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terça-feira, 3 de março de 2015

Por uma Antropologia do Cinema...

Chamada de artigos/Call for papers/Appel articles
Dossiê: “Políticas e Poéticas do Audiovisual na contemporaneidade: por uma antropologia do cinema” – ACENO, Revista de Antropologia do Centro-Oeste, 2 (1). Cuiabá: PPGAS/UFMT, jan./jun. 2015.

Organizadores: Marcos Aurélio da Silva/UFMT (marcosaurelio@ufmt.br); Eliska Altmann/UFFRJ (eliskaaltamann@gmail.com); Luis Felipe Kojima Hirano/UFG (lfhirano@gmail.com); Débora Breder Barreto/UCAM (deborabreder@hotmail.com).

Submissão: até 31 de maio de 2015, através do site da revista (http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/aceno/index)


A ACENO, Revista de Antropologia do Centro-Oeste, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Mato Grosso, e o GRAPPA – Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais convidam pesquisadores da Antropologia e das Ciências Humanas a participarem do dossiê “Políticas e Poéticas do Audiovisual na contemporaneidade: por uma antropologia do cinema”, que pretende reunir trabalhos cujo tema seja produção, recepção, circulação e análise de imagens audiovisuais na contemporaneidade e o que apresentam de desafio às teorias antropológicas. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, trata-se de considerar o cinema como uma forma expressiva significativa que revela, em imagens e sons, utopias e distopias contemporâneas. Dessa forma, buscamos abordagens teórico-metodológicas de investigações que lançam mão de filmes – documentais e ficcionais – como objetos e/ou métodos de pesquisa. Trata-se de debater o cinema em suas várias dimensões, com enfoque em: 1) modos como o aparato audiovisual tem sido utilizado em investigações; 2) articulações entre cinema, narrativas, memória e subjetividade; 3) representações e interpretações de narrativas cinematográficas sobre temas como as relações natureza/cultura, centro/periferia, corpo, gênero, sexualidade, classe, raça/etnia, identidade etc; 4) condições sociais de produção, circulação e recepção de narrativas em diferentes formatos e gêneros. Em suma, busca-se reunir nesse debate dilemas e potencialidades do cinema em interlocução com as ciências humanas e sociais. O dossiê está sendo organizado pelo PPGAS/UFMT em colaboração com o GRAPPA – Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais, que reúne pesquisadores de diversas universidades brasileiras e que, nos últimos anos, tem participado de eventos científicos das ciências sociais com simpósios, grupos de trabalho e mesas redondas de modo a discutir a ideia de uma possível antropologia do cinema.


Sobre os organizadores:

Marcos Aurélio da Silva (UFMT) – Professor colaborador e pesquisador associado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGAS/UFMT). Possui graduação em Comunicação Social (1997), mestrado e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003 e 2012). Atua principalmente nos seguintes temas: performance, territorialidade, cultura gay, cinema, festivais, carnaval, gênero e sexualidade. Realizou Estágio de pós-doutorado na instituição, de 2012 a 2014 onde é integrante do Instituto Brasil Plural (IBP) e do Núcleo de Antropologia do Contemporâneo (TRANSES) dentro do projeto Cuidados de si e políticas da vida: políticas públicas e experiências sociais no campo da saúde e da cidadania no Brasil, coordenado pela professora Drª. Sônia Weidner Maluf. Atualmente é bolsista de pós-doutorado da Capes no PPGAS/UFMT, desenvolvendo pesquisa sobre festivais de cinema voltados para as temáticas de gênero e sexualidade, com ênfase em Performance, Territorialidade e Teorias do Sujeito. Também é integrante do Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais (GRAPPA).

Eliska Altman (UFRRJ) – Bacharel em Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Doutora em Sociologia e Antropologia na mesma instituição. Professora adjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, no Departamento de Ciências Sociais e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS). Coordenadora adjunta do Núcleo de Experimentações em Etnografia e Imagem (NEXTimagem) - PPGSA/IFCS/UFRJ. Integrante do Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais (GRAPPA). Autora do livro "O Brasil imaginado na América Latina: a crítica de filmes de Glauber Rocha e Walter Salles" - Contra Capa/ Faperj, 2010. Idealizadora do portal CineCríticos www.cinecriticos.com.br. Desenvolve trabalhos nas áreas de Sociologia da Cultura e Antropologia e Imagem, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema(s), identidades nacionais, movimentos culturais e recepção de bens culturais.

Débora Breder Barreto (UCAM) – Possui graduação em Comunicação Social, habilitação Cinema, pela Universidade Federal Fluminense (2000); mestrado e doutorado em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (2003/2008), com estágio doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales (2006). Formada em Cinema pela Escuela Internacional de Cine,Televisión y Video de San António de Los Baños, Cuba (1992). Trabalhou em curtas e médias-metragens, exercendo diversas funções. Foi Professora Visitante junto ao Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais. É membro do Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais (GRAPPA/UFRRJ). Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia do Cinema e Relações de Gênero, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema, corpo, gênero, sexualidade, incesto, identidade.
Luis Felipe Kojima Hirano (UFG) – Professor Adjunto I de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Federal de Goiás (UFG). É Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (2007) e Doutor em Antropologia Social pela mesma instituição. Tem experiência na área de Antropologia, com especialidade nos estudos sobre Teoria Antropológica, Antropologia Visual, Antropologia das Populações Afro-brasileiras e nos debates que envolvem a intersecção entre raça/etnia, gênero, corpo e sexualidade. Foi Fellow da Faculty of Arts and Sciences da Universidade de Harvard, com bolsa sanduíche da Capes (2011). É membro do Ser-Tão (UFG), Etnohistória e NUMAS (USP) e do GRAPPA (Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais - UFRRJ). Além disso, coordena a Coleção Antropologia Hoje, do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo, juntamente com o diretor José Guilherme Cantor Magnani (USP) e os conselheiros Ronaldo de Almeida (Unicamp), Renata Menezes (MN) e Luiz Henrique de Toledo (UFSCAR). Apresentou trabalhos em congressos e universidades no exterior em 9 ocasiões. Em 2013, traduziu e publicou, em conjunto com Tatiana Lotierzo, a tradução ao português de "Fora de contexto", de Marilyn Strathern.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Awara Nane Putane – uma história do cipó (Brasil, 2013)



O curta Awara Nane Putane - Uma historia do Cipó estará disponível durante todo mês de fevereiro (aproveitem que esta acabando o mês) no link abaixo. Assistam e compartilhem!
Haux Haux!
https://vimeo.com/72352580

Awara Nane Putane com legendas em espanhol
https://vimeo.com/72785247

Awara Nane Putane com legendas em Inglês
https://vimeo.com/72811135


Awara nane putane - uma história do cipó (22 min, cor, Brasil, 2013)
Direção: Sérgio de Carvalho
Roteiro: Sérgio de Carvalho
Edição: Bruno Saucedo
Direção de Animação: Silvio Toledo, Valu Vasconcelos
Trilha Sonora e Mixagem: Duda Mello
Direção de Arte: Fred Marinho, Silvio Toledo
Pesquisa e Still: Talita Oliveira, Ney Ricardo
Vozes: Shaneihu Yawanawa, Tika Matxuru, Nãynawa, Alda Artidor (Dona Nega) Yawanawa, Yuva Yawanawa Kapacuru Yawanawa
Story Board: Clementino Almeida
Produção: Karla Martins, Sérgio de Carvalho
Produção Indigena: Shaneihu Yawanawa, Vinnya Yawanawa, Vadé Yawanawa
Sinopse: Um curta-metragem em animação que conta o mito de origem do uso tradicional da ayahuasca e da cultura dos Yawanawa, povo indígena do tronco Pano que vive no coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no Estado do Acre.
Contato: crellier1@gmail.com


[Espanha] Fevereiro LIbertário exibirá Ingovernáveis

By on 13 de fevereiro de 2015

espanha-trailer-do-documentario-1Ingovernáveis tenta aproximar-se da realidade do movimento anarquista ou antiautoritário na Catalunha. O filme aborda o conflito social dos últimos anos: greves gerais, bloqueio ao “parlamento”, o movimento das indignadas, os processos de auto-organização em bairros e centros de trabalho, a revolta de Can Vies. Assim como também a visão das classes dirigentes e dos meios de comunicação sobre o que eles mesmos denominaram os “antissistemas”.

A resposta do Estado à luta, tem centrado na repressão e o endurecimento penal, como demonstram a aprovação da “lei da mordaça” ou a aplicação da lei antiterrorista para o anarquismo em diferentes casos e na denominada “Operação Pandora”.

Através de entrevistas a diversos coletivos e individualidades, da propaganda nas ruas, de atos realizados por coletivos libertários; o documentário mostra aspectos como, a vigência das ideias anarquistas, a importância de recuperar a memória histórica desde uma perspectiva revolucionária, a necessidade de acabar com o capitalismo, o perigo da via institucional para mudar a sociedade e sobretudo a possibilidade de pensar em outras formas de organização social não baseadas no Estado e no capitalismo.

A apresentação será realizada no dia 1º de março às 18h30 no Spai Obert e se enquadra dentro do “Fevereiro Libertário”. A partir desse dia se apresentará em diferentes lugares e será distribuído no Ateneo Llibertari de Sants e na livraria Aldarull e em outros ateneus e espaços anarquistas.

  "Não se pode governar sem crimes, todos os governos são criminosos"(Maquiavel)
Trailer:
https://www.youtube.com/watch?v=3KB7NXYDaww

agência de notícias anarquistas-ana
Cai a pedra n’água
partindo o espelho do rio:
as nuvens se esvaem.
Ronaldo Bomfim

publicado em:  http://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/02/13/espanha-trailer-do-documentario-ingovernaveis-um-percurso-pela-catalunha-anarquista-do-seculo-xxi/http://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/02/13/espanha-trailer-do-documentario-ingovernaveis-um-percurso-pela-catalunha-anarquista-do-seculo-xxi/


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http://antrocine.blogspot.pt/2013/07/louise-michel-rebelde-franca-solveig.html
   http://www.antrocine.blogspot.com.br/2013/04/somos-as-imagens-que-vemos.html    

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

VI Mostra de Cinema Popular Itinerante

Apresenta:
AMEAÇADOS de Julia Mariano

Sinopse: No Brasil profundo, onde lei e justiça dependem de nome e sobrenome, a luta por um pedaço de terra vira uma questão de vida ou morte. Ameaçados mostra... pequenos agricultores do sul e sudeste do Pará que seguem no sonho de conseguir terra pra plantar e uma casa para viver.

“Poucas pessoas conhecem de fato a realidade que se vive no campo brasileiro. Os ‘formadores de opinião’ estão quase sempre nas cidades, muitas do sul do Brasil, e resulta que nós brasileiros desconhecemos nosso próprio país. Não nos reconhecemos como um país que mata e escraviza. Preferimos nos reconhecer como a nova potência mundial, a maior economia da América Latina, mas vivemos ainda como se estivéssemos na Idade Média quando o assunto é violência no campo, coronelismo e abuso de poder. Por isso é importante colocar o dedo na ferida. Para lembrar que ainda temos muito caminho pela frente para construir de fato uma democracia real nesse país” - Julia Mariano.

ENTRADA LIVRE

PROGRAMAÇÃO

17/01/2015 – Sorocaba (SP)
16:00hs
BIBLIOTECA COMUNITÁRIA LARANJEIRAS:
Rua Michel Maluf , 450 Bairro Laranjeiras

24/01/2015 – São Paulo (SP)
16:00 hs
CINE GUETO : Rua Lucilo Varejão,390 Jardim Cliper/Grajaú

31/01/2015 – Mogi das Cruzes (SP)
17:00 hs
CASINHA: Rua Armando Martian , 01 Jardim Nova União

07/02/2015 – Salesopolis (SP)
19:00 hs
Cine Totózinho: Rua Pedro Rodrigues Montemor, 150 Bairro Totózinho Cardoso

28/02/2015 – São Paulo (SP)
19:00 hs
ARBORESER: Rua Sebastião Freitas ,561 Jaçana

Organização: Nucleo Audiovisual Maria Lacerda de Moura


domingo, 15 de fevereiro de 2015

"El botón de nácar" de Patricio Guzmán é premiado no Festival de Berlim


O filme El botón de nácar, do chileno Patricio Guzmán, recebeu ontem o Prêmio do Jurado Ecumênico da Berlinale, um dos prêmios independentes que se outorgam no festival, este evento é a ante-sala aos Ursos de Ouro que se entregarão em noite de gala.


O documentário de Guzmán trata dos desaparecidos lançados ao mar pela ditadura de Augusto Pinochet, assim como do genocídio infligido às comunidades indígenas pelo colonialismo e está entre os favoritos para os prêmios oficiais da Berlinale. 


Por sua parte, o filme Histoire de Judas de Rabah Ameur-Zaï- meches, levou o prêmio na categoria de Forum. Na categoria Panorama, a palma foi pra Ned Rifle, de Hal Hartley.

Também foi premiada pelos jurados independentes Victoria, do alemão Sebastian Schipper e interpretada pela espanhola Laia Costa, que recebeu o prêmio "Guild" de criação artística cinematográfica e o dos leitores do jornal berlinês Berliner Morgenpost.

Por sua parte, o filme brasileiro Que horas ela Volta, de Anna Muylaert, obteve o prêmio da Confederação de Cinemas de Arte e Ensaio (CICAE) na seção Panorama.



Fonte:  http://www.escribiendocine.com/noticia/0010253-berlinale-2015-premio-para-el-boton-de-nacar-de-patricio-guzman/
Tradução: Antrocine 
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Brasil: Cinema e História online

Um levantamento feito pelo Grupo de Pesquisa  História e Audiovisual: circularidades e formas de comunicação, do CNPq,  coordenado pelo professor Eduardo Morettin, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão e realizado pelos bolsistas Mariana Rosell e Rafael Dornellas, disponibiliza  um Banco de Dados de  teses e  dissertações que tematizam a relação entre o cinema brasileiro e o regime militar (1964 – 1985).


Existem, hoje,  várias   possibilidades  de pensar a relação entre Cinema e História, expressa pelo adensamento do campo a partir da publicação, no Brasil e no exterior, de diferentes obras em que os diálogos entre os filmes e o seu contexto são explorados por intermédio de inúmeros caminhos . 

Hoje são muitos os encontros científicos que abrigam seminários temáticos dedicados ao campo, como os da Associação Nacional de História (ANPUH), da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE) e da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar). Há também reuniões acadêmicas em que essa perspectiva constitui o foco central dos trabalhos apresentados, como o Encontro Nacional de Estudos da Imagem, promovido pela Universidade Estadual de Londrina e que se encontra atualmente em sua quarta edição.


 
A pesquisa partiu de bancos de teses virtuais para a busca,  e está em constante processo de aprimoramento.   Quando possível, há links para os resumos ou para os conteúdos das teses e dissertações.
Para acessá-lo,  acesse o link : http://historiaeaudiovisual.weebly.com/brasil.html






http://antrocine.blogspot.com.br/2014/04/livrasso-definitivo-sobre-o-nosso.html 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Isso é progresso ou ecocídio?

via: Núcleo Audiovisual Maria Lacerda de Moura

Uma série de empreendimentos, entre eles, a construção de barragens, hidrelétricas e a mineração , tem sido responsável pela “inserção” dos países latino americanos no cenário internacional, e, no caso do Brasil, contribui para equilibrar a balança comercial. Por outro lado, agravam-se as implicações sociais e ambientais. O impacto mais obvio é a destruição e devastação da paisagem e o deslocamento forçado das pessoas. Muitas comunidade rurais, entre elas, quilombolas, ribeirinhos, indígenas e camponeses são removidos de suas terras. Além disso, a extração e o beneficiamento das áreas de mineração exigem quantidades exorbitantes de água. Aumentando assim, o conflito.

O Brasil está em terceiro lugar no mundo em conflitos ambientais tendo a mineração como uma das principais causas. O Estado brasileiro é um dos principais agentes de estimulo à extração de recursos naturais que são destinados ao mercado internacional. O governo legitima a necessidade de construções de hidrelétricas e de extração mineral, afirmando serem eles condições para investimentos sociais.

“Geração de empregos”

O problema é que quando se fala na “geração de empregos” nas barragens/hidrelétricas e da mineração, raramente se leva em consideração as pessoas que perdem seu meio de sustento , nem se menciona que a maior parte dos empregos “geridos” se limita à etapa de implementação desses megaprojetos e que são empregos temporários e precarizados.

Politica de segurança social.

Os investimentos e acumulação de capital por parte das transnacionais requer diversas garantias . Os governos tem que assegurar um ambiente social e político saudável para as coorporações; e para isso, ocorre a modificação da legislação em torno da criminalização do protesto social por conta dessa lógica.
Os movimentos sociais precisam convencer a sociedade que esses mega projetos não respondem aos direitos humanos. Não é uma luta exclusivamente de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, camponeses e operários. É uma luta de todxs contra esse capitalismo predador. Diante de todo esse contexto de remoções,conflitos, devastação ambiental, interesses empresariais e governamental,estaremos exibindo os seguintes filmes:

− Índios Mundur
uku: Tecendo a resistência
− Enquanto o trem não passa
− Pequiá: uma luta contra gigantes


Apresentação do livro: AS TENSÕES DO LUGAR – Hidreletricas, sujeitos licenciamento ambiental.

O controvertido licenciamento de Belo Monte , no rio Xingu, que se seguiu à igualmente polêmica aprovação das barragens de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira, revela a recorrência de controvérsias sociotecnicas e disputas jurídicas em cortes nacionais e internacionais. Em Minas Gerais, há mais de uma centena de projetos em fase de licenciamento ambiental. Sejam grandes ou pequenas barragens, a maioria tem sido implantada em série, num mesmo rio ou bacia hidrográfica, gerando impactos acumulados ainda não analisados. Tais obras colidem diretamente com os modos de vida reibeirinhos e ecossistemas ameaçados na Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado.







Salvem SOUKIES – Exposição fotográfica e exibição de vídeos referentes a criação de uma das maiores minas de ouro e cobre a serem instaladas em um local de floresta nativa e de muitas nascentes em Halkidike, Grécia. Prevendo um impacto ambiental e social sem precedentes na região, milhares de manifestante marcham até a região da mineração e são volentamente reprimidxs pelas forças de ordem do governo grego.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Serras da Desordem, Andrea Tonacci (Brasil, 2006)

para o Bernardo em Jampa


No interior do Maranhão, no final da década de 70, uma tribo indígena é incendiada por um grupo de fazendeiros que se viram ameaçados pela sua presença. Os índios são dizimados restando apenas Carapirú, que estava distante no momento. Sem ter para onde ir, o homem caminha sem rumo durante anos. No caminho, encontra uma série de pessoas com quem trava uma amizade mesmo com o bloqueio do idioma, já que ele não fala o português. Depois de dez anos de caminhada, Carapirú é encontrado a 2000km de distância de sua tribo, pela FUNAI.

Levado para Brasília, o índio se torna uma celebridade, chamando atenção inclusive dos próprios membros do órgão, já que ele fala um dialeto desconhecido por estes, sendo impossível qualquer comunicação. Quando um funcionário também índio é contratado para tentar desvendar qual o dialeto de Carapirú, traduzindo o que ele diz, eles descobrem que na verdade são pai e filho. Com a comunicação estabelecida, o índio tenta retomar sua vida, mas encontra diversas dificuldades por não acompanhar as mudanças do mundo.

Serras da Desordem é um misto de ficção e documentário, dirigido pelo italiano radicado no Brasil, Andrea Tonacci. Todos os personagens do filme são interpretados pelos próprios em uma reconstituição do que foi a vida de Carapirú. O diretor ainda acrescenta entrevistas com alguns dos personagens. Apesar de estrear apenas em 2008, o filme foi considerado por críticos do prêmio Jairo Ferreira como o melhor filme brasileiro de 2006.



 Curtino o filme confira a CONVERSA COM O DIRETOR ANDREA TONACCI & O ANTROPÓLOGO EDUARDO VIVEIROS DE CASTRO SOBRE O FILME "SERRAS DA DESORDEM":

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