Pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia do Cinema.
O personagem homossexual no cinema brasileiro, que a Caixa Cultural exibe até 16/02, no Rio de Janeiro:
Em
mostra de cinema, a Caixa Cultural exibe filmes que mapeiam como os
gays foram e são retratados nas produções cinematográficas brasileiras
ao longo dos anos.
São 17 longas e 5 curtas, além de duas mesas de debates com cineastas e pesquisadores do tema. Entre os títulos exibidos, Madame Satã, de Karin Ainöuz, O Beijo no Asfalto e Flores Raras, de Bruno Barreto.
No dia 07/02, o debate trará temas como Lesbianismo e Voyerismo, por Susana Schild; O Gay e o Espaço Social no Cinema, por Antônio Moreno; Estereótipos sexuais na comédia brasileira, por José Carlos Monteiro. No dia 14/02, O Gay e a Cidade Grande, por Luís Carlos Lacerda; A Diversidade e a Evolução do Tema Gay no Atual Cinema Brasileiro 1998-2013, por Antonio Moreno; eA 7ª Arte na agenda do Grupo Gay da Bahia: 1980-2000, por Luiz Motta.
Programação completa de filmes:
07/FEV – SEXTA-FEIRA 15h – Gugu, o Bom de Cama, de Mário Benvenuti, 82min, 1979, 16mm, 18 anos 17h – Leila Diniz, de Luiz Carlos Lacerda, 101min, 1987, 35mm, 14 anos 19h – Mesa de debate: "Lesbianismo e Voyerismo" por Susana Schild "O Gay e o Espaço Social no Cinema" por Antônio Moreno “Estereótipos sexuais na comédia brasileira” por José Carlos Monteiro
08/02 – SÁBADO 15h – Como Esquecer, Malu de Martino, 100min, 2010, 35mm, 14 anos 17h – Bocage - O Triunfo do Amor, de Djalma Limongi Batista, 85min, 1997, 35mm, 16 anos 19h – A Casa Assassinada, de Paulo César Saraceni, 103min, 1971, 35mm, 14 anos
09/FEV – DOMINGO 14h30 – A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele, 110min, 2009, 35mm, 18 anos 17h – Aqueles Dois, de Sérgio Amon, 75min, 1984, 35mm, 16 anos 19h – Romance, de Sérgio Bianchi, 98min, 1988, 35mm, 18 anos
11/02 – TERÇA-FEIRA 14h30 – Flores Raras, de Bruno Barreto, 118min, 2013, 35mm, 14 anos 17h – Como Esquecer, Malu de Martino, 100min, 2010, 35mm, 14 anos 19h – Romance, de Sérgio Bianchi, 98min, 1988, 35mm, 18 anos
12/FEV – QUARTA-FEIRA 15h – A Casa Assassinada, de Paulo César Saraceni, 103min, 1971, 35mm, 14 anos 17h – Madame Satã, de Karim Ainouz, 105min, 2002, 35mm, 18 anos 19h – Gugu, o Bom de Cama, de Mário Benvenuti, 82min, 1979, 16mm, 18 anos
13/FEV – QUINTA-FEIRA 15h – Meu Amigo Cláudia , de Dácio Pinheiro, 86min, 2009, 35mm, 14 anos 17h – Anjos da Noite, de Wilson Barros, 98min, 1987, digital, 16 anos 19h – Bocage - O Triunfo do Amor, de Djalma Limongi Batista, 85min, 1997, 35mm, 16 anos
14/02 – SEXTA-FEIRA 15h - Curtas (16 anos) Os Sapatos de Aristeu, de René Guerra, 17min, 2008, 35mm Sargento Garcia, de Tutti Gregianin, 16min, 2000, 35mm Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, 17min, 2010, Digital Verdade ou Consequência, de Aleques Eiterer, 13min, 2002, Digital Ritos de Passagem, de Sandra Werneck, 25min, 1980, Digital 17h – Aqueles Dois, de Sérgio Amon, 75min, 1984, 35mm, 16 anos 19h – Mesa de debate: "O Gay e a Cidade Grande", por Luís Carlos Lacerda "A Diversidade e a Evolução do Tema Gay no Atual Cinema Brasileiro 1998-2013", por Antonio Moreno "A 7ª Arte na agenda do Grupo Gay da Bahia: 1980-2000", por Luiz Mott
15/02 – SÁBADO 14h30 – Giselle, de Victor di Mello, 90min, 1981, digital, 18 anos 17h – A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele, 110min, 2009, 35mm, 18 anos 19h – Vera, de Sérgio Toledo, 85min, 1986, digital, 16 anos
16/02 – DOMINGO 15h – Rocky e Hudson , de Otto Guerra, 63min, 1994, digital, 12 anos 17h – Elvis e Madona, de Marcelo Laffitte, 105min, 2010, 35mm, 14 anos 19h – Leila Diniz, de Luiz Carlos Lacerda, 101min, 1987, 35mm, 14 anos
Cineasta Eduardo Coutinho é assassinado no Rio; filho é suspeito
O crime foi cometido a facadas; filho também teria tentado matar a mãe e se matar
O cineasta Eduardo Coutinho, de 81 anos, foi assassinado a facadas
neste domingo (2) dentro de casa no bairro da Lagoa, na zona sul do Rio
Janeiro. O filho, Daniel Coutinho, é o principal suspeito. Ele também
seria o responsável por esfaquear a mãe e, em seguida, teria tentado se
matar.
A mulher do cineasta foi internada em estado gravíssimo no Hospital
Municipal Miguel Couto. O filho, que supostamente sofre de
esquizofrenia, também foi levado para lá, com ferimentos menos graves.
O corpo do cineasta foi levado para o Instituto Médico Legal. A Divisão
de Homicídios assumiu as investigações. O delegado responsável pelo
caso estava no hospital por volta das 15h45 para colher o depoimento de
Daniel.
Coutinho era considerado um dos maiores documentaristas do Brasil. Entre seus trabalhos de maior destaque estão Cabra Marcado para Morrer, Edifício Master, Jogo de Cena e Babilônia 2000. Em 2007, o cineasta ganhou um Kikito de Cristal, principal premiação do cinema brasileiro, pelo conjunto da obra.
Zelito Viana: Histórias e causos do cinema brasileiro
Irmão de Chico Anysio, José Viana de Oliveira Paiva começou a vida
como engenheiro, virou produtor de cinema por acaso e tornou-se diretor.
A vida múltipla de Zelito Viana é captada com muito bom humor neste
Histórias e Causos do Cinema Brasileiro, escrito por sua filha, a também
cineasta Betse de Paula. Família de artistas, já que Zelito, além de
irmão de Chico é também é pai do ator Marcos Palmeiras. O livro sai pela
Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial, e segue o molde do selo:
depoimento em primeira pessoa, perfil autorizado de si mesmo.
Betse, como autora, teve acesso privilegiado ao personagem. Em geral,
esses livros são produzidos a partir de uma sequência de entrevistas
com o biografado. Sendo filha do personagem, Betse teve a vida toda para
conhecê-lo e ir recolhendo seus casos divertidos. Mas não são apenas
histórias engraçadas; muito se aprende sobre os bastidores do cinema
brasileiro lendo os casos aqui transcritos. Mesmo porque Zelito foi um
privilegiado companheiro de estrada dos principais cineastas do Cinema
Novo, tido até hoje como o mais importante momento vivido pelo cinema de
autor no País.
A aproximação com os jovens fundadores do Cinema Novo se deu graças
ao estudo de engenharia, pois Zelito foi colega de um deles, Leon
Hirszman. Na escola, um veterano o advertiu: “Toma cuidado com aquele
ali porque, além de judeu, é comunista”. Foi o bastante para
aproximá-los. Ficaram amigos e fizeram política estudantil. Zelito se
formou e foi ser engenheiro metalúrgico. Quando o colocaram no setor de
vendas, ficou insatisfeito. Um dia, passou pela rua seu antigo colega
Leon, que ele nunca mais vira. Zelito estava a pé, pois havia
estacionado o carro em lugar proibido e tivera os quatro pneus furados
segundo determinação de um truculento diretor de trânsito daquela época.
Pegou carona e contou suas desditas na empresa metalúrgica. Leon
perguntou: “Por que você não entra para o cinema?” Foi a senha. Como só
sabia fazer contas, Zelito entrou no cinema pela porta da produção.
Tinha 26 anos.
Com sócios como Glauber Rocha, Walter Lima Jr., Paulo César Saraceni
fundou a Mapa Filmes, empresa que tirou o nome de uma revista na qual
Glauber, ainda crítico de cinema, escrevia na Bahia. A Mapa produzia
cinema numa época em que não havia leis de incentivo como as de hoje,
nem a Embrafilmes havia sido fundada. Era na base do empréstimo bancário
e auxílio da CAIC (Comissão de Auxílio à Indústria Cinematográfica), do
antigo Estado da Guanabara. Para completar o quadro, Zelito fundou,
junto com 10 colegas, entre eles Luiz Carlos Barreto, Cacá Diegues e
Joaquim Pedro de Andrade, a distribuidora e co-produtora Difilm. Com o
esquema montado, tocava-se o negócio do cinema. Com alguns percalços,
como o hábito de Ruy Guerra fumar charutos enquanto montava os filmes na
moviola, o que provocava eventuais furos no negativo. Glauber gostava
de trabalhar nu. Mas, como era sócio da empresa, ninguém o impedia.
O primeiro filme que a Mapa produziu para valer foi A Grande Cidade,
de Cacá Diegues. Zelito lembra de incidentes. Othon Bastos, numa crise
de estrelismo, resolveu não participar, na véspera do início das
filmagens. Foi substituído por um profissionalíssimo Leonardo Vilar, que
dirigiu ao produtor uma única frase durante toda a filmagem: “Hoje é
meu último dia. Gostaria de receber meu dinheiro no final da tarde.”
Zelito virou-se como pôde e pagou. Filme lançado, foram observar a
reação da plateia. Chegaram a um cinema enorme, de quatro mil lugares,
em Bom Sucesso. Na penumbra, um casal namorando e mais umas três pessoas
espalhadas pela sala imensa. “O público sempre foi complicado”, comenta
Zelito.
Agruras do cinema nacional, que Zelito acompanhou de perto. Mas
também viveu de perto sua aventura e glória. Por exemplo, esteve com
Glauber na filmagem de Maranhão 66, institucional encomendado pelo
governador do estado da época. Adivinhe quem? José Sarney, claro. Com o
roteiro de Terra em Transe já escrito, Glauber achou que o trabalho,
além de grana, lhe renderia bom material para o longa de ficção. E foi
em frente. Tinha razão: as cenas de multidão de Terra em Transe saíram
diretamente das filmagens de Maranhão 66. Mas Sarney, quando viu o
copião do institucional, chegou à conclusão de que havia escalado o time
errado: “Vocês são muito bons para fazer filme contra. A favor não dá.”
Foram demitidos no ato.
Talvez sua grande aventura como produtor tenha sido em Terra em
Transe, a obra-prima absoluta do cinema nacional e de percurso
acidentado. Como Paulo Autran dava muito palpite, Glauber queria
demiti-lo. José Lewgoy não se conformava com as ordens do diretor e
vociferava: “Pensa que é Carl Dreyer, que é um Robert Bresson! É um
idiota de um baiano, um babaca que fica me dando ordem! Não aguento
mais!” E as confusões não pararam por aí. Numa época de censura às
artes, Glauber teve de forjar a anuência do Itamaraty para que o filme
fosse enviado a Cannes. Concorreu. Perdeu para Blow Up, de Antonioni, o
que não é vergonha para ninguém.
Entre as aventuras de Zelito Viana, estão também as que viveu ai
dirigir seus próprios filmes. Em Terra dos Índios, queria aprender o que
era a realidade indígena. Falou com Darcy Ribeiro, que lhe disse uma
frase: “Ninguém visita uma aldeia de índios impunemente”. Sábias
palavras,admite Zelito. A armadura que você veste para viver em
sociedade pode, de uma hora para outra, ser destruída no contato com a
civilização indígena. Os índios passaram a fazer parte da vida de
Zelito, a tal ponto que alguns deles foram morar em sua casa, no Rio, e
lá ficaram vários meses. Seu filho, Marcos Palmeira, foi mandado para
uma aldeia, lá foi adotado e ganhou nome índio. O famoso intercâmbio,
que os brasileiros realizam com famílias dos Estados Unidos ou da
Europa, Zelito fazia com os Xavantes. Aniceto, o pai adotivo de Marcos
Palmeiras quando este tinha 16 anos, revelou suas inquietações a Zelito:
“Estou preocupado com o Marquinhos. Ele é grande e não sabe nada…Não
sabe andar no mato, não sabe atirar uma flecha…Como é que eu vou ensinar tudo pra ele?”
A temática indígena voltaria anos depois em Avaeté – Semente da
Vingança. E mais aventuras. Algumas indesejadas. A equipe construiu uma
aldeia cenográfica, para ser incendiada durante a filmagem. E assim foi
feito, para fúria dos índios, que exigiram da equipe dois brancos para
matar em represália. Tiveram de pedir a intervenção de Dom Thomas
Balduíno, o sacerdote benfeitor das aldeias, para que a ameaça não fosse
cumprida. E assim a equipe, composta por atores como Renata Sorrah e
Hugo Carvana, além dos dois filhos do cineasta, pôde salvar a pele. As
aventuras de Zelito prosseguiram com filmes focando vidas ilustres como
as de Villa-Lobos e Juscelino Kubitschek. Mas nenhuma delas foi tão
intensa quanto a do convívio com os índios.
La sonrisa casi magnética y los ojos deslumbradoramente alegres incluso detrás de unos anteojos demasiado grandes, hacen de Gloria una mujer tremendamente atractiva a sus casi sesenta años, especialmente cuando acude a clubes de baile para adultos solteros. Pero detrás de sus bailes, bromas y charlas superficiales, se halla la brutal fragilidad humana, tan de todos.
Pareciera que las rabietas, los descontrolados estados de ánimo y la indecisión frente al enamoramiento pertenecieran, únicamente, al exacerbado reino de los adolescentes, siempre de carácter cambiante y propensos a la indecisión. Sin embargo, en un personaje cincuentón o sexagenario, cabría suponer la mesura y, sobre todo, la contención, a la hora de elegir una nueva pareja y de introducirlo a su vida privada, con familia, hijos e incluso nietos.
Pero en el caso de Gloria (Chile-España, 2012), cuarto largometraje de Sebastián Lelio, pareciera ser un signo más de la condición frágil, aparentemente de gran estabilidad pero repleta de pequeñas craqueladuras, que rodean a esta profesionista de 58 años, que vive sola en su departamento, tras largos años divorciada y con su par de hijos ya independientes, evitando la soledad en bares y clubes nocturnos para adultos solteros, presa de vaivenes emocionales e imposibilitada de hallar una paz en el exterior que reiteradamente se niega para su mismo interior.
Y es que en su primer protagónico, la actriz Paulina García se transforma ante nuestros ojos, envejeciendo y arrugándose cuando se halla deprimida, pero también irradiando belleza y alegría en sus momentos de euforia, especialmente junto a Rodolfo (Sergio Hernández), un empresario recién separado que aparentemente podría convertirse fácilmente en su nuevo cónyuge.
Reconocida con el Oso de Plata a la Mejor Actriz en la sexagésima tercera edición de la Berlinale –además del Premio del Jurado Ecuménico–, pareciera que la complejidad de las reacciones emocionales de esta mujer no son sino reflejo de las de su propia familia, pero también las de una sociedad chilena que, en su estabilidad, acaba por despojarse de toda certeza ante un pasado dictatorial y militar, y un presente de aparente prosperidad, entre movimientos estudiantiles y sociales crecientes.
La película, con guión de Gonzalo Maza y el propio Lelio, producida por Fábula, compañía de los hermanos Pablo y Juan de Dios Larraín, asesorada por Pedro Peirano, resulta una buena muestra del cine chileno actual, lejos de la denuncia y del panfleto simplones, pero siempre con un discurso que articula lo político y lo social dentro del relato, se presentó en el undécimo Festival Internacional de Cine de Morelia y se estrena en la cartelera mexicana en enero de 2014, con distribución de Canana.
¿No te fue difícil como director de cine ya con premios y trayectoria, cambiar de pronto de apellido, de Campos a Lelio?
No, bueno. Si uno fuera un político, claro. Pero yo primero soy una persona y, en realidad, lo que yo hice fue recuperar mi verdadero apellido, el que tuve hasta los diez años. A mí me cambiaron el apellido por el de mi segundo papá, pero después mi mamá se separó de él y me quedé con este apellido, que no era el mío, luego me reencontré con mi padre, entonces me parecía lógico recuperar el nombre de mi familia. Después de eso viene el cálculo: si fue bueno o fue malo, da lo mismo. Lo hice justo después de filmar La sagrada familia (Chile, 2005), entonces me resultaba muy coherente hacerlo y muy importante personalmente.
El tema conecta con la propia película y con cómo se concibe la familia en este mundo contemporáneo. De pronto surgen estas complejidades.
Sí, yo pienso que hay un cliché muy grande respecto a lo que es la familia y lo que debería ser. Ya es suficientemente complejo que un ser humano, en sí mismo, sea armonioso, por decirlo así. Pedirle que lo sea a un grupo humano es imposible. Siempre me dicen que filmo a estas familias disfuncionales y les contesto que no hay que hacer redundancias, decir familia disfuncional es repetir dos veces lo mismo. Una familia debe ser disfuncional, a no ser que nos iluminemos todos y consigamos una sociedad iluminada producto de que los individuos están iluminados. Pero todavía no estamos ahí.¿Qué esperamos, que las familias sean perfectas cuando los individuos no lo son? No. Y hay una belleza en esa complejidad, hay una formación única que cada familia tiene y que habla de cómo vibran y quiénes son. Y es muy fascinante observar eso a través del cine.
Me da la imagen de un árbol genealógico, donde los nombres están fijos, pero detrás de eso hay capas y capas de complejidades.
Son fundaciones orgánicas, como los árboles o como las plantas, que tienen su propia lógica. Habrá familias que se parecen más a un cactus, otras que son más rizomaticas, qué se yo.
En este retrato femenino aparece el tema de los movimientos civiles y políticos, de los jóvenes saliendo a la calle, de las privatizaciones salvajes que han afectado a Chile, quizá como en ninguna otra parte de Latinoamérica. En fin, a partir de la familia realizas el retrato de una sociedad, de un país.
Sí, es un poco el tema de los fractales. Si uno entiende que un sistema social es producto de la suma de muchos componentes, entonces uno puede revisar una de las partes y hacer comentarios o descubrir propiedades sobre el sistema completo. Entonces, es la parte por el todo. Explorando un campo de batalla determinado, puedes descubrir propiedades del sistema general. Es como cambiar el foco, quizás, de una lógica más general como era el cine militante, y mirar la parte para ver el todo, porque es dialéctico. Es necesario entrar en la paradoja para poder abrazar las complejidades. Si no se cae en la simplificación.
Recuerdo ahora la película de Patricio Guzmán sobre el desierto de Atacama, sobre el telescopio milimétrico, pero también sobre los cadáveres abandonados por la dictadura de Pinochet.
Esos huesos lo son todo, son una galaxia y es la historia política chilena. Para mí esa película, Nostalgia de la luz (Francia-Alemania-Chile-España-Estados Unidos, 2010), es una de las grandes películas chilenas y latinoamericanas de los últimos años, es La batalla de Chile mezclada con Cosmos, de Carl Sagan, es una obra maestra. Además, muestra cómo el cine funciona a partir de la paradoja, la necesita para poder hablar. El cine, digamos, es una proyección de luces y de sombra, en sí mismo es una proyección continua a partir de una interrupción, está en su esencia esta condición flip-flop, de no ser ni lo uno ni lo otro, pero ambas cosas al mismo tiempo. Es contradictorio.
Pero esto que suena tan complejo en palabras, cinematográficamente se resuelve con estos elementos que vas intuyendo.
Es lo bello que tiene, que en el fondo, en el cine se pueden abrazar ideas de alta complejidad filosófica a través de formas expresivas que son muy simples.
Sí, porque la película habla de la liberación de una mujer, que a una edad madura quiere volver a sentir el amor, disfrutar su sexualidad. Esos son prejuicios sociales, claro que lo hacen, pero sucede que en pantalla se muestran, regularmente, los cuerpos de las estrellas hollywoodenses jóvenes y no personas de sesenta años.
Sí, yo creo que al irse haciendo, la película fue descubriendo una de sus misiones, que era justamente ofrecer una representación de la edad adulta o de la entrada a los últimos episodios, menos infantil, menos eufemística, que ojalá sea capaz de encontrar cierta belleza ahí donde no debería estar, según el cliché social, que es infantilista, que además está obsesionado con la juventud y que niega la muerte. Eso es lo que pasa, a mí me parece que la obsesión con la juventud es una negación de la muerte: no queremos ver los cuerpos viejos porque no queremos enfrentar la muerte. Pero nadie que no enfrente la muerte puede, realmente, vivir, que es una de las cosas que la película propone por debajo.
Además existe una sensación de fragilidad absoluta en el personaje de Gloria. No es una mujer que se libera, sino con episodios de violencia y contradicciones, a quien el enamoramiento, hace perder la cabeza. ¿Cómo planteas este asunto del amor?
Yo creo que hay ahí algo tan humano, que somos frágiles y no sabemos, nadie sabe nada. Estamos instalados en una incertidumbre tan gigante y vivimos inventándonos que somos grandes y maduros, pero en realidad estamos flotando en una roca, en medio de la nada, que si no existiera alguno de los planetas del sistema solar desapareceríamos. Es muy fuerte, es muy tremendo y poner esa fragilidad en pantalla es bello porque es cierta, creo yo.
¿Cómo lograste dirigir a Paulina García en una interpretación tan contundente, por lo que carga a sus espaldas, que es la película entera, que además está escrita para ella? ¿Por qué te atrajo tanto como actriz?
Bueno, siempre la admiré y siempre me sorprendió mucho que nadie la llamara para hacer un protagónico en el cine. Ella siempre hizo papeles menores y muy pocos, tiene una carrera notable en teatro, genial, muy respetada, pero en cine, teniendo esa presencia que tiene, me da la sensación como de que nadie la había descubierto, ¿te fijas? Y entonces ahí hay una reivindicación para con ella y también darse el lujo de trabajar con un artista que está en el pico, en el dominio casi absoluto de sus herramientas expresivas. Y lo ves, el rango que usa, cómo se mueve, ella está en estado de gracia y lo mantiene y lo cuela y contamina todo, pero porque la película es eso, es esa actuación, es un dispositivo para disparar ese talento y es una apuesta a todo o nada: si ella fallaba la película fallaba con ella porque son una y la misma cosa. Por algo se llama Gloria y no Los misterios de la edad.
Trailler:
Entrevista originalmente publicada no site da Cine Toma - Revista Mexicana de Cine: http://revistatoma.wordpress.com/2014/01/17/estreno-gloria-lelio-canana/
Via Carolina Sitnisky & Constanza Burucúa Co-chairs LASA Film Studies
O cinema de Marilú Mallet, Valeria Sarmiento e Angelina Vázquez
Marilú Mallet
Editado por Catalina Donoso (Universidad de Chile) y Elizabeth Ramírez (Universidad de Warwick)
La obra cinematográfica de las directoras chilenas Marilú Mallet, Valeria Sarmiento y Angelina Vázquez sigue siendo un terreno desconocido e inexplorado, tanto por el público como por la academia. Jóvenes cineastas durante la Unidad Popular, y exiliadas desde el golpe militar de 1973 en Canadá, Francia y Finlandia respectivamente, a pesar de que sus obras han sido reconocidas en el extranjero, han permanecido largamente desterradas del debate académico nacional. Autoras de producciones tan relevantes como Diario Inconcluso (Mallet, 1982), El Hombre cuando es Hombre (Sarmiento, 1982) y Fragmentos de un Diario Inacabado (Vázquez, 1983), estas realizadoras han desafiado a lo largo de sus trayectorias, los límites entre la ficción y el documental, la cuestión de ‘lo político’ en el cine latinoamericano, las fronteras del cine nacional, el rol de la mujer detrás y frente las cámaras, entre muchos otros supuestos. Hasta ahora no existe ningún libro dedicado a explorar el trabajo de estas tres cineastas, a pesar de la relevancia de su obra fílmica. Esta colección de ensayos busca remediar esta omisión. La iniciativa surge de la retrospectiva Nomadías: Directoras Chilenas en el Exilio realizada durante el 20 Festival Internacional de Cine de Valdivia 2013, organizada por un grupo de investigadores chilenos y extranjeros: Catalina Donoso, (Universidad de Chile), Luis Horta (Cineteca Universidad de Chile), José Miguel Palacios (New York University), Elizabeth Ramírez (University of Warwick), Laura Senio Blair (Southwestern University) y Constanza Vergara (Universidad Alberto Hurtado).
Valeria Sarmiento
Invitamos a presentar resúmenes de artículos de 500 palabras, además de la biografía de la autora o autor de 50 palabras. La versión completa de los ensayos debe tener una extensión entre 5000 y 7000 palabras, incluyendo notas y fuentes bibliográficas. Las referencias deben seguir el formato indicado por el MLA.
Tanto los resúmenes de artículos como los ensayos finalizados pueden ser enviados en español o en inglés.
Se reciben propuestas para examinar diversos aspectos del cine de estas tres directoras, tanto para el trabajo realizado en Chile como el extranjero, en documental o ficción, para cine o televisión. Los ensayos pueden enfocarse en trabajos individuales de las cineastas, o en temáticas que cruzan sus obras.
Ensayos sobre los siguientes tópicos son particularmente bienvenidos (pero de ningún modo limitados a éstos):
Análisis individual o comparativo de la obra de Mallet, Sarmiento o Vázquez
Cruces entre ficción y documental
El rol de las mujeres en el cine político de América Latina
Lecturas feministas del cine de Mallet, Sarmiento y Vázquez
Exilio y desarraigo
Comparaciones entre la obra de estas tres cineastas y otras realizadoras
Distribución y circulación de su obra
Modos de producción de estas obras en el extranjero y/o en Chile
Recepción de sus obras en el extranjero: la solidaridad con el Chile bajo dictadura
Los resúmenes de ensayos deben ser enviados al correo electrónico directoraschilenas@gmail.com antes del 30 de marzo 2014. Las propuestas serán revisadas por las editoras del libro quienes enviarán una respuesta antes del 18 de abril 2014. La fecha límite para enviar la versión completa de los ensayos es el 31 de agosto 2014. Cualquier consulta por favor hacerlas al correo directoraschilenas@gmail.com
La publicación será de carácter bilingüe (español e inglés).
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CFP - Nomads: The Cinema of Marilú Mallet, Valeria Sarmiento and Angelina Vázquez
Nomads: The Cinema of Marilú Mallet, Valeria Sarmiento and Angelina Vázquez
Edited by Catalina Donoso (Universidad de Chile) and Elizabeth Ramírez (University of Warwick)
The cinema of Chilean directors Marilú Mallet, Valeria Sarmiento and Angelina Vázquez continue to be an uncharted and unexplored territory in both public and academic circles. Young directors during Allende’s Popular Unity, exiled to Canada, France and Finland following the military coup of 1973, these filmmakers have been largely marginalised from Chilean academic debates, despite their recognition outside the country. Directors of relevant films such as Unfinished Diary (Mallet, 1982), A Man, When he is a Man (Sarmiento, 1982) and Fragments from an Unfinished Diary (Vázquez, 1983), these directors have throughout their careers, blurred the lines between fiction and documentary, questioned the notion of the ‘political’ in Latin American cinema, challenged the borders of ‘national cinema’, and brought to foreground the role of women both behind and in front of the camera. Despite the relevance of these filmmakers’ oeuvre, to date, no book dedicated to exploring their work exists. This collection of essays seeks to remedy this omission. The initiative emerged from the retrospective Nomads: The Cinema of Marilú Mallet, Valeria Sarmiento, and Angelina Vázquez that took place during the 20th International Film Festival of Valdivia 2013, organized by a group of Chilean and international scholars: Catalina Donoso (Universidad de Chile), Luis Horta (Cineteca Universidad de Chile), José Miguel Palacios (New York University), Elizabeth Ramírez (University of Warwick), Laura Senio Blair (Southwestern University), and Constanza Vergara (Universidad Alberto Hurtado).
We are seeking proposals of 500 words, plus a brief biography of the author of 50 words for essays to be included in the book.
Completed essays should be between 5000 and 7000 words, including notes and the bibliography. References should follow the MLA format. Proposals for articles as well as finished essays will be accepted in either Spanish or English.
We are open to proposals that examine diverse aspects of these three directors, including their productions in Chile and/or abroad, documentary or fiction, for both film and television. Essays can focus on the individual works of these directors, or themes interwoven throughout their works.
Essays over the following topics are of particular interest (but by no means are limited to those listed below):
Individual or comparative analysis of the works of Mallet, Sarmiento and/or Vázquez
Intersections between documentary and fiction
The role of women in political cinema in Latin America
Feminist readings of the cinema of Mallet, Sarmiento, and/or Vázquez
Exile and uprootedness
Comparisons between the work of Mallet, Sarmiento and Vázquez, and other women directors
Distribution and circulation of their works
Modes of production of their works abroad and/or in Chile
Reception of their works abroad: solidarity with Chile under the dictatorship
Proposals should be sent to directoraschilenas@gmail.com by March 30, 2014. Proposals will be revised by the editors of the book and notice of acceptance will be sent by April 18, 2014. Essays will need to be completed by August 31, 2014. Please send any queries to directoraschilenas@gmail.com
The publication will be bilingual (Spanish and English).
O mito da Abuela Grillo, conta que no princípio, a avó dos Ayoreos era um grilo chamado Direjná. Era a dona da agua, e onde ela estava, também estava a chuva. Seus netos lhe pediram para que fosse embora. Quando o fez, tudo ficou quente e seco. A avó Grillo
decidiu viver no segundo céu e desde lá é capaz de enviar chuva
cada vez que alguém conta sua história.
Os Ayoreos sao
caçadores-colectores nômades atualmente reduzidos a umas poucas
comunidades na Bolivia, Paraguay e no norte Argentino.
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Hoje nos territórios que se chamam países, como sua maioría democrática que
vive no cimento e nao lhes falta a agua, suas cabeças se tornam quase quadradas pelo hábito de nao sofrer carências, nao reconhecem e dao
valor a agua como um direito humano, que nao é uma mercadoría, pois os locais de onde sai a agua para as cidades, estao ficando sem ela. A
ambiçao de poder ve a massa como baratas e no seu próprio templo
tira os dados, se lhes afiam as arestas de um pensamento quase obtuso, mas isso esta mudando.
"O homem novo, está sendo, germinando, e
irá más além do homem comum. Esse novo homem que está sendo parido, chegara tao longe..., que a fatiga do homem atual, será feita por suas
próprias normas e a sofrerao todos os sistemas que este inventou.
Este homem que está nascendo..., irá mais além do que todos os deuses
pensados pelos que se tem matado e mais além de todo rezo a uma eterna
soledad. Esse homem novo..., é o homem que doara mais aos homens
que qualquer homem que se suponha e "creio normal", pois dará aos
homens, a terra inteira sem nenhuma bandeira e comprenderá que sob o
céu nada pertence a pessoa alguma, ao único que pertenecen hoje, é
ao irracionalismo deste sistema de privar o natural, e os recursos,
sao de todos e nao sao de ninguém, sao para compartir e esse valor, é
superior por cima de qualquer casa que presuma inveja ou ismo ao
ego." http://www.youtube.com/watch?v=F_Msaj...
Vale a pena ver essa beleza de desenho animado, que representa a
poderosa luta dos povos originários contra a mercantilização da
natureza.
A produção foi feita na Dinamarca, por The Animation Workshop, Nicobis,
Escorzo, e pela Comunidade de Animadores Bolivianos. O trabalho de
desenho foi realizado por oito animadores bolivianos, dirigido por um
francês, com música da embaixadora da Bolívia na França, e a ajuda de
um mexicano e uma alemã. Todo juntos na defesa dos recursos naturais.
Corto animado producido en The Animation
Workshop en Viborg, Dinamarca, por The Animation Workshop, Nicobis,
Escorzo, y la Comunidad de Animadores Bolivianos, el cual tiene el apoyo
del Gobierno de Dinamarca.
Animado por 8 animadores bolivianos, dirigido por un francès, musica por
la ambasadora de bolivia en Francia, composida por un otro francès, un
proyecto danès, ajuda de produccion por un mexicano y una allemana.
Adaptado de un mito Ayoreo.
Animated short-film produced in The Animation Workshop in Viborg,
Denmark. By The Animation Workshop, Nicobis, Escorzo, and the Community
of Bolivians Animators and is supported by the Danish Government.
Animated by 8 bolivians animators, directed by a french, music by the
bolivian embessador in France, composed by another french, a danish
project, hepled for the production by a mexican and german. Adaptaded
from mito Ayore.