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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A estética do cinema


Nosso encontro com o professor e ensaísta Ismail Xavier, sem dúvida um dos maiores críticos e teóricos de cinema do Brasil, foi motivado pela bem-vinda reedição de Alegorias do Subdesenvolvimento – Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal, livro que faz uma abordagem histórica e estética do cinema  brasileiro moderno entre 1967 e 1970, período marcado tanto pela ebulição artística quanto pelo recrudescimento da ditadura.

Com análises decisivas de filmes como Terra em Transe (Glauber Rocha, 1967), O Bandido da Luz Vermelha (Rogério Sganzerla, 1968), Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade, 1969) e O Anjo Nasceu (Júlio Bressane, 1969), o livro identi_ ca um universo de obras que, de maneiras diversas, e num curto espaço de tempo, conseguiram refletir todo um trajeto da arte e da política no Brasil.

A reedição vem incrementada de um novo prefácio, em que Ismail coteja as discussões presentes no livro com o panorama atual, e de um posfácio no qual esclarece a noção de alegoria – de extração benjaminiana – que o livro emprega e desdobra. A forma alegórica aparece aí tanto em seu sentido clássico – de uma arte que se apresenta por meio de linguagens cifradas ou de simbolismos disfarçados que visam expressar um conteúdo sem dizê-lo explicitamente – quanto em sua reelaboração moderna, que busca dar conta de manifestações artísticas pautadas na fragmentação, na descontinuidade, na quebra da unidade orgânica da obra de arte convencional (como forma de contestar a própria ideia da História como progresso linear). A alegoria desponta, assim, como ferramenta privilegiada do artista moderno disposto a desmascarar a crise vivida pela sociedade (porém encoberta pelo “otimismo burguês do progresso”) e, mais do que isso, internalizar essa crise na própria forma das obras.

Nesta entrevista, Ismail toma a alegoria como ponto de partida para discorrer sobre diversos temas, desde o legado do Tropicalismo na produção artística atual até as formas de representação da violência no cinema e na televisão (ele nos brinda com uma análise bastante original e reveladora de Tropa de Elite 2).


Luiz Carlos Oliveira Jr – A questão da alegoria é uma das linhas de força de sua investigação teórica e extrapola o assunto do livro agora reeditado, aparecendo também em seus textos sobre o melodrama, o cinema clássico hollywoodiano, os filmes adaptados de Nelson Rodrigues etc. Quando foi que você despertou para a importância da análise do discurso alegórico em seu pensamento sobre o cinema?

Ismail Xavier – Minha lida com o discurso alegórico começou quando escrevi o livro Sertão Mar: Glauber Rocha e a Estética da Fome [publicado pela primeira vez em 1983]. Dadas as características do estilo de Glauber, tratei de um tipo de alegoria ligado a uma visão profética da história, que supõe encontrar, na recapitulação de um passado de sofrimento e cheio de conflitos, um impulso de rebeldia que se põe como a prefiguração de um futuro promissor, no caso da revolução cristalizada no lema “o sertão vai virar mar, o mar virar sertão”, uma fórmula da esperança que se entrelaça com as formas da cultura popular do sertão.

Essa “fórmula da esperança”, nos filmes analisados em Alegorias do Subdesenvolvimento, já se vê suplantada por outro sentimento, mais desencantado politicamente e mais agressivo esteticamente.

Neste livro, a tônica é a variedade dos estilos e da composição da ordem do tempo; minha análise segue muito de perto um rápido deslocamento que põe em confronto diferentes modos de se entender o cinema e o lugar do artista na sociedade, observando um diálogo tenso entre os filmes, que cristaliza a dinâmica de invenção e ruptura havida entre 1967 e 1970, quando lidamos com a polêmica que envolve o Cinema Novo, o Tropicalismo e o Cinema Marginal. Um embate de estilos, uma articulação de perguntas e respostas que marca o cinema pós-1964. Discuto as soluções trazidas pelos filmes para expressar distintas formas de desencanto próprias a uma conjuntura em que há o confronto com a derrota dos projetos de transformação social.

Os temas enfocados no livro sem dúvida ainda reverberam na produção artística de hoje…

O debate sobre aquele momento da cultura e da sociedade marca sua presença hoje na própria produção de cinema, como é o caso de Belair (Bruno Safadi e Noa Bressane, 2009), Luz nas Trevas (Helena Ignez, 2011), Rocha Que Voa (Erik Rocha, 2002), Tropicália (Marcelo Machado, 2012) e Loki – Arnaldo Baptista (Paulo Henrique Fontenelle, 2009).
A análise crítica e o debate em torno de cineastas como Glauber, Sganzerla, Bressane, Joaquim Pedro, Tonacci e Walter Lima estarão sempre em pauta, e a atuação de Tonacci, Bressane e Walter Lima, bem como de outras figuras do Cinema Novo e do Cinema Marginal (Carlos Reichenbach e Neville D’Almeida, Carlos Diegues e Paulo Cesar Saraceni), consolidou os elos entre o passado e o presente, em alguns casos retomando a relação do cinema com os segmentos com os quais houve o intenso diálogo – talvez o mais intenso de todos – num momento em que músicos como Caetano, Gil e Tom Zé, o Teatro Oficina e outros segmentos da cultura visual e do espetáculo compuseram a constelação que respondeu ao desafio lançado por Terra em Transe em 1967, no mesmo mês de maio em que causava impacto a instalação “Tropicália”, de Hélio Oiticica, no MAM do Rio de Janeiro.


Embora haja uma série de filmes brasileiros recentes que trabalham na chave alegórica, você não tem a sensação de que se diminuiu o espaço para um cinema intelectualizado disposto a condensar numa só narrativa toda a história e a conjuntura do país?

Quando se pensa o tratamento de questões nacionais no cinema, a primeira impressão seria de que nos anos 60-70 houve maior lugar para abordagens totalizantes, ao contrário do que estaria acontecendo hoje. Mas olhando mais de perto, podemos ver que o quadro não é bem este.
De um lado, já houve a colocação da alegoria em nova chave em 1969-70, como observo no livro ao analisar os filmes de Bressane e Tonacci. Não foi e não seria o caso de reduzir tudo a uma alegoria do Brasil que é apenas um segmento desse jogo. Por outro lado, a produção contemporânea repõe a “questão nacional” sob diferentes formas, seja no segmento mais ligado à tradição moderna, em que temos exemplos de trabalhos voltados para a formação histórica e a cultura brasileira, como nas séries de TV de Luiz Fernando Carvalho (A Pedra do Reino, 2007) e em filmes como Bocage (Djalma Batista, 1998), Amélia (Ana Carolina, 2000), Desmundo (Alain Fresnot, 2003), Brava Gente Brasileira (Lúcia Murat, 2000), que estão longe de ser narrativas de fundação afirmativas.
Ao lado disto, há diagnósticos da situação contemporânea que acentuam questões identitárias, como Terra Estrangeira e Central do Brasil, ambos de Walter Salles Jr., que reúnem os paradigmas da migração e da identidade, da família e da nação. Em outro recorte, Cronicamente Inviável (Sérgio Bianchi, 2000) traz uma explícita alegoria do Brasil, um concerto do ressentimento nacional que coroa a reiteração sintomática de personagens ressentidos no cinema recente, figuras que vivem o descompasso entre ambições de consumo e sua realidade efetiva, às vezes insuportável como nos filmes que tematizam a violência dos pobres entre si – Como Nascemos Anjos (Murilo Salles, 1996), Orfeu (Carlos Diegues, 1999), Cidade de Deus (Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2001), Contra Todos (Roberto Moreira, 2003) – ou focalizam o ressentimento da classe média em seu afã de ascensão: Redentor (Cláudio Torres, 2004) é francamente alegórico nesse sentido.

As expectativas em torno do papel do cineasta, contudo, mudaram. Uma condensação histórica aos moldes de Macunaíma ou de O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (Glauber, 1969), hoje, soaria como ambição anacrônica?

Houve, sem dúvida, o senso da “perda do mandato popular” que tornava o cineasta convicto de sua condição de porta-voz da comunidade imaginada (a nação), vista como mais coesa do que a realidade viria mostrar; em verdade, esta ruptura com a noção de mandato já se deu no período do cinema marginal, a partir de 1969, como vemos na terceira parte do livro. De lá para cá, os rumos da cultura e da política minaram de vez esta ideia do “mandato popular” e suscitaram uma nova autoimagem em que o cineasta valoriza o pragmatismo, tal como também ocorre na vida política, exaltando mestres da viabilização. A homenagem de Baile Perfumado (Lírio Ferreira e Paulo Caldas, 1997) a Benjamin Abrahão, o cineasta que filmou Lampião, é um bom exemplo, tal como o tratamento irônico do pragmatismo dos pobres feito pela narração de O Homem Que Copiava (Jorge Furtado, 2003).

As migrações, as pulsões de evasão observadas nas regiões mais pobres do Brasil foram um tema recorrente no cinema moderno, como se observa em Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, ou em Trópicos (1967), de Gianni Amico. Na última década, a questão do deslocamento retornou com força, muitas vezes como busca existencial ou odisseia subjetiva que se substitui ao périplo extremamente físico de outrora.

Você lembrou bem. O cinema moderno teve a migração como um dos seus pontos fortes na discussão de questões sociais, em que o deslocamento dos personagens era um imperativo motivado por uma condição de pobreza insuportável. O cinema recente repõe o tema da migração, mas o associa a projetos de superação de impasses que estão em outra esfera, mais existencial, afetiva, compondo road movies mais aparentados aos de Wim Wenders em sua alegoria da condição contemporânea marcada por figuras desgarradas que, no caso brasileiro, assumem o movimento como opção pela deriva libertadora que repõe impasses, como em Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes, 2005), ou se cumpre exitosa, como em O Céu de Suely (Karim Aïnouz, 2006). Há também a figura da viagem como romance de formação, caso de Diários de Motocicleta (Walter Salles Jr., 2004). São versões da “procura” mais laicas do que as jornadas de conversão ou de busca de um Bem Supremo próprias à tradição religiosa.

Alegorias do Subdesenvolvimento é tencionado por dois momentos distintos, a saber, o período 1967-70, sobre o qual o livro se debruça, e o período 1984-93 em que ele foi gestado e que lhe empresta sua atmosfera. Seria interessante você traçar um paralelo entre esses dois períodos e o momento atual, em que o subdesenvolvimento sai de pauta e um novo Brasil é promovido (o ufanismo estilo Rede Globo tem papel importante nessa promoção).

Claro que muita coisa mudou na política e na economia; já não estamos naquela condição de subdesenvolvimento dos anos 60, mas a inclusão de milhões de brasileiros na rede de consumo, a atenuação dos efeitos da modernização conservadora de que trataram as alegorias do cinema moderno, não significa a superação efetiva do subdesenvolvimento, embora esta noção não esteja mais tão presente, substituída por “emergente” ou componente do BRIC.
Resta ainda o país recordista de desigualdade, com baixo índice de qualidade de vida, bolsões de trabalho escravo e franca violência no campo e na cidade, só geradora de crises institucionais quando se dá à vista de todos nos centros urbanos.
Esta crise do espaço urbano, em que temos áreas fora do controle do Estado-nação e o poder está nas mãos de grupos armados que se conectam ao comércio global de drogas, armas e, no limite, seres humanos, tem sido o foco de um cinema de grande sucesso voltado para o que se reconhece como questão nacional emblemática.



Cidade de Deus, Tropa de Elite

Tropa de Elite 1 e 2 tratam o problema da chamada guerra do tráfico de forma curiosamente inspirada nos westerns de John Ford, que alegorizam passagens espinhosas da fundação nacional de uma sociedade que alcançou no século 20 uma condição vitoriosa. Padilha trabalha com tensões não resolvidas em pontos nevrálgicos em que a nação revela o seu colapso, mas, no final, pode ver uma luz no fim do túnel. No primeiro Tropa, o Capitão Nascimento carrega o fardo de policial durão, violento e torturador em nome do que entende ser o imperativo da guerra de que é herói, mas pagando o preço da desumanização que o isola (sua mulher o abandona, a família recolhe simbolicamente a crise nacional); o filme endossa o seu ponto de vista ao desmoralizar os personagens e discursos que buscam criar mediações entre os pólos do conflito e encontrar soluções fora deste imperativo de guerra total – seriam hipócritas. É o momento Ethan, o personagem de John Wayne em Rastros de Ódio (Ford, 1956).

E como isso se desdobra em Tropa de Elite 2?

Tropa 2 começa no hospital onde o capitão visita o filho baleado pelo crime organizado, ponto de partida do longo flashback; aprenderemos que esta bala estava dirigida a Freitas, um líder defensor dos direitos humanos que passa pela prova de coragem (e não hipocrisia no olhar do capitão) ao arriscar a vida  na negociação para resolver um conflito ocorrido numa prisão. De rivais, a figura da violência como dever cumprido e a figura da negociação se tornam parceiras de uma luta em que o novo inimigo da ordem são as milícias que passam a controlar os morros.
O capitão muda seu ponto de vista, aceita a presença do legislativo no jogo e faz sua denúncia numa comissão de inquérito, mas é Freitas, como homem da cultura, quem está em condições de pleitear um lugar no congresso nacional, ficando o capitão na retaguarda, comoo fez Doniphon (de novo, John Wayne) em O Homem Que Matou o Facínora (Ford, 1962), enquanto Stoddard (James Stewart), o advogado, homem dos livros como o jovem Lincoln, vai para Washington.
Stoddard e Doniphon disputaram a mesma mulher, e o advogado levou. Freitas, não por acaso e dentro do protocolo do melodrama em que família e nação se identificam (desde D.W. Griffith), está, no momento de Tropa 2, casado com a ex-mulher de Nascimento e, para completar a alegoria nacional, o final promissor se encarna na recuperação do filho que, sob o olhar e a torcida de todos – pai, mãe, padrasto e plateia –, sobrevive. Nas imagens finais sobrevoamos Brasília. Não muito depois destes filmes, houve a ocupação dos territórios que estavam fora do controle, com larga cobertura televisiva onde se repetiu com ênfase os emblemas da presença do Estado-nação nas favelas escolhidas como lugar das UPPs, com direito ao hastear das bandeiras estadual e nacional, como muito se viu em Hollywood.


Essa comparação entre Tropa de Elite 2 e O Homem Que Matou o Facínora, além de totalmente original, é de fato reveladora…

Há muitas diferenças entre Tropa 1 e 2 e o cinema de John Ford, como também há muito mais coisa em Tropa 2 que não dá para tratar aqui, mas considero esta conexão entre os filmes e a mise-en-scène da ocupação sob os olhares orquestrados da mídia um exemplo de como a retórica das alegorias nacionais permanece vigente como espetáculo que, no filme, traz acenos de um futuro ainda pontuado de interrogações, e na TV se exibe e se comenta em chave edificante.

A violência urbana e os demônios sociais da classe média também são tratados de forma alegórica, e dialogando com o cinema de gênero, em filmes de menor repercussão midiática?

Ao lado daqueles casos em que está em pauta a violência social mais endêmica, há outras formas de se usar a mediação de gêneros da indústria em filmes de baixo orçamento que compõem a alegoria voltada para problemas contemporâneos. Corpo (Rubens Rewald e Rossana Foglia, 2007) dialoga com a tradição do “fantástico” para trabalhar a relação do presente com o período da ditadura a partir de fato paradoxal que ocorre no IML de São Paulo. E o mesmo ocorre na reflexão sobre as relações de classe no darwinismo social urbano feita em Trabalhar Cansa (Juliana Rojas e Marco Dutra, 2011), cujo cenário central é um supermercado. Ainda em conexão com o cinema moderno, o segmento mais empenhado na busca de novas dramaturgias tem construído situações-laboratório que se cristalizam em outros espaços emblemáticos, um apartamento ou outro espaço habitado por um grupo de jovens que compõem comunidades que, com maior ou menor organização, valem como célula política, como no caso de A Concepção (José Eduardo Belmonte, 2005) e de Os Residentes (Tiago Mata Machado, 2010), algo que nos lembra A Chinesa (1967), de Godard, embora sejam distintos seus tempos e seus ideários. Algo semelhante acontece em A Alegria (Felipe Bragança e Marina Meliande, 2010) e A Febre do Rato (Cláudio Assis, 2011), em outra chave na qual o espaço-laboratório é uma comunidade que se estende pelo bairro e se compõe de personagens cuja pauta é a ação poética afirmativa de contestação da ordem.

Luiz Carlos Oliveira Jr. é cineasta, crítico e editor da revista online Contracampo

Publicado originalmente em: http://revistacult.uol.com.br/home/2013/01/a-estetica-do-cinema/livro 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cineastas Indígenas: um outro olhar

 Registi indigeni: un altro sguardo - Cineastas indígenas: la otra mirada - Indigene Filmemacher: ein weiterer Blick - Cinéastes autochtones: un autre regard - Indigenous filmmakers: another look - Indigenous filmskapare: en titt -
Корінні режисерів: інший погляд - Аутохтони филмаџије: други поглед -
Αυτόχθονες κινηματογραφιστές: μια άλλη ματιά -
再看看土著制片人 - 先住民の映画制作者別の顔 Indiĝenaj filmistoj: alia rigardoYerli Yapımcılar: Başka bir görünüm -
Inheemse filmmakers: een andere kijk - ಸ್ಥಳೀಯ ನಿರ್ಮಾಪಕರು: ಮತ್ತೊಂದು ನೋಟ -
 صناع السينما الأصلية: نظرة أخرى

Criado em 1987, Vídeo nas Aldeias (VNA) é um projeto precursor na área de produção audiovisual indígena no Brasil. O objetivo do projeto foi, desde o início, apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais e de uma produção compartilhada com os povos indígenas com os quais o Vídeo nas Aldeias trabalha.


O Vídeo nas Aldeias está doando as escolas um kit "Cineastas Indígenas: Um Outro Olhar - Levando as Culturas Indígenas para a Sala de Aula". Basta cadastrar sua escola no link abaixo: http://www.videonasaldeias.org.br/2009/contato_escolas.php

POstodo inicialmente no Blog Hermanado...

Escola Indígena, espaço de construção da autonomia...Gente verdadeira: 

http://lucianadeluci.blogspot.com.br/2010/04/cineastas-indigenas-um-outro-olhar.html

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

"Cinema etnográfico, imagem e pesquisa qualitativa em saúde"


Ministrado no Rio o curso, visa apresentar alguns aspectos centrais da pesquisa qualitativa envolvendo imagens (fotografia, vídeo, cinema, dispositivos digitais). Além disto, pretende fomentar reflexão em ambiente de pós-graduação acerca da utilização de metodologias de coleta de dados através da imagem.

Serão discutidas práticas etnográficas em sentido amplo envolvendo questões de saúde –doença, vida e morte, cuidado e vulnerabilidade em diferentes culturas e múltiplas práticas sociais. O autor-realizador privilegiado será Jean Rouch.

O curso, que é gratuito, estará com inscrições abertas até 23/01. Estão sendo oferecidas 35 vagas. Os interessados deverão preencher formulário eletrônico de inscrição (solicitado pelo e-mail kinoetno@gmail.com) e enviar currículo abreviado e carta de intenção expondo importância do curso para as atividades profissionais do candidato. A matrícula será feita no setor de Gestão Acadêmica, entre os dias 20 e 31 janeiro de 2013.

A chamada pública e a Ficha de Inscrição podem ser conferidas no site do Icict: www.icict.fiocruz.br

Outras informações podem ser obtidas na Gestão Acadêmica, pelos telefones 3882-9063, 3882-9033, e-mail gestaoacademico@icict.fiocruz

ENCUENTRO DE INVESTIGACIÓN SOBRE CINE

Entre 25 e 27 de abril de 2013 a Cineteca Nacional realiza o Terceiro Encontro de Pesquisa sobre Cinema Chileno e Latinoamericano no Centro Cultural la Moneda (Santiago - Chile)


El III Encuentro Internacional de Investigación sobre Cine Chileno y Latinoamericano tiene como objetivo principal consolidar una instancia de difusión de los principales trabajos de investigación sobre cine chileno y latinoamericano concluidos recientemente y en curso, generando un diálogo interdisciplinario y, al mismo tiempo, promoviendo la puesta en valor del Patrimonio Audiovisual en la comunidad.
El encuentro propone reunir a investigadores que aborden el tema desde distintas disciplinas y perspectivas teóricas, abriendo un espacio tanto a profesionales de reconocida trayectoria como a estudiantes de postgrado y pregrado.
Otro objetivo es fortalecer la investigación a nivel nacional y latinoamericano, generando un espacio de intercambio que permita establecer mecanismos de difusión, ampliando también la participación en redes locales e internacionales y generando iniciativas en conjunto tendientes a la investigación, a la formación y a la difusión de los resultados de los trabajos.


QUIENES PUEDEN PARTICIPAR/ QUEM PODE PARTICIPAR
 

Podrán participar aquellas personas chilenas o extranjeras que hayan concluido una investigación sobre cine chileno y latinoamericano durante los años 2011-2012 o que tengan una investigación en curso, en cualquiera de estas modalidades:
a) Investigación avalada por instituciones o universidades (tesis concluida o tesis en curso de post grado e in
vestigaciones de académicos).
b) Investigaciones en curso o concluidas, financiadas por fondos nacionales o internacionales
(Fondo Audiovisual, Fondecyt, Fondo del Libro, entre otros)
c) Investigaciones concluidas o en curso realizadas por investigadores de conocida trayectoria.
d) Investigaciones realizadas por alumnos de pre-grado en proyectos de iniciación científica o similares y tesis concluidas de pre-grado.


CATEGORÍAS Y EJES TEMÁTICOS:
1. Investigadores profesionales: los investigadores profesionales podrán enviar sus trabajos en los siguientes ejes temáticos:
- Cine en Chile y Latinoamérica de los primeros tiempos a la década de los 50.
- Cine en Chile y Latinoamérica de los 60 a los 90.
- Cine chileno y latinoamericano contemporáneo: desde el 2000 hasta hoy.
- Estudios comparados: Chile e Iberoamérica.
- Cine, literatura y otras artes.
- Miradas desde la estética y la crítica.
- Representaciones e identidades en el cine.
- Industria Audiovisual
- Trayectorias del cine nacional y latinoamericano.
- El documental latinoamericano
 

2. Categoría estudiantes de pre-grado: los estudiantes de pre-grado podrán participar en los siguientes ejes temáticos:
- Perspectivas del cine chileno
- Perspectivas del cine latinoamericano.


CÓMO PARTICIPAR

Enviando un resumen de máximo veinte líneas o 250 palabras de una propuesta que se adscriba a cualquiera de las dos categorías y ejes temáticos al correo encuentrodeinvestigacion@cinetecanacional.cl hasta el jueves 31 de ENERO/JANEIRO de 2013, junto al nombre del participante, filiación académica (si la tiene), título profesional o grado académico, categoría y eje temático al que se adscribe.

+ INFOS:  www.centroculturallamoneda.cl



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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

La Antropologia del Cine se hará presente en Córdoba, Argentina


Estimados Coordinadores:
Tenemos el agrado de dirigirnos a Uds. para informarles que su propuesta de GT para la X RAM 2013, ha sido aceptada. El listado de todos los GT que se llevarán a cabo, estará disponible en el sitio web de la RAM próximamente.
Además, a la brevedad será enviada la Tercera Circular donde figurarán los plazos para presentar propuestas de trabajo a cada GT, información sobre las formas y costos de inscripción, así como también otras informaciones útiles.
Agradecemos su interés en participar.
Cordialmente,

Comisión Organizadora
RAM 2013
Córdoba-Argentina
---------
Prezados Coordinadores:
Temos o prazer de informar-vocês que a sua proposta de GT para X RAM de 2013, foi aceita. A lista de todos os GT, estará disponível no website da RAM.
Além disso, em breve será enviada a Terceira Circular, com os prazos para a apresentação de propostas para os GT, informações sobre custos e formas de inscrição, como outras informações úteis.
Agradecemos o seu interesse em participar.
Atenciosamente,

Comitê Organizador
RAM 2013
Córdoba-Argentina

Los invitamos a visitar nuestro sitio web http://xram2013.congresos.unc.edu.ar/

Nosso Grupo de Trabalho é o 37: Antropología audiovisual y antropología del cine: miradas cruzadas y conexiones posibles

Este GT surge da necessidade de reunir pesquisadores latino-americanos que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema, seja da perspectiva da Antropologia Audiovisual, seja da perspectiva da Antropologia do Cinema. A partir desta dupla perspectiva, pretende-se debater o cinema como objeto antropológico em sentido próprio, focando especialmente: 1) as articulações entre cinema, narrativa, memória e subjetividade; 2) as representações e interpretações que as narrativas cinematográficas nos propõem sobre os mais diversos temas, como a relação "natureza-cultura", o estatuto do "humano/não humano", de "corpo", "gênero", "sexualidade”, "identidade", "ciência", "religião”, “política”, etc.; 3) as condições sociais de produção, circulação e recepção dessas narrativas em seus mais diferentes formatos e gêneros, considerando as diversas categorias que estruturam o campo cinematográfico. Em suma, em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contra fluxos de narrativas audiovisuais, trata-se não apenas de pensar os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico, mas de empreender uma etnografia do cinema, entendida no âmbito de estudo sobre a contemporaneidade e os novos procedimentos de construção de sentido.

Por outro lado, a antropologia audiovisual foi se constituindo com a contribuição de cineastas por várias décadas. Na América Latina, apesar de existir uma grande produção nesse campo, pouco se tem analisado os filmes etnográficos em relação aos aportes da linguagem cinematográfica para essas narrativas. Considerando a importância de discutir essas questões, propõe-se analisar produções audiovisuais que tenham utilizado, do ponto de vista teórico-metodológico, a antropologia audiovisual e/ou o cinema documental, focando os aportes, cruzamentos e tensões entre essas linguagens e a pesquisa antropológica.


Cordialmente,
Debora Breder (Brasil) e Rafael Contreras (Chile)

O prazo para envio dos resumos será até 25 de fevereiro de 2013.

Seguem os critérios para apresentação dos resumos:
1) Los resúmenes tendrán un máximo de 350 palabras;
2) Deberán contener los planteos problemáticos del tema a desarrollar; 
3) El tipo de letra es Times New Roman, tamaño 12, interlineado 1,5.
4) Se admitirá un resumen por persona en forma individual o en co-autoría (máximo dos co- autores).
5) Los resúmenes deberán ser enviados a los correos electrónicos de los Coordinadores de cada GT. 

Los resúmenes deben ser enviados por correo electrónico a los coordinadores. Plazo límite para envío de resúmenes: 25 de fevereiro de 2013. 
Débora Breder: deborabreder@hotmail.com
Rafael Contreras: rafa_acm@yahoo.com


A lista com os trabalhos selecionados será divulgada 25 de março de 2013.

sábado, 5 de janeiro de 2013

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Seminário "Fazendo Gênero 10"

Inscrições abertas para envio de resumos para o seminário "Fazendo Gênero 10". Abaixo, segue o link do nosso simpósio temático, "Gênero e Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas".  

Enviem propostas!

http://www.fazendogenero.ufsc.br/10/simposio/view?ID_SIMPOSIO=25

Resumo: O simpósio pretende reunir pesquisadores e pesquisadoras que estudam as questões de gênero a partir de um olhar sobre o cinema, bem como aqueles que investigam a linguagem e a produção cinematográficas, a partir do campo das relações de gênero. Quais os lugares dos gêneros nos discursos cinematográficos? Como as sexualidades são apropriadas e negociadas nas produções cinematográficas? Se o cinema é um espaço de construção, crítica e reprodução, como a feminino e o masculino se posicionam e como são posicionados? Como são projetadas as sexualidades não hegemônicas em produções comerciais e independentes? Os estudos de cinema e a crítica feminista têm se colocado, desde os anos 70, diversas perguntas sobre o lugar da narrativa fílmica na constituição dos olhares sobre os gêneros e, mais recentemente, o discurso fílmico tem sido apropriado como forma de contestação e problematização dos discursos que buscam normatizar e domesticar as sexualidades. Este simpósio reunirá reflexões que tenham como eixo norteador as linguagens cinematográficas comerciais, independentes, alternativas, ficcionais e/ou documentais, como produtoras de significados que não apenas refletem as relações de gênero e sexualidade, mas que também constituem essas relações em processos contemporâneos de subjetivação. Se o cinema porta um discurso sobre as socialidades humanas, performando críticas, questionamentos, dúvidas e afirmando verdades, esse simpósio pretende reunir trabalhos que permitam entender o cinema como um espaço habitável por esses sujeitos que se constituem e são constituídos na linguagem cinematográfica.

E por falar em Gênero...
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ilhas .... e seus pescadores.


Numa transição entre Ilhas de 2 continentes a comparação inerente à viagem, nas paisagens, cheiros, formas sociais e culturais das "gentes" que vivem do/com o Mar foi inevitável!  Ressaltou a invasão por parte do Turismo e Expeculação Imobiliária que ameçam ambas na sua forma de existir.

                 

                                                                               

O documentário "A Ilha" foi o modo de "apresentação" que escolhi para essas 2 Ilhas que por coincidência se iniciam com a mesma letra: Ilha de Faro e Ilha de Florianópolis. Imagens mais do que palavras, relatos na primeira pessoa mais do que novelas de ficção.


O documentário "A Ilha" apresenta uma Ilha barreira, da costa sul de Portugal - Ilha de Faro. Citando o seu autor:

"Num tempo de rápidos consumos onde o agora reina, descobriremos em conjunto, uma praia e a sua aldeia piscatória, cujos habitantes teimam em resistir ao imediatismo dos dias de hoje mantendo hábitos ancestrais de contacto profundo com a grande natureza.
Sairemos e entraremos na vida dos seus habitantes, tendo como co-anfitriões animais marinhos e uma variedade invejável de espécies de aves movimentando-se em paisagens paradisíacas. Viajaremos tranquilamente pelos canais desta "ria" (sistema lagunar, formado por um cordão de ilhas e penínsulas arenosas dispostas paralelamente à costa) que faz justiça ao seu nome, contemplaremos pores-do-sol e da Lua no Atlântico Norte que parecerão encenados de tanta beleza.
Iremos viver uma praia, um espaço/ente que se dá a cada segundo das nossas existências sem pedir nada em troca.
 “ Longe de ser uma descrição de fenómenos objectivos, é uma tentativa de
inscrição do amor humano no coração das coisas” *

* in dicionário de símbolos, Juan Eduardo Cirlot, Bachelard acerca da Alquimia publicações D. Quixote"