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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ni Dios, Ni Patrón, Ni Marido. Argentina, Laura Mañá, 2010

O filme narra os fatos que culminaram na criação do “La Voz de la Mujer” em 1886, o jornal anarcofeminista desde o qual um grupo de pioneiras lutavam pelo amor livre, a igualdade de direitos e o fim de toda dominação quando ainda não despontava o século XX.
........1O periódico “La Voz de la Mujer” é o primeiro na América Latina que englobou as idéias anarquistas e feministas.

Pode-se ser anarquista sem ser feminista?

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http://www.antrocine.blogspot.com.br/2013/02/cinema-e-feminino.html
http://www.antrocine.blogspot.com.br/2013/03/cinema-feminino-entre-portugal-e.html

Palestina nas telas

Palestina contemporânea em três filmes

Este post é bem simples. Quero compartilhar com vocês a indicação de três filmes que assisti recentemente e que considero interessantes para conhecer e pensar as questões políticas ligadas ao conflito Palestina-Israel a partir do século 20; sobretudo para serem trabalhadas em sala de aula. Obviamente, isso deve ser feito através dos aparatos técnicos e teóricos de cada disciplina para estabelecer a crítica fílmica. No texto que se segue não farei uma análise das três obras cinematográficas, apenas uma apresentação dos enredos e algumas questões que podem ser suscitadas por cada um deles. Feito isso, compartilharei links para baixá-los via torrent.


[1º] Ocupação 101: a voz silenciada da maioria (Occupation 101)

“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância... é a ilusão do conhecimento”. É com esta frase do físico Stephen Hawking que este documentário produzido em 2006 nos Estados Unidos se inicia. O filme procura fazer uma abordagem histórica do conflito no território a partir do sionismo do final do século 19, que seria então uma forma de resposta ao repúdio que os judeus sofriam em toda a Europa antes mesmo do Holocausto. Defendendo a ideia de que o lugar era densamente ocupado por palestinos e não se tratava de uma terra devoluta, como algumas posições antipalestinas advogam, a obra almeja demonstrar que havia um acordo após a Segunda Guerra Mundial para a constituição de dois Estados. Um israelense e outro palestino. No entanto, embora a população fosse majoritariamente palestina, o projeto fronteiriço recortava uma parte maior destinada à criação do Estado de Israel que, por sua vez, obteve também o solo mais produtivo.

A isto se seguiu uma ocupação forçada das cidades tidas como dentro do território israelense. Pessoas foram retiradas de suas casas através da violência do aparato bélico de Israel. É a partir daí que começarão os conflitos que assistimos hoje entre israelenses e palestinos, entre judeus e árabes, naquela terra. E não como a visão hegemônica costuma entender, dizendo que sempre existiu essa “guerra” ou que ela dura mais de dois mil anos. Por meio de entrevistas com intelectuais (como Noam Chomsky) e de depoimentos de testemunhas, o documentário afirma que, antes da ocupação forçada, árabes e judeus conviviam pacificamente na Palestina. Outra questão interessante alçada pela obra refere-se aos lobbies políticos que os judeus possuem com o governo dos EUA. Financiando campanhas eleitorais e se beneficiando do acordo entre empresas judias e políticos estadunidenses. Aspecto este retratado também numa recente série de sucesso na terra do Tio Sam, chamada House of Cards.
Link para baixar o filme completo via torrentclique aqui!

Outra possibilidade é assistir o filme através do YouTube. Porém, ele se encontra fragmentado em nove partes. Segue à frente aqui primeira:

[2º] Cinco câmeras quebradas (Five broken câmeras, 2011)

Este documentário singular, em todos os sentidos, foi gravado por um camponês palestino, Emad Burnat, em 2005, ano em que houve a construção de um muro (como tantos outros) numa cidade na região da Cisjordânia com a justificativa de proteção, porém com o intuído de ocupação de terras palestinas pelos colonos judeus. A produção que concorreu ao Oscar 2013, como melhor documentário estrangeiro, narra e vivencia o cotidiano dos diversos conflitos, imposições e resistências na cidade de Bil’in. As cinco câmeras quebradas as quais o título do filme se refere são os aparelhos de filmagem utilizados por Emad e que são destruídos pelas mãos ou por balas dos soldados israelenses durante os conflitos que ele gravou. O que me chamou atenção na obra foi à ligação da família palestina com o Brasil, afora as crianças vestidas com uniforme da seleção brasileira de futebol, há também bandeiras do Brasil na porta da casa de Emad e em uma de suas câmeras. No filme diz que durante algum tempo, sua esposa, Soraya, morou no Brasil. Outro fato curioso, externo à produção em si, foi a breve detenção de Emad e de sua família no aeroporto estadunidense quando aportaram em Los Angeles para a festa de premiação do Oscar deste ano. Michael Moore foi quem mediou a liberação de Emad. “Parece que eles não conseguiam entender como um palestino podia ter sido indicado ao Oscar”, afirmou Moore. Vejam a notícia completa e uma apresentação mais detalhada do filme no Brasil de Fato.

Link para baixar o filme completo via torrentclique aqui!

Cabe aqui também apresentar as importantes intervenções feitas pelo um grupo anarquista, formado por israelenses, conhecido como “Anarquistas Contra o Muro”. Esta organização luta em favor da derrubada dos muros em construção ou já construídos pelo governo israelense, pois entendem que estes são dispositivos de um Apartheid que cerceia a liberdade dos palestinos. Para saberem mais deixo alguns links:

Site da organização (em inglês).
Apresentação do grupo pelo Wikipedia.


[3º] O limoeiro (Lemon Tree, 2008)

Dirigido pelo israelense Eran Riklin, O limoeiro, diferentemente dos outros dois filmes mencionados, não se trata de um documentário, mas de uma narrativa representada por atores profissionais, baseada em acontecimentos reais. Sem dúvida é um dos filmes mais doces e singelos que já assisti. A trama se inicia quando o Ministro da Defesa israelense muda-se para a fronteira entre Israel e Cisjordânia (o lado oeste do rio Jordão). Sua vizinha Salma Zidane é uma viúva palestina que mora sozinha e possui uma humilde plantação de limão, da qual retira sua renda. Os governantes israelenses então entendem que a plantação representa um perigo a suas integridades, alegando que ela poderia ser usada como esconderijo para ataques terroristas. E decidem através da lei destruir as árvores da sra. Zidane. Daí segue-se um longo litígio que repercute internacionalmente. O interessante no filme é perceber como questões macro-políticas interferem de maneira direta na vida cotidiana das pessoas comuns. A posição delicada de uma mulher viúva na cultura islâmica também é colocada em xeque na medida em que a personagem principal relaciona-se com seu advogado e sofre repúdios de membros de sua comunidade, para os quais a figura do marido falecido deve ser sempre respeitada.

Link para baixar o filme completo via torrentclique aqui!
Referências:

ABRÃO, Baby Siqueira. A palestina vai ao Oscar. E é detida no aeroporto. In: Brasil de Fato: uma visão popular do Brasil e do mundo. São Paulo, 21 fev. 2013.
CINCO Câmeras Quebradas (5 Broken Cameras). Direção: Emad Burnat & Guy Davidi. Gênero: Documentário. País: Palestina/Israel/França/Holanda. 2011. DVD, colorido, 94min.
LIMOEIRO, o. (Lemon Tree – Etz Limon). Direção: Eran Riklis. Roteiro: Eran Riklis e Suha Arraf. Gênero: Drama. País: Israel/França/Alemanha. 2008. DVD, colorido, 106min.
OCUPAÇÃO 101: a voz da maioria silenciada (Occupation 101: Voice of the Silenced Majority). Direção e produção: Sufyan Omeish & Abdallah Omeish. Gênero: Documentário. País: Estados Unidos. 2006. DVD, colorido, 90min.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Cinema e cultura dos povos de língua portuguesa

Por amor à arte e paixão pela sétima, o CINANTROP visa contribuir para a
divulgação e preservação da identidade dos povos de língua portuguesa


Pretendemos proceder a uma recolha e desenvolvimento de projetos de interesse etnográfico, através do cinema e assim fortalecer as relações culturais entre os povos de Língua portugueses.


 Em cada edição do festival, o CINANTROP terá sempre um país convidado de
Língua portuguesa. Por naturais relações histórico-culturais e por ser o Ano do
Brasil em Portugal
, este será o país convidado a estar presente neste evento que será anual.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Vida Longa a Nuestra Revolución

Julho de 1936.
Tinha início a Guerra Civil de Espanha.
No pasarán.
Milicianas anarquistas se preparan para combatir a los fascistas. ¡No pasarán!







 


Argentina
Portugal

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Call for Papers: Aniki - Revista Portuguesa da Imagem em Movimento

Inline images 1Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento aceita artigos inéditos sobre, entre outras, as seguintes áreas: cinema, televisão, arqueologia do cinema, vídeo, culturas digitais, som e imagem em movimento, história e teoria da imagem em movimento. De acesso gratuito, online e revista por pares, publica textos originais no campo da imagem em movimento segundo diferentes abordagens metodológicas. Com periodicidade semestral (junho/dezembro), publica ensaios (com dupla arbitragem científica cega), entrevistas, recensões e relatórios de festivais e exposições de arte cinemática.

A chamada de artigos para as diversas secções da Aniki está aberta em permanência e o registo no sistema e posterior acesso ou autenticação são obrigatórios para a submissão de trabalhos, bem como para acompanhar o processo editorial em curso (www.aim.org.pt/aniki).

No primeiro número, que sairá em dezembro de 2013, a Aniki pretende publicar uma secção especial temática, editada por Tiago Baptista, que abordará a relação entre novas tecnologias, a análise fílmica e as novas cinefilias, com a data limite de envio de ensaios até 31 de julho.

Consulte as Instruções para os Autores e Políticas de Secção antes de submeter o seu artigo completo.
Para qualquer esclarecimento, visite-nos em www.aim.org.pt/aniki.

 *  *  *  *
Call for Papers: Aniki: Portuguese Journal of the Moving Image 
Aniki: Portuguese Journal of the Moving Image accepts original essays on, among others, the following areas: cinema, television, media archaeology, video, digital cultures, sound and the moving image, history and theory of the moving image. It is an open access, peer-reviewed online journal that publishes original research essays in the fields of the moving image from diverse methodological perspectives. A bi-annual publication (June/December), this journal publishes essays (with double blind peer review), interviews, book reviews and conference reports, as well as critical reviews of art exhibitions and international film festivals.
The call for papers to Aniki’s different sections is constantly open and registration and login are required to submit items online and also to check the status of current submissions (www.aim.org.pt/aniki).
In its first issue, which will be launched in December, 2013, Aniki aims to publish  a special thematic section, to be edited by Tiago Baptista, on the relationship between new technologies, filmic analysis, and new cinephilias. The deadline is July 31.
Please consult the Author Guidelines and Sections Policies before submitting your complete paper. 
Please visit www.aim.org.pt/aniki for further details.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Chama de uma Vela: o número e o nome no filme “A lista de Schindler” - por Alecrides Senna

A Chama de uma Vela: o número e o nome no filme “A lista de Schindler”

A candle's flame: the number and the name on "Schindler's List"


Alecrides Jahne Raquel Castelo Branco de Senna

Resumo


O artigo traz uma reflexão sobre elementos históricos relacionados à Segundo Guerra Mundial a partir do filme “A lista de Schindler”. Com o livro de Thomas Keneally “A lista de Schindler” e com base na obra de Edwin Black “IBM e o Holocausto”, lançando um olhar sociológico sobre essas questões, a discussão tem como ponto de partida o número recebido pelos prisioneiros nos campos de concentração.
Palavras-chave: Segunda Guerra Mundial, Cinema, Sociologia.

Abstract
The following article presents a reflection on some historical elements related to the Second World War using Spielberg's "Schindler's List" as foundation ground for the analysis. Along with Thomas Keneally's book "Schindler's List" and Edwin Black's "IBM and the Holocaust", this work aims at putting a sociological perspective on the aforementioned issues, taking as a starting point the number received by prisoners in concentration camps.
Keywords: World War II, Film, Sociology.

------->>>> Caso queira ler o artigo completo, só acessar o site da revista "Linguagem do Cinema e Audiovisual" que é uma publicação anual do Laboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – LATEC/UFRJ. 

O link é:


Em nome da razão. Brasil, Helvécio Ratton, 1979.


Um filme sobre os porões da loucura. 
Confiram a análise:
Em nome da razão: Quando a arte faz história



Louise Michel, a Rebelde. França, Sólveig Anspach, 2009.

Louise Michel é uma professora libertária, uma das mais importantes revolucionárias da Comuna de Paris. Condenada por ter combatido as tropas de Bismark e o governo colaboracionista de Thiers, assim como milhares de revolucionários ela é enviada para uma colônia penal distante em meio a Oceania, a uma das ilhas do arquipélago da Nova Caledônia. Lá torna-se conhecida e admirada por todos os exilados, fazendo também amigos entre os kanaks, habitantes originários da ilha. Rapidamente Michel aprende sua língua e costumes, lhes ensina francês, e fica ao lado deles quando se rebelam e se insurgem contra a autoridade colonial. Para além de uma ideologia, Anarquia é para Louise Michel uma atitude ética.
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10 anos do Femina: mulher, mundo contemporâneo e imigração

No Rio
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segunda-feira, 8 de julho de 2013

As Flores que abrem hoje...

Miren como sonríen los presidentes cuando le hacen promesas al inocente
Miren como le ofrecen al sindicato este mundo y el otro los candidatos
Miren como redoblan los juramentos, pero después del voto, doble tormento.

Miren el hervidero de vigilantes para rociarle flores al estudiante,
Miren como relumbran carabineros para ofrecerle premios a los obreros
Miren como se visten cabo y sargento para teñir de rojo los pavimentos.
 
...Nossas Amadas Forças! 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Seminário Femina 2013

Galera!!!!! Todos os anos, o Femina (Festival Internacional de Cinema Feminino) realiza um Seminário composto por debates e palestras que reúne diretoras, produtores, pesquisadores, professores e outros convidados para debaterem com o público questões de gênero, sexualidade, corpo, direitos humanos, representações, entre outras temáticas. Em 2013, o Seminário Femina será realizado em parceria com o Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais – GRAPPA.

Vejam as informações do Seminário desse ano em: http://www.feminafest.com.br/2013/informacoes/

Inscrições: http://www.feminafest.com.br/2013/inscricao-para-seminario/