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quarta-feira, 10 de abril de 2013

23º MOSTRA DE DOCUMENTÁRIO ANTROPOLÓGICO E SOCIAL




Aproveitem ultimos dias para inscreverem seus filmes...
23º MUESTRA DEL DOCUMENTAL ANTROPOLOGICO Y SOCIAL 

Buenos Aires – 28 al 31 de mayo de 2013

Salta – 20 al 23 de agosto de 2013 
 
El INSTITUTO NACIONAL DE ANTROPOLOGÍA Y PENSAMIENTO LATINOAMERICANO dependiente de la DIRECCIÓN NACIONAL DE PATRIMONIO Y MUSEOS  de la SECRETARÍA DE CULTURA de la PRESIDENCIA DE LA NACIÓN realizará del 28 al 31 de mayo en la ciudad de Buenos Aires y del 13 al 16 de agosto en la ciudad de Salta la 23º edición de la Muestra del Documental Antropológico y Social (DocAnt2013). En la presente edición se realizará un homenaje al cine documental mexicano.

Los objetivos de la Muestra son: 
                1- Promover la producción audiovisual sobre la diversidad sociocultural entre investigadores y realizadores nacionales y extranjeros.
                2- Difundir los trabajos audiovisuales que aborden  temáticas antropológicas y/o sociales.  
Este evento reúne desde 1991 las principales producciones fílmicas y en video que abordan la temática antropológica y social, efectuadas por realizadores nacionales y extranjeros.
                Dentro de las actividades previstas se realizarán conferencias, proyecciones del material ingresado de Argentina, Latinoamérica y de diversas partes del mundo a la Muestra y una retrospectiva de cine documental mexicano.

                La inscripción y entrega del material audiovisual se podrá realizar hasta el 12 de abril   próximo en la sede del INAPL.
               
          Para mayor información dirigirse a: Instituto Nacional de Antropología y Pensamiento Latinoamericano, 3 de Febrero 1378, Buenos Aires. Tel: (011) 4784-3371 / 4782-7251/ 4783-6554 Int.13, correo electrónico: videoinapl@yahoo.com.ar, website: www.inapl.gov.ar                                                                            

Durante estas dos décadas, el DocAnt ha dado cuenta del desarrollo del documentalismo –especialmente en Argentina y América Latina- a través de la exhibición de filmes de investigación como práctica más académica de las disciplinas sociales y de realizaciones que entrecruzan con audacia los límites entre lo documental y lo ficcional para contar una realidad sociocultural diversa desde una experiencia estética; en ambos casos recuperando la perspectiva de diferentes personajes y conjuntos sociales, dando cuenta de sus prácticas y exponiendo sus problemáticas particulares o grupales al mismo tiempo que la tensión constante entre diferencia y desigualdad. Homenajes, conferencias, mesas redondas y paneles han completado la programación con el objeto de situar en contextos más amplios (disciplinarios, políticos y culturales) el debate sobre lo exhibido. 

ANTECEDENTES
Las sucesivas ediciones de la Muestra se llevaron a cabo en las ciudades de: Buenos Aires (1991/1996/2001/2005/2010/2011), Santa Fe (1992/2000/2008), Salta (1993), Mar del Plata (1994), Bariloche (1995), Mendoza (1997), Rosario (1998/2009), Córdoba (1999/2007), La Plata (2002), Ushuaia (2003), Trelew/Comodoro Rivadavia (2004) y San Miguel de Tucumán (2006).




"Nuestro objetivo final es nada menos que lograr la integración
del cine latinoamericano. Así de
simple, y así de desmesurado".
Gabriel García Márquez

terça-feira, 9 de abril de 2013

2ª Conferência Internacional de Cinema de Viana do Castelo

Caros colegas.
Envio o endereço da AO NORTE . Associação de Produção e Animação Audiovisual
http://www.ao-norte.com/encontros.php
Programa final da 2ª Conferência disponível online
José da Silva Ribeiro
CEMRI - Laboratório de Antropologia Visual
Universidade Aberta - Portugal

segunda-feira, 8 de abril de 2013

CENSURA AO CINEMA NA ESCOLA

O Curta  já divulgado no Antro  ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’ é CENSURADO no Acre e o programa Cine Educação está paralisado

 

O Curta ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’ é censurado no Acre e o programa Cine Educação está paralisado 

http://racismoambiental.net.br/2013/04/o-curta-eu-nao-quero-voltar-sozinho-foi-censurado-no-acre/
No início da semana recebemos a notícia de que a exibição do curta ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’, como parte do programa Cine Educação, havia sido censurada no Acre.
O programa Cine Educação, uma parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos, tem como objetivo ”a formação do cidadão a partir da utilização do cinema no processo pedagógico interdisciplinar” e disponibiliza diversos filmes cujos temas englobem os direitos humanos, de modo que professores escolham quais são mais adequados para serem trabalhados em aula.
Na semana passada, no estado do Acre, uma professora escolheu o curta ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’ e exibiu-o para seus alunos. Para aqueles que não conhecem, a trama narra a história de Leonardo, um adolescente cego que, ao longo do filme, vai se descobrindo apaixonado por um novo colega de sala.
Alunos presentes na exibição confundiram o curta metragem com o “kit anti-homofobia” e levaram a questão aos líderes religiosos, que mobilizaram políticos da região com o intuíto de proibir o projeto Cine Educação como um todo. Nenhum desses representantes públicos deu-se ao trabalho de ir atrás da verdade e descobrir que se tratava de um programa pedagógico com o intuito de levar o debate sobre direitos humanos para a sala de aula. Mais uma vez no Brasil, a educação perde a batalha contra o poder assustador das bancadas religiosas e conservadoras.
Neste momento, o programa Cine Educação está paralisado. Enquanto isso, os secretários de Educação e de Direitos Humanos do Acre estão articulando com o governador a possibilidade de garantir sua continuidade, enquanto os líderes evangélicos forçam o cancelamento definitivo do programa. Pelo que sabemos, mesmo que o programa seja reativado, o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho será excluído do catálogo e não mais ficará disponível para que professores o utilizem no debate de questões que envolvem algo tão elementar quanto a sexualidade humana e tão importante quanto a deficiência visual.
De forma arbitrária, em uma república federativa cuja Constituição atesta um Estado laico, a sociedade está sendo privada de promover debates. Como pretendemos que adolescentes consigam respeitar a diversidade e formem-se cidadãos lúcidos, pensantes e ativos se informação, arte e cultura (sem qualquer caráter doutrinário) lhes são negadas?
‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’ não é um filme proselitista, tampouco ergue bandeiras de nenhuma natureza. É apenas uma obra de ficção amplamente premiada em festivais de cinema no Brasil e no exterior, cujos predicados artísticos e humanos transcendem qualquer crença. Ademais, se assuntos referentes à orientação sexual dos indivíduos e seus respectivos direitos civis estão na pauta do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, por que não debatê-los em sala de aula? Que combate sombrio é esse, que reacende a memória de um obscurantismo Inquisidor?

Produtores do ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’
Daniel Ribeiro e Diana Almeida
-
Compartilhada por Rogério Junqueira Kaiowá.
Originalmente publicado em:

CINEMA INDÍGENA (para todas as idades)


O Vídeo nas Aldeias acaba de lançar a coleção Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças, um guia para estudantes do ensino fundamental de todo país. A publicação, patrocinada pela "Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais", da UNESCO, reúne um guia didático e dois DVDs com uma seleção de 6 filmes com temáticas voltadas para o público infanto-juvenil realizados junto aos povos Wajãpi, Ikpeng, Panará, Ashaninka, Mbya-Guarani e Kisêdjê.

A coletânea reúne títulos consagrados nacional e internacionalmente como a vídeo carta "Das crianças Ikpeng para o mundo", dos Ikpeng, e "Depois do ovo, a guerra", dos Panará, assim como dois filmes inéditos, o "Mbya Mirim", dos Mbya-Guarani e "No tempo do verão", dos Ashaninka. "Akukusiã, o dono da caça", dos Wajãpi, e "A história do monstro Khátpy", dos Kisêdjê, completam a coleção.

Leia, no link abaixo, uma cópia digital interativa em pdf do guia, que lhe dará acesso aos filmes da coleção "Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças", bem como a outros filmes citados no livro e a sites e livros para pesquisa complementar, como a Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil Mirim, do Instituto Socioambiental. 

http://issuu.com/videonasaldeias/docs/cineastas_indigenas_web_2

Uma cópia do livro pode ser baixada em:
http://videonasaldeias.org.br/2009/noticias.php?c=64


Publicado originalmente em:  http://videonasaldeias.org.br/2009/noticias.php?c=64
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Yndio do Brasil nos Transes ilhéus


Yndio do Brasil
(de Sylvio Back, documentário, 70’, BRA, 1995)

10 de abril - quarta-feira - 14h30 - Auditório do CFH
http://www.transes.ufsc.br/
página do Ciclo de Cinema no Facebook:
https://www.facebook.com/TransitosContemporaneos



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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mulheres em Foco 2013

4ta Edición Festival Internacional de Cine por la equidad de género "Mujeres en Foco".
7 a 11 de julho em Buenos Aires - Argentina
 
 
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terça-feira, 2 de abril de 2013

Cinema e Memória

Herzog projetado no Clube Militar contra as comemorações do golpe de 64 !  
Cinema e memória: 49 anos depois do golpe civil-militar
Por Danielle Noronha
No dia 31 de março de 1964 era instaurada a ditadura civil-militar, que governou o país por 21 anos. Hoje, 49 anos depois do início do golpe, em meio a revoltas e comemorações, a tensão pela memória sobre esse período está cada vez mais aparente. A construção da memória coletiva nacional relativa à ditadura está numa constante disputa entre as diferentes interpretações sobre esses anos, pelo fato de haver versões hegemônicas e outras versões menos evidenciadas, que reivindicam o direito de falar a “verdade” sobre esse passado. A criação da Comissão Nacional da Verdade, instalada oficialmente em 16 de maio de 2012, ampliou o espaço oficial para a difusão destas diferentes memórias e ainda mais o embate entre as versões. Porém, mesmo antes da instituição da comissão, outros meios eram utilizados como forma de dar visibilidade às memórias “silenciadas”, que não encontravam espaço nos documentos ou em outros meios oficiais de veiculação, e a arte se tornou um campo importante para a manifestação destas diferentes representações.


O cinema se destaca como uma das principais formas de arte no que diz respeito a construções idealizadas do que foi a ditadura. Primeiro, pela relação que a imagem cinematográfica, através de sua projeção, pode criar com o espectador, já que os filmes são altamente regulados pelo “efeito de real”, ideia que Barthes (2004) desenvolveu para a literatura, mas que também está presente nos filmes, que pode criar, reforçar ou modificar o imaginário nacional sobre o período, além de reformular o discurso sobre a nação. Para Barthes, o “efeito de real” consiste nas estratégias utilizadas nas narrativas realistas para descrever ao leitor o ambiente proposto, que representam o “real” a partir de sentidos conotados e denotados, de tal modo que sejam apagados os resquícios da artificialidade e criada uma relação entre leitor e texto, a partir das referências do que o leitor entende por “realidade”. Em segundo lugar, o cinema remete à relação entre arte e vida, já que os filmes podem ser entendidos como artefatos culturais que “falam” muito da cultura da qual fazem parte.

A construção da memória social sobre a ditadura civil-militar, então, em constante movimento e negociação, é compreendida por distintos agentes sociais de variadas formas. O cinema é apenas mais um lugar social em que se reivindica espaço para veiculação sobre pontos de vista deste período, em que é possível ter contato com novas versões, que no geral, evidenciam memórias que de alguma forma foram silenciadas. Neste sentido, optar por tematizar a ditadura significa fazer parte da tensão que busca (re)significá-la para um público presente. A rememoração também é um ato político.

Desta forma, por trás da representação cinematográfica e das disputas pela memória do período estão conceitos que fazem parte de todo esse cenário tenso, em que há uma briga pelos significados das palavras verdade e silenciamento. É a forma como as pessoas da nação compreendem o significado dessas palavras que está em disputa, pois esses temas estão atrelados à grande parte dos discursos sobre a ditadura e já fazem parte do imaginário sobre o período. O que se busca é indicar o modo como a sociedade entende e compartilha o passado, a partir da relação entre imaginário e memória. Esta questão está muito atrelada à ideia de reconciliação, em que o perdão ainda está sendo negociado, e a conciliação social ainda está em curso. Quando se trata de trazer questões relacionadas à memória da ditadura civil-militar são conotados sentimentos que envolvem silenciamento, além de esquecimento, ressentimento e perdão, que estão também relacionados com a forma com a qual o país passou do governo autoritário para o “democrático”, sem punições, e com a imposição de versões que minimizaram as atrocidades e as diversas violências que foram cometidas nesse período. Assim, o testemunho apresentado no cinema é utilizado como uma forma de “representação do passado por narrativas, artifícios retóricos, colocação em imagens” (RICOUER, 2007, p. 170), que ativa uma memória com o objetivo de não esquecer, de não silenciar.

A produção cinematográfica nacional acumulou um grande número de obras que trabalham com representações acerca deste tema. Os filmes trazem para o presente diferentes releituras sobre o passado, cada qual balizado por determinados aspectos do período, mas que de algum modo dialogam entre si, mesmo que no embate por ressignificações. Dentre os filmes, é possível encontrar distintos gêneros, que geralmente tiveram seus argumentos pautados em biografias, fatos políticos e/ou sociais marcantes ou até mesmo em experiências vivenciadas pelos autores das obras.

Principalmente a partir da “retomada do cinema brasileiro”, mesmo não sendo possível classificá-los como uma corrente estética única, é possível determinar diferentes momentos e estilos de trabalho, em que existem, por exemplo, filmes com caráter de denúncia, filmes de ação, filmes biográficos e, mais atualmente, filmes que buscam fazer uma releitura do passado a partir do presente, quando são trabalhados temas como os traumas, a vingança e a memória, como Corpo (Rossana Foglia, Rubens Rewald, 2007) e Hoje (Tata Amaral, 2012). As histórias podem ser baseadas em personagens reais, como Lamarca (Sérgio Rezende, 1994), Marighella - Retrato Falado do Guerrilheiro (Silvio Tendler, 1999) e Zuzu Angel (Sérgio Rezende, 2006); em acontecimentos reais, como Araguaya - a conspiração do silêncio (Ronaldo Duque, 2004), Hércules 56 (Silvio Da-Rim, 2006), Batismo de Sangue (Helvécio Ratton, 2007) e Condor (Roberto Mader, 2007) ou em histórias ficcionais formuladas sobre um “período” real a partir da forma como o autor entende o passado, como Ação entre amigos (Beto Brant, 1998) e O ano em que meus pais saíram de férias (Cao Hamburger, 2006). Portanto, é possível unificá-los, ao menos, como filmes políticos, pelas características que estão presentes em seus discursos. 


Nesse aniversário de 49 anos do golpe ainda há muitas dúvidas e lacunas sobre o período. Novas histórias estão encontrando espaço e muitas outras versões ainda precisam aparecer para que a sociedade possa (re)formular sua memória social sobre a ditadura, sem ressentimentos. Enquanto isso, é possível buscarmos filmes que foram produzidos – e conseguiram driblar a censura – desde 1964 até os dias de hoje, e neles encontrarmos algumas novas possibilidades de ver, interpretar e compreender esse passado.

Referências bibliográficas

BARTHES, Roland.  O rumor da língua. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

NORONHA, Danielle Parfentieff de. Cinema, memória e ditadura civil-militar: representações sobre as juventudes em O que é isso, companheiro? e Batismo de Sangue. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2013.

RICOEUR, Paul. A memória, a história e o esquecimento. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007.

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