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quarta-feira, 6 de março de 2013

O cinema e seu processo de pesquisa

No Rio de Janeiro !

O Laboratório do Filme Etnográfico convida 
Encontros  com  o Autor e  Mostra de Filmes


O cinema e seu processo de pesquisa.
Encontro com Andrea Tonacci

entre 13 e 15 de março no ICHF/UFF.


"Filmo para conhecer, conhecer-me, para apreender a olhar, a ver, descobrir, revelar, às vezes interferir; mas a cada vez, a cada filme, nada mais sei, caio no nada, onde tudo pode acontecer, então fico bem quieto, atento, aguardo, e giro com o mundo". A. Tonacci.

O evento O cinema e seu processo de pesquisa. Encontro com Andrea Tonacci visa a formação dos quadros da equipe do Laboratório do Filme Etnográfico e acolhe estudantes de graduação e pós, pesquisadores e professores dos departamentos de Antropologia, Sociologia, História e Cinema da UFF. Essa atividade se inscreve numa série de atividades de formação em Antropologia Visual, visando habilitar pesquisadores para a realização audiovisual.
Andrea Tonacci é autor de importantes filmes do cinema documentário e ficcional brasileiros, entre eles, Serras da desordem (2006), Os Arara (1980-83), Discursos Canela (1979), Jouez encore, payez encore (1975), Bang bang (1970), entre outros. O evento visa estabelecer diálogos com o realizador, no estudo dos processos de produção no cinema, esclarecendo os trabalhos de pesquisa, roteirização, produção, gravação e montagem de seus filmes.



Programação:
13/3/12:
18hs. Sala O-516.
Blá blá blá (1968). 28'.
 
Bang Bang (1970). 85'.
 
14/3/12
10hs. Sala O-516.
Os Arara (1980/83). 75'.
14hs. Laboratório do Filme Etnográfico. Sala O-207.
Troca de vivências e conversa a partir detrabalhos em processo.

18 hs. Sala O-516.
Conversas no Maranhão,(1977).120'.

15/03/12
10 hs. Sala O-516
Jouez Encore, Payez Encore, (1975). 65'.
14hs. Sala O-516
 Serras da Desordem (2006). 135'.


"um encontro é uma oportunidade de reflexão e aprendizado". A. Tonacci












+ links de interesse sobre os trabalhos dele.
 


Apoio: FAPERJ
Realização: Laboratório do filme Etnográfico/UFF

Postagens relacionadas:
 http://antrocine.blogspot.com.br/2012/05/o-som-e-musica-na-antropologia-e-no.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

Da sociologia da arte ao Cinema

GT Sociologia da Arte do XVI Congresso Brasileiro de Sociologia da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) - 10 a 13 de setembro de 2013, Salvador (BA) - coordenado por Maria Lucia Bueno (UFJF) e Sabrina Parracho Sant'Anna (UFRRJ). Encaminhamos a ementa abaixo, lembrando que se trata da continuidade e consolidação dos trabalhos do GT Sociologia da Arte em atividade nos três últimos congressos da SBS. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até 11/04 nos sites da SBS: www.sbsociologia.com.br

Contamos com o apoio de vocês. Obrigada.



EMENTA DO GT SOCIOLOGIA DA ARTE.

Na sociedade contemporânea, pautada pela dimensão simbólica e pela estetização do cotidiano, a sociologia da arte adquire especial relevância, assinalando problemas fundamentais para o desenvolvimento do saber sociológico. Diversos autores tem apontado a importância do papel que a cultura artística vêm desempenhando nas práticas sociais, destacando a influência da cultura de massas, os processos de espetacularização e musealização das sociedades e o esgarçamento das fronteiras entre o mundo da arte e a indústria cultural em todos os seus domínios, da música às artes plásticas, da literatura ao cinema. Neste contexto o universo estético sofreu uma considerável ampliação, ultrapassando a esfera restrita da cultura erudita. A sociologia da arte no século XXI abarca dos museus aos grafites nas ruas, das salas de concerto aos shows de rap, das performances mais herméticas aos desfiles de moda, tornando muito mais complexo o trabalho do pesquisador. Na literatura recente temos um aumento tanto das interpretações que passaram a olhar para os problemas estéticos como questões centrais da análise sociológica, quanto daquelas que refletem sobre os bens artísticos como fenômenos de especial relevância para o entendimento da realidade contemporânea. É a partir destas perspectivas que o GT de Sociologia da Arte levanta questões que hoje desafiam o desenvolvimento da Sociologia brasileira. Nosso objetivo é colocar em contato pesquisadores e pesquisas as mais diversas, contribuindo para o surgimento de interlocuções e para o fortalecimento das já existentes.

domingo, 3 de março de 2013

Cinema latino-americano em Movimento

Caros ,
Comunicamos o lançamento da nova edição da Revista Movimento, periódico científico semestral, organizado pelos alunos do Programa de Pós-graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA/USP . Neste número o destaque está  no dossiê sobre Cinema latino-americano, com artigos, ensaio fotográfico e  entrevista inédita com o cineasta chileno Patricio Guzmán.


Dada a dificuldade em fazer circular o nosso trabalho, gostaria de pedi ajuda na divulgação...


  Editorial

O projeto da Revista Movimento surgiu de uma inquietação. Diante das inúmeras pesquisas de mestrado e de doutorado atualmente em realização no programa de pós-graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA-USP, resolvemos nos organizar para a criação de um periódico discente que permitisse a exposição dos resultados de trabalhos acadêmicos ainda em processo. Preocupados com a circulação restrita de boas pesquisas, montamos a Revista Movimento como uma tentativa de fazer do meio eletrônico um mecanismo para a divulgação do conhecimento na área do audiovisual. Em junho de 2012, quando lançamos o primeiro número da nossa publicação, o resultado foi um dossiê com treze artigos, todos escritos por alunos da ECA-USP, e que ofereceriam ao leitor um panorama dos estudos que estavam em desenv olvimento naquele departamento.

Embora o periódico tenha nascido com as pretensões acima assinaladas, voltado completamente para as pesquisas discentes de um programa específico de pós-graduação, é diante de certa surpresa que anunciamos o novo número da revista como um ultrapassar dos limites originais. Quando lançamos a chamada para a publicação de textos nessa segunda edição, concentrando esforços na montagem de um dossiê em torno do cinema na América Latina, não imaginávamos que receberíamos artigos escritos por acadêmicos pertencentes a diversas universidades de dentro e de fora do Brasil. Dos quinze textos recebidos pela Revista Movimento para avaliação, nove foram selecionados pelos pareceristas. São estudos provenientes dos departamentos de Geografia, História e Antropologia da FFLCH-USP, da Escola de Comunicação da USP, do Instituto de Artes da UNICAMP (Campinas), do curso de Cinema da UNISUL (Santa Catarina), do setor de História da UNESP (Assis), da área de Comunicação da UFMG (Belo Horizonte) e do departamento de Comunicação Social da Universitat Pompeu Fabra (Barcelona).

Um rápido passar de olhos sobre esses dados é indício de que o periódico adquiriu uma circulação inicialmente não prevista por nós, tornando-se um espaço eletrônico com capacidade para uma troca mais intensa de idéias e de pesquisas. O resultado desse segundo número nos alegra e ao mesmo tempo nos preocupa:
como manter a continuidade de uma publicação onde todos são voluntários e encontram-se em meio às inúmeras obrigações da vida acadêmica?

O leitor da Revista Movimento encontrará nessa edição um dossiê intitulado “América Latina” e que reúne novos olhares a respeito do continente latino-americano, enriquecidos pela multiplicidade de temas e enfoques. A realização audiovisual enquanto prática de resistência, os posicionamentos diante de um passado militar recente, bem como os tratamentos dados à miséria e à violência, convivem com o questionamento da América Latina atual, incluindo visitas a Argentina, a Colômbia, ao Chile, a Cuba e ao Brasil.

Vanderlei Henrique Mastropaulo aborda os filmes de Adolfo Aristarain, realizados no início dos anos 1980, identificando os traços do gênero policial e a crítica ao regime militar argentino. Viviana Echávez Molina, por sua vez, enfatiza os críticos e cineastas colombianos do Grupo de Cali. O ponto de partida é Agarrando Pueblo (1977), que denuncia a encenação da pobreza, ironiza a linguagem do documentário e contrapõe-se ao tratamento da miséria com fins comerciais. Sob um viés antropológico, Diana Paola Gómez Mateus atem-se ao cinema colombiano recente, tratando os filmes Perro come perro (2008) e Paramo (2011) como perversões audiovisuais das narrativas da violência colombiana. A partir de En nombre de Dios (1986), de Patricio Guzmán, Alexsandro de Sousa e Silva identifica a representação de diferentes setores da Igreja Católica na resistência à ditadura chilena de Augusto Pinochet. Marcelo Prioste encontra algo de inusitado em Di-Glauber (1977), articulando referências a Eisenstein e à cultura popular mexicana. Albert Elduque, por fim, acompanha as metáforas e formas estéticas assumidas pelo tema da carne no cinema de Joaquim Pedro de Andrade.

Entre os diferentes olhares presentes no Dossiê América Latina, o Ensaio fotográfico e a Entrevista voltam-se ao aqui e agora. Em Os jovens de Cuba, as lentes de Cristina Beskow buscam o lazer infantil e o lúdico, construindo um olhar saudoso às conquistas sociais cubanas, principalmente quanto ao direito à infância. A Entrevista com o documentarista chileno Patricio Guzmán foi realizada na Cinemateca Brasileira, no contexto do curso “Memória e transformação”, ministrado pelo próprio cineasta em julho de 2012. Durante a conversa, Guzmán questiona-se a respeito da memória e do documentário enquanto práticas politizadas, retomando os estudos cinematográficos na Espanha, a atuação durante o governo de Salvador Allende e as origens do Nuevo Cine Latinoamericano.

Dentro deste número da Revista Movimento, o leitor encontrará ainda uma série de três artigos avulsos, que reafirmam a pluralidade de enfoques. Cristiane Pimentel Neder propõe uma abordagem sensitiva a respeito das sonoridades e da identidade em O céu de Lisboa (1994), de Win Wenders. A partir do cinema de Harun Farocki, Siomara Gomes Faria coloca em questão a construção do passado e o uso das imagens de arquivo; enquanto o estudo de Rafael Morato Zanatto, a respeito de Paulo Emilio Salles Gomes e Robert Wiene, realiza-se como um desdobramento da curadoria da VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, ocorrida em São Paulo, em 2012.

Convidamos a tod@s para acessarem nossa revista pelo seguinte endereço: www.revistamovimento.net

Obrigado e Boa leitura!


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sábado, 2 de março de 2013

Making Off - cadastro pra tod@s gratuito, corram!!!

Milhares de Filmes a sua disposição
- Aproveitem que é só até amanhã -

"Informamos que entre os dias 01/03 e 03/03 o Making Off estará aberto para novos cadastros SEM a necessidade de convites.


Estimulamos todos a divulgarem essa informação aos interessados em suas redes sociais ou da forma que acharem melhor.


Não sabemos quando e nem mesmo se ocorrerá oportunidade semelhante no futuro. "




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cinema e Feminino

Cinéma et Femme, Kino i žensko, Kino und weiblich, Biograf og Kvinde, Cinema en vrouwelijke, Mozi és Nő, Pictiúrlann agus Mná, Sinema ve Kadın, Bio och kvinnliga,  Zinema eta Emakume, Sinema a Benyw,  सिनेमा और स्त्री, კინოსა და ქალი, Κινηματογράφος και Γυναίκα, 電影女,  映画館と女性, ಸಿನಿಮಾ ಮತ್ತು ಸ್ತ್ರೀ, Здравје и женски, Кіно і жінка, Điện ảnh và Nữ, السينما وأنثى 

CONVOCATORIA / CALL FOR ENTRIES FEMINA 2013

  Caras realizadoras, amigos e parceiros,

Estão abertas as incrições para as mostras competitivas do Femina -
Festival Internacional de Cinema Feminino 2013. 

Regulamento e ficha de inscrição estão disponíveis em www.feminafest.com.br

Este ano o Femina realizará sua décima edição, não percam!

As inscrições devem ser enviadas até 5 de abril de 2013.
Aguardamos suas inscrições!
Visitem e divulguem!

Dear filmmakers, friends and partners,
Submissions are open for Femina International Women's Film Festival 2013. Regulations and entry form are available at
www.feminafest.com.br

This year Femina will hold its tenth edition, join us!

Deadline for entries: April 5th, 2013.
We'll be looking forward in receiving your submissions!
Please visit and spread word!

Atenciosamente/ Best regards,

Paula Alves & Eduardo Cerveira
Diretores/Directors
 

Festival Internacional de Cinema Feminino
International Women's Film Festival
 

FEMINA 2013

www.feminafest.com.br

 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O GRAPPA com Sol a ouvir o "ciará" ou "siará" - canto da jandaia

Para Ana, Débora, Eliska, Gugão, Ju, Luís, Marco, Paula e Paloma é Nóis!
E estamos na XIII ABANNE | IV REA 2013: GT4 - Antropologia do Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas.
O GRAPPA (Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais) y  ANTROcine em Caravana rumo a Casa Amarela, Cumbuco, Papicú e Mucuripe!

Preparem seus trabalhos!!!
Nos vemos de 4 a 7 de agosto em Fortaleza/Cea... 

+ INFOS: http://www.reaabanne2013.com.br/site/

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Deixou um caminho das passarelas à luta pela igualdade, tendo como arma: O cinema!

O cineasta, ator, diretor e ativista Zózimo Bulbul morreu aos 75 anos depois de sofrer uma parada cardíaca, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. E será enterrado hoje no Caju


O carioca iniciou a carreira em produções teatrais no centro popular de cultura da UNE. Na TV ele foi o primeiro protagonista negro de uma novela brasileira, fazendo um casal inter-racial com Leila Diniz em Vidas em Conflito na TV Excelsior em 1969. Ousado para a época, o romance entre um negro e uma branca foi retratado sem traços de intimidade entre eles. Após pressão dos atores para que houvesse uma cena de beijo, a 
trama foi alterada e o casal, desfeito. 

Foi ainda o primeiro manequim negro masculino de uma grife de alta costura. 
Nascido Jorge da Silva, o ator iniciou sua carreira no Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, em 1960.
Adotou seu nome artístico ao começar a se destacar em filmes como Cinco Vezes Favela (1962)-no episódio dirigido por Leon Hirszman-, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha. 


 Ator e diretor de mais de 30 filmes e 50 anos de carreira Ele foi um dos ícones negros dos anos 60 e do "Cinema Novo". Também fez participações importantes em filmes como Ganga Zumba (1963) e Quilombo (1984), de Cacá Diegues.Outro destaque na carreira cinematográfica foi a atuação em Compasso de Espera (1969-1973), quando fez par romântico com uma menina branca, interpretada pela atriz Renèe de Vielmond. Como cineasta, dirigiu filmes como o curta Alma no Olho (1973) (confira acima) e Abolição (1988) (confira abaixo, o já clássico filme relatando a verdadeira História do negro na Pindorama ocupadal) onde marcando o centenário do fim da escravidão, analisava a situação dos negros brasileiros nos cem anos seguintes à proclamação da Lei Áurea. O filme foi premiado no Festival de Brasília e no Festival Latino-Americano de Nova York em 1989.
A pouca repercussão do longa no Brasil o deixou frustrado. Para promover o cinema negro, criou um festival internacional e o Centro Afro Carioca de Cinema, no Rio.
Sua militância fez com que ele fosse um dos personagens entrevistados pelo cineasta americano Spike Lee para seu documentário "Go, Brazil, Go!", em produção.
 O ator sofria de câncer no intestino, que atingiu cérebro quando a metástase foi descoberta, foi recomendado sua internação. Ele optou por ficar em casa.  "Ele estava muito doentinho, sofrendo demais", disse o cineasta Cacá Diegues, que dirigiu Bulbul em Ganga Zumba (1963).
"Não era só um ator de qualidade, mas um ícone e líder do movimento negro. Tinha uma capacidade imensa de agregar pessoas em torno dele. Fará falta porque tinha um papel artístico e político muito importante", disse Diegues.


Em 2007, Zózimo criou o Centro Afro Carioca de Cinema, no bairro da Lapa, onde realiza festivais sobre cinema negro anualmente dentro do Brasil e fora do país. No fim de 2012, organizou a 6ª edição do Encontro de Cinema Negro Brasil, África & Américas. Os encontros continuarão a ser realizados no espaço como uma homenagem ao artista.

"O Zózimo além de ter uma importância como ator, diretor e pessoa, ele tinha uma força muito grande e a palavra dele sempre foi resistência, e resistiu o que pode. Ele reuniu mais de 80 cineastas gringos, teve projetos para as novas gerações. Ele está deixando um legado, é uma pena que ele não tenha conseguido fazer tudo, ele tinha muitos planos pra esse ano, queria fazer muito mais", disse Monalysa.


Zózimo Bulbul dedicou a carreira ao resgate do que chamava de "africanidade através do cinema". Nos últimos anos o artista trabalhava em projetos de oficinas de cinema para estudantes do Senegal e de Cabo Verde.

"Muito triste a perda do Zózimo. Grande ator, cineasta e amigo", disse Lázaro Ramos. "Foi contando a história dele que comecei a dirigir. Descobri que ele foi o primeiro negro protagonista masculino de uma telenovela no Brasil. Saber que ele foi ator do único filme dirigido por Antunes e tantas outras coisas me revelou um novo mundo. Ao fim da entrevista ele me disse de uma forma intensa e emocionada: 'Isto aqui (apontando para a câmera) é uma arma. Use-a'". 

 Vejam os outros filmes citados que Zózimo Bulbúl participou em: http://antrocine.blogspot.com.br/2012/08/vejam-o-cinema-brasileiro-dos-classicos.html


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Paisagem e narrativa no Cinema

Para a Catarina e a Clê, sempre junt@s!

O Olhar da Geografia, do Cinema e da Literatura 

20-21 de Fevereiro.

Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra / Portugal

A paisagem, enquanto experiência e narrativa, vive-se no quotidiano de cada um mas percebe-se também pelas representações que a mostram, talvez de outra forma, salientando traços e perspetivas que nascem do olhar muito particular do geógrafo, do escritor ou do cineasta, dos que vêm o mundo a partir de um referencial fixo ou dos que viajam, acumulando vivências, diversificando pontos de vista e modelando novas espacialidades. E assim se atravessam olhares e perspetivas de quem está atento e participa da dinâmica dos espaços geográficos, territórios de escrita e cinematografias mas também territórios científicos que os geógrafos percorrem, estudam e, à sua maneira, divulgam.

Este encontro científico centra-se em temas geográficos integrados que vão das áreas urbanas aos espaços rurais e destes às territorialidades da viagem e das diferentes categorias de mobilidade espacial. Objetos múltiplos de perceções cruzadas, aqui se vão associar as linguagens complementares da geografia, da literatura e do cinema. Afinal, como se representam lugares e paisagens? O que se escreve sobre eles? Como se filmam? Como se devolvem estas representações ao espaço e que novas paisagens modelam? Como pode a geografia analisar estas novas territorialidades criativas? Quais os olhares do cinema e da literatura sobre o mundo dos geógrafos, um mundo que se percebe de perto mas também à distância, na lentidão que pode levar à paragem mas também na velocidade que ritma os percursos mais apressados?
Viajando entre tempos e espaços e percorrendo linguagens que se completam, este congresso reafirma, num permanente diálogo interdisciplinar, a Geografia como uma ciência sensível às novas territorialidades mas também às múltiplas e inovadoras abordagens do espaço geográfico.

Entidades Organizadoras:
CEGOT – Grupo de Investigação 3
Departamento de Geografia da Universidade de Coimbra

Programa completo em:  http://www1.ci.uc.pt/ieg/narrativas/programa.htm

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cinema e Fado no Mondego!


ACEITE DA MESA: III ENCONTRO ANUAL DA AIM

Antropologia do Cinema de volta a "terrinha", agora também no Velho Mundo...

Confirmo que as propostas referentes à mesa Antropologia do Cinema na América Latina: perspectivas e debates, coordenada por Luiz Gustavo Correia e Ana Paula Alves Ribeiro, foram aceites.

A notificação de aceitação foi enviada aos seguintes elementos:
Imagens dos negros baianos: representação, auto-representação, cidade e memória no filme: Negros, de Mônica Simões - Ana Paula Alves Ribeiro e Juliana Garcia
Tiresia: cinema, corpo e deficiência sob a perspectiva da Antropologia - Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia
Indio e Cinema no México hoje - Juliano Gonçalves da Silva
A face imaterial do patrimônio no Cinema - Marilda Checcucci Gonçalves da Silva

O movimento operário entre 1978 e 1980 segundo Leon Hirszman: ABC da Greve e Eles não usam black-tie - Paula Alves

Cumprimentos,
Paulo Cunha, Secretário da AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento- Professor na Universidade de Coimbra/CEIS20



O GRAPPA (Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais) y  ANTROcine  irão ouvir Fado na sua fonte! 

Postagem relacionada:

Daquele Instante em Diante. Rogério Velloso, 2011.

"...Desde que me conheço por gente é isso o que sou na vida. Som, música, todo o tempo."