
| Febre de Rato, Cláudio Assis. (Brasil, 2012) |
Mestrado interdisciplinar em Cinema será ofertado na UFS
É o primeiro mestrado com esse caráter criado no paísA Capes aprovou com nota 4 a proposta da Universidade Federal de Sergipe para criação de um Mestrado Interdisciplinar de Cinema e Narrativas Sociais. O novo programa de Pós-Graduação StrictuSensu tem caráter inédito no Brasil: é a primeira vez que um programa de Pós-Graduação sobre essa temática, e com caráter interdisciplinar, é criado no país.
O cinema é uma área essencialmente interdisciplinar e a UFS possui hoje, em seu corpo docente, diversos professores e pesquisadores que atuam na área de cinema. A instituição conta, além do curso de graduação em Audiovisual, do Departamento de Comunicação Social (Dcos), com projetos de extensão sobre essa área.
Fazem parte do projeto 15 professores da UFS de áreas como Comunicação, Design, Artes Visuais, Filosofia, Letras, Educação, Educação Física, Psicologia, Antropologia, Ciências da Religião, Teatro e Biologia. Há ainda um professor colaborador da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) que pesquisa a relação entre cinema e música.
De acordo com a coordenadora da proposta, a professora de Audiovisual, Ana Ângela, este é o primeiro mestrado na área de artes da universidade. “Já começamos com o pé direito, com uma nota 4 da Capes. É também mais uma realização da UFS na área Interdisciplinar, que é a que mais cresce hoje dentro da Capes”, comenta a docente que também é responsável pelo projeto de extensão Cine Mais UFS, que funciona desde 2010 no campus de São Cristóvão.
O mestrado é voltado para os graduados das mais diversas áreas cujos estudos mantenham diálogo direto com o cinema. Nesse sentido, seu público-alvo não se limita aos estudantes das áreas de Comunicação, Audiovisual e Cinema. Egressos de todos os cursos de sociais e humanas, além de alguns cursos da saúde, como Biologia, podem apresentar projeto na seleção.
A área de concentração é Cinema e narrativas sociais. Compreende, como explica o próprio projeto, “áreas, campos e disciplinas de estudo e de ações, cujos objetos e temas investigativos tocam e são tocados pelo cinema em sua natureza interdisciplinar”.
O mestrado terá, a princípio, duas grandes linhas de pesquisa: (1) Cinema, linguagem e relações estéticas e (2) Cinema e narrativas do contemporâneo. O processo de seleção ainda não está marcado.
O projeto é fruto da construção de uma ação integrada do Núcleo de Pós-Graduação Interdisciplinar de Adriana Dantas Nogueira – Departamento de Artes e Design
Ana Ângela Farias Gomes – Departamento de Comunicação
Carlos Cezar Mascarenhas de Souza – Núcleo de Teatro
Carlos Eduardo Japiassú de Queiroz – Departamento de Letras
Claudiene Santos – Departamento de Biologia
Fábio Zoboli – Departamento de Educação Física
Hamilcar Silveira Dantas Jr. – Departamento de Educação Física
Joe Marçal Gonçalves dos Santos – Núcleo de Ciências da Religião
Lilian Cristina Monteiro França – Departamento de Comunicação
Luís Américo Silva Bonfim – Departamento de Artes e Design
Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia – Departamento de Ciências Sociais
Marcos Ribeiro de melo – Departamento de Psicologia
Maria Beatriz Colucci – Departamento de Comunicação
RanatoIzidoro da Silva – Departamento de Educação Física
Romero Jr. Venâncio silva – Departamento de Filosofia
Originalmente publicado em: http://www.ufs.br/conteudo/mestrado-interdisciplinar-cinema-ser-ofertado-ufs-18190.html
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Pisa Ligeiro, Bruno Pacheco de Oliveira. (Brasil, 2010)
agradeço a indicação de Ana Beatriz Ramos de Souza
Confira um dos clássicos da nova cinematografia indígena...
“Pisa ligeiro/ Pisa ligeiro/ Quem não pode com formiga/ não assanha o formigueiro”.
A música é cantada durante o que deve ter sido o último trecho filmado
do documentário, em maio de 2003. Em Pesqueira, Pernambuco, os Xucuru
cantam enquanto homenageiam o Cacique Chicão, na passagem do décimo
aniversário de seu assassinato. Nos depoimentos que vão de 1999 a 2003,
sendo que a maioria tomada Brasil afora ao longo de 2002, não é a única
morte recordada. Ou anunciada.
Ao
longo do filme, rostos que lembram os índios dos livros de História do
Brasil, rostos essencialmente negros, rostos predominantemente andinos
falam de derrotas e conquistas. Denunciam que, 15 anos antes, a questão
indígena era considerada algo que se resolveria com o tempo, até que
todos sumissem. Narram orgulhosos como, em lugar disso, esses 15 anos
serviram para que não só crescessem em número, como se tornassem atores
políticos no cenário brasileiro. Afirmam, conscientes de seu papel, que
ONGs, academias e governos podem estar ao lado deles; jamais falar por
eles. Misturam revolta, indignação e esperança em sua falas e atos, na
expectativa de que em breve os territórios ainda em litígio estivesse
demarcados e garantidos.
Infelizmente sabemos que isso está hoje talvez mais longe de se tornar realidade que em 2002.
Produção
do LACED junto à COIAB, APOINME, CIR, CGTT, CIVAJA, FOIRN, CUNPIR e
UNI-ACRE, “Pisa ligeiro” teve direção de Bruno Pacheco de Oliveira e
roteiro de João Pacheco de Oliveira. A dica para vê-lo foi
compartilhada por Lúcia Carneiro, que merece os agradecimentos de todas
as pessoas que não o conheciam. É sem dúvida um documento histórico,
rico e amorosamente realizado, fundamental para quem se interessa pela
luta dos Povos Indígenas.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
"Se fechar as escolas, vamos okupar"
Cine Kaique Augusto - Rua Gabriel Covelli em frente ao numero 126 , Parque Peruche, zona norte de São Paulo (SP).
Entrada Livre!!.Á partir das 19:30 hs
... A rebelião é necessária e urgente!!
Arte by Luna de las Lobas
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Godard e as representações do mundo
Colóquio internacional
30 de novembro e
1 de dezembro 2015
Godard e as representações do mundo
Em 60 anos de carreira e mais de 100 filmes, o
trajeto de Jean-Luc Godard constitui o esforço mais tenaz, consequente e influente
de todo o cinema moderno para redefinir as bases da representação
cinematográfica do mundo, cujo horizonte ele nunca abandonou. Organizado
conjuntamente pela Universidade
de São Paulo (Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais e
Departamento de Cinema, Rádio e Televisão, CTR/ECA-USP) e pela Université de la
Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (Institut de Recherche sur le Cinéma et
l’Audiovisuel, IRCAV),
por ocasião de uma retrospectiva integral do cineasta realizada no Brasil pelo Centro Cultural Banco do Brasil, pelo SESC e pela Heco Produções, nosso
colóquio internacional explora algumas facetas deste esforço, rediscutindo os
modos pelos quais seus filmes figuram a política, os corpos, o pensamento e a
História, assim como as formas que eles inventaram para fazê-lo.
Realização:
Programa de Pós-Graduação em
Meios e Processos Audiovisuais e Departamento de Cinema, Rádio e
Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
(PPGMPA e CTR/ECA-USP)
Institut de Recherche sur le Cinéma et
l’Audiovisuel de l’Université de la Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (IRCAV - Paris
III)
Concepção
geral :
Mateus Araujo
(CTR/ECA-USP) e Michel Marie (IRCAV, Paris 3)
Comitê de
Organização :
Rubens
Machado Jr. (PPGMPA/ECA-USP), Henri
Arraes Gervaiseau (PPGMPA /ECA-USP), Eduardo
Santos Mendes (CTR/ECA-USP).
Local
Auditório B, Prédio do CTR.
Av. Lúcio Martins Rodrigues, 443. Cidade Universitária. SP
Participantes
(em ordem alfabética):
Cecília Mello, CTR/ECA-USP
Céline Scemama, Université Paris 1
César Guimarães, UFMG
Cristian
Borges, CTR/ECA-USP
Emmanuel Siety, IRCAV Paris 3
Henri Gervaiseau, CTR/ECA-USP
Ismail Xavier, CTR/ECA-USP
Mateus Araujo, CTR/ECA-USP
Michael Witt, University
of Roehampton (UK)
Michel Marie, IRCAV Paris 3
Pedro
Maciel Guimarães, IA-UNICAMP
Térésa Faucon, IRCAV Paris 3
Segunda-feira
30/11, manhã :
9:30 Abertura
Saudação aos Convidados por
Eduardo Santos Mendes (Vice-Chefe do CTR/ECA-USP) e por Rubens Machado Jr.
(Coordenador do PPGMPA/ECA-USP).
Introdução do Colóquio : Mateus Araújo e Michel Marie
10 :00-12 :30
Mesa 1 : Políticas da forma
10 :00
Michel Marie (Univ. Paris 3) : O percurso político de Godard, do Petit soldat (1960) a Tout va bien (1972)
10 :30
Cecília Mello (ECA-USP) : De Vivre sa vie
(1962) a Up the Junction
(1965) : ecos de Godard no jovem Ken Loach
11 :00
Pedro Maciel Guimarães (UNICAMP) : O ator godardiano, a máquina e a máscara
11 :30
– 12 :30 Debate
Segunda-feira
30/11, tarde :
14:30-17:00 Mesa
2 : A fábrica do pensamento
14 :30
Mateus Araujo (ECA-USP) : A representação do pensamento em Godard
15 :00 Térésa Faucon (Univ. Paris 3) : Prática
godardiana do insert
15 :30
Ismaïl Xavier (ECA-USP) : O pensamento do instante em Godard
16 :00
– 17 :00 Debate
17:45 Exibição : Sauve la
vie (qui peut) [Godard, 1981], apresentado por Michael Witt
Terça-feira
1/12, manhã :
10:00-12:30 Mesa
3 : Os corpos e os gestos
10 :00
Emmanuel Siety (Univ. Paris 3) : Godard pelos gestos
10 :30 Cristian Borges (ECA-USP) : Godard e a
dança
11:00 Michael Witt (Univ.
Roehampton) : Ralentar, acelerar - o corpo e o gesto em Sauve la vie (qui peut)
(1981).
11 :30
– 12 :30 Debate
Terça-feira
1/12, tarde :
14:30–17:00 Mesa
4: História(s) e lições de história
14 :30
Henri Gervaiseau (ECA-USP) : História de uma memória
15 :00
Céline Scémama (Univ. Paris 1) : Na escuridão do tempo, na escuridão do filme
15 :30
César Guimarães (UFMG) : As lições de imagem (e dos sons)
16 :00
– 17 :00 Debate
Conclusões do Colóquio:
Mateus
Araujo e Michel Marie
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Perdemos um grande amigo e pesquisador do Cinema Africano
para Liliane com amor...
Que a terra lhe seja leve!
Morreu, na madrugada desta segunda-feira (16), aos 48 anos, o professor da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Mahomed Bamba. Marfinense, Bamba havia descoberto recentemente um câncer devastador no fígado e foi acometido de uma infecção generalizada ao internar-se para um procedimento médico no Hospital da Bahia.
A doença foi descoberta após um exame de rotina, há cerca de três meses. Porém, como ainda não havia a confirmação do câncer por parte dos médicos, o plano de saúde não autorizou o início da quimioterapia antes de uma biópsia, e Bamba precisou submeter-se ao procedimento.
De família francesa, Mahomed Bamba nasceu na Costa do Marfim, onde graduou-se em Letras na Université Nationale d´Abidjan, em 1992. Após escolher o Brasil como casa, concluiu o mestrado em Linguística Geral e Semiótica pela Universidade de São Paulo (USP), instituição na qual tornou-se doutor em Cinema e Estética do Audiovisual.
Em 2009, Bamba assumiu a vaga de professor adjunto na Facom. Há quatro anos, ministrava a disciplina História do Cinema II, além de fazer parte do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (PósCom). Na Bahia, o marfinense passou também pela Faculdade Dois de Julho, pela FIB e pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Era também assíduo frequentador desde as primeiras reuniões anuais da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual), nas qual nos brindava com lições de simpatia, bom humor e socializava seu amplo conhecimento sobre o cinema deste vasto continente, que tão pouco nos chega por aqui...
Em nota, a Facom lamentou a morte de Bamba. "É com imensa tristeza e pesar que informamos o falecimento do nosso querido colega Mahomed Bamba. Ele tinha feito um procedimento cirúrgico por conta de neoplasia maligna detectada no fígado. Bamba tinha 48 anos e integrava o corpo docente da Faculdade de Comunicação desde 2009, ensinando na área de concentração em Cinema e Audiovisual. Era também professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da FACOM. A Faculdade de Comunicação suspende todas as suas atividades nesta segunda e terça-feira (16 e 17 de novembro) em luto pelo nosso estimado colega e amigo", afirmou. O enterro de Bamba foi realizado hoje, terça-feira (17), no cemitério Jardim da Saudade, Capela F, 10h30.
Criativo, acessível, generoso... o Bamba era bamba!
Dentre sua vasta produção destacamos o capítulo 10 do livro Cinema Mundial Contemporâneo: O(s) Cinema(s) Africano(s): no singular e no plural.
Confiram um pouco de sua obra aqui:
Assinar:
Comentários (Atom)































