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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mostra Internacional do Filme Etnográfico – 20 anos

No Rio de Janeiro
Locais de exibição:
CCJF. Av Rio Branco 241, Centro. Rio de Janeiro
UERJ. Rua São Francisco Xavier, 524. Maracanã. Rio de Janeiro

Entrada franca

A Mostra Internacional do Filme Etnográfico é um festival de cinema valorizando os documentários de caráter etnográfico, com foco na diversidade das culturas, buscando mapear a produção clássica e recente brasileira e internacional. Foi pioneira no Brasil, tendo sua primeira edição em 1993, como parte das discussões que se propunham a repensar a Antropologia, seus conceitos e práticas onde as artes, a literatura, o cinema e a fotografia apareciam como novos recursos e grandes desafios. O diálogo entre a Antropologia e o Cinema estava posto e, desde então, com a Mostra, fomos estabelecendo muitas parcerias no Brasil e no exterior, realizando um evento de sucesso. Tendo realizado 15 edições, estamos comemorando 20 anos de existência em 2013. Este é o motivo da realização desse evento festivo.
A Mostra ecoou para outras paragens, aqui e no exterior e inspirou a criação de festivais em Belo Horizonte - Fórum.doc - em Manaus, em Recife, tendo como foco o filme etnográfico, sua tradição e sua prática. Dialoga com vários festivais internacionais, dentre eles o Margaret Mead Film and Vídeo Festival, em Nova York, o Festival Jean Rouch, em Paris, o Festival Etnográfico de Nuoro, Sardenha, o Festival de Gottingham, na Alemanha, o Festival do Royal Anthropological Institute, na Inglaterra, o Festival Etnográfico de Delhi, na Índia.
Temos nos destacado como uma janela para o documentário, exibindo produções etnográficas de muitas regiões do Brasil e do exterior. Dentre muitos convidados ilustres que recebemos nesses 20 anos, é orgulho destacar o grande antropólogo-cineasta, Jean Rouch.
Nosso encontro agora visa festejar 20 anos de existência. Organizamos uma sessão de abertura com o documentário O Mestre e o Divino, de Tiago Campos, ganhador do Prêmio de Melhor Documentário de Longa Metragem do Festival de Brasília de 2013. Assim também festejamos o projeto Vídeo nas Aldeias, que nos acompanha desde nossa primeira edição.
Duas mesas redondas, como parte do Fórum de Cinema e Antropologia, tradicional atividade da Mostra, vêm fazer um balanço desses 20 anos. A primeira trata da Mostra como um espaço de formação para muitos realizadores que hoje despontam com a potência de seus trabalhos. A segunda mesa pretende discutir a trajetória do filme etnográfico nesse período, suas perspectivas e os novos desafios: narrativas, estratégias de linguagem, temas, meios de produção.
Filmes relacionados aos debates e discussões estarão sendo exibidos no Centro Cultural da Justiça Federal CJF em horário à tarde. Uma extensão do evento acontece na UERJ, no Auditório Cartola, com programação nos dias 16 e 17 de dezembro, a partir das 17.30, com projeção de filmes e debates.
Agradecemos a todos e às instituições que, nessa trajetória, nos acompanharam, a nossa equipe e aos que viabilizaram as diversas edições do evento e, em especial, essa edição comemorativa: Centro Cultural da Justiça Federal, ao DeCult/SR-3/UERJ, ao NAI/UERJ ao CBAE/UFRJ. Destacamos os cineastas e pesquisadores que, com seus filmes e suas reflexões, deram vida ao nosso festival.
Outros anos virão.
Patrícia Monte-Mór - curadora

FILMES DA PROGRAMAÇÃO

O Mestre e o Divino - Teaser
Diretor: Tiago Campos.
Brasil, 2013 83 min.
Dois cineastas retratam a vida na aldeia Xavante e na missão Sangradouro, Mato Grosso: Adalbert Heide, um excêntrico missionário alemão que, logo após o contato com os índios, em 1957, começa a filmar com sua câmera Super-8 e Divino Teserewahu, jovem cineasta Xavante, que produz filmes para a televisão e festivais de cinema desde os anos 90. Entre cumplicidade, competição, ironia e emoção, eles dão a vida a seus registros históricos, revelando bastidores bem peculiares da catequização indígena no Brasil.

Carioca era um Rio - Teaser
Diretor: Simplício Neto
Brasil, 2013 74 min.
Documentário sobre o rio que deu nome aos habitantes da cidade do Rio de Janeiro. Principal fonte de abastecimento de água por dois séculos, o Rio Carioca orientou o crescimento da capital da República, mas hoje é um grande canal de esgoto subterrâneo que deságua na Baía da Guanabara. A história desse rio é a história do desenvolvimento urbano no Brasil.

Depois rola o Mocotó - Trailer
Diretor: Débora Herszenhut
Brasil, 2009 52 min.
O espaço ocupado pela laje na dinâmica social das periferias cariocas é o ponto central desse documentário. Essa extensão da casa se mostra como protagonista em Depois Rola o Mocotó, observado como um espaço que se configura conforme sua utilização, podendo ser de lazer, trabalho, relaxamento e tensão.

A Batalha do Passinho - Trailer
Diretor: Emilio Domingos
Brasil 2012 72 min.
Estilo de dança que cresceu nas favelas do Rio de Janeiro, o passinho tornou-se uma nova forma de dançar o funk carioca. Quando o vídeo de Beiçola e seus amigos, “Passinho Foda” atingiu o número de 4 milhões de acessos no Youtube, a dança do passinho começou a ser reproduzido nos bailes das comunidades. O documentário mostra a vida dos dançarinos e as proporções que o fenômeno atingiu para além dos bailes, favelas e DJs. 

Coutinho.doc. Apto 608. 
Diretora: Elizabeth Formaggini
Brasil, 2009 51 min.
O público acompanha o processo de criação do cineasta Eduardo Coutinho no documentário que revela desde a fase da pesquisa até o fim das filmagens de "Edifício Master".

Jean Rouch, subvertendo fronteiras
Diretores: Edgar Teodoro da Cunha, Paula Morgado, Renato Sztutmann e Ana Lucia Ferraz.
Brasil, 2000 41 min.
O documentário Subvertendo Fronteiras nasceu quando Jean Rouch visitou o Brasil, a convite da Mostra em agosto de 1996. Participantes do grupo de antropologia visual de São Paulo realizaram uma ampla entrevista que, dois anos mais tarde, serviria de base para este documentário. O filme é um panorama da obra e do pensamento de Jean Rouch e conta, ainda, com trechos de seus filmes e depoimentos de antropólogos e cineastas brasileiros.

Conversa com Gilberto Velho
Diretora: Patrícia Monte-Mór
Brasil, 2012 24 min.
Em seu gabinete de trabalho no Museu Nacional da UFRJ, o antropólogo Gilberto Velho faz um balanço de seu percurso intelectual e fala da contribuição de colegas e alunos para a constituição e o desenvolvimento da Antropologia Urbana no Brasil, bem como de novos campos de produção de conhecimento, como o da Antropologia Visual. Baseado em registros realizados no ano de 2003.

A língua do Peixe
Diretores: Awayunync Kamayura, Samurai Kamayura, Tawana Kalapalo.
Brasil, 2013 11 min.
Taũgi e Yay tentam pescar juntos nos buritizais alagados do Alto Xingu. No meio das trapalhadas desses dois personagens, de etnias diferentes, é possível perceber vários traços da sociedade multilíngue alto-xinguana. Curta de ficção realizado em oficinas de audiovisual ministradas no Xingu em 2012-2013.

Segredo
Diretores: Aiukuri Kuikuro, Amini Kuikuro, Kaiautá Kalapalo, Monai Kuikuro, Tuguhi Kuikuro.
Brasil, 2012 13 min.
"Ankigü" é um presente dado em segredo. É como os namorados selam sua cumplicidade à distância dos olhares da família. E, para isso, não há nada mais valioso que o colar de caramujo cuja duração, dizem os Kuikuro, é maior que a da própria vida. Um olhar sobre o cotidiano dos Kuikuro. Curta documentário realizado em oficinas de audiovisual ministradas no Xingu em 2012-2013.


PROGRAMAÇÃO NO CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA FEDERAL
Sessão de abertura
Dia 11 de dezembro às 18.30 horas. Sessão para convidados.
O Mestre e o Divino, de Tiago Campos. 83 min.
Apresentação de Vincent Carelli (diretor do Vídeo nas Aldeias), Ernesto de Carvalho (fotógrafo do filme) e Divino Tserewahu (personagem).

Fórum de Cinema e Antropologia
Mesa redonda
Dia 12 de dezembro às 18.30 horas. Aberta ao público. Senha 1 hora antes. Sujeito a lotação da sala.
A Mostra com o papel de formação
Simplício Neto (cineasta, Professor cinema UFF)
Débora Herszenhut – (mestranda em antropologia/IFCS-UFRJ, documentarista)
Eliska Altmann – Socióloga e pesquisadora de cinema (UFRRJ)
Emílio Domingos – (cineasta e cientista social)
Divino Tserewahu, cineasta. 
Coordenação: José Inacio Parente.

Filmes serão exibidos a partir das 14.30hs.
Carioca era um Rio, de Simplício Neto
Depois rola o mocotó, de Débora Herszenhut
A Batalha do Passinho, de Emílio Domingos

Mesa redonda
Dia 13 de dezembro, 18 horas. Aberta ao público. Senha 1 hora antes. Sujeito a lotação da sala.
20 anos de Mostra
Balanço: Caminhos da Antropologia Visual, novas perspectivas e desafios

Debatedores:
Carlos Alberto de Mattos (critico de cinema), Marc Piault (antropólogo visual, EHESS, diretor Festival Jean Rouch/Paris), Edgar Teodoro da Cunha (antropólogo visual/LISA/USP), Ruben Caixeta de Queiroz (diretor Fórum.doc/UFMG/BH), Silvio Da-Rin (cineasta). Coordenação: Patrícia Monte-Mór (antropóloga).

Filmes:
Coutinho.doc: apto 608, de Beth Formaggini, 51 min. Jean Rouch, subvertendo fronteiras, de Edgar Teodoro da Cunha, Ana Lucia Ferraz, Paula Morgado, Renato Sztutman, 41 min. A língua do Peixe, Awayunync Kamayura, Samurai Kamayura, Tawana Kalapalo. Ficção 11 min. Segredo, de Aiukuri Kuikuro, Amini Kuikuro, Kaiautá Kalapalo, Monai Kuikuro, Tuguhi Kuikuro, 13 min.
Filmes serão exibidos a partir das 15.00.hs

PROGRAMAÇÃO NA UERJ
O Mestre e o Divino, de Tiago Campos, 83 min.
Debate com Patrícia Monte-Mór (NAI-UERJ/VNA) e com o antropólogo José Bessa (FACED-UERJ/VNA)
Dia 16 dezembro às 18hs.
Conversa com Gilberto Velho, de Patrícia Monte-Mór, 24 min.
Depois rola o Mocotó, de Débora Herszenhut, 52 min.
A Batalha do Passinho, de Emilio Domingos, 72 min. Debate com os realizadores.
Dia 17 de dezembro às 17:30hs.

REALIZAÇÃO
Interior Produções
Coordenação e organização: Patrícia Monte-Mór e José Inácio Parente
Equipe de colaboradores em 2013:
Eliska Altmann (UFRRJ), Emilio Domingos (cineasta), Fabiene Gama (Pesquisadora NAI/UERJ), Débora Herszenhut (IFCS/UFRJ- NAI/UERJ), Isis Martins (PPGAS/Museu Nacional/UFRJ, NAI/UERJ), Midian Veloso (CTE/UERJ e NAI/UERJ), João Gustavo Monteiro de Barros (NAI- PPCIS/UERJ), Lourenço Parente (fotografia), Pedro Thomé (vinheta) Flavia Murillo (projeção) Monica Loureiro (assessoria de imprensa), Fátima José (secretaria). Monitores: Maria Clara Nemer e Alexandre Geremias (NAI-UERJ).

Contato:
Interior Produções
Tel 5521-22394691  email: pro.interior@terra.com.br
Logos: apoio institucional - CCJF, parceria: CECULT-SR3/UERJ, NAI/UERJ, Apoio: CBAE-UFRJ

Realização: Interior Produções

Parem@s Belo Monstro: apartheid e genocídio indígena



Muito mais neste link que já foi censurado duas vezes (tirado do ar): https://www.youtube.com/watch?v=AzzAD0-wJUI
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

II Festival do Filme Anarquista e Punk de SP


“A programação deste ano está com mais de 30 filmes”

[Entrevista com xs organizadorxs do Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo. A 2ª edição da mostra acontece de 13 a 15 de dezembro, no Centro Anarquista Ação Direta, na capital.]

Agência de Notícias Anarquistas > O que a levou inicialmente a ter a ideia para organizar este tipo de Festival?

Resposta < O uso do audiovisual como ferramenta entre companheirxs punks e anarquistas tem crescido muito nos últimos anos, tanto pelo barateamento de equipamentos, quanto pela importância que se tem dado cada vez mais a esse meio como uma forma de expressão artística/cultural/política, disseminação de ideias, divulgação de lutas e questões sociais, e por aí vai. Aqui em São Paulo não tem sido diferente, e nos últimos anos estivemos nos envolvendo em produções desse tipo, fazendo documentários, curtas, videoclipes, cineclubes, sessões de filme-debate, etc. Um dos pontos favoráveis para iniciarmos esse trabalho também foi ter contato com diversos grupos e pessoas que produzem materiais audiovisuais, e, ao mesmo tempo, perceber a falta de espaço para esses filmes por conta dos temas explorados ou simplesmente pelo baixo custo em suas produções. Então a ideia de organizar o Festival aqui foi uma junção de todos esses fatores, unidos ainda com a inspiração em festivais de filme anarquista que acontecem em outras partes do mundo.

ANA > E qual foi o balanço da primeira edição do Festival, no ano passado? Foi boa a aderência de público?

Resposta < A gente ficou muito contente com a primeira edição, tanto pela quantidade de inscrições, quanto pela quantidade de pessoas presentes e apoiadorxs. A relação com xs companheirxs do Centro Anarquista Ação Direta (CAAD), que cederam o espaço para o evento, também foi de muito apoio, confiança e autonomia, o que criou um clima muito bom para seguir adiante. Tínhamos uma preocupação grande com a questão dos horários para que desse tempo de passar tantos filmes em apenas três dias. Nesse sentido deu tudo muito certo também, com tudo começando e terminando como planejado.

O que as vezes se tornou ruim foi que a existência de duas salas de projeção simultânea fazia com que em alguns momentos as pessoas ficassem “divididas” sobre qual filme ver, e assim algumas sessões foram muito lotadas em uma sala, e esvaziadas na outra. A chuva atrapalhou um pouco em alguns momentos, mas nossa avaliação geral foi bem positiva e saímos daqueles três dias com muito ânimo para mais edições do Festival.

ANA > E qual é a grande característica do Festival deste ano?

Resposta < O Festival deste ano segue o mesmo caminho que iniciamos no ano passado, com a proposta de manter sua realização anualmente. Uma novidade este ano são as sessões temáticas, que reúnem curtas e longas com temas próximos em uma única sessão. Então vamos ter uma sessão temática sobre questão indígena, outra sobre feminismo negro e combate à lesbofobia, outra sobre as manifestações atuais no Brasil, e assim por diante.

ANA > Que filmes vocês destacariam nesta edição do Festival?

Resposta < De filmes inéditos, este ano vamos fazer a estreia no Brasil do documentário “4F – Nem Esquecimento, Nem Perdão”, que saiu recentemente na Espanha e fala de uma forma bem profunda deste caso de montagem policial que ficou conhecido como 4F. É um documentário muito denso e que trás vários aspectos da política estatal/policial de criminalização do protesto social que tem ocorrido no mundo inteiro.

Também vai estrear, durante uma sessão de filme-debate sobre as atuais manifestações no Brasil, o curta “Anarcovândalos em Townsville”, uma sátira a determinados aspectos deste período, produzido por companheirxs da Biblioteca Terra Livre.

Outra produção recente é o documentário “Squat Pantano Revida – O Filme”, que fala um pouco das experiências, vivências e histórias do squat Pantano Revida, situado em Aracruz (ES), que resistiu durante quatro anos com muitas atividades e pessoas envolvidas, e sofreu reintegração de posse em agosto deste ano.

Também recebemos documentários interessantes sobre as cenas punks e fanzineiras em Tucumán/Argentina, na Colômbia, e outras produções de companheirxs de localidades próximas.

Bom, a programação deste ano está com mais de 30 filmes, e acho que cada um tem diversas coisas que poderíamos destacar!

ANA > Como é o processo de seleção dos filmes? É complicado encontrar produções inéditas e "marcadamente" libertárias para passar no Festival?

Resposta < Nestas duas edições do Festival abrimos inscrições alguns meses antes para que as pessoas e grupos interessados pudessem enviar suas produções – que poderiam ter temáticas e gêneros diversos, desde que relacionados de alguma forma com as tantas questões libertárias e reivindicações das lutas sociais a que historicamente o anarquismo esteve ligado, e também à cultura punk e suas múltiplas expressões. Desde a primeira edição ficamos surpresxs e muito contentes com a quantidade enorme de inscrições vindas de diversas partes, principalmente do Brasil e América Latina, mas também outros lugares do mundo. Isso nos fez conhecer diversos projetos libertários de produção audiovisual com os quais não tínhamos contato antes, o que foi muito motivador. A quantidade de inscrições superou nossas expectativas, e para que pudéssemos ao máximo incluir as produções de todxs xs proponentes, estruturamos o Festival para que tivesse três dias de duração, com duas salas de exibição simultâneas. Ainda incluímos alguns documentários recentes que consideramos interessantes, procurando traduzir e legendar estes filmes para também fazer lançamentos e estreias durante o evento.

No decorrer deste ano, um novo período de inscrições e o que foi interessante é que a maior parte dxs proponentes que irão exibir filmes nesta edição não havia entrado em contato no ano passado, o que faz com que o Festival não se restrinja a apenas alguns grupos produtores de vídeo. E mesmo com o fim do prazo de inscrição, continuaram chegando e-mails com novos filmes, mesmo agora no início de dezembro – o que já nos dá ideias para a programação do ano que vem.

Enfim, para nossa surpresa, ao invés de nos depararmos com dificuldades para encontrar produções audiovisuais libertárias recentes, demos de cara com o crescente uso dessa ferramenta por companheirxs do mundo todo como meio de divulgação da luta e propagação de ideias e questionamentos, e, assim, com uma grande quantidade de produções que a cada ano vão se renovando.

ANA > Quais são as atrações além do cinema no Festival?

Resposta < Uma das marcas do Festival é justamente tentar priorizar a existência de debates temáticos junto a grade de atividades, também com frequência dxs produtorxs dos próprios filmes exibidos, e companheirxs libertárixs que possam contribuir de alguma forma com as discussões e compartilhar experiências. Além disso temos buscado reunir exposições de fotografias, desenhos e cartazes, realização de oficinas, sarau poético, e esse ano também teremos uma apresentação musical e outra teatral. Também sempre nos preocupamos em manter no local espaço para exposição de livros e materiais anarquistas, comida vegana e outras produções.

ANA > É uma correria organizar o Festival?

Resposta < Entre o processo de abrir inscrições até o dia do evento passamos semanas e semanas em contato com xs grupos, legendando e traduzindo, organizando a programação, produzindo material de divulgação e catálogo dos filmes, e por aí vai. Esse ano além da Imprensa Marginal/Anarco-Filmes e da Do Morro Produções também temos a ajuda de mais companheirxs. É muita correria, mas vale a pena.

Confira a programação completa do Festival aqui:


agência de notícias anarquistas-ana

minhas mãos te olham
estranha fotografia
onde meus olhos te tocam

Lisa Carducci
+ Infos da agência de notícias anarquistas-ana: http://noticiasanarquistas.noblogs.org/ ou
 https://www.facebook.com/pages/Ag%C3%AAncia-de-Not%C3%ADcias-Anarquistas/479225258835731?fref=ts

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Uma casa, uma vida. Xavantes e Raiz das imagens (Brasil, 2013)

Sebuah rumah, kehidupan yang - Une maison, une vie. - A home, a life -  Etxebizitza, bizitza bat. -
Een huis, een leven. - Ένα σπίτι, μια ζωή. - Дім, побут. -
A patria, a vita. - Satu rumah, kehidupan. - Et hjem, et liv.- 一个家一个生命。 -
가정, 생활. - Domu, na życie. - 家庭人生

para Roberto e suas etno-arquiteturas

Filme recentemente realizado pelos jovens Xavantes em parceria com o coletivo Raiz das Imagens a partir das oficinas realizadas nas aldeias Santa Cruz e Belém durante o projeto Tiba´uwe nos meses de agosto e setembro de 2013.

Mostrando a importância da casa tradicional dentro da cultura indígena, relata os riscos do programa financiado pelo Governo Federal do Brasil: "Minha Casa Minha Vida" que tenta colocar o indígena como um novo "consumidor dependente" no mercado capitalista. Em contraposição a isso o filme resgata uma alternativa (integrada à terra, auto-comunitária e sustentável) que respeita a cultura destas comunidades.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Festa de Antropologia, Cinema e Arte: na tugolândia, ano que vem

 a animaçao vai pra Violeta amada que hoje completando cinco meses lá, em festa, linda esta: Saudades Infinitas!
 
Tudo sobre a FACA no mesmo sítio.

Hoje inauguramos o nosso site, ainda em construção, mas com o essencial já online.

http://faca2014.wordpress.com/
Imagem_FACA
O NAVA, Núcleo de Antropologia Visual e da Arte do CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia), está a organizar a primeira edição da Festa de Antropologia, Cinema e Arte (FACA), a decorrer no Teatro do Bairro, em Lisboa, em Março de 2014. Pretende-se que este seja um encontro das múltiplas experiências que cruzam a arte e a antropologia. Esta festa resulta da convergência de duas esferas: a do cinema, com uma mostra de filmes que exploram os mundos da antropologia visual, e a da arte, com o desenvolvimento de uma temática específica sobre paisagens sonoras. Durante quatro dias a festa desdobrar-se-á entre várias dimensões como sessões de cinema, instalações, performances, concertos e live radio. Através destes cruzamentos procura-se reflectir sobre a transversalidade dos campos artísticos e antropológicos contemporâneos.

Consultem o Regulamento para a inscrição de filmes. Envio de propostas até 17 de Janeiro de 2014. Mais informações em facebook.com/facalisboa .


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Terra Vermelha, Mauro Bechis (Brasil/Itália, 2008)




Terra Vermelha de sangue e vergonha: suicídios, mortes e sofrimento continuam com os primeiros habitantes deste solo.

Em 10 de junho de 2012, Felipe Milanez avisava no Twitter que o líder Guarani Ambrósio Vilhalva estava ameaçado de morte no Mato Grosso do Sul: http://bit.ly/1eQBmZs. Hoje, a assembleia Aty Guasu informou que Ambrósio Vilhalva, liderança queridíssima entre o povo Guarani e ator no filme Terra Vermelha, acaba de ser assassinado. Acontece sempre assim: os latifundiários anunciam, ameaçam, avisam. Nós denunciamos com antecedência, damos nomes, locais, situação da terra. Os governos não fazem absolutamente nada, a não ser cortejar esses mesmos latifundiários criminosos. E prossegue o genocídio...

mais infos: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/lider-de-acampamento-guarani-kaiowa-e-assassinado-1838.html 

 
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Esta merda tem de acabar

Via Luísa Neves  

 

Depoimento de Jacques Fresco sobre a sociedade ilustrado com animação.

Trecho introdutório do filme " Zeitgeist - Moving Forward", 2011.

Filme completo em: http://www.youtube.com/watch?v=CtksNDRi3V4