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terça-feira, 29 de julho de 2014

Convocatoria XXX FICG



La trigésima edición del Festival Internacional de Cine en Guadalajara (FICG), se realizará del 6 al 15 de marzo de 2015, por lo que se ha abierto la convocatoria para inscribir películas mexicanas e iberoamericanas en las categorías Competencia iberoamericana (para cintas producidas en 2014 o 2015 que sean estrenos en México); Premio Mezcal (largometraje de ficción y documental mexicano estrenado en el FICG30); Largometraje Iberoamericano de Ficción (duración mínima de 60 minutos); Documental Iberoamericano (duración mínima de 45 minutos);  (Documental, animación o ficción con duración máxima de 30 minutos); Premio Rigoberto Mora (cortometrajes de animación mexicanos que sean seleccionados para cortometraje iberoamericano; Premio Maguey (largometrajes de ficción y documental de 2014 o 2015 con temática LGBTTTI), y Secciones fuera de competencia (para los ciclos temáticos sobre música, medio ambiente, cine infantil, retrospectivas y panoramas de alguna región).



El cierre de la presente convocatoria es el 14 de noviembre de 2014.

Convocatoria completa:

 https://www.ficg.mx/30/index.php/es/convocatorias/convocatoria-ficg

Convocatoria 9º DOCSDF




El Festival Internacional de Cine Documental de la Ciudad de México (DocsDF), junto con el Tribeca Film Institute (TFI) y el Instituto Mexicano de Cinematografía (Imcine) han lanzado la convocatoria del proyecto de apoyo al desarrollo de proyectos  documentales Plataforma MX, en el que se seleccionarán un máximo de diez proyectos que participarán en un taller de desarrollo de proyectos y una sesión de pitching ante el jurado, entre el lunes 27 y el viernes 31 de octubre, durante el séptimo DocsForum y la novena edición del DocsDF, a realizarse del 6 al 16 de noviembre de 2014. 

Adicionalmente, cinco proyectos participarán en dos sesiones de trabajo coordinadas por el TFI y el Imcine otorgará tres apoyos más para desarrollo de proyectos, cada uno de 65 mil pesos.

La convocatoria cierra el viernes 15 de agosto de 2014.

Convocatoria y ficha de registro: http://www.docsdf.org/plataforma-mx/

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento #1.2



O segundo número da Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento já está online em www.aim.org.pt/aniki! Este número inclui um dossier temático intitulado “Arte e Cinema”, editado por Carolin Overhoff Ferreira, com artigos de Susan Felleman, Cecília Mello, Angela Dalle Vacche, Gabriele Jutz e Volker Pantenburg, e uma entrevista ao realizador chinês Jia Zhang-ke.

A chamada de artigos para as diversas secções da Aniki está aberta em permanência e o registo no sistema é obrigatório para a submissão de trabalhos, bem como para acompanhar o processo editorial em curso. Antes de submeter o seu artigo completo, consulte as Políticas de Secção, as Instruções para Autores e a Política de Revisão por Pares. Fiquem também atentos aos call for paper para os dossiers temáticos.

Boas leituras!

Os Editores,
Carolin Overhoff Ferreira, Susana Viegas, Tiago Baptista, Maria do Carmo Piçarra, Teresa Castro e Daniel Ribas

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Aniki: Portuguese Journal of the Moving Image 1.2 is online now at www.aim.org.pt/aniki! This issue includes the  thematic dossier “Art and Cinema,” edited by Carolin Overhoff Ferreira, with contributions by Susan Felleman, Cecília Mello, Angela Dalle Vacche, Gabriele Jutz, and Volker Pantenburg, and an interview with Chinese filmmaker Jia Zhang-ke.

The call for papers to Aniki’s different sections is constantly open and registration and login are required to submit items and also to check the status of current submissions. Please read the Author Guidelines, the Section Policies and the Peer Review Process information page before submitting your complete paper. Also pay attention to our specific call for papers for special dossiers.

Enjoy the new issue!

The Editors,
Carolin Overhoff Ferreira, Susana Viegas, Tiago Baptista, Maria do Carmo Piçarra, Teresa Castro and Daniel Ribas

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Chamada de trabalhos para o 1º Congresso de Diversidade Sexual e de Gênero


A Faculdade de Direito e Ciências do Estado da UFMG sediará, entre os dias 02 a 05 de setembro de 2014, o 1º Congresso de Diversidade Sexual e de Gênero.

O Coletivo Gisbertas e os Centros Acadêmicos Afonso Pena e de Ciências do Estado fazem saber que está aberto o prazo para envio de propostas de resumos de comunicações a serem apresentadas no evento. 

Serão aceitas propostas de comunicações de alunxs de Graduação e Pós-Graduação, Professorxs e Pesquisadorxs de todas as áreas do saber que se relacionem aos seguintes temas:

-Relações e Regulações Internacionais, Diversidade Sexual e proteção da pessoa em escala global
- Feminismos e Intersecções: raça/etnia, classe e gênero;
- Laicidade e debates sobre direitos sexuais e reprodutivos;
- Transfeminismo;
- Gênero e Sexualidade nas Artes: Cinema e Literatura;
- Trans-Lesbo-Homofobia e movimentos LGBT;
- Identidade de gênero: direitos e luta por reconhecimento;
- Educação e diversidade sexual;
- Pornografia e práticas sexuais não-hegemônicas: liberdade, empoderamento e resistências;
- Gênero e diversidade sexual no sistema carcerário;
- Nome Social e Registro Civil;
- Violações de direitos sofridas pela população LGBT em tempos de grandes eventos.

As propostas de comunicação devem ser enviadas para o email congressodivsex@gmail.com com o assunto “Inscrição para comunicação”, sob a forma de arquivo anexo do word, contendo nome e breve currículo dx proponente, título da proposta, resumo de até 500 palavras e até cinco palavras-chave. Formatação: fonte Times New Roman 12 e espaçamento 1,5.

O prazo para envio de propostas de comunicação se encerra em 11 DE AGOSTO DE 2014.

Xs autorxs dos trabalhos selecionados deverão pagar a taxa de inscrição no dia da apresentação, segundo a seguinte tabela:
1) Estudantes de Graduação - R$ 10,00*;
2) Estudantes de Pós-Graduação - R$ 20,00*;
3) Profissionais -R$ 20,00*

[* Xs estudantes que forem contempladxs por qualquer programa de assistência estudantil e xs profissionais que forem contempladxs por programas de transferência de renda, devem pedir dispensa da taxa através de e-mail para: congressodivsex@gmail.com, com pedido de dispensa e qualquer documento comprovante expedido pela respectiva secretaria da Universidade ou Centro de Referência em Assistência Social].

Todxs xs autorxs de trabalhos selecionados e efetivamente apresentados receberão certificados.

Os trabalhos apresentados serão publicados nos Anais do Congresso. Xs autorxs interessadxs em fazê-lo deverão enviar os textos completos à Comissão Científica até 6 de outubro de 2014, sob a forma de artigo científico de até 15 páginas, com fonte Times New Roman 12, espaçamento 1,5, padrão de citação autor-data.

Quaisquer dúvidas serão sanadas mediante envio de email para orgcongressodivsex@gmail.com.

Mais informações: www.congressodsg.wordpress.com

terça-feira, 15 de julho de 2014

Convocatória para envio de filmes: “III Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo”

convocatoria-para-envio-de-filme-1

É com muita alegria que anunciamos a terceira edição do Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo, que acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de dezembro de 2014 no Tendal da Lapa (Rua Constança, 72 – Lapa). As duas edições passadas reuniram dezenas de filmes de diversas partes do mundo, junto a debates, palestras, oficinas, exposições, teatro e outras atividades. Para a edição deste ano, convidamos desde já todas as pessoas e coletivos envolvidos com produção audiovisual libertária para que enviem suas propostas de filmes e atividades para a mostra. Estaremos recebendo inscrições até o dia 31 de agosto pelo blog www.anarcopunk.org/festival. Basta preencher o formulário (disponível em português, espanhol e inglês) e enviar para que possamos começar um contato direto!

Aguardamos suas ideias para que possamos construir coletivamente mais este Festival!

Formulário: http://anarcopunk.org/festival/?page_id=384


• English
III Anarchist and Punk Film Festival – São Paulo, Brasil: Call for submissions
It´s with great joy that we announce the third edition of the Anarchist and Punk Film Festival, in São Paulo – Brasil, which will be held on 5, 6 and 7 December 2014 in Tendal da Lapa (Constance Street, 72 – Lapa). The two previous editions gathered dozens of films from different parts of the world, along with discussions, lectures, workshops, expos, theater and other activities. For this year’s edition, we invite all the people involved with anarchist collectives and libertarian audiovisual productions to send their proposals for films and activities. We will be receiving submissions until the Aug. 31 in www.anarcopunk.org / festival. Simply fill out the form (available in Portuguese, Spanish and English) and send so we can start a direct contact!
We´re waiting your ideas so that we can collectively build more this Festival!
Form: http://anarcopunk.org/festival/?page_id=387

• Español
III Festival de Cine Anarquista y Punk de São Paulo, Brasil: Convocatoria de presentación de películas
Es con gran alegría que anunciamos la tercera edición del Festival de Cine Anarquista y Punk de São Paulo, que se celebrará en los días 5, 6 y 7 de diciembre de 2014 en Tendal da Lapa (Calle Constança, 72 – Lapa). En las dos ediciones anteriores se reunieron decenas de películas de diferentes partes del mundo, también con debates, charlas, talleres, exposiciones, teatro y otras actividades. Para la edición de este año, invitamos a todas las personas que están involucradas con los colectivos libertarios y de producción audiovisual anarquista a enviar sus propuestas de películas y actividades. Estaremos recibiendo envíos hasta el 31 de agosto en el blog www.anarcopunk.org/festival. Sólo hay que rellenar el formulario (disponible en portugués, español e Inglés) y enviar para que podamos comenzar un contacto directo!
Aguardamos sus ideas para que, colectivamente, podamos construir más este Festival!
Formulario: http://anarcopunk.org/festival/?page_id=377
Notícia relacionada:
http://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2013/12/12/a-programacao-deste-ano-esta-com-mais-de-30-filmes/
agência de notícias anarquistas-ana
um gatinho
um pulo
a borboleta!
Rogério Martins

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   http://www.antrocine.blogspot.com.br/2013/04/somos-as-imagens-que-vemos.html    

quinta-feira, 10 de julho de 2014

I EAVAAM - Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica


O I EAVAAM é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual e da Imagem – Visagem. O principal objetivo do evento é divulgar, fomentar e discutir pesquisas e produções que estão sendo realizadas no Brasil e em toda América Amazônica acerca da Antropologia Visual.

Data: 04 a 06 de novembro de 2014.

Local: Universidade Federal do Pará - Belém/Brasil



GT 01- Antropologia do Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas.


Coordenadores: Marcos Aurélio da Silva (UFSC) e Ana Paula Alves Ribeiro (UERJ)


Este GT pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia do Cinema. Trata-se de debater o Cinema como objeto antropológico, focando: 1) as articulações entre Cinema, narrativas, memória e subjetividade; 2) as representações e interpretações que as narrativas cinematográficas nos propõem sobre os mais diversos temas, como a relação natureza/cultura, o estatuto do humano/não-humano, de corpo, gênero, sexualidade, identidade, etc; 3) as condições sociais de produção, circulação e recepção dessas narrativas em seus mais diferentes formatos e gêneros, considerando as diversas categorias que estruturam o campo cinematográfico. Em suma, objetiva debater as potencialidades do olhar antropológico dirigido ao Cinema, do diálogo entre as narrativas cinematográficas e as narrativas antropológicas e das etnografias do/no cinema, no âmbito de estudos sobre a contemporaneidade e os novos procedimentos de construção de sentido, considerando as narrativas cinematográficas como uma forma expressiva significativa da nossa época, que revela, em imagens e sons, as utopias e distopias contemporâneas.

Prazo para envios de resumos: até 20 de agosto de 2014.

Link para submissão de resumos:  http://www.eavaam2014.com.br/#

Femina 2014 - 14 a 19 de julho


O Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino chega a sua 11ª edição em 2014.


Ao longo desses anos, o Femina tem promovido o trabalho das mulheres no cinema e na cultura, estimulando o surgimento de novas diretoras e a presença da mulher no mercado de trabalho audiovisual, incentivando a produção de filmes com protagonismo feminino, e principalmente, tem sido um espaço de encontro de profissionais do audiovisual e outras áreas para debaterem a produção feminina e as relações de gênero.

Este ano recebemos cerca de 800 filmes para seleção, de 76 países, dos quais serão exibidos 73 filmes de 31 países, distribuídos em uma Competição Internacional, uma Competição Nacional, e sessões especiais como Programa Infantil, Masculino-Feminino, Dividindo a Conta, Eu gosto é de mulher, Programa Experimental, Programas Especiais Nacionais e Internacionais.

O Femina 2014 apresenta em sua abertura o filme MEUS SAPATOS VERMELHOS, de Sara Rastegar.

Como todos os anos, apresentamos uma Sessão Homenagem a uma personalidade feminina do cinema nacional. Esse ano, temos a honra de prestar uma justíssima homenagem a uma das grandes diretoras brasileiras, LUCIA MURAT, cuja carreira é marcada pela experiência da militância política e por fortes personagens femininas, como no filme que apresentamos A MEMÓRIA QUE ME CONTAM, onde atua como diretora, roteirista e produtora. 

Completando nossa programação, o Seminário Femina traz esse ano o tema Audiovisual e Relações de Gênero, trazendo três filmes que dialogam com estas questões e ensejando o debate com cineastas e especialistas sobre imagens das mulheres, políticas públicas, inserção profissional, mulheres em contextos de risco e violência e protagonismo feminino.

Agradecemos a colaboração de todas as pessoas, empresas e instituições que nos apoiaram na realização de mais uma edição, e convidamos a todos para acompanharem as atividades do Femina 2014.

Paula Alves e Eduardo Cerveira
Diretores
Instituto de Cultura e Cidadania Femina

Extraído do site: www.feminafest.com.br



Matéria do jornal "O Globo" sobre o Femina: 

http://oglobo.globo.com/cultura/curadora-do-femina-diz-que-participacao-da-mulher-no-cinema-ainda-baixa-13197219

O Consenso Fabricado (1992)

Se n viram vejam, explica muito...

"O Brasil todo comentando sobre a vértebra do Neymar e já se esqueceu do rosto esfacelado do menino Luis Felipe . Não consigo achar esse clima de festividade popular legítimo e faço uma ligação direta com o papel desses meios de manipulação : imprensa, radio, televisão e internet."
-Anarquista favelado




Noam Chomsky nasceu na Filadélfia em 1928 de família judia ucraniana. Desde cedo se aproximou das idéias libertárias de pensadores judeus como Martin Buber, Gershom Scholem e da tradição dos emigrantes anarco-sindicalistas. Professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), aos 30 anos já era internacionalmente famoso pelas suas pesquisas em lingüística e suas teorias revolucionárias sobre estrutura da linguagem: a gramática generativa.

Aquele que podia ter sido um pacato e famoso professor universitário, não compactuou, no entanto, com o poder. Tal como havia feito nos anos 30 - quase criança- manifestando sua solidariedade aos libertários espanhóis vítimas do fascismo de Franco, nos anos 60 foi um dos principais intelectuais presentes na oposição à guerra do Vietnã participando também das lutas dos direitos civis que abalaram o establishment norte- americano. Chomsky mostrou como um intelectual pode viver duas vidas: a dum cientista brilhante e a do engajamento nas causas sociais. A partir daí podemos encontrar ao lado da obra do famoso lingüista, as análises ácidas do analista independente capaz de escrever Os Novos Mandarins, Ano 501: A Conquista Continua ou As Ilusões Necessárias: O Controle do Pensamento nas Sociedades Democráticas. Uma obra que se estende por mais de cinqüenta livros traduzidos em todo o mundo.

A maior parte do seu tempo fora do MIT e da pesquisa universitária é gasto dando conferências para grupos comunitários e alternativos por toda a América do Norte. Para ele compromisso social é isso: defesa da liberdade, da justiça e da autonomia dos cidadãos. Essa radical generosidade tanto se manifesta na oposição à arrogância imperial norte-americana, quanto na solidariedade aos palestinos -ele que é um judeu-, ou no apoio à causa do povo maubere de Timor, essa ilha perdida na Oceania, onde se fala o português.


De forma desconcertante, desmontando os discursos dos intelectuais e especialistas da sociedade do espetáculo, Chomsky afirma: "Para analisar as ideologias, basta um pouco de abertura de espírito, de inteligência e um cinismo saudável. Todo o mundo é capaz de fazê-lo. Temos de recusar que só os intelectuais dotados de uma formação especial são capazes de trabalho analítico. Na realidade, isso é o que alguns nos querem fazer querer..."

Talvez por essa sua independência, sua autonomia, Noam Chomsky tem sido um intelectual suspeito para a esquerda dogmática, até porque sua visão libertária sempre o fez duvidar dos caminhos autoritários do socialismo de estado. Nos anos 80 afirmava: "Para a esquerda, a queda da tirania soviética foi uma alegria e uma pequena vitória. Sempre é positivo que desapareça uma forma de opressão." Talvez por isso sua obra seja tão herética para as grandes editoras dos EUA, quanto para as confrarias da esquerda brasileira. Por essa razão a dificuldade de encontrar algumas das obras fundamentais de Chomsky em língua portuguesa, e também por isso o silêncio na universidade brasileira em relação ao mais conhecido e influente pensador norte-americano, contrastando com a omnipresença dos mais medíocres pensadores da ortodoxia marxista.

Mas pensar independentemente na sociedade de massas, onde os mídia domesticam o pensamento e fabricam os consensos -essa é opinião de Chomsky- é talvez o maior desafio dos intelectuais da nossa época. "O cidadão só tem uma maneira de defender-se do sistema de propaganda: o de adquirir algum controle sobre sua vida, vencendo o isolamento e organizando-se", "as idéias da livre associação, do controle popular das instituições e de derrubada das estruturas autoritárias são o caminho da liberdade e da democracia."


Segundo Chomsky a "fabricação de ilusões necessárias para a gestão social é tão velha como a história." mas, foi a partir do começo do nosso século com o autoritarismo comunista e fascista que se criou o atual "modelo de propaganda" onde a instrumentalização dos cidadãos se faz através dos mais poderosos meios de manipulação de massas criados até hoje pelo o homem: a imprensa, o radio e a televisão ( e agora a internet).

terça-feira, 1 de julho de 2014

Hibridismos, fronteiras e aspectos sócio-culturais na produção audiovisual Latino-Americana

Car@s,
estão abertas as inscrições para a IV Jornadas Internacionais de Problemas Latino-Americanos, a se realizar entre 27 e 29 de novembro, na UNILA (Foz do Iguaçu). Convidamos os interessad@s a enviar propostas, em especial, ao Simpósio 21 (Cinema na América Latina: hibridismos, fronteiras e aspectos sócio-culturais na produção audiovisual Latino-Americana).

Os resumos das propostas devem ser enviados diretamente para os e-mails dos três coordenadores até o dia 15 de julho. Vejam informações para o envio e endereços dos coordenadores em http://jornadaslatinoamericanas.blogspot.com.br/
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sábado, 31 de maio de 2014

Sociologia e filme na Revista Café com Sociologia



A edição atual da Revista Café com Sociologia traz uma sessão sobre Sociologia e filme, com dois artigos sobre análise fílmica: "Refletindo o filme Tomboy à luz dos 'Saberes subalternos'", de Daiane Carnelos Resende, e "Um retrato do filme iraniano 'O jarro': a insuficiência de recursos financeiros e humanos na escola", de Jani Alves da Silva Moreira.

Link para a revista:

 http://revistacafecomsociologia.com/revista/index.php/revista/issue/view/Vol.3%2C%20n%C2%BA2.%20Maio%20de%202014/showToc

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Iracema: uma esquecida relíquia do cinema brasileiro


Cartaz do filme "Iracema, uma Transa Amazônica" (1976),
Simbólico desde o seu Cartaz
Iracema, uma Transa Amazônica (1976), filme dirigido por Jorge Bodanzky e Orlando Senna, com Paulo César Pereio (Tião Brasil Grande)  e Edna de Cássia (Iracema) nos papéis principais, se trata de uma desconstrução do Brasil idílico e paisagístico que sempre vem atormentar as representações do país, desde nosso período colonial. Nessa pegada, sintetiza a contraparte da propaganda nacionalista que a ditadura militar, instalada em 1964, utilizava para apregoar seus feitos nutridos de desigualdade e construir uma imagem favorável do país sob o regime. Um gigante de pés de barro, movido pelo autoritário aparelho estatal.

Iracema, aqui, não é a “virgem dos lábios de mel” do livro de José de Alencar. É indígena, como a da obra romântica, mas é uma garota jogada na miséria dos núcleos depauperados do país, no caso, a Amazônia, objeto da propaganda governista do governo militar em tempos de construção da Transamazônica. A obra da rodovia que, segundo o governo militar da época, serviria para garantir a “integração nacional”, foi uma espécie de reedição da desastrosa construção da ferrovia Madeira-Mamoré, representada no excelente livro de Márcio Souza (que depois se tornaria série televisiva), Mad Maria (1980). De construção árdua, no meio da floresta, rodovia e ferrovia se tornariam símbolos não exatamente de incompetência estatal. Pior: revelariam ao Brasil a exploração econômica das populações marginalizadas e um projeto cujo “progresso” se alia e se alimenta da pobreza, ampliando e reproduzindo por seus caminhos a histórica exclusão e exploração indiscriminada do povo e da terra amazônica.

A Amazônia de Iracema lembra a de Euclides da Cunha, representada no livro póstumo Um paraíso perdido. Enviado à Amazônia pelo Itamarati para o reconhecimento da região de fronteira entre o Brasil e o Peru, Euclides retrata a miséria da população local, que sobrevive da retirada do látex, matéria-prima da borracha. Os seringais amazônicos e os personagens desse drama dão ao livro um contorno trágico que reedita, de certa forma, o olhar sobre o Brasil profundo que Euclides já retratara em Os sertões. Em Iracema, é a vida dos pequenos posseiros e das populações que vivem às margens da rodovia eternamente incompleta que garante o protagonismo, acossados entre os grandes fazendeiros e a dificuldade de cultivar os pequenos lotes de terra que possuíam. Sobressai, também, a exploração de imigrantes nordestinos que foram à Amazônia em busca de melhores condições de vida, tal como no ciclo da borracha. Geralmente, acabam submetidos a trabalhos desgastantes nas mãos dos grandes fazendeiros que despontavam nas áreas abertas pela rodovia.

Tião Brasil Grande, magistralmente interpretado por Pereio, faz a função do, digamos, “advogado do diabo” da propaganda da ditadura. O filme foi caracterizado por alguns como drama documental, isto é, embora haja uma espécie de roteiro que guie a narrativa, distribuído nas falas dos dois protagonistas, há o registro da interação entre atores e pessoas reais. O caso é claro em Tião Brasil Grande que, como seu próprio apelido diz, repete aos quatro ventos que “acredita no progresso de seu país”, sendo a personificação da propaganda governista em época do chamado “milagre econômico”. Seu caminhão possui um adesivo, por exemplo, com o famigerado slogan “Brasil: ame-o ou deixe-o”. Pereio dialoga, assim, ao longo do filme, com as personagens reais, vinculadas em sua vida e em sua pobreza com a região amazônica, sempre realizando a defesa dos ideais patrióticos e incitando, pelo contrapelo de seu falatório ufanista, a que revelem suas questões e a precariedade de suas vidas. Em tempos de censura e violência estatal, as falas do caminhoneiro são recheadas da mesma desfaçatez governista que incita o povo “atrasado” a reconhecer que suas precariedades, na verdade, são suas próprias falhas (vemos bem aqui que essas joias do pensamento conservador ainda permanecem bem vivas, quarenta anos depois).

A Iracema do filme é acompanhada em suas andanças em meio às pequenas vilas e cidades da região amazônica. As questões relacionadas à rodovia, a pobreza e as carências da população do lugar, o descaso do governo e os dramas das vítimas do capital agrário são, assim, encarnadas na própria vida da personagem, que vaga sem destino a bordo de caronas de caminhoneiros  — assim conhece Tião Brasil Grande –, vivendo de programas em pequenos bordéis.

Algumas cenas do filme são de uma crueldade lancinante, potencializadas justamente por o filme imiscuir a narrativa ficcional em uma prática documental. Assim, por exemplo, são as cenas de Iracema prostituída e entregue à miséria; ou ainda quando, depois de um programa frustrado em terras de um coronel, testemunha a negociação de imigrantes nordestinos para servirem no trabalho da terra – uma verdadeira manifestação de trabalho escravo, à custa da ausência de perspectivas de uma população inteira.

Gravado em 1974 e lançado em 1976, estreia no Brasil apenas em 1981, devido às óbvias impossibilidades políticas de exibi-lo no país. O filme, aos nossos olhos de hoje, viciados pela produção em alta qualidade de imagem e de som, na qual até mesmo um curta de baixo orçamento pode garantir excelência estética por conta do equipamento digital, pode parecer primário, quase artesanal. No entanto, não é preciso esforço para perceber toda a questão angustiante que representa em todos os seus termos, de matéria e forma. A junção entre documento e narrativa ficcional aprofunda a crueza das cenas representadas dos rincões da desigualdade brasileira. Assim, apesar das ressalvas que possamos lhe opor – a precariedade da película e sua relativa ligação direta ao contexto específico da época – o filme permanece como documento estético do cinema brasileiro e de nossa história. Concepção e realização encontram, assim, um casamento interessante, no qual é de se perceber um comprometimento enorme com o que se coloca, até hoje, como aspectos marginais no país.

Mas, seriam realmente marginais? Ou elementos que recusamos a ver, destituídos que estamos do real contato e interesse pelo nosso próprio país, guiados que somos pelo poder e seus aparatos de comunicação? Iracema é uma verdadeira imersão no que já se chamou, em outros tempos, de “Brasil profundo“. E, a pensar como o texto que abre o filme, talvez não estejamos longe do cenário representado:
“Retratar a Transamazônica, de maneira realista, em 1974, representou um grande risco.  As consequências foram anos de censura e de luta incessante para fazer o filme chegar ao público a que sempre se destinara. Iracema mostra, hoje, uma realidade que permanece tão urgente, senão mais, quanto o era na época, quando a estrada ainda simbolizava um sonho do ‘Brasil Grande’”.

Existe uma edição de Iracema em DVD, infelizmente fora de catálogo – como de costume no que tange ao desinteresse da indústria pelo cinema brasileiro. Porém, é possível assistir ao filme no YouTube.
 
originalmente publicado em:  http://livreopiniao.com/2014/05/05/iracema-uma-esquecida-reliquia-do-cinema-brasileiro/

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