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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Antro recomenda em Beagá: nova pesquisa de fôlego, Palomar!


C O N V I T E
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
convida V.Sa. para sessão pública de apresentação e
defesa de tese:



A LEI DO DESEJO: AS RELAÇÕES DE GÊNERO NO
CINEMA DE PEDRO ALMODÓVAR.


CANDIDATA: Paloma Ferreira Coelho Silva
 
COMISSÃO EXAMINADORA:
Profa. Dra. Juliana Gonzaga Jayme – (Orientadora) - PUC Minas
Profa. Dra. Debora Breder Barreto – UCAM
Profa. Dra. Claudia Andréa Mayorga Borges – UFMG
Profa. Dra. Maria Ignez Costa Moreira – PUC Minas
Profa. Dra. Alessandra Sampaio Chacham – PUC Minas


DIA/HORA: 29/02/2016, 2ª feira, com início às 14:00 horas 

LOCAL: Av. Itaú, 505 – 4° andar – Bairro Dom Cabral – Belo Horizonte/MG 
Tel.: 3411- 5162
na Movida Madrilenha...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Repúdio aos cinemas comerciais de Florianópolis


Carta de repúdio aos cinemas comerciais de Florianópolis/SC que ainda não se manifestaram quanto à exibição do filme “A Garota Dinamarquesa”

ADEH 

Envio de Lirous K’yo Fonseca Ávila.

A ADEH – Associação em defesa dos direitos humanos com enfoque na sexualidade veio por meio desta carta mostrar a nossa indignação contra os cinemas comerciais de Florianópolis/SC que não irão exibir o filme “A Garota Dinamarquesa”. A ADEH é uma instituição que foi fundada por travestis e transexuais da grande Florianópolis a mais de 23 anos e desenvolve um trabalho social com toda a população. Sua constituição é majoritariamente composta por mulheres travestis e mulheres transexuais que trabalham de forma voluntária sem nenhuma ajuda governamental realizando o trabalho que por obrigação deveria ser do estado de Santa Catarina e do município de Florianópolis.

Como trabalhamos com a realidade social das pessoas travestis, transexuais e transgêneras, resolvemos no ano passado criar um evento no facebook chamado OcupaAdeh que tinha como proposta central emponderar e levar a população trans (homens e mulheres transexuais e transgêneros)/ mulheres travestis para as salas de cinema de forma a fazer com que conheçam e sintam familiarizadas com o espaço do cinema/shopping que é restrito a população trans/ mulheres transexuais por imposição social. Há pouco tempo, um dos shoppings que possui um cinema, acabou sendo processado e tendo a causa ganha por uma mulher transexual que foi agredida dentro do shopping por utilizar o banheiro que correspondia ao seu gênero, logo o feminino. E não é de hoje que esses estabelecimentos tendem a violentar a população trans/ mulheres travestis quando ela ocupa espaços públicos.

Quando liguei para uma pessoa que se colocou como responsável pela programação para saber a respeito do filme, data de estreia e valores, ela me perguntou de forma rude e com desdém: “-Tá, mas porque vocês querem assistir a esse filme”?

Nós queremos que esse filme passe no cinema de Florianópolis porque é um dos poucos que retrata a história de uma mulher transexual de forma digna sem utilizar de estereótipos caricatos, deboches ou com apelos sexuais para nos representar.

Porque as pessoas ainda insistem em querer acreditar que só pelo fato de participarmos de um mesmo movimento social o LGBT, todas as letras que fazem parte são gays e isso inclui a população trans/ mulheres travestis. Acreditamos que com o filme, esse tipo de abordagem pode ficar mais claro e desmistificado.

Porque o filme trará um pouco de toda a dor e sofrimento que a população trans / mulheres travestis se deparam aos se descobrirem como pertencentes ao sexo oposto e que o mesmo não acontece com os héteros cisgêneros (As pessoas cisgêneras são aquelas que se conformam/identificam com o gênero que lhes foi compulsoriamente designado no seu nascimento. Ou seja, nasceu com um pênis, foi compulsoriamente designado como homem pelo discurso biomédico e se reconhece como homem; nasceu com vagina, foi compulsoriamente designada como mulher pelo discurso biomédico e se reconhece como mulher”.) que em nenhum momento da vida precisam se descobrir nessa condição, fora que a condição de heterossexual cisgênero é privilegiada, tida como normal e não sofre de heterofobia, já que nenhum heterossexual morre por ser heterossexual diferente da população LGBT que morrem por serem quem são.

Porque a nossa população de mulheres transexuais e de mulheres travestis tem a expectativa de vida de 30 anos e o Brasil é o país que mais mata a população trans/ mulheres travestis, matando cinco vezes mais que o país que fica em segundo lugar na matança da população trans/ mulheres travestis no mundo.

Porque desde que iniciou o ano de 2016, pelo menos 47 pessoas trans/ mulheres travestis foram assassinadas e todas com requintes de crueldade e a maioria dos casos continua sem solução. O assassino pode estar lendo isso agora, pode ser o seu marido, filho, amigo, vizinho, etc…

Porque a população trans/ mulheres travestis é a que mais “comete suicídio”, mesmo eu tendo a certeza de que a falta de oportunidades, a falta de acesso a bens e serviços (como os da assistência social e a saúde), preconceitos e violências levam as pessoas a concluírem o seu “próprio homicídio” causado pela falta de amparo do Estado e do movimento LGBT.



Porque não há políticas públicas de inclusão da população trans/ mulheres travestis nas escolas, unidades de ensino (universidades, escolas técnicas, ensinos profissionalizantes, etc…) e no mercado de trabalho, fazendo com que muitas que não desejam, sejam submetidas à prostituição como única fonte de reprodução de vida (arrecadar dinheiro para a sua existência), com a falta de segurança, muitas são assassinadas e acabam mortas no seu local de trabalho.

Porque além de todo o trabalho que chega a instituição ADEH, desde pessoas vítimas de violência, que necessitam de acompanhamentos psicológicos ou jurídicos que ofertamos a toda a população de forma gratuita, não é raro chegar demandas de mulheres trans/ mulheres travestis que tem medo de comprar um milk shake por exemplo, por causa do preconceito que sofrem na rua e nos estabelecimentos mesmo sendo clientes, e pedem para que um dos membros da instituição as acompanhe até os estabelecimentos para efetuar suas compras.

Porque a maioria das pessoas trans/mulheres travestis não costumam ocupar espaços públicos por medo de represarias e de violências o que faz com que muitas se sintam seguras a sair somente de madrugada.

Porque o estado de Santa Catarina demora a reconhecer, quando reconhece, pois é uma sentença rara a acontecer, a mudança do nome e do gênero nos documentos de identidade do requerente que entra com processo judicial para sua retificação, impedindo que a população trans/ mulheres travestis tenham acesso digno a escola ou ao mercado de trabalho quando são mais “passáveis” como costumam denominar aqueles/aquelas que mais são parecidas com homens ou mulheres reforçando estereótipos de gêneros.

Porque diferente dos outros estados, muitos médicos de Florianópolis se negam ou tratam com hostilidade e desrespeito a população trans/ mulheres travestis ridicularizando-as e fazendo com que as mesmas evitem os serviços básicos de saúde.

Porque muitas mulheres transfóbicas que se dizem militantes contra as opressões de gênero e se intitulam “RADFEMES” perseguem pessoas trans/ mulheres travestis nos espaços acadêmicos fazendo com que muitas desistam de estudar, tendo que ser obrigadas a conviver com mensagens de “boas-vindas” nos banheiros femininos como “Morte aos travekos” ou ter o nome de registro exposto em alguma página do facebook ou pichação na rua.

Porque muitas pessoas da população trans/ mulheres travestis são expulsas de casa ainda jovens e acabam ficando em situação de rua, sem perspectiva de uma vida com dedicação aos estudos e ao trabalho para realizar o sonho que toda a criança tem “de ser o que quiser quando crescer”.

Porque a mídia não respeita a população trans/ mulheres travestis. A grande maioria dos jornalistas ignorantes com os estudos de gênero aos quais é possível ter acesso dentro da própria academia já que as nossas universidades são referências mundiais em estudo de gênero, mesmo assim firmam tratar gênero por sexo biológico, chamando de “O travesti” quando na realidade pode ser uma mulher transexual ou uma travesti, pois o “termo” “O travesti” é desrespeitoso com a identidade de gênero do indivíduo, assim como “A lésbica sapatão” ao se referirem aos homens transexuais. Além de serem responsável por contabilizar de forma errada as mortes da população trans/ mulheres travestis já que todas são tratadas como “O homem vestido de mulher é assassinado”, ou “Um gay com roupas femininas foi encontrado morto” o que aumentam somente as estatísticas de morte referente aos gays mesmo a população trans / mulheres travestis na sua grande maioria não sendo gays e invisibilizam as mortes da população trans/ mulheres travestis. Fomentando com esses termos ainda mais a violência e a morte da nossa população.

Porque ainda a população trans/ mulheres travestis são vistas como objetos sexuais e colocadas à margem da sociedade por aqueles que nos negam empregos durante o dia, mas pagam para sair conosco durante a noite, quando não nos matam depois da relação sexual pelo simples fato de despertarmos desejos sexuais e fazermos com que ele se sintam menos “homens”. Bem, sabemos que a maioria dos assassinos de mulheres transexuais e mulheres travestis tentam matar nelas aquilo que não conseguem matar dentro deles próprios.

Porque somos vistas como “pedófilas”, “pederastas” e incentivadoras do “homossexualismo” culpadas pelo crime de organizar uma “ditadura gay” para destruir com a família tradicional brasileira.

Porque as unidades de ensino resolveram retirar dos planos municipais e estaduais da educação a discussão de gênero que poderia fazer o enfrentamento e o combate ao preconceito no nosso país.

Porque os nossos líderes religiosos ganham muito dinheiro com a proposta de curar gays e pessoas transexuais/ mulheres travestis, e utilizam das nossas fraquezas como moeda de troca, como um meio de capitar recursos financeiros em troca da tão sonhada “cura” que representa para muitas a aceitação social por sermos quem somos ao invés de proporcionar aquilo que a religião prega que é a paz de espírito e o amor ao próximo.

Porque muitas das meninas nunca estiveram em uma sala de cinema. E como este filme nos representa, gostaríamos de ajudar a contribuir mesmo que com pouco para mostrar o nosso reconhecimento as pessoas que fazem um trabalho de serviço a população trans/ mulheres travestis com dignidade e respeito, o que raramente acontece no mundo todo.

Poderia citar muitos motivos pelo qual motivaram a idealização desse projeto. Lamento que não vamos conseguir por enquanto realizar o nosso sonho, que era de levar pelo menos 10 pessoas trans/ mulheres travestis até o cinema, comer pipoca assistindo o filme “A Garota Dinamarquesa” e tirar fotos ao lado do pôster do filme, pois nem isso foi posto em nenhum cinema, porque diferente de outros estados, em Santa Catarina nos somos um segredo, muito requisitado nas esquinas e mantido por aqueles que se dizem não se misturar com “isso”. Só lembrando que quem procura, minimamente tem carro e dinheiro para pagar o programa e o motel que não é barato, logo sabemos muito bem de que classe que estamos falando. Pois os homens pertencentes a essa classe tem medo de se deparar com a população trans/ mulheres travestis que eles procuram à noite às escondidas, nos mesmos espaços públicos que eles frequentam com as suas famílias e amigos, temem que os seus segredos sejam revelados.

 
publicado originalmente em:  http://desacato.info/adeh-faz-carta-de-repudio-aos-cinemas-comerciais-de-florianopolis/

sábado, 30 de janeiro de 2016

O cinema da periferia



"O cinema da periferia: narrativas do cotidiano, visibilidade e reconhecimento social". Está em formato E-book, pela EDUFBA, com acesso livre, aqui: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/18030


Um trecho do prefácio: "Através de importantes noções pensadas pelo sociólogo francês Pierre Boudieu, como a noção de “lutas simbólicas” e “campo”, Daniela Zanetti aborda a problemática da produção audiovisual da periferia através dos meios de visibilidade que permitem que essas produções possam ser vistas e discutidas em locais que extrapolam o espaço das favelas e comunidades onde foram realizadas. Trata-se de festivais específicos para filmes realizados na periferia das cidades, entrando-se, dessa forma, no campo das lutas simbólicas para ocupar um espaço na cena e no debate no campo cinematográfico, obrigando, de certa forma, a que outras camadas da sociedade não possam mais ignorar a produção audiovisual realizada nas periferias". (prof. José Francisco Serafim, Póscom/Ufba).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

CINEMATECA POPULAR BRASILEIRA

A Cinemateca Popular Brasileira, organizada pelo Armazém Memória no Youtube, tem por fonte de pesquisa o Dicionário de Filmes Brasileiros de Antônio Leão da Silva Neto (1908-2002) e os catálogos da ANCINE (2002-2013). Disponibilizando à consulta as filmografias de diretores e diretoras, bem como as cronologias dos filmes nacionais por ano de lançamento nos cinemas ou festivais. Uma vez por ano atualizamos, mediante varredura no Youtube, os filmes disponíveis no Canal, que podem ser consultados por gênero, direção e ano. A difusão e acesso à produção cultural brasileira é base para o avanço educacional de nossa sociedade. Visite a Cinemateca Popular Brasileira, onde estão reunidos 1.235 filmes nacionais dispersos em centenas de canais de usuários do Youtube. Com esta atualização de 2015 chegamos a 20% do conteúdo produzido em mais de 100 anos de cinema nacional. A última manutenção de playlists e atualização de catálogo foi realizada entre 21 e 30/12/2015


 mais infos:  https://www.youtube.com/channel/UCEPXrSvxoAHSl1_6pbdFsDQ

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Regen (Chuva/Ran), Joris Ivens. (Holanda, 1929)


Depois de filmar durante dois anos imagens de chuva, Joris Ivens completou em 1929 Regen, um poema cinematográfico sobre o inicio e o fim de uma garoa em Amsterdã que é frequentemente comparado com Berlin, sinfonia de uma grande cidade, de Walter Ruttmann, e Manhatta de Paul Strand e Charles Sheeler.
Esteticista e experimental em partes iguais, o filme é um claro reflexo da influência no cinema dos movimentos da arte de vanguarda.

Confira:


Música: Hanns Eisler (Vierzehn Arten den Regen zu beschreiben; Divertimento Op. 4)

Neste mesmo canal, versao musicada por Lou Lichtveld
http://www.youtube.com/watch?v=4UgsLP...

Mas Info
http://www.doctorojiplatico.com/2012/...

desde Las Sinfonías Urbanas (1921-1934) em Doctor Ojiplático
http://goo.gl/mwHnU



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Cinema e Narrativas Sociais

 Cinéma et récits sociaux - Cinema und Sozial freien Textbeschreibungen -
Cinema and Social Narratives - Cine y Narrativas Sociales - Кино и социальных Рассказы - Kino og sosiale Narratives -
电影与社会叙事 -
Cinema en Sociaal voorstellen - Kino a sociální Příběhy -
映画館と社会物語 Cinema e narrazioni sociali -
السينما وروايات الاجتماعية

  Notícia tri a fu...: Parabéns por fazer parte deste Bonde Gugão!!!! 

Febre de Rato, Cláudio Assis. (Brasil, 2012)

Mestrado interdisciplinar em Cinema será ofertado na UFS

É o primeiro mestrado com esse caráter criado no país

A Capes aprovou com nota 4 a proposta da Universidade Federal de Sergipe para criação de um Mestrado Interdisciplinar de Cinema e Narrativas Sociais. O novo programa de Pós-Graduação StrictuSensu tem caráter inédito no Brasil: é a primeira vez que um programa de Pós-Graduação sobre essa temática, e com caráter interdisciplinar, é criado no país.

O cinema é uma área essencialmente interdisciplinar e a UFS possui hoje, em seu corpo docente, diversos professores e pesquisadores que atuam na área de cinema. A instituição conta, além do curso de graduação em Audiovisual, do Departamento de Comunicação Social (Dcos), com projetos de extensão sobre essa área.

Fazem parte do projeto 15 professores da UFS de áreas como Comunicação, Design, Artes Visuais, Filosofia, Letras, Educação, Educação Física, Psicologia, Antropologia, Ciências da Religião, Teatro e Biologia. ainda um professor colaborador da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) que pesquisa a relação entre cinema e música.

De acordo com a coordenadora da proposta, a professora de Audiovisual, Ana Ângela, este é o primeiro mestrado na área de artes da universidade. “Já começamos com o direito, com uma nota 4 da Capes. É também mais uma realização da UFS na área Interdisciplinar, que é a que mais cresce hoje dentro da Capes”, comenta a docente que também é responsável pelo projeto de extensão Cine Mais UFS, que funciona desde 2010 no campus de São Cristóvão.

O mestrado é voltado para os graduados das mais diversas áreas cujos estudos mantenham diálogo direto com o cinema. Nesse sentido, seu público-alvo não se limita aos estudantes das áreas de Comunicação, Audiovisual e Cinema. Egressos de todos os cursos de sociais e humanas, além de alguns cursos da saúde, como Biologia, podem apresentar projeto na seleção.

A área de concentração é Cinema e narrativas sociais. Compreende, como explica o próprio projeto, “áreas, campos e disciplinas de estudo e de ações, cujos objetos e temas investigativos tocam e são tocados pelo cinema em sua natureza interdisciplinar”.

O mestrado terá, a princípio, duas grandes linhas de pesquisa: (1) Cinema, linguagem e relações estéticas e (2) Cinema e narrativas do contemporâneo. O processo de seleção ainda não está marcado.

O projeto é fruto da construção de uma ação integrada do Núcleo de Pós-Graduação Interdisciplinar de 
 Cinema (NPGCINE) da UFS. O Núcleo é composto por:
Adriana Dantas NogueiraDepartamento de Artes e Design
Ana Ângela Farias Gomes – Departamento de Comunicação
Carlos Cezar Mascarenhas de Souza – Núcleo de Teatro
Carlos Eduardo Japiassú de QueirozDepartamento de Letras
Claudiene Santos – Departamento de Biologia
Fábio ZoboliDepartamento de Educação Física
Hamilcar Silveira Dantas Jr. – Departamento de Educação Física
Joe Marçal Gonçalves dos Santos – Núcleo de Ciências da Religião
Lilian Cristina Monteiro FrançaDepartamento de Comunicação
Luís Américo Silva BonfimDepartamento de Artes e Design
Luiz Gustavo Pereira de Souza CorreiaDepartamento de Ciências Sociais
Marcos Ribeiro de meloDepartamento de Psicologia
Maria Beatriz ColucciDepartamento de Comunicação
RanatoIzidoro da Silva – Departamento de Educação Física
Romero Jr. Venâncio silvaDepartamento de Filosofia

Originalmente publicado em:  http://www.ufs.br/conteudo/mestrado-interdisciplinar-cinema-ser-ofertado-ufs-18190.html

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Pisa Ligeiro, Bruno Pacheco de Oliveira. (Brasil, 2010)

agradeço a indicação de Ana Beatriz Ramos de Souza

Confira um dos clássicos da nova cinematografia indígena...

 
“Pisa ligeiro/ Pisa ligeiro/ Quem não pode com formiga/ não assanha o formigueiro”. A música é cantada durante o que deve ter sido o último trecho filmado do documentário, em maio de 2003. Em Pesqueira, Pernambuco, os Xucuru cantam enquanto homenageiam o Cacique Chicão, na passagem do décimo aniversário de seu assassinato. Nos depoimentos que vão de 1999 a 2003, sendo que a maioria tomada Brasil afora ao longo de 2002, não é a única morte recordada. Ou anunciada.
Ao longo do filme, rostos que lembram os índios dos livros de História do Brasil, rostos essencialmente negros, rostos predominantemente andinos falam de derrotas e conquistas. Denunciam que, 15 anos antes, a questão indígena era considerada algo que se resolveria com o tempo, até que todos sumissem. Narram orgulhosos como, em lugar disso, esses 15 anos serviram para que não só crescessem em número, como se tornassem atores políticos no cenário brasileiro. Afirmam, conscientes de seu papel, que ONGs, academias e governos podem estar ao lado deles; jamais falar por eles. Misturam revolta, indignação e esperança em sua falas e atos, na expectativa de que em breve os territórios ainda em litígio estivesse demarcados e garantidos.
Infelizmente sabemos que isso está hoje talvez mais longe de se tornar realidade que em 2002.
Produção do LACED junto à COIAB, APOINME, CIR, CGTT, CIVAJA, FOIRN, CUNPIR e UNI-ACRE, “Pisa ligeiro” teve direção de Bruno Pacheco de Oliveira e roteiro de João Pacheco de Oliveira.  A dica para vê-lo foi compartilhada por Lúcia Carneiro, que merece os agradecimentos de todas as pessoas que não o conheciam. É sem dúvida um documento histórico, rico e amorosamente realizado, fundamental para quem se interessa pela luta dos Povos Indígenas.

 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

"Se fechar as escolas, vamos okupar"

Cine Kaique Augusto - Rua Gabriel Covelli em frente ao numero 126 , Parque Peruche, zona norte de São Paulo (SP).

Entrada Livre!!.Á partir das 19:30 hs

... A rebelião é necessária e urgente!!
Arte by Luna de las Lobas

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Godard e as representações do mundo

Colóquio internacional
30 de novembro e 1 de dezembro 2015
Godard e as representações do mundo
Em 60 anos de carreira e mais de 100 filmes, o trajeto de Jean-Luc Godard constitui o esforço mais tenaz, consequente e influente de todo o cinema moderno para redefinir as bases da representação cinematográfica do mundo, cujo horizonte ele nunca abandonou. Organizado conjuntamente pela Universidade de São Paulo (Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais e Departamento de Cinema, Rádio e Televisão, CTR/ECA-USP) e pela Université de la Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (Institut de Recherche sur le Cinéma et l’Audiovisuel, IRCAV), por ocasião de uma retrospectiva integral do cineasta realizada no Brasil pelo Centro Cultural Banco do Brasil, pelo SESC e pela Heco Produções, nosso colóquio internacional explora algumas facetas deste esforço, rediscutindo os modos pelos quais seus filmes figuram a política, os corpos, o pensamento e a História, assim como as formas que eles inventaram para fazê-lo.
Realização:
Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais e Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (PPGMPA e CTR/ECA-USP)
Institut de Recherche sur le Cinéma et l’Audiovisuel de l’Université de la Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (IRCAV - Paris III)
Concepção geral :
Mateus Araujo (CTR/ECA-USP) e Michel Marie (IRCAV, Paris 3)
Comitê de Organização :
Rubens Machado Jr. (PPGMPA/ECA-USP), Henri Arraes Gervaiseau  (PPGMPA /ECA-USP), Eduardo Santos Mendes (CTR/ECA-USP).
Local
Auditório B, Prédio do CTR. Av. Lúcio Martins Rodrigues, 443. Cidade Universitária. SP
Participantes (em ordem alfabética):
Cecília Mello, CTR/ECA-USP
Céline Scemama, Université Paris 1
César Guimarães, UFMG
Cristian Borges, CTR/ECA-USP
Emmanuel Siety, IRCAV Paris 3
Henri Gervaiseau, CTR/ECA-USP
Ismail Xavier, CTR/ECA-USP 
Mateus Araujo, CTR/ECA-USP
Michael Witt, University of Roehampton (UK)
Michel Marie, IRCAV Paris 3 
Pedro Maciel Guimarães, IA-UNICAMP 
Térésa Faucon, IRCAV Paris 3

Segunda-feira 30/11, manhã :

9:30 Abertura 
Saudação aos Convidados por Eduardo Santos Mendes (Vice-Chefe do CTR/ECA-USP) e por Rubens Machado Jr. (Coordenador do PPGMPA/ECA-USP).

Introdução do Colóquio : Mateus Araújo e Michel Marie

10 :00-12 :30  Mesa 1 : Políticas da forma

10 :00 Michel Marie (Univ. Paris 3) : O percurso político de Godard, do Petit soldat (1960) a Tout va bien (1972)
10 :30 Cecília Mello (ECA-USP) : De Vivre sa vie (1962) a Up the Junction (1965) : ecos de Godard no jovem Ken Loach
11 :00 Pedro Maciel Guimarães (UNICAMP) : O ator godardiano, a máquina e a máscara
11 :30 – 12 :30  Debate

Segunda-feira 30/11, tarde :

14:30-17:00  Mesa 2 : A fábrica do pensamento

14 :30 Mateus Araujo (ECA-USP) : A representação do pensamento em Godard
15 :00 Térésa Faucon (Univ. Paris 3) : Prática godardiana do insert
15 :30 Ismaïl Xavier (ECA-USP) : O pensamento do instante em Godard
16 :00 – 17 :00  Debate

17:45 Exibição : Sauve la vie (qui peut) [Godard, 1981], apresentado por Michael Witt

Terça-feira 1/12,  manhã :

10:00-12:30  Mesa 3 : Os corpos e os gestos

10 :00 Emmanuel Siety (Univ. Paris 3) : Godard pelos gestos
10 :30 Cristian Borges (ECA-USP) : Godard e a dança
11:00 Michael Witt (Univ. Roehampton) : Ralentar, acelerar - o corpo e o gesto em Sauve la vie (qui peut) (1981).
11 :30 – 12 :30  Debate


Terça-feira 1/12, tarde :

14:30–17:00  Mesa 4: História(s) e lições de história

14 :30 Henri Gervaiseau (ECA-USP) : História de uma memória
15 :00 Céline Scémama (Univ. Paris 1) : Na escuridão do tempo, na escuridão do filme
15 :30 César Guimarães (UFMG) : As lições de imagem (e dos sons)
16 :00 – 17 :00  Debate

Conclusões do Colóquio:
Mateus Araujo e Michel Marie


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Perdemos um grande amigo e pesquisador do Cinema Africano

para Liliane com amor...
Que a terra lhe seja leve!

Morreu, na madrugada desta segunda-feira (16), aos 48 anos, o professor da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Mahomed Bamba. Marfinense, Bamba havia descoberto recentemente um câncer devastador no fígado e foi acometido de uma infecção generalizada ao internar-se para um procedimento médico no Hospital da Bahia.

A doença foi descoberta após um exame de rotina, há cerca de três meses. Porém, como ainda não havia a confirmação do câncer por parte dos médicos, o plano de saúde não autorizou o início da quimioterapia antes de uma biópsia, e Bamba precisou submeter-se ao procedimento.

De família francesa, Mahomed Bamba nasceu na Costa do Marfim, onde graduou-se em Letras na Université Nationale d´Abidjan, em 1992. Após escolher o Brasil como casa, concluiu o mestrado em Linguística Geral e Semiótica pela Universidade de São Paulo (USP), instituição na qual tornou-se doutor em Cinema e Estética do Audiovisual.

Em 2009, Bamba assumiu a vaga de professor adjunto na Facom. Há quatro anos, ministrava a disciplina História do Cinema II, além de fazer parte do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (PósCom). Na Bahia, o marfinense passou também pela Faculdade Dois de Julho, pela FIB e pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Era também assíduo frequentador desde as primeiras reuniões anuais da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual), nas qual nos brindava com lições de simpatia, bom humor e socializava seu amplo conhecimento sobre o cinema deste vasto continente, que tão pouco nos chega por aqui...

Em nota, a Facom lamentou a morte de Bamba. "É com imensa tristeza e pesar que informamos o falecimento do nosso querido colega Mahomed Bamba. Ele tinha feito um procedimento cirúrgico por conta de neoplasia maligna detectada no fígado. Bamba tinha 48 anos e integrava o corpo docente da Faculdade de Comunicação desde 2009, ensinando na área de concentração em Cinema e Audiovisual. Era também professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da FACOM. A Faculdade de Comunicação suspende todas as suas atividades nesta segunda e terça-feira (16 e 17 de novembro) em luto pelo nosso estimado colega e amigo", afirmou. O enterro de Bamba foi realizado hoje, terça-feira (17), no cemitério Jardim da Saudade, Capela F, 10h30.

Criativo, acessível, generoso... o Bamba era bamba!
Dentre sua vasta produção destacamos o capítulo 10 do livro Cinema Mundial Contemporâneo: O(s) Cinema(s) Africano(s): no singular e no plural.


Confiram um pouco de sua obra aqui:

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Os festivais de cinema internacional e as relações globais

TERÇA-FEIRA, Dia 10/11, às 16h
Palestra "Os festivais de cinema internacional e as relações globais"
Profa. Dra. Isabel Arredondo
IACS-UFF - Sala C 111
Rua Prof. Lara Vilela, 126
São Domingos - Niterói/RJ


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Um criativo Novembro a todxs: Noviembre, Achero Mañas (Espanha, 2003)

em especial ao meu amigo e compa que amanhã esta de niver Rodrigo, Vida longa, (A) e Violência!






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