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segunda-feira, 11 de março de 2013

Aproveitem e enviem seus trabalhos até 19 de abril


A décima edição do Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino acontecerá de 16 a 28 de julho de 2013, na CAIXA Cultural do Rio de Janeiro. As inscrições foram prorrogadas até 19 de abril, aguardamos seus trabalhos!

"O nível de empoderamento das mulheres e o desempenho pleno de seus direitos fazem parte, juntamente com outros aspectos, de uma série de medidores do desenvolvimento de regiões ou países, de forma que a igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecidamente fundamental para o desenvolvimento de toda a sociedade. Expandindo-se os significados de feminino e masculino para além das diferenças sexuais e a noção de gênero para além das desigualdades binárias, podemos entender que uma sociedade onde estejam assegurados direitos legais e civis a todos os cidadãos e, mais importante, a prática desses direitos, é sem dúvida uma sociedade melhor para todos os indivíduos e não apenas para grupos sociais definidos, como muitas vezes a intolerância e a violência nos quer fazer acreditar.

Os meios de comunicação têm papel fundamental nesse processo. As imagens produzidas, reafirmadas e divulgadas de homens e mulheres contribuem para determinar os papeis que homens e mulheres terão a desempenhar na família, no trabalho, na política, etc. E, ao contrário, a quebra de rótulos e a divulgação de imagens positivas e diversificadas dos diferentes grupos sociais e gêneros contribui para a igualdade no desempenho pleno dos direitos e das práticas seja na educação, na família, no mundo do trabalho, na política, no acesso aos meios de produção, etc.

Os eventos culturais e cinematográficos, além de promover os filmes e produtos culturais que abordam e defendem práticas mais igualitárias e justas, também estimulam a produção de, cada vez mais, produtos com estas temáticas, o surgimento de novos produtores e diretores e/ou a continuidade em suas carreiras, e o debate em torno de tais questões, levando temáticas como igualdade de direitos civis, direitos humanos, sexualidades, combate à intolerância e violência, representação dos corpos pelo audiovisual, etc. ao público e mídia.

Falar e reconhecer desigualdades já é praticar a promoção da igualdade, e fomentar a diversidade".

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 http://www.antrocine.blogspot.com.br/2013/02/cinema-e-feminino.html
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domingo, 10 de março de 2013

Cinema Feminino entre Portugal e Alemanha

Em Lisboa!
Cinema no Feminino & Mesa-Redonda "Cinema no Feminino - Ponto da Situação"
11 a 16 de Março de 2013
Goethe-Institut
 
Entrada Livre

A propósito do Dia Internacional da Mulher e no âmbito do seu 50° aniversário, o Goethe-Institut apresenta o ciclo Cinema no Feminino.
Cada uma das últimas cinco décadas estará representada por um filme de realizadoras alemãs pouco conhecidas em Portugal. O ciclo arranca com obras de três pioneiras do cinema feminino alemão, Ula Stöckl, Helke Sander e Jutta Brückner.

Em Neun Leben hat die Katze, (O Gato tem nove vidas, 1968), Ula Stöckl mostra como cinco mulheres aproveitam a sua "nova liberdade" para se tornarem independentes.

A realizadora Helke Sander é a protagonista do seu filme Die allseitig reduzierte Persönlichkeit (A personalidade reduzida por completo, 1977), no qual a fotógrafa e mãe solteira Edda faz um grande esforço para equilibrar a sua vida pessoal e profissional. Em Hungerjahre. In einem reichen Land (Anos de Fome. Num pais rico, 1980), de cariz autobiográfico, Jutta Brückner retrata três anos da vida da jovem Ursula numa Alemanha dos anos 50 em pleno milagre económico. Carolina Link (Óscar para Melhor Filme Estrangeiro em 2003) conta em Jenseits der Stille (Para além do Silêncio, 1996) a história de Lara, filha de um casal surdo-mudo que não desiste do seu talento musical, mesmo correndo o risco de se afastar do seu pai.

De Valeska Grisebach, realizadora pertencente à "Nova Escola de Berlim" será exibido, Sehnsucht (Saudade, 2006), que acompanha o dilema de Markus, que apesar de ter um casamento feliz se apaixona por outra mulher. Por fim, será exibido Die Fremde (A Estrangeira, 2010), prémio LUX 2010, onde Feo Aladag narra a história de Umay que, vítima de maus-tratos, foge do seu marido mas não encontra o apoio familiar que procura.

O ciclo termina com a mesa-redonda Cinema no Feminino – Ponto da Situação, que terá lugar no Sábado, dia 16 de Março às 16h30, na qual cineastas portuguesas e alemãs irão reflectir sobre o cinema feminino na Alemanha e em Portugal.
As convidadas são Jutta Brückner (realizadora) Teresa Villaverde (realizadora), Christine Reeh (produtora/realizadora), Cíntia Gil (doclisboa) e Kaya de Wolff (Universidade Lüneburg). 
A mesa-redonda será moderada por Anabela Campos (Jornal Expresso)


Mais infos: http://www.goethe.de/ins/pt/lis/ptindex.htm

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cinema e Cultura na América Latina: CineCríticos por si mesmos




É com grande alegria que apresentamos “CineCríticos” {http://www.cinecriticos.com.br/} - trabalho recém finalizado, idealizado por Eliska Altmann, e  fruto de uma pesquisa iniciada há sete anos.

A pauta é crítica, e as amplas temáticas são cinema, América Latina e cultura de um modo geral. 
Trata-se de um portal com entrevistas filmadas com críticos argentinos, brasileiros, cubanos e mexicanos.
A ideia é que tais registros e memórias sirvam como fonte de investigação e como acervo audiovisual virtual para quem pensa, pesquisa e aprecia os referidos temas. 


Eliska Altmann é Professora adjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, no departamento de Ciências Sociais e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS). Coordenadora adjunta do Núcleo de Experimentações em Etnografia e Imagem (NEXTimagem) - PPGSA/IFCS/UFRJ. Pesquisadora associada ao Núcleo de Pesquisa em Sociologia da Cultura (NUSC) - UFRJ, e ao Núcleo de Antropologia e Imagem (NAI) - UERJ. Integrante do GRAPPA - Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais. Colaboradora da Mostra Internacional do Filme Etnográfico desde 1996. Realiza pesquisa para documentários, entre os quais: Edifício Master (2001), de Eduardo Coutinho, e Apartamento 608 (2009), de Beth Formaggini. É autora de artigos nos campos da sociologia da cultura e da antropologia e imagem e do livro “O Brasil imaginado na América Latina: a crítica de filmes de Glauber Rocha e Walter Salles”, publicado pela  editora Contra Capa (2010).

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Indomáveis – Uma história de Mulheres Livres (Zerikusi A., 2012)













Em São Paulo!

Neste domingo, 9 de março, a Biblioteca Terra Livre irá exibir o documentário “Indomáveis, uma história de Mulheres Livres” no Centro de Cultura Social de São Paulo. Esta exibição faz parte das atividades realizadas pelo Cineclube Terra Livre, que a pós 2 anos de existência e 4 mostras bem sucedidas, mudará sua forma sem, entretanto, perder sua essência.

PhotobucketAntonia Fontanillas
As Mujeres Libres… aquilo foi, para mim, uma coisa, uma experiência que só foi possível por causa da Revolução, por causa do movimento. Acredito que se não tivesse ocorrido isto, não teria existido uma organização assim, de mulheres libertárias, com esse nome.

Em 2013 não realizaremos as mostras semestrais com exibições mensais de filmes. Decidimos propor somente exibições pontuais e temáticas, conectadas a algum fato, data ou personagem do anarquismo mundial, como já fizemos algumas vezes no passado.
Isso não significa o fim das mostras, mas sim uma avaliação de que seria importante buscarmos um espaço onde possamos hospedar o Cineclube Terra Livre, conectado diretamente ao cineclubismo e que possibilite atrair e conviver com amantes do cinema, e interessados pelas questões sociais e/ou pela estética/arte que os anarquistas propõem.


PhotobucketConcha Liaño
Nós não estávamos de acordo com que as mulheres haviam se deixado submeter, porque não éramos contra os homens, o que queríamos era que os homens compreendessem que éramos seres humanos iguais a eles.

É neste contexto que o documentário sobre as Mulheres Livres será exibido. O filme aborda a história do que foi esse agrupamento de mulheres tão importante durante e depois da Revolução Espanhola de 1936, mostrando inclusive quais eram seus projetos, como viam a questão da relação mulher e homem, e muitas outras questões vinculando o passado e o presente.

Convidamos, então, a todas as pessoas prestigiarem a história desse grupo de mulheres anarquistas no CCS, Rua General Jardim, 253 – Sala 22, Próximo Metrô República – São Paulo. SÁBADO, dia 09/03, 18 horas. A entrada é gratuita.


PhotobucketPepita Carpeña
Nós realizamos a utopia; ela é possível e ninguém poderá nos contradizer.


 * Para aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre as mulheres livres leia a dissertação de mestrado de Maria Clara Pivato Biajoli, “Narrar Utopias Vividas. Memória e Construção de Si nas Mujeres Libres da Espanha”, disponível aqui.

Postado originalmente em:  http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/

[Indomáveis é a última produção de ZerikusiA. Com este trabalho tenta trazer à tona outra parte da nossa história, a que conta a experiência de Mulheres Livres.]

Comunicado:

Mulheres Livres foi uma organização autônoma, fora das estruturas de qualquer órgão do movimento libertário. Sem abandonar suas raízes anarquistas praticaram um feminismo obreiro. Tinham como objetivo preparar as mulheres a participar pessoalmente na revolução libertária. Ou seja, queriam formar as mulheres, que sofriam altos índices de analfabetismo, e atraí-las para o movimento libertário.

Tiveram que lutar contra uma cultura católica profundamente enraizada e, o mais doloroso, contra a indiferença, quando não o desprezo, de seus companheiros e companheiras libertários. Apesar de ter alcançado mais de 20.000 afiliadas só na zona republicana, nunca foram aceitas como parte do Conselho Geral do Movimento Libertário. Com este documentário tentamos descobrir o que pensavam, qual era sua abordagem política e como desenvolveram o seu trabalho.

Para conseguir isso foram entrevistadas duas protagonistas diretas desta história, Conchita Liaño e Sara Berenguer. Ambas tinham parte ativa e na linha de frente nos dias de 36. Ambas com uma bagagem política e humana considerável.

Além disso, consultamos escritoras e historiadoras como Laura Vicente, que nos colocou na história. Também falamos com Martha Ackersberg, professora do Smith College, em Massachusetts e autora do livro "Mujeres Libres de España", que nos traz mais perto da situação política no início dos anos 30 e da riqueza humana de Mulheres Livres. Estivemos com um dos grupos que mantêm o legado daquelas mulheres: Dones Lliures Del Alacant, um grupo de mulheres da CGT que se denominam anarcofeminista. Contamos também com a presença poética e comprometida com o feminismo atual da escritora Llum Qiñonero.

Para tornar mais compreensível a mensagem de nossas protagonistas, recriamos cenas com atrizes, chegando a reproduzir um comício em um teatro. Também trazemos, de onde quer que esteja, o espírito de Lucia Sanchez Saornil, que nos ajuda a contar a história.


Para aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre as Mulheres Livres disponibilizamos também a dissertação de mestrado de Maria Clara Pivato Biajoli, “Narrar Utopias Vividas. Memória e Construção de Si nas Mujeres Libres da Espanha”, em
http://www.4shared.com/office/wu0SMMB4/BIAJOLIMaria_Clara_PivatoNarra.html.  


Mais infos:

zerikusia@...

Trailer do documentário:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3anTPGgvqs4

No entardecer
O azul celeste
Manchado é pelo arranha-céu
Dalva Sanae Baba

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quarta-feira, 6 de março de 2013

Antropologia do Cinema na REA/ABANNE



IV REUNIÃO EQUATORIAL DE ANTROPOLOGIA/XIII REUNIÃO DE ANTROPÓLOGOS NORTE E  NORDESTE

Temática geral: SABERES LOCAIS E EXPERIÊNCIAS TRANSNACIONAIS: INTERFACES DO FAZER ANTROPOLÓGICO

Local e data: Fortaleza, Ceará. 04 a 07 de agosto de 2013

Submissão de resumos: até 31 de março
(Regras e envio de resumos pelo site do evento, a partir de 15 de março: http://www.reaabanne2013.com.br/site/
Grupo de Trabalho 04: Antropologia do Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas

Coordenador(es):
Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia (UFS)
Ana Paula Alves Ribeiro  (UFRRJ)
Debora Breder  (UFMG)

Debatedor(es):
Juliano Gonçalves da Silva (UFF)

Apresentação:

 


Este GT pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas

relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais

constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais,

propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um

cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o

desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia

do Cinema. Trata-se de debater o Cinema como objeto antropológico,
focando: 1) as articulações entre Cinema, narrativas, memória e

subjetividade; 2) as representações e interpretações que as

 narrativas cinematográficas nos propõem sobre os mais diversos temas,

 como a relação natureza/cultura, o estatuto do humano/não-humano, de

corpo, gênero, sexualidade, identidade, etc; 3) as condições sociais

de produção, circulação e recepção dessas narrativas em seus mais

diferentes formatos e gêneros, considerando as diversas categorias que 

estruturam o campo cinematográfico. Em suma, objetiva debater as

potencialidades do olhar antropológico dirigido ao Cinema, do diálogo 

entre as narrativas cinematográficas e as narrativas antropológicas e

das etnografias do/no cinema, no âmbito de estudos sobre a

contemporaneidade e os novos procedimentos de construção de sentido.


Justificativa:
Considerando as narrativas cinematográficas como uma forma expressive significativa da nossa época, que revela, em imagens e sons, as utopias e distopias contemporâneas, o GT Antropologia do Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas, tem como proposta dar continuidade aos debates empreendidos por ocasião da 28ª Reunião Brasileira de Antropologia (São Paulo/2012), do XV Encontro de Ciências Sociais Norte/Nordeste (Teresina/2012) e do III Congreso Latinoamericano de Antropología  (Santiago/2012), nos quais foram discutidas as potencialidades do olhar antropológico dirigido ao cinema – em seus mais diferentes formatos e gêneros. Nosso objetivo com a reedição deste GT, agora no âmbito da IV Reunião Equatorial de Antropologia (REA) e XIII Reunião de Antropólogos Norte e Nordeste (ABANNE), é possibilitar a reunião de pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema, utilizando as narrativas fílmicas como objeto de investigação para refletir sobre as suas articulações com os diversos campos do saber antropológico. Em um contexto marcado pela intensa propagação de imagens, o cinema torna-se um elemento importante na constituição de imaginários e visões de mundo das sociedades, em que as narrativas audiovisuais desvelam parte dos sentidos e dos esquemas valorativos que compõem os repertórios simbólicos e culturais dos indivíduos.

Regras:
§ Não será permitida a participação de um(a) mesmo(a) pesquisador (a) em mais de um grupo de trabalho, a qualquer título.
§ Titulações exigidas para APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE ATIVIDADES: Trabalhos para GTs: doutorado, doutorando, mestre ou mestrando; Pôsteres: graduado ou graduando.

Este GT foi proposto pelo GRAPPA/ANTROcine, que reúne pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia do/no/com Cinema.

Saludos afetuosos y a bientôt!

GRAPPA (Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais) y ANTROcine


Antropologia do Cinema agora também no facebook: http://www.facebook.com/AntropologiaDoCinema    

O cinema e seu processo de pesquisa

No Rio de Janeiro !

O Laboratório do Filme Etnográfico convida 
Encontros  com  o Autor e  Mostra de Filmes


O cinema e seu processo de pesquisa.
Encontro com Andrea Tonacci

entre 13 e 15 de março no ICHF/UFF.


"Filmo para conhecer, conhecer-me, para apreender a olhar, a ver, descobrir, revelar, às vezes interferir; mas a cada vez, a cada filme, nada mais sei, caio no nada, onde tudo pode acontecer, então fico bem quieto, atento, aguardo, e giro com o mundo". A. Tonacci.

O evento O cinema e seu processo de pesquisa. Encontro com Andrea Tonacci visa a formação dos quadros da equipe do Laboratório do Filme Etnográfico e acolhe estudantes de graduação e pós, pesquisadores e professores dos departamentos de Antropologia, Sociologia, História e Cinema da UFF. Essa atividade se inscreve numa série de atividades de formação em Antropologia Visual, visando habilitar pesquisadores para a realização audiovisual.
Andrea Tonacci é autor de importantes filmes do cinema documentário e ficcional brasileiros, entre eles, Serras da desordem (2006), Os Arara (1980-83), Discursos Canela (1979), Jouez encore, payez encore (1975), Bang bang (1970), entre outros. O evento visa estabelecer diálogos com o realizador, no estudo dos processos de produção no cinema, esclarecendo os trabalhos de pesquisa, roteirização, produção, gravação e montagem de seus filmes.



Programação:
13/3/12:
18hs. Sala O-516.
Blá blá blá (1968). 28'.
 
Bang Bang (1970). 85'.
 
14/3/12
10hs. Sala O-516.
Os Arara (1980/83). 75'.
14hs. Laboratório do Filme Etnográfico. Sala O-207.
Troca de vivências e conversa a partir detrabalhos em processo.

18 hs. Sala O-516.
Conversas no Maranhão,(1977).120'.

15/03/12
10 hs. Sala O-516
Jouez Encore, Payez Encore, (1975). 65'.
14hs. Sala O-516
 Serras da Desordem (2006). 135'.


"um encontro é uma oportunidade de reflexão e aprendizado". A. Tonacci












+ links de interesse sobre os trabalhos dele.
 


Apoio: FAPERJ
Realização: Laboratório do filme Etnográfico/UFF

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 http://antrocine.blogspot.com.br/2012/05/o-som-e-musica-na-antropologia-e-no.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

Da sociologia da arte ao Cinema

GT Sociologia da Arte do XVI Congresso Brasileiro de Sociologia da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) - 10 a 13 de setembro de 2013, Salvador (BA) - coordenado por Maria Lucia Bueno (UFJF) e Sabrina Parracho Sant'Anna (UFRRJ). Encaminhamos a ementa abaixo, lembrando que se trata da continuidade e consolidação dos trabalhos do GT Sociologia da Arte em atividade nos três últimos congressos da SBS. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até 11/04 nos sites da SBS: www.sbsociologia.com.br

Contamos com o apoio de vocês. Obrigada.



EMENTA DO GT SOCIOLOGIA DA ARTE.

Na sociedade contemporânea, pautada pela dimensão simbólica e pela estetização do cotidiano, a sociologia da arte adquire especial relevância, assinalando problemas fundamentais para o desenvolvimento do saber sociológico. Diversos autores tem apontado a importância do papel que a cultura artística vêm desempenhando nas práticas sociais, destacando a influência da cultura de massas, os processos de espetacularização e musealização das sociedades e o esgarçamento das fronteiras entre o mundo da arte e a indústria cultural em todos os seus domínios, da música às artes plásticas, da literatura ao cinema. Neste contexto o universo estético sofreu uma considerável ampliação, ultrapassando a esfera restrita da cultura erudita. A sociologia da arte no século XXI abarca dos museus aos grafites nas ruas, das salas de concerto aos shows de rap, das performances mais herméticas aos desfiles de moda, tornando muito mais complexo o trabalho do pesquisador. Na literatura recente temos um aumento tanto das interpretações que passaram a olhar para os problemas estéticos como questões centrais da análise sociológica, quanto daquelas que refletem sobre os bens artísticos como fenômenos de especial relevância para o entendimento da realidade contemporânea. É a partir destas perspectivas que o GT de Sociologia da Arte levanta questões que hoje desafiam o desenvolvimento da Sociologia brasileira. Nosso objetivo é colocar em contato pesquisadores e pesquisas as mais diversas, contribuindo para o surgimento de interlocuções e para o fortalecimento das já existentes.

domingo, 3 de março de 2013

Cinema latino-americano em Movimento

Caros ,
Comunicamos o lançamento da nova edição da Revista Movimento, periódico científico semestral, organizado pelos alunos do Programa de Pós-graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA/USP . Neste número o destaque está  no dossiê sobre Cinema latino-americano, com artigos, ensaio fotográfico e  entrevista inédita com o cineasta chileno Patricio Guzmán.


Dada a dificuldade em fazer circular o nosso trabalho, gostaria de pedi ajuda na divulgação...


  Editorial

O projeto da Revista Movimento surgiu de uma inquietação. Diante das inúmeras pesquisas de mestrado e de doutorado atualmente em realização no programa de pós-graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA-USP, resolvemos nos organizar para a criação de um periódico discente que permitisse a exposição dos resultados de trabalhos acadêmicos ainda em processo. Preocupados com a circulação restrita de boas pesquisas, montamos a Revista Movimento como uma tentativa de fazer do meio eletrônico um mecanismo para a divulgação do conhecimento na área do audiovisual. Em junho de 2012, quando lançamos o primeiro número da nossa publicação, o resultado foi um dossiê com treze artigos, todos escritos por alunos da ECA-USP, e que ofereceriam ao leitor um panorama dos estudos que estavam em desenv olvimento naquele departamento.

Embora o periódico tenha nascido com as pretensões acima assinaladas, voltado completamente para as pesquisas discentes de um programa específico de pós-graduação, é diante de certa surpresa que anunciamos o novo número da revista como um ultrapassar dos limites originais. Quando lançamos a chamada para a publicação de textos nessa segunda edição, concentrando esforços na montagem de um dossiê em torno do cinema na América Latina, não imaginávamos que receberíamos artigos escritos por acadêmicos pertencentes a diversas universidades de dentro e de fora do Brasil. Dos quinze textos recebidos pela Revista Movimento para avaliação, nove foram selecionados pelos pareceristas. São estudos provenientes dos departamentos de Geografia, História e Antropologia da FFLCH-USP, da Escola de Comunicação da USP, do Instituto de Artes da UNICAMP (Campinas), do curso de Cinema da UNISUL (Santa Catarina), do setor de História da UNESP (Assis), da área de Comunicação da UFMG (Belo Horizonte) e do departamento de Comunicação Social da Universitat Pompeu Fabra (Barcelona).

Um rápido passar de olhos sobre esses dados é indício de que o periódico adquiriu uma circulação inicialmente não prevista por nós, tornando-se um espaço eletrônico com capacidade para uma troca mais intensa de idéias e de pesquisas. O resultado desse segundo número nos alegra e ao mesmo tempo nos preocupa:
como manter a continuidade de uma publicação onde todos são voluntários e encontram-se em meio às inúmeras obrigações da vida acadêmica?

O leitor da Revista Movimento encontrará nessa edição um dossiê intitulado “América Latina” e que reúne novos olhares a respeito do continente latino-americano, enriquecidos pela multiplicidade de temas e enfoques. A realização audiovisual enquanto prática de resistência, os posicionamentos diante de um passado militar recente, bem como os tratamentos dados à miséria e à violência, convivem com o questionamento da América Latina atual, incluindo visitas a Argentina, a Colômbia, ao Chile, a Cuba e ao Brasil.

Vanderlei Henrique Mastropaulo aborda os filmes de Adolfo Aristarain, realizados no início dos anos 1980, identificando os traços do gênero policial e a crítica ao regime militar argentino. Viviana Echávez Molina, por sua vez, enfatiza os críticos e cineastas colombianos do Grupo de Cali. O ponto de partida é Agarrando Pueblo (1977), que denuncia a encenação da pobreza, ironiza a linguagem do documentário e contrapõe-se ao tratamento da miséria com fins comerciais. Sob um viés antropológico, Diana Paola Gómez Mateus atem-se ao cinema colombiano recente, tratando os filmes Perro come perro (2008) e Paramo (2011) como perversões audiovisuais das narrativas da violência colombiana. A partir de En nombre de Dios (1986), de Patricio Guzmán, Alexsandro de Sousa e Silva identifica a representação de diferentes setores da Igreja Católica na resistência à ditadura chilena de Augusto Pinochet. Marcelo Prioste encontra algo de inusitado em Di-Glauber (1977), articulando referências a Eisenstein e à cultura popular mexicana. Albert Elduque, por fim, acompanha as metáforas e formas estéticas assumidas pelo tema da carne no cinema de Joaquim Pedro de Andrade.

Entre os diferentes olhares presentes no Dossiê América Latina, o Ensaio fotográfico e a Entrevista voltam-se ao aqui e agora. Em Os jovens de Cuba, as lentes de Cristina Beskow buscam o lazer infantil e o lúdico, construindo um olhar saudoso às conquistas sociais cubanas, principalmente quanto ao direito à infância. A Entrevista com o documentarista chileno Patricio Guzmán foi realizada na Cinemateca Brasileira, no contexto do curso “Memória e transformação”, ministrado pelo próprio cineasta em julho de 2012. Durante a conversa, Guzmán questiona-se a respeito da memória e do documentário enquanto práticas politizadas, retomando os estudos cinematográficos na Espanha, a atuação durante o governo de Salvador Allende e as origens do Nuevo Cine Latinoamericano.

Dentro deste número da Revista Movimento, o leitor encontrará ainda uma série de três artigos avulsos, que reafirmam a pluralidade de enfoques. Cristiane Pimentel Neder propõe uma abordagem sensitiva a respeito das sonoridades e da identidade em O céu de Lisboa (1994), de Win Wenders. A partir do cinema de Harun Farocki, Siomara Gomes Faria coloca em questão a construção do passado e o uso das imagens de arquivo; enquanto o estudo de Rafael Morato Zanatto, a respeito de Paulo Emilio Salles Gomes e Robert Wiene, realiza-se como um desdobramento da curadoria da VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, ocorrida em São Paulo, em 2012.

Convidamos a tod@s para acessarem nossa revista pelo seguinte endereço: www.revistamovimento.net

Obrigado e Boa leitura!


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sábado, 2 de março de 2013

Making Off - cadastro pra tod@s gratuito, corram!!!

Milhares de Filmes a sua disposição
- Aproveitem que é só até amanhã -

"Informamos que entre os dias 01/03 e 03/03 o Making Off estará aberto para novos cadastros SEM a necessidade de convites.


Estimulamos todos a divulgarem essa informação aos interessados em suas redes sociais ou da forma que acharem melhor.


Não sabemos quando e nem mesmo se ocorrerá oportunidade semelhante no futuro. "