Lançamento e mesa redonda na UFSC/Yjureré Mirim
via Oficina Audiovisual Laklãnõ Xokleng
Pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia do Cinema.
Participe / Participate
Participe enviando contribuições (filmes, textos, links, dicas, etc ...) para antrocine@gmail.com
Send contributions to antrocine@gmail.com
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Sociedades Indígenas de Santa Catarina no Youtube
Querid@s companheir@s,
informo com satisfação que estão publicados no youtube os vídeos documentários
HERDEIROS DA TEIMOSIA, sobre a Terra Indígena Toldo Pinhal em Seara (SC)
e
A RETOMADA DO TOLDO IMBÚ - Kaingans na Luta pela Terra em Abelardo Luz (SC)
Produzimos esses vídeos, no contexto de um licenciamento ambiental e, após sua aprovação pelas Comunidades Indígenas e pela FUNAI, já
tivemos a oportunidade de divulgá-los em Universidades, Institutos de Educação e Escolas nas regiões onde estão essas áreas indígenas, sempre
com a presença de representantes da comunidades indígenas, o que
enriqueceu demais a experiência de diálogo entre as diferentes
perspectivas históricas.
Os vídeos foram um pedido dos povos indígenas para terem um material que auxiliasse a divulgar a sua perspectiva a respeito das
demarcações de suas terras e de algumas questões culturais, uma vez que
não encontram espaço pra fazê-lo nos meios de comunicação regionais.
Eles foram pensados para uso em sala de aula, no ensino médio e superior.
Espero que apreciem, utilizem e que possam recomendá-los para seus conhecidos.
Abraços,
--
Alessandra Schmitt
Antropóloga
terça-feira, 19 de maio de 2015
O que uma Hidroelétrica pode fazer... filmes que caminham: #ParemosesseMonstro
Em toda a Amazônia estão
previstas a criação de 150 hidrelétricas, das quais 60 delas na Amazônia
brasileira.
A hidrelétrica de Balbina, concebida e construída na ditadura
militar (1964-1985) no rio Uatumã (Amazonas), passou a funcionar a partir de
1989. Um bilhão de dólares do dinheiro do contribuinte foi usado para destruir
240 mil hectares de floresta, afogar animais silvestres, alagar terras
indígenas e provocar fome e doença entre os ribeirinhos da região. Em troca
dessa catástrofe, apenas insignificantes 80 megawatts firmes para Manaus.
Passados todos estes anos, o modelo energético brasileiro não sofreu nenhuma revisão em todos os governos após a redemocratização do Brasil. O físico José Goldemberg, em depoimento, recomendou que Balbina fosse desativada e mantida como um monumento à insanidade humana. O missionário Egydio Schwade denunciou o desaparecimento de várias aldeias indígenas com a construção da barragem.
Só a cegueira ideológica não enxerga os impactos socioambientais irreversiveis provocados pelo desenvolvimentismo nacional, em sua nova etapa. Tampouco se aprende com a experiência do passado. Em 1989, o autor desse vídeo, durante um comício em Manaus, entregou uma cópia para o operário que assumiria em 2003 a presidência da república, numa das maiores mobilizações de esperança do povo brasileiro. Mais tarde, o presidente da república faria uma surpreendente declaração ao qualificar os quilombos e os indígenas como um entrave para o desenvolvimento da Amazônia. A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha manifestou sua perplexidade nas páginas da Revista de História da Biblioteca Nacional.
Não apenas os compromissos assumidos com a causa indígena estavam sendo rasgados. Esvaia-se, também, a esperança dos povos da floresta.
Silenciar sobre a desastrada política energética brasileira é um crime de lesa-humanidade. A presente edição é dedicada à memória do bispo D. Jorge Marskell, de quando a Igreja Católica estava comprometida com a Teologia da Libertação. Salve Jorge!
por Telma Monteiro
Nota do blog: Aviso aos navegantes que o vídeo "Balbina no País da Impunidade" brevemente estará no YouTube. Graças à professora Edneia Mascarenhas Dias, Pro-Reitora de Graduação da Universidade do Estado do Amazonas, que me presenteou com uma cópia em DVD, finalmente poderei socializar as imagens de uma obra que faz jus à sandice do capitalismo desvairado. Quando realizei esse "documentário de urgência" em 1989, a mídia da época resumia-se ao VHS, material que se deteriora com o tempo, principalmente pela ação de fungos. Vendi uma mísera dúzia de cópias, mal paguei o microfone comprado para registro das entrevistas durante a viagem até o local da barragem, patrocinada pela Associação dos Servidores do INPA - ASSINPA. Trinta outras cópias foram feitas para a CPT e o Movimento contras as Barragens; a minha sumiu no tempo. É possível que a Universidade Federal da Bahia tenha uma cópia, pois o vídeo participou da Mostra de Cinema e Vídeo sobre Meio Ambiente, realizado por aquela universidade. A extinta Associação Brasileira de Vídeo Popular possuia no seu acervo oito horas da filmagem que fiz no rio Uatumã, inclusive a entrevista com o missionário Egydio Schwade. Soube que no catálogo da ABVP havia um certo vídeo sobre Balbina. Espero, ao menos, que tenham me concedido o crédito. Minha profunda gratidão à professora Edineia. Aguarde! Brevemente na tela do seu computador. fonte
Passados 24 anos desde a construção da usina de Balbina, permanecem as discussões sobre como minimizar os danos culturais, sociais e ambientais da empreitada...
segunda-feira, 18 de maio de 2015
O TRABALHO NA TELA: MEMÓRIAS E IDENTIDADES SOCIAIS ATRAVÉS DO CINEMA
SEMINÁRIO INTERNACIONAL || 12-13 NOVEMBRO 2015: “O TRABALHO NO ECRÃ: MEMÓRIAS E IDENTIDADES SOCIAIS ATRAVÉS DO CINEMA”
![]() |
| Cena de Febre de Rato, Cláudio Assis (Brasil, 2011) |
CALL FOR PAPER
O trabalho nas sociedades contemporâneas tem vindo a sofrer, desde o início do século XX, processos vários de mudança que, com o contexto atual de crise econômica e emprego, exigem equacionar a estruturação das identidades que sobre o trabalho se constroem e modificam.
Durante este período, o cinema tem sido um veículo privilegiado na
criação e disseminação de representações do trabalho, e como tal, na
formação de memórias sociais. Tem constituído um canal privilegiado na
construção de narrativas de memórias de trabalho, contribuindo para a
formação, reprodução e reconfiguração de identidades sociais.
Este seminário internacional e multidisciplinar tem como objetivo reunir e discutir contribuições que analisem os processos envolvidos na formação de identidades sociais e suas representações através do cinema. O seminário explorará como o cinema e as práticas cinematográficas – a produção, realização e usos dos filmes – têm contribuído para a formação de memórias sociais sobre o trabalho.
O seminário aceita comunicações que analisem as principais continuidades e descontinuidades presentes nas narrativas de memórias do trabalho, desde o início do século XX até ao presente, com base na análise de filmes ou de um corpo de filmes (tanto ficções como documentários), e sua recepção. Encorajamos abordagens interdisciplinares, teórica e metodologicamente inovadoras, bem como propostas que pretendam incorporar material visual nas suas apresentações.
Os tópicos incluem, mas não se limitam a:
Cinema e trabalho (por exemplo, filmes sobre a classe operária, militantes, educativos, de encomenda);
Identidades sociais e cinema (documentário, ficção, etc.);
Memórias sociais sobre o trabalho;
Usos e contextos de receção dos filmes;
Cinema utilitário
Industrialização e desindustrialização no cinema;
Abordagens de gênero;
Espaços de trabalho;
Técnicas, conhecimento e aprendizagem.
Aceitam-se propostas em português, inglês e espanhol.
Comissão organizadora
Prazo para as propostas: 30 de Junho 2015
Contacto: workscies@gmail.com
Este seminário internacional e multidisciplinar tem como objetivo reunir e discutir contribuições que analisem os processos envolvidos na formação de identidades sociais e suas representações através do cinema. O seminário explorará como o cinema e as práticas cinematográficas – a produção, realização e usos dos filmes – têm contribuído para a formação de memórias sociais sobre o trabalho.
O seminário aceita comunicações que analisem as principais continuidades e descontinuidades presentes nas narrativas de memórias do trabalho, desde o início do século XX até ao presente, com base na análise de filmes ou de um corpo de filmes (tanto ficções como documentários), e sua recepção. Encorajamos abordagens interdisciplinares, teórica e metodologicamente inovadoras, bem como propostas que pretendam incorporar material visual nas suas apresentações.
Os tópicos incluem, mas não se limitam a:
Cinema e trabalho (por exemplo, filmes sobre a classe operária, militantes, educativos, de encomenda);
Identidades sociais e cinema (documentário, ficção, etc.);
Memórias sociais sobre o trabalho;
Usos e contextos de receção dos filmes;
Cinema utilitário
Industrialização e desindustrialização no cinema;
Abordagens de gênero;
Espaços de trabalho;
Técnicas, conhecimento e aprendizagem.
Aceitam-se propostas em português, inglês e espanhol.
Comissão organizadora
Prazo para as propostas: 30 de Junho 2015
Contacto: workscies@gmail.com
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Que a terra lhe seja leve!
Gilberto Santeiro
Montador,
cinéfilo e estudioso da história do cinema, foi diretor da Cinemateca
do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro desde 1997. Nascido no Rio,
em 1946, começou na edição como assistente de Eduardo Escorel e Mair
Tavares. Em 1968, dirigiu o curta-metragem Cordiais saudações, sobre o compositor Noel Rosa, e nos anos seguintes fez, entre outras, as montagens de A sagrada família (1970), de Sílvio Lana, Uirá, um índio em busca de Deus (1972), de Gustavo Dahl, O pica-pau amarelo (1973), de Geraldo Sarno, Lição de amor (1975), de Eduardo Escorel, e Morte e vida severina (1976), de Zelito Viana. Em 1981, montou Engraçadinha, de Haroldo Marinho Barbosa e, no ano seguinte, O bom burguês, de Oswaldo Caldeira. Em 1985, fez As sete vampiras, de Ivan Cardoso, e Avaeté, semente de vingança, de Zelito Viana. No fim dos anos 80, montou Dias melhores virão (1989), de Carlos Diegues. Na década de 90, editou O fio da memória (1991), de Eduardo Coutinho, O escorpião escarlate (1991), de Ivan Cardoso, O mandarim (1996), de Júlio Bressane, prêmio de montagem no Festival de Brasília, Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1998), de Paulo Thiago, e A terceira morte de Joaquim Bolívar (1999), de Flavio Cândido. Fez a edição do longa póstumo de Sérgio de Assis Brasil Manhã transfigurada, lançado em 2008. Faleceu em maio de 2015. Perda irreparável pro nosso Cinema e cultura...
quarta-feira, 13 de maio de 2015
5º Festival de Cinema Anarquista de Barcelona, de 14 a 16 de maio
Vamos tarde. Vamos mais tarde que nunca apresentando o Festival, mas temos desculpa.
Esta semana de festividades religiosas estivemos muito entretidxs: mudar os ovos das Monas por ovos de pintura, profanar cerimônias litúrgicas vestidas de bruxas, aproveitar a tradição de não comer carne pela expansão do discurso antiespecista, reciclar os ramos de Páscoa para construir cabanas e, finalmente, apostar pelo reflorestamento rural…
A tudo isso se soma o último golpe repressivo que vivemos. O Estado castigou pela segunda vez em três meses diversas pessoas que dão vida ao pensamento e a prática libertária. Mas este grave acontecimento não só nos provoca raiva, nos sufoca, senão que nos reafirma mais intensamente que nunca.
Assim, pois, consideramos que o Festival de Cinema Anarquista de Barcelona impele um importante papel na parte incriminatória do juiz Velasco sobre a suposta “captação de novos militantes mediante o doutrinamento”. É evidente. Por que senão matar-nos a mexer a rede de cima abaixo, fazer malabares para meter toda a programação nas horas marcadas, gerar debates intermináveis sobre se incluir filmes “comerciais” e passarmos dias encerradas traduzindo os clips para o esperanto?
Nossa Semana Santa será uma Semana Trágica. Colocaremos fogo a todo o sagrado. Ao veneno do imposto e não-sentido. Para nós só são sagradas duas coisas. Só entendemos destas duas paixões. O cinema e a liberdade.
Agora sim, Deus morreu.
Nós não, e não vamos parar.
A todas as presas e seu entorno, força e determinação, queremos-lhes entre nós.
Vídeo promocional:
https://vimeo.com/125638448
Mais infos (local, programação…):
http://fcab.tk/
agência de notícias anarquistas-ana
Chuva cai lá fora
No batuque das goteiras.
Eu durmo tranqüilo.
No batuque das goteiras.
Eu durmo tranqüilo.
Natacha Lemes Batistão
... enquanto issso: Aqui no BRA$IL!!!
quinta-feira, 7 de maio de 2015
3ª Mostra Anarquista de Cinema de Valencia
“Cinema é só cinema, a vida é outra coisa”
Filmes, documentários e um jeito de olhar para eles de forma diferente do que o habitual. Isso é o que você poderá encontrar na 3ª Mostra Anarquista de Cinema, somente isso.
A Mostra acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de maio, na Iniciativa Dàhlia.
Iremos abordar o constante problema da coisificação das mulheres na telona, vamos discutir essa realidade que manipula nossas mentes e articula as relações sociais baseadas em premissas falsas orientadas para a discriminação, o controle social e o consumismo.
A educação também terá o seu lugar na Mostra, para tentar encontrar ferramentas e desenhar pontes que nos aproximem de formas mais sinceras e livres de relação entre as pessoas pequenas e grandes.
O surrealismo, a ficção científica e a violência em um convite para divagar sobre as implicações do presente-futuro e do passado, a natureza humana e a sombra do lobo pairando sobre ela.
Tudo o que será projetado está disponível on-line, aqui apenas compartilharemos o tempo e observaremos juntxs desde diferentes ângulos os padrões para tentar entender o que brota da tela e como nós interpretamos.
É uma maratona, haverá exibição de filmes, debates sobre o que será projetado e assim os três dias. Então, se você tem uma cadeira dobrável confortável, não hesite, traga que você vai precisar.
Se você quiser participar não necessita trazer óculos 3D, seguimos tecnologicamente amarrados no passado recente, ainda não chegamos à última atualização.
Haverá pipocas digitais.
Todas as informações sobre o evento no blog: mostracinemavalencia.noblogs.org
Para quem não esteve no Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo
no ano passado, segue o curta realizado pela Biblioteca Terra Livre em
homenagem aos 200 anos de Mikhail Bakunin.
http://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/04/21/espanha-saiu-a-programacao-do-3o-festival-de-cinema-anarquista-de-madri/
via:
cantam os pássaros
aqui e ali; deito na rede
e começo a roncar
aqui e ali; deito na rede
e começo a roncar
Rafael Noris
Artigos relacionados:
Postagens relacionadas:
http://antrocine.blogspot.com.br/2014/12/festival-mundial-das-resistencias-e-das_20.html
http://antrocine.blogspot.pt/2013/07/louise-michel-rebelde-franca-solveig.html
http://www.antrocine.blogspot.com.br/2013/04/somos-as-imagens-que-vemos.html
quarta-feira, 6 de maio de 2015
DESFAZENDO GÊNERO ATÉ O DIA 10 DE MAIO, CORRAM!
FORAM
PRORROGADAS AS INSCRIÇÕES DE TRABALHOS NOS SIMPÓSIOS DO “SEMINÁRIO
INTERNACIONAL DESFAZENDO GÊNERO” ATÉ O DIA 10 DE MAIO
Até 10 de maio
de 2015, pesquisadores podem submeter resumos expandidos de trabalhos a serem
apresentados nos 78 simpósios temáticos do II Seminário Internacional
Desfazendo Gênero. Além disso, será possível enviar propostas de pôsteres,
inscrever-se e uma das 25 oficinas e 24 minicursos, que possuem vagas
limitadas. Tudo deve ser feito pelo site do evento (http://www.desfazendogenero.ufba.br/).
No site também é possível conferir a programação completa do seminário, que
será realizado de 4 a 7 de setembro de 2015, na Universidade Federal da Bahia,
e contará com a conferência de abertura de Judith Butler.
SIMPÓSIO
TEMÁTICO 36 - Gênero e Cinema: entre
narrativas, políticas e poéticas. Coordenação: Marcos Aurélio da Silva
(INCT Brasil Plural/PPGAS/UFMT), Paula Alves de Almeida (ENCE/IBGE) e Luiz
Gustavo Pereira de Souza Correia (PPGAS/UFS)
RESUMO DA
PROPOSTA: O simpósio pretende reunir pesquisadores e pesquisadoras que estudam
as questões de gênero a partir de um olhar sobre o cinema, bem como aqueles que
investigam a linguagem e a produção cinematográficas, a partir do campo das
relações de gênero. Quais os lugares dos gêneros nos discursos
cinematográficos? Como as sexualidades são apropriadas e negociadas nas
produções cinematográficas? Se o cinema é um espaço de construção, crítica e
reprodução, como o feminino e o masculino se posicionam e como são
posicionados? Como são projetadas as sexualidades não hegemônicas em produções
comerciais e independentes? Os estudos de cinema e a crítica feminista têm se
colocado, desde os anos 70, diversas perguntas sobre o lugar da narrativa
fílmica na constituição dos olhares sobre os gêneros e, mais recentemente, o
discurso fílmico tem sido apropriado como forma de contestação e
problematização dos discursos que buscam normatizar e domesticar as
sexualidades. Este simpósio reunirá reflexões que tenham como eixo norteador as
linguagens cinematográficas comerciais, independentes, alternativas, ficcionais
e/ou documentais, como produtoras de significados que não apenas refletem as
relações de gênero e sexualidade, mas que também constituem essas relações em
processos contemporâneos de subjetivação. Se o cinema porta um discurso sobre
as socialidades humanas, performando críticas, questionamentos, dúvidas e
afirmando verdades, esse simpósio pretende reunir trabalhos que permitam
entender o cinema como um espaço habitável por esses sujeitos que se constituem
e são constituídos na linguagem cinematográfica. Também buscamos trabalhos que
enfoquem produções audiovisuais, coletivos e/ou diretores, produtores e outros
artistas que se utilizam da linguagem cinematográfica para desfazer ou
desconstruir o gênero, oferecendo novos olhares para o cinema e para os
sujeitos dessas produções. Quais são os desafios apresentados à teoria do
cinema, aos estudos de gênero e sexualidade e às ciências humanas por novas
cinematografias e pelos usos do cinema nas movimentações políticas e sociais?
segunda-feira, 27 de abril de 2015
25 filmes indígenas diferentes
Conheça diferentes mundos indígenas...
"26 de Abril de 2015
A Equipe da Rádio Yandê reuniu uma lista com 25 documentários sobre diferentes culturas indígenas, realidades e conflitos.
1 - Huicholes: The Last Peyote Guardians, 2014.
Produção e Direção: Hernán Vilchez - Produção: Paola Stefani - Direção de Fotografia: José Andrés Solórzano
Um documentário
sobre o Povo Huichol, autodenominam-se Wixárika no México, conhecidos
como guardiões do Peyote. Eles lutam em defesa do território sagrado e
medicina ancestral que estão ameaçados por empresas de mineração.
2 - Le peuple invisible, 2007.
O Povo Invisível é
um documentário de Richard Desjardins e Robert Monderie. É sobre o povo
Algonquin no Canadá. Revela como a harmonia em que viviam foi quebrada
com a chegada dos europeus no século 16, mudanças no modo de vida
tradicional, miséria e invisibilidade nos dias atuais.
3 - Republica Guarani, 1981.
Importante documentário de Sylvio Back, sobre evangelização e mudanças radicais na vida dos indígenas do Povo Guarani.
4 - Vale dos Esquecidos,2012.
Direção: Maria Raduan. Duração: 72min.
Esse
documentário se passa na região do Mato Grosso, ele fala sobre
disputas de terra, conflitos com posseiros, grileiros, indígenas,
fazendeiros, invasão de terras indígenas.
5 - VIDA KAINGANG, 2014.
A vida
de indígenas da etnia Kaingang da Terra Indígena do Apucaraninha, na
divisa entre os municípios de Londrina e Tamarana, no norte do Paraná.
Direção: Nelson Akira Ishikawa. Fotografia: Luiz Carlos S. Monobi
5 - Presente dos Antigos, 2009.
O documentário sobre
o Povo Xacriabá em Minas Gerais, depois de muitos conflitos por posse
de terra, a busca pelo resgate das práticas tradicionais e beleza de
seus grafismos.
Direção:
Ranison Xacriabá e José dos Reis Xacriabá
Coordenação das oficinas:
Rafael Fares e Pedro Portella
6 - Terra dos índios, 1978.
Interessante documentário
do cineasta Zelito Vianna sobre conflitos de terra. Depoimentos
raríssimos do líder guarani, Marçal de Souza Tupã e outras liderança.
7 - Índio Cidadão ?, 2014.
O diretor Rodrigo Siqueira,
mostra neste documentário as lutas do movimento indígena brasileiro, da
constituinte (1987/88) até os dias atuais, com depoimentos de
importantes lideranças que fizeram e fazem parte do processo de
conquista dos direitos indígenas.
8 - 500 Almas, 2004.
Dirigido
por Joel Pizzini, produzido pela Mixer e distribuído pela RioFilmes. Um
olhar poético sobre os indígenas do Povo Guató, que chegaram a ser dado
como extintos nos anos 60. O assassinato do líder Celso Guató, em
1982, na luta pela demarcação na Ilha Ínsua, fronteira com a Bolívia.
Uma forte crítica à violência do processo de colonização. O encontro de
indígenas Guató no Mato Grosso do Sul e outros momentos marcante na
história do povo.
9 - Do Bugre ao Terena, 2012.
Dirigido por Aline Espíndola e Cristiano Navarro.
Produzido
com o apoio do Edital de Apoio à Produção de Documentários Etnográficos
sobre o Patrimônio Cultural Imaterial (Etnodoc). Mostra a realidade de indígenas Terena em contexto urbano, o cotidiano de preconceitos e conquistas.
10 - La pequeña semilla en el asfalto, 2009.
Direção:Pedro
Daniel Lopez. Mostra como Dolores Santiz, Pascuala Díaz, Floriano
Enrique "Ronyk" e Flavio Jiménez, e os diferentes grupos étnicos em
Chiapas no México, deixam a comunidade onde nasceram e vão para a
cidade. Os conflitos, busca pelo reconhecimento étnico e novas
identidades.
13 - Ditso?wo? Tsiri?k - El camino de la semilla, 2012.
A
jornada de um povo que resistiu na conquista espanhola, a luta para
provar que suas histórias não são mitos, mas a história viva de sua
gente.Depoimentos de quatro indígenas Bribri-Cabecares da Costa Rica
sobre a resistência em Talamanca.
14 - Índios Munduruku: Tecendo a Resistência, 2014.
Dirigido por Nayana Fernandez. O documentário sobre
a vida em uma aldeia do Povo Munduruku, resistência e articulação
contra as barragens hidrelétricas em seu território sagrado...
15 - Indígenas Digitais, 2010.
Dirigido
por Sebastian Gerlic. Documentário sobre inclusão digital indígena que
retrata a apropriação que os indígenas fazem das tecnologias,
tornando-se e“ciberativistas” e “etnojornalistas” das próprias
realidades.
16 - Documentário sobre a música do Povo Kariri Xocó, 2009.
Gravado em Porto Real do Colégio, Alagoas, Brasil. Produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário. Dirigido por Edu Garcia.
17- Borum-Krenak, 2013.
Dirigido por Adriana Jacobsen. Fala da história desconhecida do Povo Krenak em
Minas Gerais que sobreviveu à Vale do Rio Doce. Grupos nômades, que se
autodenominavam “borum” (o ser), passaram a ser chamados de “botocudos”
pelos portugueses.
18 - Kangwaa? - Cantando para Nhanderú,
Direção: Felipe Scapino e Toninho Macedo. Sobre música e vida de indígenas do tronco tupi-guarani das aldeias Bananal, Nhamandu Mirim e Piaçaguera do Litoral Sul e São Paulo.
19 - CANELA RAMKOKAMEKRA – A ARTE DO MITO, 2002.
Um documentário do antropólogo e professor Rafael Pessoa São Paio - IN MEMORIAM
O
documentário feito na aldeia Escalvado, dos indígenas Canela, retrata o
cotidiano, suas atividades domésticas, seus rituais e história do
contato.
20 - Tupinambá - O Retorno da Terra, 2015.
Documentário
de Daniela Fernandes Alarcon, sobre a luta do povo indígena Tupinambá,
que habita o sul da Bahia (Brasil), retomadas, cultura e conflitos.
21 - Estratégia Xavante, 2007.
Dirigido por Belisario Franca. O documentário
narra a estratégia de um cacique Xavante, que em 1973, propôs o envio
de oito meninos para serem criados por famílias não indígenas na cidade
de Ribeirão Preto, em São Paulo. Conhecendo a cultura do inimigo para
melhor combatê-lo e, consequentemente, preservar a autonomia do povo.
22 - Xukuru Ororubá, 2008.
Dirigido por Marcilia Barros. Mostra o processo de luta e resistência de um povo guerreiro, o povo Xukuru.
23 - Mbaraká – A palavra que age
Sobre os cantos dos Guarani Kaiowá e sua relação com a luta pela terra. Documentário de Edgar Cunha, Gianni Puzzo e Spency Pimentel. Produtora Anthares Multimeios: www.antharesmultimeios.com
24 - Promessa Pankararu, 2009.
Produzido
pela Associação SOS Comunidade Indígena Pankararu (São Paulo).
Diretores: Marcos Alexandre dos Santos Albuquerque & Maria das Dores
Conceição Pereira do Pardo. Sobre cultura e religiosidade do Povo
Pankararu.
25 - Karai Ha'egui Kunhã Karai 'ete, 2014.
Dirigido pelo indígena do povo Nhandeva Alberto Alvares. Em homenagem os anciãos indígenas Alcindo Moreira e Rosa Moreira. (já divulgado por aqui em: Cineasta indígena lança filme sobre tradições culturais )
Assinar:
Comentários (Atom)














