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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Leitura AntroZoo: Gêmeos perfeitos em Peter Greenaway

A incestuosa gemeidade: notas sobre A Zed and Two Noughts, de Peter Greenaway
Debora Breder
Doutora em Antropologia pela UFF 


Resumo: Este artigo propõe uma reflexão sobre o modo pelo qual o ideal de uma “perfeita gemeidade”, comum à tradição indo-europeia, vem sendo atualizado nas narrativas ocidentais contemporâneas. Para tanto, empreende-se uma análise do discurso simbólico sobre a gemeidade, em suas possíveis articulações com a temática do incesto, no longa-metragem A Zed and Two Noughts (1985), de Peter Greenaway – cuja trama tem como protagonistas gêmeos de mesmo sexo.
Palavras-chave: Gêmeos. Incesto. Mitologia. Cinema. Peter Greenaway.



Abstract: This article suggests a reflection on the way the ideal of a perfect twinning, common to the indo-european tradition, has been being updated in the contemporaneous western narratives. To achieve that we undertake an analysis of the symbolic discourse on twinning, on its possible articulations with the incest theme, in the Peter Greenaway's feature film A Zed and Two Noughts (1985) – whose plot has twins of the same sex as main characters.
Keywords: Twins. Incest. Mythology. Movie. Peter Greenaway.




Résumé: Cet article propose une réflexion concernant la manière par laquelle l’idéal d’une parfaite gémellité, commun à la tradition indo-européenne, vient s’actualiser dans les narratives occidentales contemporaines. Pour cela, nous analysons le discours symbolique sur la gémellité, à travers ses possibles articulations avec la thématique de l’inceste, dans le long métrage A Zed and Two Noughts (1985), de Peter Greenaway – film dont la trame a pour protagonistes des jumeaux de même sexe.
Mots-clés: Jumeaux. Inceste. Mythologie. Cinéma. Peter Greenaway. 



Publicado por DEVIRES, BELO HORIZONTE, V. 8, N. 1, P. 160-177, JAN/JUN 2011


AntrO corpo no cinema moçambicano


O corpo no cinema moçambicano: uma análise da experiência do HIV/AIDS a partir das obras cinematográficas de Isabel Noronha e Orlando Mesquita

Esmael Alves de Oliveira
Doutorando em Antropologia Social – PPGAS/UFSC, bolsista CNPq
Resumo: O presente artigo pretende analisar, a partir de alguns documentários moçambicanos contemporâneos, o modo como o corpo traspassado pela experiência do HIV/AIDS passa a ser constituído e significado. Tendo como norte o cruzamento entre antropologia, cinema e literatura, proponho o desafio de pensar a compreensão do corpo para além de determinantes dualistas e essencialistas. Nesse sentido, a proposta é a de compreender e perceber outras possibilidades de interpretação do corpo como constructo social, e que estão para além de uma abordagem medicalizante.
Palavras-chave: Corpo; Antropologia; Cinema; Moçambique.
Abstract: This article analyzes how the body marked by the experience of HIV / AIDS is constituted and meant in some Mozambican contemporary movies. By taking as a guideline the intersection among anthropology, cinema and literature, my purpose is to comprehend the body beyond dualistic and essentialist determinants, looking for new possibilities for interpreting the body as a social construct, other than the medicalising approach.
Keywords: Body Anthropology; Cinema; Mozambique.
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ÍNDIOS NA CIDADE: desafios e conquistas

No Brasil a porcentagem de índios morando em centros urbanos é 36%, de acordo com o Censo de 2010.  
O objetivo do projeto "A Cidade como local de afirmação dos direitos indígenas", que originou o filme e um livro, é contribuir para que a realidade dos índios que vivem nas cidades ganhe mais visibilidade e que eles possam exercer seus direitos individuais e coletivos também nesse contexto

“Eu vim para a cidade para poder estudar, para me vestir melhor. Eu achava que ia melhorar vindo para a Cidade, então eu vim trabalhar” Diakarapó, do Povo Desana, Manaus, Amazonas.
“Eu vim para a cidade para poder estudar, para me vestir melhor. Eu achava que ia melhorar vindo para a Cidade, então eu vim trabalhar” Diakarapó, do Povo Desana, Manaus, Amazonas. Confira outros indígenas falando sobre a vida nos centros urbanos http://www.youtube.com/user/comissaoproindio
“Lá no CECI a gente aprende a manter a língua, a manter a cultura, para não perder o que a gente foi perdendo aos poucos. Por causa da proximidade da cidade, surgiram novos desafios, coisas novas que a gente tinha que fazer. O ensinamento oral que a gente tinha foi ficando um pouco de lado”, afirma Adriano Poty, que reside na Terra Indígena Tenondé Porã, situada em São Paulo.
Foto: “Lá no CECI a gente aprende a manter a língua, a manter a cultura, para não perder o que a gente foi perdendo aos poucos. Por causa da proximidade da cidade, surgiram novos desafios, coisas novas que a gente tinha que fazer. O ensinamento oral que a gente tinha foi ficando um pouco de lado”, afirma Adriano Poty, que reside na Terra Indígena Tenondé Porã, situada em São Paulo.

Assista o vídeo e compartilhe http://youtu.be/M0mrQZ5IqB4
"Uma conquista que nós tivemos, que está valendo muito a pena porque a gente vende nosso artesanato, convida nossos parentes, se reúne todos no shopping e temos uma comercialização muito boa. Eu tenho espaço, em qualquer espaço público da prefeitura de Osasco eu posso fazer evento. Queremos dançar nosso toré na terra, isso ainda a gente não tem, mas vamos conseguir" Alaíde, povo Pankararé, Osasco, SP.











“A gente vive na cidade, mas não esquecemos a nossa cultura” Wotchimaücü, povo Tikuna, Manaus Amazonas. 

“O índio vem em busca de melhorias na Educação, na Saúde...Mas quando ele chega na cidade ele tem uma imensidão de dificuldades, que é a questão da discriminação” Marineide Peres Costa, Povo Macuxi, Bela Vista, Roraima.


“Nós índios na cidade muitas vezes falam que quem vem para cidade já não é mais índio. Não isso não é verdade, onde eu estiver eu vou ser índio” Nito Nelson, Povo Guarani Kaiowá de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. 

 
O filme “Índios na Cidade: desafios e conquistas” foi gravado durante o Seminário “A Cidade como local de afirmação dos direitos indígenas”, cuja pesquisa consta no livro homônimo.
O vídeo “Índios na Cidade: desafios e conquistas” foi gravado durante o Seminário “A Cidade como local de afirmação dos direitos indígenas”, cuja pesquisa consta no livro homônimo. Saiba mais em: http://comissaoproindio.blogspot.com.br/2013/06/livro-avalia-as-politicas-publicas-para.htmlA urbanização dos povos indígenas é resultado de dois fatores: o crescimento urbano, que engloba alguns territórios indígenas e a busca de melhores condições de vida. Confira os depoimentos dos indígenas que vivem em cidades no vídeo da Comissão Pró-Índio de São Paulo e leia o livro sobre o tema:

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Favela no cinema: da favela "para o povo" à favela "por nós mesmos"

No Rio de Janeiro: 



 
Coordenação do PPGSA/IFCS/UFRJ convida para a defesa de dissertação de mestrado da aluna, Viviane de Carvalho Cid, intitulada: "5x favela, 50 anos depois: da favela "para o povo" à favela "por nós mesmos", sob a orientação do Prof. Marco Antonio Gonçalves e co-orientação da Profa. Eliska Altmann de Carvalho.




Dia: 16 de agosto de 2013
Horário: 14h

Banca examinadora convidada:
Prof. Marco Antonio Gonçalves, Presidente, PPGSA/IFCS/UFRJ;
Profa. Eliska Altmann de Carvalho, UFRRJ;
Prof. Fernando Rabossi, PPGAS/MN/UFRJ;
Prof. Cezar Migliorin, UFF.


Suplentes:
Profa. Maria Laura Cavalcanti, PPGSA/IFCS/UFRJ;
Prof. Luiz Augusto Rezende, NUTES/UFRJ.

Endereço: Pós-graduação em Sociologia e Antropologia, IFCS/UFRJ
Largo de São Francisco de Paula, 1. Centro
Local: Sala amarela, 109, térreo.


Resumo: 
O intuito desta dissertação é analisar a construção das imagens da favela produzidas pelos filmes Cinco vezes favela de 1962 e 5x favela agora por nós mesmos de 2010. O primeiro filme é fruto do projeto do Centro Popular de Cultura da União Nacional de Estudantes, já o segundo tem origem no projeto de Carlos Diegues, em parcerias com diversas Ongs, que se propõe como uma versão dirigida por diretores moradores de favelas. A existência dos dois filmes, elaborados em momentos diferentes, permite traçar uma comparação entre as duas obras, levando em consideração seus contextos de produção, os objetivos marcados de cada projeto e tomando o cinema como um discurso sustentado por determinados atores em épocas distintas, para refletir acerca de qual imagem da favela cada filme constrói. A comparação entre as duas obras fílmicas, e dos projetos que lhe deram origem, revelam continuidades e rupturas tanto acerca da construção da categoria favela, quanto sobre a lógica representativa em jogo, além da crença no potencial do cinema de transformar a realidade.

Palavras-chave: representação; favela; cinema; cineastas da favela; autorrepresetação. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

CHAMADA PARA ARTIGOS: Cine y Mujeres en América Latina


REVISTA CINÉMAS D'AMÉRIQUE LATINE, FRANÇA
La revista Cinémas d'Amérique latine, editada por la Association Rencontres Cinémas d'Amérique latine (ARCALT) y las Presses Universitaires du Mirail, abre una convocatoria a participar en su 22º edición.
El nuevo número estará dedicado a Cine y Mujeres en América Latina. La revista será publicada en marzo de 2014 durante el festival Cinélatino, Rencontres de Toulouse.  

El plazo para remitir artículos queda abierto hasta el 1 de septiembre de 2013. 

Los artículos pueden ser enviados en portugués, español o francés.

Mandar los artículos a cinemas.amerique.latine@gmail.com

Revista Cinémas d'Amérique latine

 La asociación ARCALT publica cada año desde 1992 la única revista europea dedicada exclusivamente al cine producido en América Latina, que presenta los artículos en su idioma original con su traducción al francés. Titulada Cinémas d'Amérique latine, fue creada por
iniciativa de Paulo Antonio Paranagua, especialista brasileño del cine latinoamericano. Constituye una herramienta que reúne la crítica y opinión latinoamericana en torno al cine, para responder a los objetivos de la asociación: promover, dar a conocer, apoyar y defender
los cines latinoamericanos ayudando a su difusión y distribución en Francia.

A través de la voz de profesionales del cine desde México al Cono Sur, esta publicación da cuenta de la actualidad, historia y memoria de las cinematografías latinoamericanas. Cada número trata de los temas principales del festival Rencontres Cinémas d'Amérique latine 
como, por ejemplo, este año 2013 la sección sobre Cine y política, en 2010 la sección LGBT, el cine negro brasileño en 2007, en 2002 el videoarte de José Alejandro Restrepo. También refleja puntos importantes del desarrollo de estas cinematografías, por ejemplo la serie de artículos sobre el documental brasileño en 2001, el Cinema Novo en 1998, el cine joven argentino en 1999 y en 2003 las relaciones entre cine y realidad. También se ha interesado en la representación cinematográfica de temas históricos con un dossier sobre Che Guevara en 1998 y en 2010 otro a propósito de los libertadores. Por último, dedica artículos y entrevistas a grandes directores, actores y músicos relacionados con las cinematografías latinoamericanas como Raúl Ruiz, Patricio Guzmán, Eduardo Coutinho o Albertina Carri.

La publicación, de cuidada y abundante iconografía recibe el apoyo del Centre National du Livre (CNL), y trabaja en colaboración con el Centre de Traduction, d'Interprétation et de Médiation linguistique (CETIM) de l'Université Toulouse II-Le Mirail.

En la página web de l'ARCALT figura el acceso a la integralidad de los sumarios de los diferentes números de la revista: www.cinelatino.com.fr


Normas para publicar

Los autores que deseen proponer textos pueden enviar su artículo al Comité de redacción a cinemas.amerique.latine@gmail.com, (formato .doc) acompañado de:
- unas 10 palabras claves,
- un resumen de tres líneas,
- una breve biografía profesional,
- eventualmente una breve bibliografía.

Los artículos se presentarán antes del 1 de septiembre de 2013.

Los textos estarán escritos en español, portugués o francés y no deberán exceder los 20.000 signos (incluidos los espacios y las notas de pie de página).

El Comité de redacción se reserva el derecho a publicar.

Al aceptar la publicación de sus artículos, los autores se comprometen a ceder gratuitamente los derechos de publicación y difusión de sus textos, con resúmenes incluidos, a Cinémas d'Amérique latine. El texto será presentado para una primera publicación, después de la
cual el autor será libre de publicarlo de nuevo.

Los títulos de películas se dejan en español o portugués en las versiones francesas, con su traducción entre paréntesis si la película ha sido distribuida en Francia (ejemplo: Mexican Kids por Temporada de Patos). Después de la primera aparición en el texto, sólo se citará el título original (en español o portugués) en el resto del artículo.

Se ponen en cursiva los títulos de obras literarias o artísticas: películas, novelas, periódicos, revistas, obras de teatro, pinturas, esculturas, composiciones musicales, etc. Las mayúsculas van siempre acentuadas, tanto en francés como en español y portugués: É, Á, Ó, etc.

Las referencias o notas se localizan al final del artículo bajo la forma siguiente:

 - Marijke de Valck, Film Festivals: From European Geopolitics to Global Cinephilia, Amsterdam, Amsterdam University Press, 2007.
 - Teresa de Lauretis, "La tecnología del género", en Technologies of Gender: Essays on Theory, Film and Fiction, Londres, Macmillan Press, 1989.

Cinémas d'Amérique latine es una revista ilustrada, por lo que todos los artículos van acompañados de imágenes. En la medida de lo posible, los autores deben enviar (por mail) unas 10 imágenes de buena calidad (300 dpi, 8 cm mínimo de ancho, formato jpg, tif, png) acompañadas de sus respectivos pies de foto donde se precisará el título de la película, país, año y director:
 
- Temporada de Patos (México, 2004), de Fernando Eimbcke.

Si es posible, los autores añadirán los nombres de los actores que aparecen en la foto.

domingo, 4 de agosto de 2013

Cinema entre Gregos & Baianos

Em Bêagá
Mostra de Filmes
Deuses, homens e heróis - entre Gregos & Baianos
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Auditório Sônia Viegas/FAFICH/UFMG
5 a 9 de agosto de 2013

Todo um ano já transcorreu depois que Sônia Viegas nos deixou, e ainda não conseguimos medir o vazio enorme de sua ausência. […] Era em torno da significação do tempo trágico que sua meditação se aprofundava. O tempo trágico é aquele em que o herói se eleva sobre o destino e, aparentemente vencido, celebra, finalmente na sua figura exemplar a vitória do espírito sobre a fatalidade.
Henrique Lima VazHoje em dia, 22/10/1990
 5 de agosto, segunda-feira
11h - Warriors, os selvagens da noite (Warriors, W. Hill, 1979, 92 min.)
13h - Sete homens e um destino (The Magnificent Seven, J. Sturges, 128 min.)
16h - Os sete samurais (Shichinin no samurai, A. Kurosawa, 1954, 209 min.)
19h - Madame Satã (Madame Satã, Karim Ainouz, 2002, 105 min.)
 6 de agosto, terça-feira
11h - Baile Perfumado (Perfumed Ball, P. Caldas, L. Ferreira, 1997, 93 min.)
13h - Iphigenia (Iphigenia, M. Cacoyannis, 1977, 127 min.)
16h - Os Imperdoáveis (Unforgiven, C. Eastwood, 1992, 131 min.)
19h - Os Profissionais (The Professionals, R. Brooks, 1966, 117 min.)
 7 de agosto, quarta-feira
11h - O Cangaceiro (The Bandit of Brazil, Lima Barreto, 1953, 105 min.)
13h - Rastros de ódio (The Searchers, J. Ford, 1956, 119 min.)
16h - Deus e o diabo na terra do Sol (Black God, White Devil, G. Rocha, 1964, 125 min.
19h -A queda do Império Romano (The Fall of the Roman Empire , A. Mann, 1964, 180 min.)
 8 de agosto, quinta-feira
11h - Medéia (Medea, P.P.Pasolini, 1969, 106 min.)
13h - Era uma vez no Oeste (Once Upon a time in the West, S. Leone, 1968, 165 min.)
16h - Os Inconfidentes (Inconfidentes, J. P. de Andrade, 1972, 100 min.)
18h - Quilombo (Quilombo, C. Diegues, 1984, 119 min.)
9 de agosto, sexta-feira
11h - Filhas do vento (Daughters of the Wind, J. Zito, 2004, 85 min.)
12h - Orfeu (Orphée, J Cocteau, 1950, 95 min.)
15h - Início do Curso Cinemetamorphosis : Ovídio e o cinema - uma montagem de atrações, com Martin Winkler (George Mason University)*

Cinemetamorphosis
Ovídio e o cinema - uma montagem de atrações
Prof. Dr. Martin M. Winkler
(George Mason University)
 Bernini.jpg
datas, horários e local:
9 de agosto
12 às 14h, auditório 1007 FALE/UFMG, filme
  15 às 18h, auditório 1007 FALE/UFMG, aula
12, 13 e 14 de agosto
 14h às 18h, auditório 1007 FALE/UFMG, aula

inscrição:
gratuita, no primeiro dia do curso, com direito a certificado de 15h/a
 Programa e textos do curso podem ser copiados da pasta na copiadora da FALE: curso de extensão/CINEAM, a partir do dia 8 de agosto
mais informações, clique aqui

Organização:
Jacyntho Lins Brandão (NEAM/FALE)
Maria Cecília de M. N. Coelho (FIL/FAFICH)
 Sandra Maria G. B  Bianchet (NEAM/FALE)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Ciclovida. Irmãos Feinstein, Brasil, 2010.

Ciclovida conta a história de um grupo de pequenos agricultores cearenses que atravessou a América do Sul pedalando por mais de dez mil km na campanha de resgate das sementes naturais. 


Os viajantes documentaram adominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas. 
Cultivos e matas nativas estão sendo substituídos por desertos verdes de monoculturas transgênicas onde nada mais, planta ou animal, pode sobreviver aos agrotóxicos.


O filme foi escolhido o melhor documentário na categoria Conservação do Green Screen Environmental Festival Film/2010 e selecionado para o Blue Planet Film Festival em Los Angeles, EUA e Byron Bay Film Festival na Austrália.
+ infos: www.ciclovida.org

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

XII Festival Internacional de Cinema e Vídeo dos Povos Indígenas

Território mapuche acolherá festival internacional de cinema indígena 

XII Festival Internacional de Cine e Vídeo dos Povos Indígenas premiará a obras que promovam a cultura e os direitos de ditos povos.
As regiões da Araucanía no Chile e na Patagônia Argentina sero o centro do cinema mundial em 2015 com a celebração da décima segunda edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo dos Povos Indígenas.
Ambos territórios formam parte do que o povo mapuche denomina como Wallmapu. O nome foi adotado também para identificar a sede deste festival, a fim de reivindicar os territórios ancestrais deste povo indígena.

Esta edição se realiza no momento do 30 aniversário da Coordinadora Latinoamericana de Cine y Comunicación Indígena CLACPI, entidade fundadora e promotora do festival. Jeannette Paillán, coordenadora de CLACPI assinalou que o festival promove o uso do cinema e vídeo por parte dos povos indígenas desde uma óptica política. “Não somente dá conta da realidade, senão que a mostra desde um ponto de vista distinto ao que fazem referência os meios de comunicação”.
“El Camino del Hombre Rojo”, filme que relata a luta do povo Pijao da Colômbia, recebeu o prêmio na categoria defesa dos direitos dos povos indígenas durante a última edição do festival.
Desde 1985 o Festival Internacional de Cine e Vídeo dos Povos Indígenas se realiza de forma itinerante em países do centro e sul das Américas. Os filmes em competição abarcam obras cinematográficas que promovam a cultura e dão a conhecer as demandas dos povos indígenas ao redor do mundo.

O festival inclui uma mostra itinerante em diversas comunidades com o objetivo de compartilhar estas obras com seus verdadeiros protagonistas. Assim mesmo, se realizam projeções nas principais cidades com o fim de chegar a um público mais amplo e promover a tomada de consciência sobre as problemáticas que enfrentam os povos indígenas.
Além das projeções se realizam oficinas de capacitação audiovisual para comunicadores indígenas, assim como mesas redondas, debates e fóruns públicos nos que se discute os temas da agenda para os povos indígenas e se criam laços de confraternização entre ativistas, instituições e organizações interessadas.
CLACPI está integrada por pessoas de diversas organizações indígenas e não indígenas, de vários países da América Latina, que em forma de rede, realizam atividades de colaboração, troca e apoio mútuo em comunicação, assim como na capacitação, produção, difusão de cinema e video indígena.

CHIRAPAQ, Centro de Culturas Indígenas de Peru, é membro de seu grupo impulsionador neste país. A associação, promove a formação de comunicadores indígenas dos Andes e da Amazônia, assim como a promoção e difusão do cinema indígena no Peru.

Para maiores informaçoes sobre o XII Festival Internacional de Cine y Video de los Pueblos Indígenas visite sua fanpage.

Fonte: http://www.chirapaq.org.pe/noticias/territorio-mapuche-acogera-festival-internacional-de-cine-indigena

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