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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Parem@s Belo Monstro: apartheid e genocídio indígena



Muito mais neste link que já foi censurado duas vezes (tirado do ar): https://www.youtube.com/watch?v=AzzAD0-wJUI
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

II Festival do Filme Anarquista e Punk de SP


“A programação deste ano está com mais de 30 filmes”

[Entrevista com xs organizadorxs do Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo. A 2ª edição da mostra acontece de 13 a 15 de dezembro, no Centro Anarquista Ação Direta, na capital.]

Agência de Notícias Anarquistas > O que a levou inicialmente a ter a ideia para organizar este tipo de Festival?

Resposta < O uso do audiovisual como ferramenta entre companheirxs punks e anarquistas tem crescido muito nos últimos anos, tanto pelo barateamento de equipamentos, quanto pela importância que se tem dado cada vez mais a esse meio como uma forma de expressão artística/cultural/política, disseminação de ideias, divulgação de lutas e questões sociais, e por aí vai. Aqui em São Paulo não tem sido diferente, e nos últimos anos estivemos nos envolvendo em produções desse tipo, fazendo documentários, curtas, videoclipes, cineclubes, sessões de filme-debate, etc. Um dos pontos favoráveis para iniciarmos esse trabalho também foi ter contato com diversos grupos e pessoas que produzem materiais audiovisuais, e, ao mesmo tempo, perceber a falta de espaço para esses filmes por conta dos temas explorados ou simplesmente pelo baixo custo em suas produções. Então a ideia de organizar o Festival aqui foi uma junção de todos esses fatores, unidos ainda com a inspiração em festivais de filme anarquista que acontecem em outras partes do mundo.

ANA > E qual foi o balanço da primeira edição do Festival, no ano passado? Foi boa a aderência de público?

Resposta < A gente ficou muito contente com a primeira edição, tanto pela quantidade de inscrições, quanto pela quantidade de pessoas presentes e apoiadorxs. A relação com xs companheirxs do Centro Anarquista Ação Direta (CAAD), que cederam o espaço para o evento, também foi de muito apoio, confiança e autonomia, o que criou um clima muito bom para seguir adiante. Tínhamos uma preocupação grande com a questão dos horários para que desse tempo de passar tantos filmes em apenas três dias. Nesse sentido deu tudo muito certo também, com tudo começando e terminando como planejado.

O que as vezes se tornou ruim foi que a existência de duas salas de projeção simultânea fazia com que em alguns momentos as pessoas ficassem “divididas” sobre qual filme ver, e assim algumas sessões foram muito lotadas em uma sala, e esvaziadas na outra. A chuva atrapalhou um pouco em alguns momentos, mas nossa avaliação geral foi bem positiva e saímos daqueles três dias com muito ânimo para mais edições do Festival.

ANA > E qual é a grande característica do Festival deste ano?

Resposta < O Festival deste ano segue o mesmo caminho que iniciamos no ano passado, com a proposta de manter sua realização anualmente. Uma novidade este ano são as sessões temáticas, que reúnem curtas e longas com temas próximos em uma única sessão. Então vamos ter uma sessão temática sobre questão indígena, outra sobre feminismo negro e combate à lesbofobia, outra sobre as manifestações atuais no Brasil, e assim por diante.

ANA > Que filmes vocês destacariam nesta edição do Festival?

Resposta < De filmes inéditos, este ano vamos fazer a estreia no Brasil do documentário “4F – Nem Esquecimento, Nem Perdão”, que saiu recentemente na Espanha e fala de uma forma bem profunda deste caso de montagem policial que ficou conhecido como 4F. É um documentário muito denso e que trás vários aspectos da política estatal/policial de criminalização do protesto social que tem ocorrido no mundo inteiro.

Também vai estrear, durante uma sessão de filme-debate sobre as atuais manifestações no Brasil, o curta “Anarcovândalos em Townsville”, uma sátira a determinados aspectos deste período, produzido por companheirxs da Biblioteca Terra Livre.

Outra produção recente é o documentário “Squat Pantano Revida – O Filme”, que fala um pouco das experiências, vivências e histórias do squat Pantano Revida, situado em Aracruz (ES), que resistiu durante quatro anos com muitas atividades e pessoas envolvidas, e sofreu reintegração de posse em agosto deste ano.

Também recebemos documentários interessantes sobre as cenas punks e fanzineiras em Tucumán/Argentina, na Colômbia, e outras produções de companheirxs de localidades próximas.

Bom, a programação deste ano está com mais de 30 filmes, e acho que cada um tem diversas coisas que poderíamos destacar!

ANA > Como é o processo de seleção dos filmes? É complicado encontrar produções inéditas e "marcadamente" libertárias para passar no Festival?

Resposta < Nestas duas edições do Festival abrimos inscrições alguns meses antes para que as pessoas e grupos interessados pudessem enviar suas produções – que poderiam ter temáticas e gêneros diversos, desde que relacionados de alguma forma com as tantas questões libertárias e reivindicações das lutas sociais a que historicamente o anarquismo esteve ligado, e também à cultura punk e suas múltiplas expressões. Desde a primeira edição ficamos surpresxs e muito contentes com a quantidade enorme de inscrições vindas de diversas partes, principalmente do Brasil e América Latina, mas também outros lugares do mundo. Isso nos fez conhecer diversos projetos libertários de produção audiovisual com os quais não tínhamos contato antes, o que foi muito motivador. A quantidade de inscrições superou nossas expectativas, e para que pudéssemos ao máximo incluir as produções de todxs xs proponentes, estruturamos o Festival para que tivesse três dias de duração, com duas salas de exibição simultâneas. Ainda incluímos alguns documentários recentes que consideramos interessantes, procurando traduzir e legendar estes filmes para também fazer lançamentos e estreias durante o evento.

No decorrer deste ano, um novo período de inscrições e o que foi interessante é que a maior parte dxs proponentes que irão exibir filmes nesta edição não havia entrado em contato no ano passado, o que faz com que o Festival não se restrinja a apenas alguns grupos produtores de vídeo. E mesmo com o fim do prazo de inscrição, continuaram chegando e-mails com novos filmes, mesmo agora no início de dezembro – o que já nos dá ideias para a programação do ano que vem.

Enfim, para nossa surpresa, ao invés de nos depararmos com dificuldades para encontrar produções audiovisuais libertárias recentes, demos de cara com o crescente uso dessa ferramenta por companheirxs do mundo todo como meio de divulgação da luta e propagação de ideias e questionamentos, e, assim, com uma grande quantidade de produções que a cada ano vão se renovando.

ANA > Quais são as atrações além do cinema no Festival?

Resposta < Uma das marcas do Festival é justamente tentar priorizar a existência de debates temáticos junto a grade de atividades, também com frequência dxs produtorxs dos próprios filmes exibidos, e companheirxs libertárixs que possam contribuir de alguma forma com as discussões e compartilhar experiências. Além disso temos buscado reunir exposições de fotografias, desenhos e cartazes, realização de oficinas, sarau poético, e esse ano também teremos uma apresentação musical e outra teatral. Também sempre nos preocupamos em manter no local espaço para exposição de livros e materiais anarquistas, comida vegana e outras produções.

ANA > É uma correria organizar o Festival?

Resposta < Entre o processo de abrir inscrições até o dia do evento passamos semanas e semanas em contato com xs grupos, legendando e traduzindo, organizando a programação, produzindo material de divulgação e catálogo dos filmes, e por aí vai. Esse ano além da Imprensa Marginal/Anarco-Filmes e da Do Morro Produções também temos a ajuda de mais companheirxs. É muita correria, mas vale a pena.

Confira a programação completa do Festival aqui:


agência de notícias anarquistas-ana

minhas mãos te olham
estranha fotografia
onde meus olhos te tocam

Lisa Carducci
+ Infos da agência de notícias anarquistas-ana: http://noticiasanarquistas.noblogs.org/ ou
 https://www.facebook.com/pages/Ag%C3%AAncia-de-Not%C3%ADcias-Anarquistas/479225258835731?fref=ts

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Uma casa, uma vida. Xavantes e Raiz das imagens (Brasil, 2013)

Sebuah rumah, kehidupan yang - Une maison, une vie. - A home, a life -  Etxebizitza, bizitza bat. -
Een huis, een leven. - Ένα σπίτι, μια ζωή. - Дім, побут. -
A patria, a vita. - Satu rumah, kehidupan. - Et hjem, et liv.- 一个家一个生命。 -
가정, 생활. - Domu, na życie. - 家庭人生

para Roberto e suas etno-arquiteturas

Filme recentemente realizado pelos jovens Xavantes em parceria com o coletivo Raiz das Imagens a partir das oficinas realizadas nas aldeias Santa Cruz e Belém durante o projeto Tiba´uwe nos meses de agosto e setembro de 2013.

Mostrando a importância da casa tradicional dentro da cultura indígena, relata os riscos do programa financiado pelo Governo Federal do Brasil: "Minha Casa Minha Vida" que tenta colocar o indígena como um novo "consumidor dependente" no mercado capitalista. Em contraposição a isso o filme resgata uma alternativa (integrada à terra, auto-comunitária e sustentável) que respeita a cultura destas comunidades.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Festa de Antropologia, Cinema e Arte: na tugolândia, ano que vem

 a animaçao vai pra Violeta amada que hoje completando cinco meses lá, em festa, linda esta: Saudades Infinitas!
 
Tudo sobre a FACA no mesmo sítio.

Hoje inauguramos o nosso site, ainda em construção, mas com o essencial já online.

http://faca2014.wordpress.com/
Imagem_FACA
O NAVA, Núcleo de Antropologia Visual e da Arte do CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia), está a organizar a primeira edição da Festa de Antropologia, Cinema e Arte (FACA), a decorrer no Teatro do Bairro, em Lisboa, em Março de 2014. Pretende-se que este seja um encontro das múltiplas experiências que cruzam a arte e a antropologia. Esta festa resulta da convergência de duas esferas: a do cinema, com uma mostra de filmes que exploram os mundos da antropologia visual, e a da arte, com o desenvolvimento de uma temática específica sobre paisagens sonoras. Durante quatro dias a festa desdobrar-se-á entre várias dimensões como sessões de cinema, instalações, performances, concertos e live radio. Através destes cruzamentos procura-se reflectir sobre a transversalidade dos campos artísticos e antropológicos contemporâneos.

Consultem o Regulamento para a inscrição de filmes. Envio de propostas até 17 de Janeiro de 2014. Mais informações em facebook.com/facalisboa .


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Terra Vermelha, Mauro Bechis (Brasil/Itália, 2008)




Terra Vermelha de sangue e vergonha: suicídios, mortes e sofrimento continuam com os primeiros habitantes deste solo.

Em 10 de junho de 2012, Felipe Milanez avisava no Twitter que o líder Guarani Ambrósio Vilhalva estava ameaçado de morte no Mato Grosso do Sul: http://bit.ly/1eQBmZs. Hoje, a assembleia Aty Guasu informou que Ambrósio Vilhalva, liderança queridíssima entre o povo Guarani e ator no filme Terra Vermelha, acaba de ser assassinado. Acontece sempre assim: os latifundiários anunciam, ameaçam, avisam. Nós denunciamos com antecedência, damos nomes, locais, situação da terra. Os governos não fazem absolutamente nada, a não ser cortejar esses mesmos latifundiários criminosos. E prossegue o genocídio...

mais infos: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/lider-de-acampamento-guarani-kaiowa-e-assassinado-1838.html 

 
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Esta merda tem de acabar

Via Luísa Neves  

 

Depoimento de Jacques Fresco sobre a sociedade ilustrado com animação.

Trecho introdutório do filme " Zeitgeist - Moving Forward", 2011.

Filme completo em: http://www.youtube.com/watch?v=CtksNDRi3V4

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cinema do Oriente Médio

para Kellen

Em sampa

Convidamos todos à abertura da Mostra de Cinema do Oriente Médio no CineSESC, quinta-feira, 28/11, com a exibição do impactante filme MANUSCRITOS NÃO QUEIMAM, do diretor iraniano Mohammad Rasoulouf. 21h. Não percam!


 Um filme de Bahman Ghobadi (Irã/Iraque, 2004)